NOTAS DO EPISÓDIO
<div style="text-align: justify;">“Em uma aldeia no Líbano, vivia um médico muito sábio. Ele era um homem rico e, por essa razão, atendia a todos sem cobrar nada. Muitas pessoas caminhavam por dias para serem atendidas por ele.<br /> Este médico tinha uma gata, que todas as noites se sentava com ele na varanda e eles faziam companhia um para o outro até a hora de ir dormir. A gatinha era muito educada e sempre que estava com fome ia a cozinha e ficava miando na porta até que o cozinheiro lhe dava um pote de comida.<br /> Certo dia, a gata não miou, entrou na cozinha, subiu na pia, roubou um pedaço de carne que o cozinheiro ia preparar e quando estava fugindo o cozinheiro viu. Irritado com o atrevimento da gata ele a enxotou da cozinha com a vassoura. Naquela noite a gata não apareceu na varanda e o médico ficou preocupado, no dia seguinte ele começou a procurá-la e pediu a ajuda de seus empregados para ajudá-lo.<br /> Quando viu o que estava acontecendo o cozinheiro contou ao médico o que tinha acontecido no dia anterior. Logo um de seus empregados apareceu contando que tinha encontrado a gata. O médico o acompanhou e eles descobriram que ele tinha tido filhotes e eles estavam na fase de começar a comer.<br /> Ele entendeu a atitude da gata e foi falar com o cozinheiro:<br /> – A gata não roubou a carne por vontade sua e sim pelo amor e pela necessidade de seus filhotes. Ela não deveria ter sido maltratada por isso. Qualquer mãe, para atender as necessidades dos filhos pode tomar atitudes extremas.”<br /> <br /> Vemos nesta história que o cozinheiro teve um julgamento precipitado sobre uma atitude. O da gata em pegar comida na cozinha, atitude que não era comum de sua parte. E só depois, conversando com o patrão ele entendeu o porquê daquela ação da felina. Ela estava pegando comida para dar aos seus filhotes. Aprendemos que os meios justificam as ações? Não, pois não é sobre o outro. E sim sobre a nossa capacidade de julgar equivocadamente o outro. Você consegue se lembrar da última vez que fez um julgamento errôneo sobre algo ou alguém e depois que soube dos fatos se arrependeu de ter julgado? <br /> Esta história nos ensina isso! Sobre não julgarmos o outro sem sabermos o que o levou a tal atitude. Sim, eu entendo que nem todas as atitudes serão justificadas ou desculpadas por causa do motivo que a ocasionaram. Mas que possamos frear nossos julgamentos a respeito do outro. Lembra que o Messias enquanto esteve por aqui disse que da mesma forma que julgarmos alguém, assim também seremos julgados! <br /> Pense nisso, mas pense agora!<br /> <br /> <strong>Redação Centro América FM / Matheus Fin<br /> <em>Conto retirado do blog Histórias Que a Minha Avó Contava </em></strong></div>
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