A DOR QUE CAUSAMOS

PENSE NISSO · EP 1760

A DOR QUE CAUSAMOS

2 Fev 2022 · DURAÇÃO 4:40
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<p><span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Na nossa vida, passamos por muitas situa&ccedil;&otilde;es felizes, mas tamb&eacute;m enfrentamos momentos tristes... conhecemos a dor.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Alguns dizem que a dor &eacute; ruim, outros, falam da sua import&acirc;ncia e o seu valor. Talvez voc&ecirc; n&atilde;o tenha parado pra pensar que a dor f&iacute;sica, de um modo geral, &eacute; um aviso da natureza, que procura nos preservar dos excessos.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Sem ela, abusar&iacute;amos de nossos &oacute;rg&atilde;os at&eacute; ao ponto de os destruirmos antes do tempo.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Quando um mal aparece no corpo, s&atilde;o os efeitos desagrad&aacute;veis da dor que nos informam de que algo n&atilde;o est&aacute; bem. E podemos buscar o tratamento, a medica&ccedil;&atilde;o adequada.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Em se falando da coletividade, a dor tem um grande papel.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Foi gra&ccedil;as a ela que se constitu&iacute;ram os primeiros agrupamentos humanos.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Foi a amea&ccedil;a das feras, da fome&hellip; que obrigou o indiv&iacute;duo a procurar o seu semelhante para constituir o grupo.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Isso permitiu que da vida comum, dos sofrimentos comuns, da intelig&ecirc;ncia e do trabalho comuns sa&iacute;sse toda a civiliza&ccedil;&atilde;o, com suas artes, ci&ecirc;ncias e ind&uacute;strias.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">A dor ainda tem um efeito terap&ecirc;utico para a alma, desde que, atrav&eacute;s dela, possamos resgatar faltas cometidas, em passado pr&oacute;ximo ou distante. A dor ser&aacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o quando bem sofrida, ou seja, sem revolta e indigna&ccedil;&atilde;o. </span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">No entanto, existem dores e dores. Se h&aacute; a necessidade da dor para tratar determinadas faltas, n&atilde;o est&aacute; na m&atilde;o de nenhuma pessoa impor sofrimento ao outro.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Nenhum de n&oacute;s tem o direito de ferir a quem quer que seja. E se o fizermos seremos responsabilizados.</span></span><br /> &nbsp;<br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Bom pensarmos quantas vezes ferimos o nosso irm&atilde;o, nosso familiar, nosso colega de trabalho.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Quantas vezes erguemos a voz no lar para reclamar de alguma coisa que desejamos que fosse diferente. Reclamamos da falta de sal no arroz, do prato que n&atilde;o ficou muito bom, at&eacute; do card&aacute;pio ser sempre o mesmo.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Quantos de n&oacute;s reclamamos do companheiro de trabalho, por n&atilde;o realizar a tarefa exatamente da forma que a idealizamos, como n&oacute;s a far&iacute;amos.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Quantas vezes magoamos cora&ccedil;&otilde;es que buscaram fazer o seu melhor. Mas n&atilde;o deram porque t&ecirc;m suas limita&ccedil;&otilde;es.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Toda dor que causamos ao nosso semelhante nos ser&aacute; computada em nossa carga de d&eacute;bitos. Devemos considerar tamb&eacute;m o qu&atilde;o fundo agredimos nosso pr&oacute;ximo, em sua sensibilidade.</span></span><br /> &nbsp;<br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">N&atilde;o podemos avaliar a fragilidade do outro. Pode ser que ele n&atilde;o d&ecirc; muita aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s nossas reclama&ccedil;&otilde;es. Ou pode ser que a nossa migalha de dor lhe seja um acr&eacute;scimo a tantas outras dores que sofre, e ele venha a se desequilibrar, f&iacute;sica e psicologicamente.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">N&atilde;o temos o direito de ferir ningu&eacute;m. Tenhamos prud&ecirc;ncia com nossas palavras faladas ou escritas. Ditas pessoalmente ou enviadas pelas redes sociais, de qualquer forma.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">O nosso papel nesta terra n&atilde;o &eacute; ferir. Que possamos semear paz, acolhimento e alegria atrav&eacute;s de nossas a&ccedil;&otilde;es e palavras. &Eacute; disso que o mundo precisa.</span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Pense nisso, mas... </span></span><br /> <span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">Pense agora.</span></span><br /> &nbsp;<br /> &nbsp;<br /> &nbsp;<br /> <strong><em><span style="font-family:times new roman,serif"><span style="font-size:12.0pt">(*) Pense Nisso baseado em texto do Momento Esp&iacute;rita, com informa&ccedil;&otilde;es do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e o livro O problema do ser, do destino e da dor, de L&eacute;on Denis, ed. FEB. Em 15.4.2021.</span></span></em></strong></p>

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