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PODCAST · 3190 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Educação
6 Mai 20142:40EP 22

Educação

Dia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um ve&iacute;culo, a seguinte advert&ecirc;ncia:<br /> <br /> Minha educa&ccedil;&atilde;o depende da tua.<br /> <br /> Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educa&ccedil;&atilde;o para quem pensa dessa forma.<br /> <br /> Ora, se nossa educa&ccedil;&atilde;o dependesse dos outros, certamente seria t&atilde;o inst&aacute;vel quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> <br /> Ademais, se assim fosse, n&atilde;o formar&iacute;amos jamais o nosso car&aacute;ter. Ser&iacute;amos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> <br /> A educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; a arte de formar caracteres e, por conseguinte, &eacute; o conjunto de h&aacute;bitos adquiridos.<br /> <br /> Assim sendo, como fica a nossa educa&ccedil;&atilde;o se refletir t&atilde;o somente o comportamento dos outros, como uma rea&ccedil;&atilde;o apenas?<br /> <br /> Um amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> <br /> Imediatamente ele se posicionou em contr&aacute;rio: &Eacute; claro que n&atilde;o!<br /> <br /> Ent&atilde;o questionamos outra vez: Se n&atilde;o os admira, por que voc&ecirc; os imita?<br /> <br /> Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: &Eacute;, de fato dever&iacute;amos imitar somente o que achamos bonito.<br /> <br /> Dessa forma, a nossa educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve jamais depender da educa&ccedil;&atilde;o dos outros, menos ainda da falta de educa&ccedil;&atilde;o dos outros.<br /> <br /> Imaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se algu&eacute;m te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou ent&atilde;o: Faz aos outros tudo aquilo que n&atilde;o desejas que te fa&ccedil;am. Os Crist&atilde;os certamente n&atilde;o o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> <br /> Portanto,n&atilde;o nos espelhemos nos que n&atilde;o s&atilde;o modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso car&aacute;ter com os exemplos nobres.<br /> <br /> Assim, n&oacute;s tamb&eacute;m podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> <br /> Pense Nisso, Mas pense agora<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> <br /> Em 10.05.2012.<br />

O que fazemos nós
2 Mai 20144:12EP 21

O que fazemos nós

Muito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> <br /> Muito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Assim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> <br /> O mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> <br /> Na multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> <br /> Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> <br /> N&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> <br /> Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> <br /> Vale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> Assim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> <br /> A viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> <br /> Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> <br /> Se tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> <br /> Se muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> <br /> A sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> <br /> Se desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> <br /> Nossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> <br /> Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> <br /> Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> A reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> <br /> Dia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> <br /> Enquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> <br /> Ante a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> <br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.4.2014.<br /> <br />

Salário ideal
1 Mai 20143:30EP 20

Salário ideal

Voc&ecirc; est&aacute; satisfeito com o seu sal&aacute;rio?<br /> <br /> Provavelmente n&atilde;o, pois s&atilde;o cont&iacute;nuas as reclama&ccedil;&otilde;es a respeito da baixa remunera&ccedil;&atilde;o que, como dizem, n&atilde;o d&aacute; para nada.<br /> <br /> Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do m&ecirc;s mal d&aacute; para quitar d&eacute;bitos anteriormente assumidos.<br /> <br /> O estranho em tudo isso &eacute; que, se as reclama&ccedil;&otilde;es pela melhoria dos sal&aacute;rios prov&ecirc;m de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em quest&atilde;o de qualidade de trabalho &eacute; quase o caos.<br /> <br /> N&atilde;o se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa.<br /> <br /> Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obt&eacute;m &eacute; uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros.<br /> <br /> Um pedreiro que recebe um adiantamento e deixa a obra incompleta ou mal feita.<br /> <br /> Entrega-se uma crian&ccedil;a aos cuidados de uma bab&aacute; e se percebe a m&aacute; vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.<br /> <br /> Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes, trabalhadores dom&eacute;sticos relapsos.<br /> <br /> Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o rel&oacute;gio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e at&eacute; desleixo.<br /> <br /> &Agrave; conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados s&atilde;o conclu&iacute;dos e entregues de forma afoita.<br /> N&atilde;o importa qual seja nossa profiss&atilde;o, qual seja a nossa tarefa.<br /> <br /> O que importa, e muito, &eacute; que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Quer se trate de lavar uma simples pe&ccedil;a de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, &eacute; necess&aacute;rio que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.<br /> <br /> Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remunera&ccedil;&atilde;o, revisemos a qualidade dos nossos servi&ccedil;os.<br /> <br /> Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas respons&aacute;veis, ativas, competentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econ&ocirc;micas, trabalha!<br /> <br /> O trabalho &eacute;, ao lado da ora&ccedil;&atilde;o, o mais eficiente ant&iacute;doto contra o mal, porquanto conquista valores incalcul&aacute;veis com que o Esp&iacute;rito corrige as imperfei&ccedil;&otilde;es e disciplina a vontade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br />

