Capa de Pense Nisso

PODCAST · 190 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
O AMANHECER E O ANOITECER
11 Jun 20264:27EP 134

O AMANHECER E O ANOITECER

Toda manhã despertamos e, de imediato, começamos a cumprir a lista de tarefas programadas para as diversas horas do dia. Realizamos muitas coisas, corremos de um lugar para outro, tomamos várias decisões. Limpamos, arrumamos, compramos, vendemos, escrevemos, lemos, atendemos. São ações e mais ações que consomem horas. O dia passa, a noite chega e, cansados, queremos um momento de repouso, um pouco de lazer. Então chega a hora de dormir. De um modo geral, para muitos de nós, a vida simplesmente vai passando na agitação dos compromissos cotidianos. Quase nunca paramos para pensar na importância do lapso temporal entre o despertar e o adormecer. Um novo dia se inicia com a vibração dos raios do sol, demonstrando a vivacidade da natureza que estava adormecida. Toda a potência da vida vai sendo reiniciada. Cada amanhecer é um presente de Deus para nós. Nosso despertar significa o início de mais um ciclo de aprendizados e realizações. É a renovação de valiosas oportunidades durante algumas horas. É importante que, antes de corrermos para cumprir tarefas e resolver problemas, façamos uma reflexão sobre aquilo que pretendemos concretizar no dia que surge. Lembrar de agradecer a Deus por acordar, por mais um dia de vida, nos permite uma conexão maior com o nosso Criador. E, enquanto as horas passam, essa conexão nos fortalece para cumprir nossos deveres, manter uma atitude positiva, cultivar o otimismo diante das circunstâncias que surgirão e enfrentar, com coragem, as lutas naturais da vida. À medida que o dia avança, aproveitemos cada minuto, sem pressa, mas também sem adiar aquilo que nos compete realizar. Quando a noite chegar, entendamo-la como outro momento: o momento da avaliação das ações realizadas. O momento de compartilhar com a família, de ter uma conversa descontraída, de contar as experiências vividas. Pode ser, ainda, o momento de uma leitura edificante, da busca por um estudo mais aprofundado. Talvez você prefira assistir a um filme ou ouvir uma boa música. Observemos o ciclo da natureza e percebamos que, com o apagar do dia e o início da noite, vem o sereno para lavar as folhas, a temperatura diminui e um certo silêncio se faz presente. Enquanto paramos para observar a lua, busquemos desacelerar o ritmo agitado que nos manteve em atividade por tantas horas. É um momento de revitalização das energias para um novo amanhã. O sono é a porta que Deus nos abre para renovar as nossas forças e começar tudo de novo. Mas isso não significa que precisamos viver sempre da mesma maneira. Todos os dias podemos agir diferente, conquistar coisas novas e escrever uma nova história. Por isso, quando este dia terminar, faça uma reflexão. Entregue uma oração a Deus, permitindo que, tão logo feche os olhos, livre-se, ainda que por algumas horas, da rotina agitada. Que você possa criar boas expectativas para um novo amanhecer. Hoje pode ter sido bom. Amanhã pode ser ainda melhor. E assim a nossa vida passa. Mas ela não deve simplesmente passar. O importante é vivê-la plenamente e desfrutar de cada instante. Pense nisso... mas pense agora.

