NOTAS DO EPISÓDIO
<strong>TUDO É TRANSITÓRIO</strong><br /> \n<br /> \nUm redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos.<br /> \nEscreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia.<br /> \nNa Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade.<br /> \nO povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria.<br /> \nEra a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> \nEle devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu.<br /> \nE, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados.<br /> \nEntretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal.<br /> \nComo, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba?<br /> \nÉ aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> \nDe tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que você vai morrer um dia.<br /> \nCom certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor.<br /> \n<br /> \nLembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> \nNão somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho.<br /> \nIsso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar.<br /> \nNada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física.<br /> \nO que hoje é, amanhã poderá deixar de ser.<br /> \nAssim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra.<br /> \nHoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral.<br /> \nAssim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> \nartigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> \n2012.<br /> \nEm 15.1.2014.<br /> \n<br /> \n<br />
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