A arte dos elogios
28 Abr 20144:16EP 19

A arte dos elogios

A baixa autoestima &eacute; vista como uma esp&eacute;cie de car&ecirc;ncia de vitaminas emocionais para as crian&ccedil;as e adultos.<br /> <br /> Preocupados com o desenvolvimento dos seus filhos e com suas conquistas, alguns pais exageram na hora dos elogios.<br /> Adulada em excesso e sem motivo, a crian&ccedil;a cresce esperando o mesmo de todas as pessoas.<br /> <br /> Hoje, ela espera o afago verbal dos pais, dos professores. Amanh&atilde; ser&aacute; do chefe, da namorada ou do namorado para se sentir bem.<br /> <br /> &Eacute; que o excesso de elogios, e nem sempre verdadeiros, gera inseguran&ccedil;a e n&atilde;o autoestima. <br /> <br /> O educador, escritor e pai de cinco filhos, Paul Kropp, de Toronto, estabeleceu alguns itens que acredita importantes para aumentar a autoconfian&ccedil;a dos nossos filhos, sem correr o risco de sermos demasiadamente generosos em elogios, sejam eles merecidos ou n&atilde;o:<br /> <br /> 1. Inclua seu filho no que voc&ecirc; estiver fazendo. E lembre-se de que nem tudo precisa ser perfeito no trabalho dele.<br /> <br /> Deixe a crian&ccedil;a experimentar, agir, auxiliar. Pequenas tarefas falam de responsabilidade e amadurecimento.<br /> <br /> 2. N&atilde;o apresente ao seu filho obst&aacute;culos grandes demais. A dificuldade das tarefas atribu&iacute;das &agrave;s crian&ccedil;as deve ir aumentando aos poucos.<br /> <br /> 3. N&atilde;o corra para ajudar o seu filho. D&ecirc; a ele a chance de experimentar a frustra&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> A frustra&ccedil;&atilde;o faz parte do mundo real e a crian&ccedil;a deve aprender, desde cedo, a lidar com ela.<br /> <br /> 4. Certifique-se de que ele tenha desafios fora de casa: grupos de excurs&atilde;o, equipes de nata&ccedil;&atilde;o, aulas de m&uacute;sica.<br /> <br /> 5. Elogie os resultados finais com sensatez. Quando descobrir nos olhos de seu filho que ele est&aacute; satisfeito com algo que fez, n&atilde;o seja severo na cr&iacute;tica.<br /> <br /> Finalmente, para ajudar a crian&ccedil;a a desenvolver uma no&ccedil;&atilde;o real de seu valor:<br /> <br /> Preste aten&ccedil;&atilde;o ao que seu filho faz ou diz - voc&ecirc; n&atilde;o precisa concordar, mas tem de ouvir.<br /> <br /> Encontre tempo suficiente para desenvolverem projetos juntos, sem perder de vistas as habilidades da crian&ccedil;a.<br /> <br /> Lembre-se de que n&atilde;o s&atilde;o os falsos elogios que constroem a identidade de seu filho, mas sim a atividade e o sucesso.<br /> <br /> Os elogios, por si mesmos, n&atilde;o levam os filhos a crescer e buscar novos desafios. E para aquele que sabe o que quer, n&atilde;o ser&atilde;o uma ou duas cr&iacute;ticas que o ir&atilde;o abater.<br /> <br /> Por tudo isso os pais, que conhecem seus filhos, devem usar de bom senso. Elogios e cr&iacute;ticas bem dosadas, aliadas ao tempo e esfor&ccedil;o pessoal, possibilitam a autoconfian&ccedil;a e a consci&ecirc;ncia do pr&oacute;prio valor.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> O falso elogio enche a crian&ccedil;a de expectativas irreais. A falta deles acaba por desvaloriz&aacute;-la e deprimir.<br /> <br /> Quando a crian&ccedil;a precisa de um elogio para elevar a sua autoestima, ter&aacute; dificuldades para aprimorar o seu car&aacute;ter porque estar&aacute; sempre na depend&ecirc;ncia do que os outros pensam. Estar&aacute; buscando aprova&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aprimoramento.<br /> <br /> Incentivar &eacute; permitir a possibilidade da experi&ecirc;ncia, do erro e do acerto. Eis o caminho ideal para a correta forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter dos nossos filhos.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Seu filho &eacute; viciado em elogios?, da revista Sele&ccedil;&otilde;es Reader's Digest, de maio de 2000.<br /> Em 24.07.2012.<br /> <br /> <br />

