Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3190 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O porquê da dor
17 Mai 20144:36EP 30

O porquê da dor

Por que sofremos &eacute; uma indaga&ccedil;&atilde;o que fazemos muitas vezes. Para que serve a dor, afinal?<br /> <br /> Em alguns momentos, ela &eacute; o alerta, dando-nos ci&ecirc;ncia dos excessos que estamos nos permitindo, prejudicando a maquinaria org&acirc;nica, solicitando-nos pondera&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Constitui-se em sinal da natureza que nos informa que algum &oacute;rg&atilde;o n&atilde;o anda bem, o que, para os prudentes, significa buscar o m&eacute;dico, a correta medica&ccedil;&atilde;o, seguir a prescri&ccedil;&atilde;o devida, repouso ou exerc&iacute;cios.<br /> <br /> Em outros momentos, ela funciona como elemento que convida &agrave; reflex&atilde;o, a passar em revista atos e lembran&ccedil;as de nossa vida.<br /> <br /> Assim &eacute;, por exemplo, nos dias da velhice que, para muitos, significa horas de imobilidade, ina&ccedil;&atilde;o e sofrimento.<br /> <br /> &Eacute; uma prova necess&aacute;ria para a alma que, por esse meio, adquire madureza, crit&eacute;rio e o correto ju&iacute;zo a respeito das coisas da Terra e do Mundo Invis&iacute;vel. Avalia, pondera, conclui.<br /> <br /> A dor tem, portanto, n&atilde;o somente a propriedade do resgate das culpas do passado. Executa igualmente o papel do h&aacute;bil artista frente a um bloco de m&aacute;rmore.<br /> <br /> A est&aacute;tua, nas suas formas perfeitas, ideais, est&aacute; escondida no imenso bloco.<br /> <br /> &Eacute; a dor que toma do martelo, do cinzel e, a golpes violentos, ou ent&atilde;o sob o cuidadoso trabalho do buril, desenha a est&aacute;tua viva em contornos maravilhosos.<br /> <br /> Para que a forma seja extra&iacute;da em linhas delicadas, para que o Esp&iacute;rito triunfe da mat&eacute;ria, precisamos do sofrimento, desde que n&atilde;o vivemos somente pelo amor e pelo bem.<br /> <br /> E que frutos tem dado o sofrimento! Reiteradas vezes, &eacute; sob o aguilh&atilde;o do luto e das l&aacute;grimas, da ingratid&atilde;o, da trai&ccedil;&atilde;o das amizades e do amor, das ang&uacute;stias multiplicadas que o poeta verseja de forma mais terna e o m&uacute;sico encontra os mais sublimes acordes.<br /> <br /> Cumpre-nos analisar a incid&ecirc;ncia da dor, em nossas vidas, atribuindo-lhe o efetivo valor.<br /> <br /> Sob a a&ccedil;&atilde;o das marteladas sucessivas, a moleza, a apatia e a indiferen&ccedil;a desaparecem. Tamb&eacute;m a c&oacute;lera, a dureza e a arrog&acirc;ncia.<br /> <br /> Em todos n&oacute;s, provoca ou desenvolve a sensibilidade, a delicadeza, a bondade e a ternura.<br /> <br /> Entendamos, pois, a dor como um dos meios de que usa o Poder Infinito para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, para nos tornar mais rapidamente acess&iacute;veis &agrave; felicidade espiritual.<br /> <br /> O sofrimento que nos fere objetiva sempre a nossa corre&ccedil;&atilde;o, exatamente como a m&atilde;e corrige o filho para educ&aacute;-&not;lo e melhor&aacute;-lo.<br /> <br /> Faz-nos sentir tamb&eacute;m que o mundo em que vivemos &eacute; um lugar de passagem e n&atilde;o o ponto de chegada, que deveremos alcan&ccedil;ar ap&oacute;s exaustiva jornada.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Os animais est&atilde;o sujeitos ao trabalho de evolu&ccedil;&atilde;o para o princ&iacute;pio inteligente que neles existe.<br /> <br /> Atrav&eacute;s de certos padecimentos naturais os animais adquirem os primeiros rudimentos de consci&ecirc;ncia.<br /> <br /> A dor, num sentido amplo de entendimento, ser&aacute; necess&aacute;ria enquanto o homem n&atilde;o tiver colocado o seu pensamento e os seus atos de acordo com as Leis Divinas.<br /> <br /> Depois disso, ela deixar&aacute; de se fazer sentir pois logo se far&aacute; a harmonia.<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 26<br /> do livro O problema do ser,<br /> do destino e da dor, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br /> Em 29.05.2013.<br />