EM BUSCA DA FELICIDADE
10 Jun 20262:40EP 133

EM BUSCA DA FELICIDADE

Havia um homem que queria muito encontrar a felicidade. Um dia, ele resolveu sair de casa e correr pelo mundo à sua procura. Para cada pessoa que ele encontrava, perguntava o segredo da felicidade, e cada uma dessas pessoas dava uma resposta diferente. Ele procurou sábios, mestres, padres, rabinos, mas não se satisfazia com a resposta de nenhum deles. Os anos se passaram, e ele já havia percorrido o mundo todo. Já estava velho, de cabelos brancos e muito cansado pela procura. Um dia, ele se sentou para descansar embaixo de uma árvore e viu uma casa abandonada, caindo aos pedaços. Ele simpatizou com a casa e resolveu que ali construiria a sua felicidade. Ele cortou o mato, limpou a casa toda, trocou as janelas quebradas, reformou o que era preciso, pintou as paredes, plantou flores no jardim. Só então ele se deu conta de que aquela era a sua casa, que ele havia abandonado há tanto tempo. Ele compreendeu que não adiantou de nada percorrer o mundo todo, pois a felicidade está no lugar onde nós estamos e decidimos fazer deste lugar um lugar feliz. Essa história nos ensina que a felicidade não é um destino distante ou algo que devemos buscar incansavelmente fora de nós mesmos. Muitas vezes, passamos a vida correndo atrás de respostas e soluções externas, acreditando que a felicidade está em algum lugar remoto ou em circunstâncias. Sustâncias especiais. No entanto, a verdadeira felicidade reside em transformar o nosso próprio espaço e as nossas próprias vidas. A mensagem é clara: a felicidade está onde decidimos cultivá-la. Não é necessário procurar por ela em outros lugares ou em outras pessoas, mas sim investir no que temos e fazer o melhor de cada situação. Pense isso, mas pense agora.

A CARIDADE DO RESPEITO
8 Jun 20264:56EP 132

A CARIDADE DO RESPEITO

Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade? A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições a que ela se propõe, nem sempre é bem entendida. Rara às vezes é bem praticada. De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la não se atentam para um detalhe muito importante. Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades. Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate do que um pão com manteiga ou margarina. Podem estar com fome, mas como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato. Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias. Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo. Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida. Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente, tivesse outro sabor. E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé. Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito. Sim, o necessitado engole sua vontade e veste o que lhe damos porque ele precisa. Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha? Ainda que tenhamos as melhores das intenções, faltamos muitas vezes o gesto gentil de dizer, amigo, não sei se pode servir para você, mas é o que eu tenho. E se você tem condições de fazer melhor, faça. Isso é tratamento que não é de um ser humano a outro ser humano. Um irmão a outro irmão. Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso. A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Então temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número 50 quando nosso malequinho é 42, se calçaríamos um sapato 40 quando nosso número é 36. Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade, tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita. Olhemos aquele que nos busca com respeito, com compaixão. Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa verdadeiramente. Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente. São mães que buscam corações sensíveis que os ajudem a manter vivos os filhos queridos. Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte. Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família. Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa conta. Pense nisso, mas pense agora.

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA
6 Jun 20264:30EP 131

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

Depois das últimas eleições no Brasil, tenho percebido que muitas pessoas que antes eram amigas hoje nem sequer se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação que, em grande escala, o mundo já provou ser extremamente maléfica. As grandes atrocidades cometidas pela humanidade, muitas vezes, começam exatamente assim: pelo nosso pretenso pragmatismo, ou seja, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar que nos posicionemos diante das ideias e opiniões. No entanto, isso deve acontecer sempre com bom senso, respeito e equilíbrio, compreendendo que outras pessoas podem pensar de maneira diferente. Sem fanatismo, intolerância ou personalismo, poderemos, por meio das nossas ideias, fomentar a paz e o progresso. Seria impossível existir qualquer grupo humano, por menor que fosse, sem pensamentos divergentes ou opiniões contrárias. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito próximos, pode haver divergências profundas em assuntos políticos, religiosos ou sociais, sem que isso provoque qualquer arranhão na amizade. Discutam, discordem, assumam posições opostas, mas permaneçam unidos. Afinal, o que todos nós desejamos é viver em paz e prosperidade. Essa reflexão me faz lembrar um dos discursos mais marcantes do cinema, presente no filme "O Grande Ditador", interpretado por Charles Chaplin: "Todos nós queremos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade do próximo, e não pela sua desgraça. Não queremos odiar nem desprezar ninguém. Neste mundo há lugar para todos, e a boa Terra é rica e pode prover as necessidades de todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, mas nós nos perdemos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e fez-nos marchar, a passo de ganso, para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos tornaram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido." Essas palavras permanecem atuais. Elas nos lembram que o verdadeiro progresso não está apenas na tecnologia, na economia ou na política, mas, sobretudo, na capacidade de convivermos com respeito, mesmo quando pensamos de forma diferente. Como também dizia Chaplin, o povo tem o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazer dela uma aventura maravilhosa. Portanto, em nome da democracia, usemos esse poder para nos unir. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom, onde todos tenham oportunidade de trabalhar, onde os jovens possam sonhar com o futuro e os idosos vivam com segurança e dignidade. Infelizmente, muitos chegam ao poder prometendo exatamente isso, mas acabam enganando aqueles que depositaram neles sua confiança. Os ditadores libertam a si mesmos, mas escravizam o povo. Por isso, lutemos para libertar o mundo do ódio, da ganância e da prepotência. Derrubemos as barreiras que nos separam e construamos um mundo em que a ciência, o progresso e a solidariedade caminhem lado a lado em benefício de toda a humanidade. Que essas palavras, eternizadas na voz e na interpretação inesquecível de Charles Chaplin, nos inspirem a refletir sobre o respeito, a tolerância e o valor da convivência. Pense nisso... mas pense agora.