Resignação
26 Abr 20144:23EP 18

Resignação

Quando precisamos aceitar uma circunst&acirc;ncia que n&atilde;o foi planejada, o primeiro impulso que temos &eacute; o de ser resistente &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> &Eacute; dif&iacute;cil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doen&ccedil;a, a humilha&ccedil;&atilde;o, as trai&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> A nossa tend&ecirc;ncia natural &eacute; resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.<br /> <br /> Agindo assim, estaremos prolongando a situa&ccedil;&atilde;o. Resistir nos mant&eacute;m presos ao problema, muitas vezes <br /> perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.<br /> <br /> Em outras ocasi&otilde;es, nossa rea&ccedil;&atilde;o &eacute; a de nega&ccedil;&atilde;o do problema e, por vezes, nos entregamos a desequil&iacute;brios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Todas essas rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o destrutivas e desagregadoras.<br /> <br /> Quando n&atilde;o aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padr&otilde;es mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as solu&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.<br /> <br /> Mas n&atilde;o. Apenas significa que entendemos que a exist&ecirc;ncia terrestre tem uma finalidade e que a vida &eacute; regida pela lei de a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o; que a luta deve ser encarada com serenidade e f&eacute;.<br /> <br /> Na verdade, se tivermos a verdadeira inten&ccedil;&atilde;o de enfrentar com equil&iacute;brio e sensatez as grandes mudan&ccedil;as que a vida nos apresenta, devemos come&ccedil;ar admitindo a nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> A aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato de for&ccedil;a interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.<br /> <br /> &Eacute; detentora de um poder transformador que s&oacute; quem j&aacute; experimentou pode avaliar.<br /> <br /> Existem in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es na vida que n&atilde;o est&atilde;o sob o nosso controle. Resta-nos ent&atilde;o acat&aacute;-las.<br /> <br /> &Eacute; fundamental entender que esse posicionamento n&atilde;o significa desistir, mas sim manter-se l&uacute;cido e otimista no momento necess&aacute;rio.<br /> <br /> No instante em que aceitamos, apaga-se a ilus&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que foram criadas por n&oacute;s mesmos e as solu&ccedil;&otilde;es surgem naturalmente.<br /> <br /> Aceitar &eacute; exercitar a f&eacute;. &Eacute; expandir a consci&ecirc;ncia para encontrar respostas, solu&ccedil;&otilde;es e al&iacute;vio. &Eacute; manter uma atitude saud&aacute;vel diante da vida.<br /> <br /> &Eacute; nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Estamos nesta vida pela miseric&oacute;rdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo f&iacute;sico.<br /> Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa exist&ecirc;ncia, s&atilde;o frutos das pr&oacute;prias dificuldades em lidar com os problemas.<br /> <br /> Lembremos que todas as dores s&atilde;o transit&oacute;rias.<br /> <br /> Quando elas nos alcan&ccedil;arem, as aceitemos com serenidade e resigna&ccedil;&atilde;o. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em dire&ccedil;&atilde;o a Ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no texto Aceita&ccedil;&atilde;o, de autoria desconhecida e com par&aacute;grafo final do<br /> cap. 20, do livro Terap&ecirc;utica de emerg&ecirc;ncia, por diversos Esp&iacute;ritos,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 9.10.2012.<br /> <br /> <br />

