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PODCAST · 3177 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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NÃO FUJA DE VOCÊ
23 Jan 20253:12EP 2633

NÃO FUJA DE VOCÊ

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

AMIGOS
22 Jan 20253:48EP 2632

AMIGOS

Você já parou para pensar no que é necessário para que uma amizade se solidifique e se torne profunda? Falando de várias experiências, alguns afirmam que foram momentos de grande dor que fizeram com que as pessoas descobrissem e firmassem uma sólida amizade. A chave, portanto, seria passar por um grave problema juntos. Outros, contudo, falam de coisas pequenas que se somam no tempo acrescentando a cada ano mais uma pedra preciosa ao relacionamento. Neste último caso, identifico a história de Harry e Lawrence, primos em primeiro grau. Nascendo com a diferença de seis meses e separados apenas por poucas quadras. Desde a mais tenra idade, conviveram. Descobriram que eram muito parecidos. Falavam, gostavam e pensavam de forma muito semelhante. Quando ambos tinham em torno de cinco anos, Lawrence foi para a festa de aniversário do primo. Era mais uma grande reunião de família, onde se misturavam primos, tias, sobrinhos. Harry ganhou de um dos convidados uma maravilhosa coleção de soldadinhos de chumbo, pintados com cores vivas e, aos olhos da criançada, pareciam reais. O aniversariante os pegou e mostrou a todos com orgulho. Na hora da saída, Lawrence enfiou todos os soldadinhos no bolso da calça. Eram tão lindos que ele os desejou para si. Fingindo naturalidade, foi saindo de fininho para a porta. Mas o que ele não sabia é que o bolso da calça estava furado, e os soldadinhos caíram com estardalhaço no chão. Naquele instante, os adultos se viraram todos para o pequeno, com um olhar de acusadores. Até a mãe falou, o que você fez? Só com um olhar. O garoto se sentiu acuado, tinha vontade de sair correndo e fugir. Foi o pior momento de sua vida, lembra Lawrence, hoje com mais de 70 anos. Então o primo Harry foi socorrê-lo, se colocando ao lado dele e, com segurança, falou em voz alta e clara, Eu dei os soldadinhos para ele. E são amigos até hoje. Mesmo que crescidos tenham seguido caminhos diferentes, prosseguiram a cultivar esse sentimento maravilhoso que nos faz florescer e que se chama. A amizade sincera é um oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento. A amizade leal é a mais formosa modalidade do amor fraterno, que santifica os impulsos do coração. Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da aventura e da paz. Pense nisso. Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa nas horas mais amargas da vida.

UM DIA DE CADA VEZ
21 Jan 20253:20EP 2631

UM DIA DE CADA VEZ

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

ACEITAÇÃO
20 Jan 20254:00EP 2630

ACEITAÇÃO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

VÁ AO OESTE
18 Jan 20253:45EP 2629

VÁ AO OESTE

Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras ao oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mas ao oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbencia de ir em busca do oeste do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento, essas empreendedores não estavam em busca. Foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras, ao oeste, foi um marco de superação da história humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas. São quedas inúmeras e muitas frustrações. Mas, em seguida, conseguem alcançar o seu oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquidista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu oeste. Um oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós? Onde está o nosso oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral. É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? Muitas são as perguntas e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua. Cada um tem o seu oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre. Uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. Refletamos bem qual oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no oeste. No futuro, veremos um caminho de luz? Ótimo, sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais à frente enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las. Tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários oestes existem e podem ser alcançados, mas apenas você é o dono do seu destino. Pense nisso, mas pense agora.

CORRER RISCOS
17 Jan 20254:20EP 2628

CORRER RISCOS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PEDRAS E PÃES
16 Jan 20254:45EP 2627

PEDRAS E PÃES

Conta-se que o Rei Bartolomeu dos mártires viveu para servir. Era português, da cidade de Braga. Certa feita, na comunidade em que oferecia seu trabalho, resolveram construir uma catedral monumental. Um templo de grandes proporções, que pudesse abrigar multidões. Para isso, os nobres se reuniram e acertaram de, anualmente, contribuírem com elevadas somas. Começou a construção. Ergueram-se as colunas, as paredes, chegou-se ao teto. Foi então que Frei Bartolomeu percebeu que uma crise havia chegado ao país, atingindo o povo. Os menos favorecidos lutavam contra fome, a miséria, as doenças. Como chefe daquela comunidade religiosa, ele tinha à sua disposição todo aquele dinheiro arrecadado, cuja administração lhe competia. Especialmente, é claro, para a construção da catedral. Naquele ano, ele deixou a catedral parada. Ela tinha teto, pensou. Podia esperar. Os nobres, no entanto, prosseguiram a entregar elevadas somas. No segundo ano, a construção continuou parada. Também no terceiro, no quarto, no quinto. Dez anos depois, a catedral estava do mesmo jeito. Nada de ficar pronta. Embora confiassem em Frey Bartolomeu, os nobres se reuniram, organizaram uma comissão e seis deles foram conversar com o Frey. Amigo de todos, ele os recebeu fraternalmente e os escutou. Por fim, respondeu. De acordo com a minha contabilidade, há mais de duas mil famílias em necessidade. Como pai espiritual de todas elas, não posso permitir que meus filhos passem fome. Tudo tem sido gasto com a nossa própria gente. Um deles disse, mas Frey, está certo que o Senhor ajude essas criaturas? Poderia retirar uma pequena percentagem da soma que lhe entregamos? O velho Frey suspirou, ergueu os ombros, uniu as mãos e respondeu. Os senhores me fazem uma proposta muito curiosa. Vejam bem, lê-se no Evangelho que Jesus no deserto foi convidado a transformar pedras em pães. Os senhores, entretanto, estão me pedindo justamente ao contrário. Que eu transforme pães em pedras. Tinha razão o pastor daquelas almas. A vida humana nos merece todo o respeito. Em se falando sobre direito, o primeiro de toda criatura é o de viver. Portanto, alimenta-se. Prover as necessidades básicas dos nossos irmãos se constitui não em caridade, mas em dever de irmão para conselho irmão. Toda moral se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. No que diz respeito à caridade e a que não importa se você tem ou não uma crença religiosa, o Evangelho de Mateus coloca claramente como condição absoluta da felicidade. Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Era estrangeiro e me hospedastes, estava nu e me vestistes. Adoeci e me visitaste, estive na prisão e me foste ver, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste. E sintetizando a lição a mim Jesus recomendou. Amai-vos uns aos outros, praticai o bem sem ostentação, fazei aos outros o que queria-vos que o fizeste. Pense Nisso, mas pense agora.

A VIDA
15 Jan 20253:46EP 2626

A VIDA

Durante muito tempo tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito. O que esperavam de mim. Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora, filho, um menino sonhador, cheio de expectativas. Ora, irmão, o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades. Mais tarde, o amigo, capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau. E, de repente, pai e homem de negócios. Tantos compromissos e muito medo de errar. Sempre tive muitas perguntas. Mas eram poucas as respostas. Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mário Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva. Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah, e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega. É um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente. E comecei a virar mais. Que tudo que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se realmente tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos, a vida é vazia, solitária. E se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir todos os dias a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente. Nós somos privilegiados por esse milagre. O milagre da vida. Pense nisso. Mas pense agora.

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