O DIFERENCIAL
4 Jun 20264:05EP 130

O DIFERENCIAL

No mundo em que vivemos, repleto de mídias e padrões sociais, ser diferente é quase ser um estranho. Não estamos falando aqui da falta de inclusão de pessoas com deficiências físicas ou síndromes. Estamos falando daquela pessoa que opta por não ser igual apenas para se encaixar. Daquela pessoa que pensa diferente. Daquela pessoa que não quer ser apenas mais uma, mas única. Afinal, o que é um diferencial? Na matemática, é uma diferença pequeníssima, conhecida como infinitesimal. No carro, é um dispositivo mecânico indispensável. No dicionário, é algo singular e único. Como podemos perceber, o diferencial é aquilo que nos torna indivíduos. Muitas empresas, quando estão recrutando novos candidatos, perguntam: "Qual é o seu diferencial?". E a pessoa, timidamente, responde aquilo que acredita que o recrutador quer ouvir: — Ah, eu tenho boa comunicação. — Tenho formação acadêmica. — Sou especializado em determinada área. Mas por que escondemos a verdade? Por que não falamos sobre o nosso verdadeiro diferencial? Será que é por vergonha das nossas estranhas manias, que, na verdade, são apenas expressões da nossa individualidade? Todos nós, seres humanos, temos as nossas próprias carências, frustrações e dificuldades. Tentar preencher expectativas criadas pela sociedade, onde o indivíduo precisa se sujeitar a um mundo ordeiro e alienado, gera conflitos e expectativas irreais, levando-nos, muitas vezes, à depressão. "Eu preciso de mais seguidores." "Preciso postar o Reels do momento." "Preciso do mais novo modelo de celular lançado." "Nas rodas de amigos, preciso beber muito para fazer parte do grupo." Essa obsessão e essa angústia por sermos aceitos pelo coletivo pairam constantemente sobre nós. E, aos poucos, dia após dia, vamos nos perdendo. Vamos perdendo o nosso diferencial. Não se perca tentando viver em um ambiente que não lhe traz felicidade, onde não aceitam seus defeitos, suas peculiaridades e suas manias. Respeite, valorize e apoie a sua singularidade, pois é dela que se constituem a nossa originalidade e a nossa unicidade. São as nossas manias e os nossos defeitos que nos distinguem entre tantas outras pessoas. É o somatório das características intrínsecas que compõem a alma humana. E, da próxima vez que alguém lhe perguntar qual é o seu diferencial, que você possa responder: "Sou diferente porque aprendo quando erro." "Sou diferente porque amo cantar alto, mesmo desafinado." "Ou quem sabe, sou diferente porque falo sozinho as ideias mais mirabolantes, excêntricas e criativas que me vêm à mente." O diferencial é indispensável para que não percamos a nossa individualidade. Seja distinto. Seja extraordinário. Seja, simplesmente, você. Pense nisso, mas pense agora.