Retribuição
16 Mai 20144:31EP 29

Retribuição

As rela&ccedil;&otilde;es entre patr&otilde;es e empregados nem sempre s&atilde;o amistosas.<br /> <br /> De um lado, os empregados reclamam que os patr&otilde;es exigem muito e n&atilde;o pagam sal&aacute;rios compensadores.<br /> <br /> De outro, os patr&otilde;es falam de empregados que se mostram desonestos, que depois de trabalharem muitos anos, alimentando-se dos sal&aacute;rios pagos por eles, de forma correta, fazem reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas injustas.<br /> <br /> Uns e outros reclamam de comportamentos indevidos, de horas extras n&atilde;o pagas, de trabalhos mal feitos, de irresponsabilidades, etc.<br /> <br /> Por isso mesmo, o caso de Bob Thompson &eacute; muito interessante de ser conhecido.<br /> <br /> Durante quarenta anos, Bob Thompson trabalhou de abril a dezembro, antes da geada, fazendo estradas junto com sua equipe.<br /> <br /> Tudo iniciou com a quantia de tr&ecirc;s mil e quinhentos d&oacute;lares que a esposa de Thompson havia conseguido economizar trabalhando como professora substituta e que lhe permitiram abrir a empresa.<br /> <br /> Durante os primeiros cinco anos, tudo foi muito dif&iacute;cil. Ele n&atilde;o retirava nem seu sal&aacute;rio. Depois, os neg&oacute;cios prosperaram e ele ficou muito rico. Gra&ccedil;as, naturalmente, ao seu grande esfor&ccedil;o e de sua equipe.<br /> <br /> Um dia, o Sr. Thompson retribuiu o favor. Ele vendeu sua empresa de pavimenta&ccedil;&atilde;o e deu a seus quinhentos e cinquenta empregados, entre atuais e aposentados, nada menos do que a quantia de cento e vinte e oito milh&otilde;es de d&oacute;lares.<br /> <br /> At&eacute; mesmo as vi&uacute;vas de seus ex-empregados receberam cheques. Noventa deles se tornaram ricos num instante.<br /> <br /> Quando os cheques foram entregues, Thompson fez quest&atilde;o de n&atilde;o estar por perto. Eu n&atilde;o queria estar l&aacute;, disse, as coisas se tornam muito emocionais.<br /> <br /> Perguntado a respeito do porqu&ecirc; de tal atitude, respondeu: Voc&ecirc; se d&aacute; conta de que as pessoas ao seu redor sofreram junto com voc&ecirc;. E eu queria retribuir. Tenho certeza que era a coisa correta a ser feita.<br /> <br /> Um de seus empregados, por trinta e tr&ecirc;s anos, disse: Ele n&atilde;o pedia a ningu&eacute;m para fazer alguma coisa que ele mesmo pudesse fazer.<br /> <br /> Mesmo que estivesse de terno e precisasse ajudar, ele estava sempre pronto.<br /> <br /> Patr&otilde;es e empregados dessa qualidade d&atilde;o exemplo de que se nos comportarmos como crist&atilde;os, respeitando-nos, e cada qual reconhecendo o valor do outro, o relacionamento entre ambos, com certeza, ser&aacute; bem melhor.<br /> <br /> Sempre oportuno lembrar que, como seres humanos, dependemos uns dos outros. E que Deus, em Sua miseric&oacute;rdia, nos permite ora ocuparmos uma posi&ccedil;&atilde;o, ora outra.<br /> <br /> Como superiores somos respons&aacute;veis pelos nossos subalternos.<br /> <br /> Na condi&ccedil;&atilde;o de subalternos, temos a obriga&ccedil;&atilde;o de cumprir bem o nosso dever, fazendo jus ao sal&aacute;rio que recebemos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> O gerente &eacute; aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.<br /> <br /> Quem administra precisa da colabora&ccedil;&atilde;o de quem obedece. Aquele que obedece necessita prestar aten&ccedil;&atilde;o e respeito a quem administra. Esse, por sua vez, precisa usar de bondade e compreens&atilde;o para quem obedece, a fim de que as engrenagens do servi&ccedil;o funcionem com seguran&ccedil;a.<br /> <br /> Quem n&atilde;o respeita a tarefa que lhe honra a vida, desrespeita a si mesmo.<br /> <br /> Servir al&eacute;m do pr&oacute;prio dever n&atilde;o &eacute; bajular e sim conquistar apoio e experi&ecirc;ncia, simpatia e coopera&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em artigo de Sele&ccedil;&otilde;es Reader's Digest, traduzido do original ingl&ecirc;s por Shou Wen Allegretti e nos caps. 16 e 17 do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec.<br /> <br /> Em 01.03.2013.<br /> <br /> <br />