O que você vai ser quando crescer
25 Abr 20144:09EP 17

O que você vai ser quando crescer

Uma conceituada escola de ioga espalhou, por suas paredes, diversos cartazes, mostrando praticantes em posi&ccedil;&otilde;es consideradas dif&iacute;ceis ou at&eacute; imposs&iacute;veis para a maioria das pessoas.<br /> <br /> Eram fotos de fazer inveja a qualquer aluno ou admirador da pr&aacute;tica oriental. Foram tiradas de praticantes de v&aacute;rias partes do mundo e todos com muita experi&ecirc;ncia e anos e mais anos de exerc&iacute;cio.<br /> <br /> Visivelmente se percebia que todos os iogues estavam num est&aacute;gio diferente de vida, de compreens&atilde;o das coisas e controle do corpo.<br /> <br /> E o mais interessante &eacute; que, abaixo de cada grande imagem, havia uma inscri&ccedil;&atilde;o que se repetia:O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Fazer tal questionamento a adultos &eacute; lev&aacute;-los a profundas reflex&otilde;es &iacute;ntimas, certamente.<br /> <br /> Viver sem objetivos maiores, sem almejar ser mais do que j&aacute; se &eacute;, assinala um certo tipo de morte moral, um morrer antes mesmo do fim da exist&ecirc;ncia corporal.<br /> <br /> Assim, todos precisamos vislumbrar algo maior e busc&aacute;-lo, mesmo que esse anelo esteja a vidas e vidas de dist&acirc;ncia.<br /> &Eacute; o caminhar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s conquistas da alma que nos faz grandes, ou, crescidos.<br /> <br /> Ser conduzido pela vida, pelos acontecimentos, como um barco &agrave; deriva, &eacute; parar no tempo, &eacute; desistir da felicidade.<br /> Precisamos almejar o crescimento e trabalhar por ele diariamente.<br /> <br /> O praticante de ioga, como no exemplo trazido, ao vislumbrar as conquistas incr&iacute;veis de alguns poucos no mundo, inspira-se nelas e segue em frente, pois est&aacute; no caminho da ilumina&ccedil;&atilde;o, assim, j&aacute; est&aacute; sendo iluminado.<br /> <br /> Compara-se consigo mesmo e analisa:<br /> <br /> Onde eu estava, onde eu estou agora &ndash; percebendo o crescimento &ndash; e aonde eu desejo chegar &ndash; programando a mente para o futuro.<br /> <br /> Sim, a mente precisa ser programada e, em alguns casos, reprogramada. &Eacute; atrav&eacute;s da ideia constru&iacute;da do pensamento que conseguimos realizar as grandes obras do mundo e do Esp&iacute;rito.<br /> <br /> Vale a pena repetir esse questionamento de tempos em tempos: O que eu quero ser quando crescer? Onde quero chegar nesta vida?<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Pensemos nisso:<br /> <br /> Pensemos no que desejamos alcan&ccedil;ar, colocando sempre em primeiro plano as conquistas da alma. S&atilde;o as mais importantes. S&atilde;o as que levamos conosco.<br /> <br /> Antes de sermos invadidos pelo des&acirc;nimo, pela pregui&ccedil;a, imaginemo-nos l&aacute;, onde desejamos estar. Aproveitemos a sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude e nos deixemos inundar por ela. Isso nos dar&aacute; for&ccedil;as para n&atilde;o desistir.<br /> <br /> Lembremos que muitos j&aacute; conseguiram alcan&ccedil;ar esse patamar, entendendo a lei de progresso na qual todos n&oacute;s, Esp&iacute;ritos imortais, estamos inseridos.<br /> <br /> Assim, ele n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel nos livrarmos da inveja, do ego&iacute;smo, do orgulho e do &oacute;dio. Leva tempo. Custa dedica&ccedil;&atilde;o e disciplina, mas &eacute; totalmente poss&iacute;vel.<br /> <br /> Os que vieram antes, os que alcan&ccedil;aram graus de perfei&ccedil;&atilde;o elevados, s&atilde;o a prova de que todos podemos chegar l&aacute;.<br /> A perfei&ccedil;&atilde;o &eacute; conquista da alma. Conquista de muito tempo e trabalho.<br /> <br /> Perfeitos &ndash; &eacute; o que precisamos desejar ser quando crescermos. Construindo esse estado futuro na realidade e possibilidade de cada dia. Dia ap&oacute;s dia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 26.4.2013.<br /> <br /> <br /> <br />

