AFABILIDADE

PENSE NISSO · EP 1092

AFABILIDADE

26 Fev 2019 · DURAÇÃO 4:25
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<strong>&nbsp;Afabilidade <br /> \n</strong><br /> \nTodos desejamos ser amados. Mas ser&aacute; que j&aacute; compreendemos a necessidade de sermos am&aacute;veis?<br /> \nA Hist&oacute;ria nos conta que todos os que foram h&oacute;spedes de Theodore Roosevelt, o presidente americano, ficaram espantados com a extens&atilde;o e a diversidade dos seus conhecimentos.<br /> \nFosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um pol&iacute;tico ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.<br /> \nE como fazia isso? A resposta &eacute; simples: Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado at&eacute; tarde, na v&eacute;spera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente &agrave;quele h&oacute;spede.<br /> \nPorque Roosevelt sabia, como todos os grandes l&iacute;deres, que a estrada real para o cora&ccedil;&atilde;o de um homem &eacute; lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.<br /> \nO ensa&iacute;sta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta li&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNarra a seguinte experi&ecirc;ncia:<br /> \nQuando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.<br /> \nCerta noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua aten&ccedil;&atilde;o em mim.<br /> \nNaquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impress&atilde;o de estar particularmente interessado no mesmo.<br /> \nDepois que ele saiu, falei vibrante: &ldquo;Que homem!&rdquo;<br /> \nMinha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que n&atilde;o entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.<br /> \n&ldquo;Mas, ent&atilde;o, por que falou todo o tempo sobre barcos?&rdquo;<br /> \n&ldquo;Porque ele &eacute; um cavalheiro. Viu que voc&ecirc; estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agrad&aacute;vel!&rdquo;<br /> \n* * *<br /> \nInspirados nessas duas ricas experi&ecirc;ncias, indagamos: Ser&aacute; que nos esfor&ccedil;amos para nos tornarmos agrad&aacute;veis aos outros?<br /> \nSer&aacute; que encontramos neste mundo cavalheiros com tais caracter&iacute;sticas de altru&iacute;smo e polidez?<br /> \nS&atilde;o raros, infelizmente. Por isso, a li&ccedil;&atilde;o nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuan&ccedil;a dessa virtude.<br /> \nSe desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esfor&ccedil;ar para sermos am&aacute;veis!<br /> \nA amabilidade &eacute; esta qualidade ou caracter&iacute;stica de quem &eacute; am&aacute;vel, por defini&ccedil;&atilde;o.<br /> \n&Eacute; ser polido, cort&ecirc;s, af&aacute;vel. &Eacute; agir com complac&ecirc;ncia.<br /> \nDesta forma, conclu&iacute;mos que:<br /> \nA benevol&ecirc;ncia para com os semelhantes, fruto do amor ao pr&oacute;ximo, produz a afabilidade e a do&ccedil;ura, que s&atilde;o a sua manifesta&ccedil;&atilde;o.<br /> \n* * *<br /> \nN&atilde;o ser&aacute; porque sorrias a todo instante que conseguir&aacute;s o milagre da fraternidade. A incompreens&atilde;o sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingan&ccedil;a.<br /> \nN&atilde;o ser&aacute; porque espalhes teus &oacute;sculos com os outros que edificar&aacute;s o teu santu&aacute;rio de carinho. Judas, enganado pelas pr&oacute;prias paix&otilde;es, entregou o Mestre com um beijo.<br /> \nPor outro lado, n&atilde;o &eacute; porque apregoas a verdade, com rigor, que te far&aacute;s aben&ccedil;oado na vida.<br /> \nNa alegria ou na dor, no verbo ou no sil&ecirc;ncio, no est&iacute;mulo ou no aviso, acende a luz do amor no cora&ccedil;&atilde;o e age com bondade.<br /> \nCultiva a brandura sem afeta&ccedil;&atilde;o. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e af&aacute;vel.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 6, pt. 2, do livro<br /> \nComo fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie,<br /> \ned. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro <br /> \nO Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,<br /> \ned. FEB e no cap. Afabilidade e do&ccedil;ura, do livro Escr&iacute;nio de luz,<br /> \nde Francisco C&acirc;ndido Xavier,<br /> \ned. O CLARIM.<br /> \nEm 25.9.2017</em></div>

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