Companheiros de jornada
14 Mai 20144:19EP 28

Companheiros de jornada

Ao longo da hist&oacute;ria evolutiva, o cavalo tem sido um animal que muito tem servido ao homem.<br /> <br /> Al&eacute;m de ser &uacute;til em v&aacute;rias tarefas no campo, montar cavalos e estar em contato com a natureza &eacute; bom para a sa&uacute;de e bem-estar de muitos de n&oacute;s.<br /> <br /> As pessoas que apreciam essa pr&aacute;tica sabem o quanto &eacute; envolvente.<br /> <br /> Cavalgar &eacute; sentir o ch&atilde;o sob os p&eacute;s e o destino nas pr&oacute;prias m&atilde;os, o que traz uma sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, como se nada nos impedisse de seguir em frente.<br /> <br /> Mas, hoje, o contato com esse animal tamb&eacute;m tem ajudado muitas crian&ccedil;as e adultos a superarem dificuldades cognitivas e de mobilidade. &Eacute; a equoterapia.<br /> <br /> Esse &eacute; um m&eacute;todo terap&ecirc;utico e educacional, no qual o cavalo &eacute; o inter&not;mediador entre o praticante e o terapeuta.<br /> <br /> Apesar do grande porte f&iacute;sico, ele &eacute; d&oacute;cil, se deixa conduzir e desenvolve um importante la&ccedil;o afetivo com as pessoas que com ele mant&ecirc;m contato.<br /> <br /> Cada passo completo do cavalo apresenta padr&otilde;es semelhantes aos do caminhar humano e, na medida em que o praticante anda sobre ele, h&aacute; um ajuste natural do seu corpo ao ritmo da marcha do animal.<br /> <br /> A adapta&ccedil;&atilde;o a esse ritmo &eacute; um dos pontos mais importantes da equoterapia.<br /> <br /> Al&eacute;m disso, a troca de apoio das patas, os movimentos da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o imp&otilde;em ao cavaleiro um ajuste de todo o seu corpo, em resposta aos desequil&iacute;brios provocados por esses movimentos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Esse &eacute; o exemplo de apenas um animal que nos serve em diversas circunst&acirc;ncias e nos traz a certeza da benevol&ecirc;ncia Divina, que colocou esses companheiros para caminhar ao nosso lado na exist&ecirc;ncia terrestre.<br /> <br /> Outras esp&eacute;cies tamb&eacute;m nos auxiliam de formas diversas, no trabalho, no lazer, em tratamentos de sa&uacute;de, al&eacute;m daquelas que nos servem de alimento necess&aacute;rio ao corpo f&iacute;sico e ao pr&oacute;prio vestu&aacute;rio.<br /> <br /> Infelizmente, vemos ainda situa&ccedil;&otilde;es em que eles s&atilde;o v&iacute;timas da indiferen&ccedil;a e crueldade.<br /> <br /> Uns abandonados, outros levados ao extremo da for&ccedil;a f&iacute;sica em trabalhos pesados, por vezes &agrave; custa de a&ccedil;oites. Alguns presos e outros perseguidos sem piedade.<br /> <br /> Busquemos olhar para esses seres com compaix&atilde;o, dedicando-lhesa considera&ccedil;&atilde;o que merecem, pois s&atilde;o tamb&eacute;m herdeiros do Universo.<br /> <br /> Sejamo-lhes gratos pelo tanto que nos oferecem sem nada pedir em troca e ofertemo-lhes a nossa prote&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Para Francisco de Assis, a natureza e todos os seres eram dignos de apre&ccedil;o e admira&ccedil;&atilde;o porque significavam a express&atilde;o da Divindade.<br /> <br /> Ele amava profundamente os animais.Externando a humildade e grandeza de sua alma, frequentemente se referia a eles como irm&atilde;os da Humanidade.<br /> <br /> Demonstrou um imenso amor pela natureza e nos ensinou que todas as criaturas merecem o nosso respeito.<br /> <br /> Fa&ccedil;amos a nossa parte no mundo de hoje. Defendamos e protejamos esses seres que a Inteligencia Suprema colocou sob nossa tutela. Lembremos que, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros tantos, esses tamb&eacute;m se constituem talentos da Divindade &agrave;s nossas vidas. E, como todos os demais, teremos que dar conta do que fizermos com eles.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 14.8.2013.<br />