O homem que não se irritava
24 Abr 20144:10EP 16

O homem que não se irritava

Em cidade interiorana havia um homem que n&atilde;o se irritava e n&atilde;o discutia com ningu&eacute;m.<br /> <br /> Sempre encontrava sa&iacute;da cordial, n&atilde;o feria a ningu&eacute;m, nem se aborrecia com as pessoas.<br /> <br /> Morava em modesta pens&atilde;o, onde era admirado e querido.<br /> <br /> Para test&aacute;-lo, seus companheiros combinaram lev&aacute;-lo &agrave; irrita&ccedil;&atilde;o e &agrave; discuss&atilde;o, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.<br /> <br /> Trataram todos os detalhes com a gar&ccedil;onete que seria a respons&aacute;vel por atender a mesa reservada para a ocasi&atilde;o. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.<br /> <br /> A gar&ccedil;onete chegou pr&oacute;xima a ele, pela esquerda, e ele prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.<br /> <br /> Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.<br /> <br /> Ele esperou calmamente e em sil&ecirc;ncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na dire&ccedil;&atilde;o da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.<br /> <br /> Ap&oacute;s servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia conclu&iacute;do a tarefa e retornou &agrave; cozinha.<br /> <br /> Naquele momento n&atilde;o se ouvia qualquer ru&iacute;do. Todos observavam discretamente, para ver sua rea&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Educadamente ele chamou a gar&ccedil;onete, que se voltou, fingindo impaci&ecirc;ncia e lhe disse: O que o senhor deseja?<br /> <br /> Ao que ele respondeu, naturalmente: A senhora n&atilde;o me serviu a sopa.<br /> <br /> Novamente ela retrucou, para provoc&aacute;-lo, desmentindo-o: Servi, sim senhor!<br /> <br /> Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...<br /> <br /> Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e sil&ecirc;ncio total. <br /> <br /> Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! <br /> <br /> Os amigos, frustrados por n&atilde;o conseguir faz&ecirc;-lo discutir e se irritar com a mo&ccedil;a, terminaram o jantar convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irrita&ccedil;&atilde;o e impensadamente.<br /> <br /> Ao protagonista da nossa singela hist&oacute;ria n&atilde;o importava quem estava com a raz&atilde;o, e sim evitar as discuss&otilde;es desgastantes e improdutivas.<br /> <br /> Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas t&atilde;o sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discuss&atilde;o.<br /> <br /> Isso porque algumas pessoas t&ecirc;m a tola pretens&atilde;o de n&atilde;o levar desaforo para casa, mas acabam levando para a pris&atilde;o, para o hospital ou para o cemit&eacute;rio.<br /> <br /> Por isso a import&acirc;ncia de aprender a arte de n&atilde;o se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma sa&iacute;da inteligente como fez o homem no restaurante.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A pessoa que se irrita aspira o t&oacute;xico que exterioriza em volta, e envenena a si mesma.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria de autoria ignorada.<br /> Em 02.09.2012.<br />

O Essencial
22 Abr 20144:08EP 15

O Essencial

A mulher entrou no consult&oacute;rio do psicoterapeuta e se sentou. Antes de come&ccedil;ar a falar, j&aacute; chorava.<br /> <br /> Quando finalmente conseguiu parar de solu&ccedil;ar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou h&aacute; dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas n&atilde;o consigo esquecer.<br /> <br /> Ele &eacute; um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas &agrave;s costas, na hora de ir para a escola.<br /> <br /> Sempre tive a refei&ccedil;&atilde;o pronta quando ele chegava, n&atilde;o importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que n&atilde;o gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.<br /> <br /> Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse p&oacute; sobre os m&oacute;veis. Sempre tive o m&aacute;ximo de cuidado com os len&ccedil;&oacute;is para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.<br /> <br /> E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escrit&oacute;rio, se apaixonou por ela e me deixou.<br /> <br /> O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que &eacute; que voc&ecirc; deu de voc&ecirc; para ele?<br /> <br /> Ela n&atilde;o entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, bab&aacute; dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Naturalmente, ter a casa arrumada, len&ccedil;&oacute;is limpos, crian&ccedil;as alinhadas e prontas &eacute; importante. Mas n&atilde;o &eacute; tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. <br /> <br /> Uma refei&ccedil;&atilde;o pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.<br /> <br /> Mas o carinho de uma esposa n&atilde;o se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.<br /> <br /> Mais importante do que a casa sem p&oacute;, &eacute; um sorriso e um abra&ccedil;o de ternura quando os dois se encontram.<br /> <br /> Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os m&oacute;veis, &eacute; uma m&atilde;o que aperta a outra com for&ccedil;a.<br /> <br /> &Eacute; a companhia agrad&aacute;vel de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terr&iacute;vel.<br /> <br /> Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego m&uacute;tuo.<br /> <br /> Amar &eacute; dar-se, &eacute; confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e v&atilde;o se tornando independentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Lembre-se: o mais importante s&atilde;o as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se n&atilde;o houver pessoas para partilhar com voc&ecirc;?<br /> <br /> Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, n&atilde;o se canse de amar.<br /> <br /> Olhe para as pessoas. Preste aten&ccedil;&atilde;o nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com voc&ecirc; do mesmo teto, pois s&atilde;o as que mais necessitam do seu amor.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a<br /> luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo<br /> Buscaglia, ed. Nova era.<br /> Em 16.07.2012.<br /> <br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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