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PODCAST · 3177 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CERTEZAS DA VIDA
14 Jan 20254:05EP 2625

CERTEZAS DA VIDA

Possivelmente em algum momento da sua vida, suas experiências te levaram a pensar sobre a morte. Talvez o medo de se encontrar com ela, ou a tristeza por perder alguém que você muito amava. Alguém que fez história, deixou de existir nessa terra, e hoje faz muita falta. Nos enganamos quando algo acontece, e passamos a acreditar que a única certeza que temos é que um dia morreremos. Esse é um pensamento muito importante. Um pensamento um tanto quanto pessimista. Não. Essa não é a nossa única certeza. Nós temos outras confianças na vida. Por isso, decidi rever os meus conceitos. Essa mentalidade me gerava insegurança, medo, transtornos psicológicos. Hoje consigo ver que, até que a morte nos alcance, temos muitas histórias positivas para viver. Muitas surpas. Conquistas, experiências inimagináveis para compartilhar. Quando passamos a enxergar a existência e a nós mesmos sob o ponto de vista espiritual, pessoal, além da casca material, ganhamos muitas outras certezas. A certeza de que o amor que cultivamos será colhido em algum momento, seja no hoje ou no amanhã. A certeza de que os laços de amor que criamos ou fortificamos permanecem conosco para sempre, nada se perde. Passamos a entender que o legado que deixamos nesta terra é muito mais importante que a herança. A herança é deixada por quem já morreu e ao longo do tempo se perde. O legado é deixado por alguém que fez a diferença em vida, ainda que não esteja mais presente. Alcança gerações com um brilho diferente. O Pai que deixa o filho legado, ao invés de herança, transmite valores inegociáveis, princípios, e isso muda tudo. Quando nos permitimos desfrutar da vida na sua essência, cuidamos da nossa saúde, saúde do corpo, da alma e também do espírito. Adquirimos a certeza de que há uma inteligência maior no leme, no comando de tudo e que não precisamos nos desesperar quando as coisas saem do nosso controle. A certeza da vida antes da certeza da morte. A certeza de que cada minuto importa, de que cada dia é um tesouro inestimável. Ante a fragilidade do nosso corpo, percebamos a resistência e a exuberância da vida. Um vírus imperceptível pode nos fazer adoecer. E pode nos levar a passar pela morte a qualquer instante. Mas que isso não revele nossa fraqueza e, sim, nossa grandiosidade. Estamos aqui de passagem. A terra é escola, é hospital, é campo de semeadura. Que possamos usar o tempo que temos para nos educar, para nos curar e para trabalhar sempre pelo bem. Não nos deixemos desanimar perante as crises, perante os momentos de sofrimento. Esta é mais uma certeza que temos, de que a dor não dura para sempre e de que podemos ser hoje melhores do que fomos ontem. Pense nisso, mas pense agora. 

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO
13 Jan 20253:17EP 2624

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO

A frase estampada numa arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção. Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer, perder a noção do tempo. Tempo é algo tão precioso que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrar. Já não tem mais tempo para administrar. Não temos paciência para uma longa conversa no telefone. Optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos de ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial, o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque geralmente as agendas não funcionam. Não batem. No dia a dia temos que concluir um trabalho até determinado horário porque logo na sequência temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E aos poucos a gente começa a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa numa velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena para estudar mais, outros para ajustar a vida espiritual e até mesmo familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que momentos em família são necessários, mas também aprendemos da maneira mais difícil que o tempo não para e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante para nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período para enxergarmos onde estávamos falhando e quanto é gostoso ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição são os mais preciosos. Precisamos, sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos. Andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa nenhuma. A vida está passando. Será que é tempo que nos falta para perceber? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, será que temos esse tempo para perder? A vida é tão rara. Pense nisso, mas pense agora.

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS?
11 Jan 20253:38EP 2623

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS?

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA
10 Jan 20254:31EP 2622

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

Depois das ultimas eleições no Brasil, eu tenho percebido que muitas pessoas que antes eram amigas, hoje nem se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação, em grande escala, que o mundo já provou ser maléfica. As grandes atrocidades cometidas pelo homem se iniciam sempre desta forma, pelo nosso pretenso pragmatismo, isto é, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar que nos posicionemos quanto a ideias e opiniões, mas sempre com bom senso e respeitando os demais, que são contrários a elas. Sem fanatismo, intolerância e personalismo, poderemos com as nossas ideias fomentar a paz e o progresso. Seria impossível a existência de um grupo humano, por menor que fosse, sem um pensamento discordante, sem uma opinião contrária a qualquer coisa. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito afins, pode haver divergência frontal ou inconciliável em matéria política, religiosa, social, sem que haja qualquer arranhão na amizade. Discutam, discordem, assumam posições opostas, mas continuem unidos. Porque o que todos nós queremos é a paz e a prosperidade. Isso me lembra o discurso de O Grande Ditador, personificado por Charlie Chaplin, que diz ''Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria dos outros. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz abundância tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, nossa inteligência empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Vós, o povo, temos a vida. Vindes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto, em nome da democracia, usemos desse poder. Unamo-nos todos nós, lutemos por um mundo novo, um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro a mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas só mistificam, não cumprem o que prometem, jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam a aventura de todos. Soldados, em nome da democracia unamolos, que estas palavras proferidas pelo personagem inesquecível de Charles Chaplin, nos façam refletir! Pense Nisso, mas pense agora.