Conflitos íntimos
13 Mai 20144:38EP 27

Conflitos íntimos

Conta antiga lenda ind&iacute;gena que, certa feita, um jovem, mergulhado nas ang&uacute;stias e questionamentos naturais da juventude, procurou o grande s&aacute;bio de sua tribo.<br /> <br /> Nos primeiros passos para tentar se entender e entender ao mundo, foi buscar no velho homem um pouco de esclarecimento.<br /> <br /> Solenemente aproximou-se do respeitoso anci&atilde;o, que o recebeu com um brilho no olhar, pr&oacute;prio dos que entendem os porqu&ecirc;s da vida em profundidade.<br /> <br /> Tentando encontrar as melhores palavras, a forma mais apropriada para se expressar, o jovem explicou o que ali o levava.<br /> <br /> Grande s&aacute;bio, trago comigo muitas d&uacute;vidas sobre como devo proceder. Afinal, como ser uma pessoa de bem, como ser um homem honrado, se ainda trago no peito tantas paix&otilde;es e tantas fragilidades morais?<br /> <br /> O s&aacute;bio, certamente, j&aacute; se houvera feito tais quest&otilde;es.<br /> <br /> Os anos lhe haviam permitido caminhar sob o a&ccedil;oite das afli&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas.<br /> <br /> E tal qual o jovem &agrave; sua frente, que ora iniciava seus primeiros passos rumo ao autoconhecimento, tamb&eacute;m ele buscara essas respostas.<br /> <br /> Ent&atilde;o, olhando-o terna e pacientemente, lhe prop&ocirc;s a seguinte imagem.<br /> <br /> Meu filho, em nosso mundo &iacute;ntimo, em nosso cora&ccedil;&atilde;o, habitam dois c&atilde;es ferozes, um bom e outro mau.<br /> <br /> Como t&ecirc;m origens muito distintas, como n&atilde;o se assemelham em nada, essas duas feras vivem em constante luta, em diuturna batalha.<br /> <br /> E voc&ecirc; sabe qual deles ir&aacute; ganhar a luta, meu filho? - Indagou o anci&atilde;o.<br /> <br /> O jovem, at&ocirc;nito pela imagem proposta, n&atilde;o soube responder. Imaginou a luta entre os dois animais e pensou como seria terr&iacute;vel, brutal.<br /> <br /> Meu jovem, essa batalha em nosso mundo &iacute;ntimo ser&aacute; ganha pelo c&atilde;o que mais alimentarmos.<br /> <br /> Escutando isso, o rapaz, compreendendo a profundidade da li&ccedil;&atilde;o, retirou-se para a necess&aacute;ria medita&ccedil;&atilde;o em torno do ensinamento recebido.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Assim acontece com cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; quem n&atilde;o traga em sua intimidade tend&ecirc;ncias positivas e dificuldades de grande monta.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s chega ao mundo sem conflitos a serem vencidos, sem limita&ccedil;&otilde;es a serem ultrapassadas.<br /> <br /> Alguns apresentamos grande tend&ecirc;ncia ao ego&iacute;smo, e ent&atilde;o a vida nos d&aacute; a oportunidade de exercitar a solidariedade.<br /> Outros nascemos vaidosos, egoc&ecirc;ntricos, e a vida nos oferece li&ccedil;&otilde;es de humildade e simplicidade.<br /> <br /> Tantos nascemos avaros, pensando s&oacute; em amealhar bens para n&oacute;s mesmos, e a vida nos d&aacute; a chance de aprendermos a generosidade.<br /> <br /> Ser&atilde;o sempre dois c&atilde;es a lutar em nossa intimidade, a fim de ganhar espa&ccedil;o, vencer batalhas.<br /> <br /> A eclos&atilde;o de nossos conflitos &iacute;ntimos &eacute; resultado da consci&ecirc;ncia a nos alertar sobre os caminhos que a vida nos oferece.<br /> Nesses momentos, ser&aacute; a hora de pararmos e claramente decidirmos qual dos dois c&atilde;es desejamos alimentar.<br /> <br /> Ser&aacute; sempre pela insist&ecirc;ncia, pelo h&aacute;bito e pela disciplina, investindo em nossas constru&ccedil;&otilde;es positivas, que conseguiremos vencer as batalhas &iacute;ntimas.<br /> <br /> Dessa forma, tenhamos tranquilidade quanto aos enfrentamentos naturais de nossa intimidade.<br /> <br /> E n&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que ser&aacute; sempre nossa a decis&atilde;o de alimentar uma ou outra fera, ou seja, as nossas boas ou m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 11.4.2014.<br /> <br />