SEJA VOCÊ MESMO
3 Jun 20262:30EP 129

SEJA VOCÊ MESMO

Desde muito cedo, somos ensinados a disfarçar e mascarar os nossos sentimentos e a nossa personalidade. Na maioria das vezes, não temos a oportunidade de desenvolver ou seguir as nossas intuições e manias. Passamos horas tentando convencer a nós mesmos de que está tudo bem e de que isso é para o nosso próprio bem. Para piorar ainda mais, comparamos as nossas realizações e os nossos progressos com os de todos ao nosso redor. Então, aprendemos que é mais importante parecer bem-sucedidos em relação aos outros do que nos sentirmos animados ou realizados com os nossos próprios sucessos e sonhos. É doloroso e estressante sentir que estamos vivendo uma mentira, dizendo o que as outras pessoas querem ouvir e fazendo coisas que realmente não queremos apenas para agradar alguém. Mas por que fazemos isso? Por que não vivemos intensamente? Por que não dizemos não às coisas que não nos agradam? Por que não podemos ser ousados, livres e selvagens? Afinal, Deus nos deu a vida para ser vivida. Temos que aprender a ser fiéis a nós mesmos, aprender a dizer não às situações que nos incomodam e sermos honestos conosco. Pode ser difícil. Afinal, passamos anos disfarçando e mascarando nossos sentimentos e nossa personalidade. Acostumamo-nos a ser infiéis a nós mesmos. Mas precisamos nos libertar para podermos começar a viver. Então, desprenda-se de tudo o que está te prendendo a uma mentira. Retire todas essas camadas de medo e condicionamento e seja fiel a você mesmo. Quando isso acontecer, aprenderemos a viver livres e intensamente. Pense nisso, mas pense agora.

ENVELHEÇA BEM
2 Jun 20263:49EP 128

ENVELHEÇA BEM

Um jovem universitário no seu primeiro dia de aula, conheceu uma senhora de 87 anos, que assim como ele, estava em seu primeiro dia. Curioso, perguntou a ela o que estava fazendo ali naquela idade. Rindo ela respondeu, estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo me aposentar e viajar. Eu falo sério, disse seu jovem colega. Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade. Gentilmente ela respondeu, sempre sonhei em ter uma educação universitária, e agora vou ter. Os anos passaram, e durante o curso, ela se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer que fosse, e todos gostavam muito dela. Durante o discurso de encerramento do curso, algumas das palavras que aquela senhora falou, marcaram muito aquele jovem. Ela disse, não deixamos de brincar porque estamos velhos, ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal, porque quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Só envelhece quem deixa de viver a vida. Há uma diferença entre envelhecer e amadurecer. O envelhecer é a mera passagem do tempo, é algo natural e inevitável. É o destino de todos nós. Mas o curso da vida não deve ser encarado como algo fatal, mas sim com fé, com alegria de viver e otimismo. O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem. É aceitar que os traços dos sorrisos e das preocupações é a graduação na escola da vida. Aceitar que a vida foi boa e deixou que a usufruísse, que aprendesse a aceitar o destino sem querer pegar atalhos, aceitar que o fogo do amor não se apaga com a idade, mas que, com o amadurecimento, podemos viver livres, fleumáticos e sem medos. Muitas vezes o medo de envelhecer nos impede de refletir sobre as oportunidades e as conquistas da maturidade. As experiências vividas, os amores, os ganhos e as perdas, tudo que faz de nós pessoas ímpares. E como o poeta José Saramago deixou no texto. Quantos anos tenho? Isso a quem importa. Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto. Não importa a idade que você tenha, cinquenta, sessenta ou até mais. Não se lamente pelas suas rugas e nem pelos seus cabelos brancos, pois este é um privilégio divino negado a muitos. Alegre-se com seu amadurecimento e viva intensamente. Pense nisso, mas pense agora.

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO
1 Jun 20263:17EP 127

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO

A frase estampada em uma arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção: “Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo.” Tempo é algo tão precioso que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrá-lo. Já não temos mais tempo para quase nada. Não temos paciência para uma longa conversa ao telefone. Optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial: o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque, geralmente, as agendas não coincidem. No dia a dia, temos que concluir um trabalho até determinado horário porque, logo na sequência, temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E, aos poucos, começamos a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa em uma velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena para estudar mais; outros, para ajustar a vida espiritual e até mesmo a vida familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós, a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que os momentos em família são necessários, mas também aprendemos, da maneira mais difícil, que o tempo não para e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante para nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período para enxergarmos onde estávamos falhando e como é bom ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição são os mais preciosos. Precisamos, sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos: andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa alguma. A vida está passando. Será que é tempo o que nos falta para perceber isso? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, será que temos esse tempo para perder? A vida é tão rara. Pense nisso. Mas pense agora..

Nada tocando
Pense Nisso
0:00
0:00