A RAIVA

PENSE NISSO · EP 1785

A RAIVA

26 Fev 2022 · DURAÇÃO 6:11
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&nbsp; A Raiva<br /> <br /> o que há por trás de &quot;explosões&quot; de raiva?<br /> <br /> Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta?<br /> Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem?<br /> Pois esse fenômeno muito comum &ndash; a &quot;explosão&quot; de raiva &ndash; está sendo estudado. E pode até ser<br /> contornado.<br /> <br /> Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a &quot;explodir&quot; e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco &ndash; e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. &quot;Todos temos esses &#39;circuitos&#39; em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora&quot;.<br /> <br /> É preciso entender que a &quot;explosão&quot; não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro &ndash; de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática.<br /> <br /> O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea &ndash; como muitos atos de &quot;heroismo&quot; de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. &quot;Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar&quot;.<br /> <br /> E como controlar a raiva?<br /> O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. &quot;Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo&quot;, explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. &quot;De repente, você percebe que isso não é motivo para briga &ndash; e o sentimento ruim vai embora&quot;. Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela.<br /> <br /> Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo?<br /> <br /> Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas?<br /> <br /> As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha.<br /> <br /> Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo.<br /> <br /> Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade.<br /> <br /> Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.<br /> <br /> Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós?<br /> <br /> Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?<br /> <br /> Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma.<br /> <br /> Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso,<br /> com base no livro<br /> &ldquo;Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro&quot;<br /> Em 20.12.2016.

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