Mães extraordinárias
10 Mai 20144:38EP 26

Mães extraordinárias

O jovem andava pela rua quando deparou com um homem ca&iacute;do.<br /> <br /> Inexperiente, mas com enorme cora&ccedil;&atilde;o, chamou um t&aacute;xi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.<br /> Ao chegar l&aacute;, descobriu que n&atilde;o tinha dinheiro para pagar a corrida.<br /> <br /> O taxista lhe disse:<br /> <br /> Quem &eacute; este homem que voc&ecirc; vem trazendo ao hospital?<br /> <br /> N&atilde;o sei, respondeu o mo&ccedil;o. Encontrei-o ca&iacute;do na rua e pensei em dar socorro.<br /> <br /> Bom, respondeu o profissional, se voc&ecirc; pode ajudar a quem n&atilde;o conhece, eu tamb&eacute;m posso. A corrida fica por minha conta.<br /> <br /> O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas a&iacute;, os problemas come&ccedil;aram.<br /> <br /> O mo&ccedil;o n&atilde;o sabia o nome dele, nem endere&ccedil;o, nem se tinha plano de sa&uacute;de. Nada.<br /> <br /> Afinal, como disse &agrave; recepcionista, eu n&atilde;o mexi nos bolsos dele. S&oacute; pensei em socorrer.<br /> <br /> Bom, se ele n&atilde;o &eacute; seu parente, n&atilde;o &eacute; seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necess&aacute;rio?<br /> <br /> N&atilde;o sei, falou o rapaz. Eu n&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es. S&oacute; sei que ele precisa de atendimento. N&atilde;o pode ficar a&iacute;, sem que ningu&eacute;m o socorra.<br /> <br /> A quest&atilde;o era simples, segundo a mo&ccedil;a. Ele devia depositar um valor em cau&ccedil;&atilde;o e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.<br /> <br /> Enquanto tentava explicar que n&atilde;o tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um m&eacute;dico adentrou o hospital.<br /> <br /> Fale com ele, disse a mo&ccedil;a. &Eacute; o diretor. Se ele autorizar...<br /> <br /> E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o m&eacute;dico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.<br /> <br /> Na seq&uuml;&ecirc;ncia, pediu ao jovem que fosse ao seu escrit&oacute;rio.<br /> <br /> Quando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, bel&iacute;ssima.<br /> <br /> Quem &eacute;? &ndash; perguntou.<br /> <br /> O diretor, sentando-se, contou: Minha m&atilde;e. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse m&eacute;dico.<br /> <br /> Ela j&aacute; morreu. Mas conseguiu o seu prop&oacute;sito: formei-me em Medicina e como v&ecirc;, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.<br /> <br /> Quem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordin&aacute;ria, n&atilde;o somente conseguiu que eu alcan&ccedil;asse o diploma.