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES
9 Jan 20253:09EP 2621

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES

 Solidariedade entre as gerações De um modo geral, temos uma grande tendência para reclamar da vida. Reclamação que não se restringe apenas a pequenas desventuras individuais. Reclamamos do país onde vivemos, dos políticos, das escolas, dos vizinhos. Comparamos a nossa estrutura social com outras que julgamos melhores e nos sentimos injustiçados. Alguns países do primeiro mundo parecem um paraíso. Lá, há educação e saúde de qualidade, bons empregos, segurança, há menos violência e desonestidade. Ocorre que a vida não é feita de acasos. Bençãos e desgraças não são sorteadas de forma aleatória, como protagonistas do próprio destino. Temos liberdade de atuação, mas devemos assumir as consequências dos próprios atos. As opções do passado influenciam decisivamente o presente. Dessa forma, vivemos no ambiente que ajudamos a construir. Quem nasce em um meio social bem estruturado, certamente teve alguém que colaborou para que ele assim se tornasse. Se o mundo que nos rodeia não é agradável, constitui nosso dever agir para torná-lo melhor. Muitas vezes colocamos a culpa do caos social na falta de atuação precisa das gerações passadas. Ocorre, porém, que nós mesmos deixamos de buscar alternativas para melhorar a nossa realidade. Se ontem agimos de forma indigna e egoísta, hoje experimentamos o resultado desse agir. Assim, é importante assumir o papel que nos cabe na construção. De uma sociedade melhor. É de nosso interesse direto que nossa cidade, estado e país melhorem, que as criaturas que nos rodeiam evoluam em todos os sentidos. Muitas vezes ouvimos com desinteresse notícias relativas ao meio ambiente. Equivocadamente pensamos que isso não nos diz respeito. Afinal, estaremos mortos há muito tempo quando não houver mais água no planeta ou o ar se tornar difícil de respirar. Trata-se de um erro enorme de planejamento. Não nos atentamos que nossas ações e omissões produzirão efeito. Devemos cuidar do planeta, educar as pessoas, vigiar o governo. As gerações são solidárias, muito mais do que pensamos. Pensemos na herança que estamos deixando para gerações futuras. Sim, pense nisso, mas pense agora.

FEITO REVOADA
8 Jan 20254:45EP 2620

FEITO REVOADA

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

BRASIL DE TODOS NÓS
7 Jan 20253:58EP 2619

BRASIL DE TODOS NÓS

O Brasil de todos nós Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz. Um país onde não haja miséria de recursos amoedados nem a ignorância das letras. Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem de valores salariais trabalhem pelo bem geral em voluntariado de amor. Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais não mais cultivando medo e abraçaremos o vizinho como um irmão. Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas sozinhas ou em grupos enchendo as ruas de risos corridas. Alegria. Ah, Brasil, como te desejo grande, maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do norte e os do sul falem a mesma linguagem, a do bem. Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus. Mas onde o idioma único seja o da fraternidade, irmãos do leste e do oeste, trabalhando pela mesma grandeza da nação. Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar um bom dia, amigo. Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante. Não será quem leve a taça, mas aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética. Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças, assistir o cômico, rindo com prazer. Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração. Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus. Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais delicada sensibilidade. Para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas dos seus rebentos. Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores, mais justiça e menos demagogia. Quisera que esse dia chegasse logo para, no Dia da Pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores com especial destaque para o branco da paz. E então, cantar o hino pátrio com todo vigor. Terra adorada, entre outras mil, és tu Brasil, ó Pátria amada. Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada, Brasil.

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
6 Jan 20254:40EP 2618

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo que estava ao nosso alcance sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar. Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda aquilo que queremos. Da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos, e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo há pouco e pouco, que os mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o rio. Ritmo e a intensidade de suas batidas. Que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir em busca de ares menos densos, onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele que suga e achata nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetimento. De dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato. Apenas distantes o bastante, para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega de corpo e alma. Mas para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente a resposta ríspida, utilizemos da bondade da palavra suave e compreensiva, substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já  desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha, pensemos nesses detalhes, mas pensemos agora!

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