<br /> <br /> Ela me deu li&ccedil;&otilde;es de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:<br /> <br /> &ldquo;Filho, fa&ccedil;a o bem quanto possa. Use o seu saber, como m&eacute;dico, para salvar vidas.&rdquo;<br /> <br /> Por isso, meu jovem, quem chega neste hospital, &eacute; atendido, como est&aacute; sendo aquele homem que voc&ecirc; recolheu na rua.<br /> Depois veremos se ele tem ou n&atilde;o dinheiro para pagar.<br /> <br /> Em mem&oacute;ria de minha m&atilde;e, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse m&eacute;dico, jamais deixarei que algu&eacute;m morra &agrave; porta de meu hospital.<br /> <br /> Atendo e atenderei sempre, da melhor forma poss&iacute;vel, pagantes e n&atilde;o pagantes. N&atilde;o poderia deixar de atender a um pedido de minha m&atilde;e.<br /> <br /> <br /> Toda m&atilde;e &eacute; uma educadora. Algumas lecionam mat&eacute;rias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e s&atilde;o essas as m&atilde;es extraordin&aacute;rias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.<br /> <br /> Transmitem li&ccedil;&otilde;es para a vida imperec&iacute;vel. N&atilde;o pensam somente no bem-estar f&iacute;sico dos filhos. V&atilde;o al&eacute;m. Trabalham e estabelecem li&ccedil;&otilde;es para a vida do Esp&iacute;rito.<br /> <br /> Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Al&eacute;m, quando abandonarem o corpo fisico.<br /> Essas m&atilde;es... Essas m&atilde;es s&atilde;o mesmo extraordin&aacute;rias.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato real, ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco.<br /> Em 08.05.2013<br /> <br /> <br />

Mágoa desnecessária
9 Mai 20144:20EP 25

Mágoa desnecessária

As rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> <br /> Como somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> <br /> O racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> <br /> E n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> <br /> Muito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> <br /> Somente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> <br /> Somos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> <br /> &Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> <br /> &Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> <br /> Como ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> <br /> Pensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> <br /> Ningu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> <br /> Desta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> <br /> Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> H&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> livro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 27.08.2010.<br /> <br />

O valor da paciência
8 Mai 20144:37EP 24

O valor da paciência

Algu&eacute;m disse, um dia, que a paci&ecirc;ncia &eacute; a arma dos fracos.<br /> <br /> Nada mais falso: a paci&ecirc;ncia, ao contr&aacute;rio, talvez seja o est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado de for&ccedil;a que um ser humano pode atingir.<br /> <br /> Algumas pessoas neste mundo s&atilde;o capazes de derrubar um ex&eacute;rcito inteiro com a for&ccedil;a das m&atilde;os, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Outras s&atilde;o capazes de arriscar a pr&oacute;pria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Mas, pensando bem: quantos de n&oacute;s s&atilde;o capazes de suportar uma longa afli&ccedil;&atilde;o, sem queixar-se uma &uacute;nica vez?<br /> <br /> Quantos s&atilde;o capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doen&ccedil;a e as pequenas contrariedades da vida, em sil&ecirc;ncio, dia ap&oacute;s dia, e mesmo assim tirar &acirc;nimo, sabe-se l&aacute; de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade?<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que &eacute; preciso ser forte para derrubar um ex&eacute;rcito ou arriscar a vida. Mas &eacute; preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo j&aacute; tendo tentado e fracassado um milh&atilde;o de vezes.<br /> <br /> Muita gente se deixa impressionar pela suposta for&ccedil;a dos destemidos e valent&otilde;es. Por&eacute;m, &agrave;s vezes, h&aacute; mais for&ccedil;a na paci&ecirc;ncia, na resigna&ccedil;&atilde;o e na obstina&ccedil;&atilde;o de certas pessoas aparentemente fr&aacute;geis do que em qualquer outro lugar.<br /> <br /> Quando algu&eacute;m nos ofende ou desfaz de nosso valor, &eacute; normal que sintamos a necessidade de responder &agrave; altura, fazer a pessoa engolir suas palavras &mdash; mas isso a far&aacute; acreditar em n&oacute;s ou nos respeitar? <br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Crescer e aparecer: eis a &uacute;nica forma de fazer algu&eacute;m mudar de ideia a nossa respeito.<br /> <br /> Para isso, &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: deixar nossos cr&iacute;ticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreend&ecirc;-los &mdash; n&atilde;o com palavras, mas com obras. Conquistando vit&oacute;rias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de n&oacute;s.<br /> <br /> Quando vemos nosso sacrif&iacute;cio resultando in&uacute;til, nosso esfor&ccedil;o todo jogado por terra, &eacute; natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar &mdash; mas isso vai mudar a realidade?<br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Juntar os cacos e recome&ccedil;ar: eis a &uacute;nica forma de mudar alguma coisa.<br /> <br /> Tamb&eacute;m para isso &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: engolir a decep&ccedil;&atilde;o sem perder tempo com l&aacute;grimas in&uacute;teis, para voltar &agrave; carga com a mesma disposi&ccedil;&atilde;o de antes, como se nada houvesse acontecido.<br /> <br /> O desespero, muitas vezes, nasce de nossa pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situa&ccedil;&otilde;es, superar momentos de afli&ccedil;&atilde;o e tristeza, recome&ccedil;ar do zero.<br /> <br /> Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paci&ecirc;ncia para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca &eacute; t&atilde;o feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos.<br /> <br /> Embora talvez mais dif&iacute;cil, embora &agrave;s vezes penoso, a paci&ecirc;ncia &eacute; sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcan&ccedil;ando a vit&oacute;ria.<br /> <br /> <br /> Quem aprende a ser paciente sabe que n&atilde;o h&aacute; nada melhor do que um dia depois do outro.<br /> <br /> E que a paci&ecirc;ncia pode ser amarga como o lim&atilde;o, mas seus frutos s&atilde;o doces como o mel... <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> ******<br /> <br /> Acesse o novo site da centro America fm.<br /> L&aacute; voc&ecirc; encontra esse, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base no pensamento de Bertrand Rosseau<br /> Em 11.4.2014.<br />

Pontos de vista
7 Mai 20144:07EP 23

Pontos de vista

Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experi&ecirc;ncia curiosa.<br /> <br /> Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas caracter&iacute;sticas.<br /> <br /> O primeiro passou vagarosamente as m&atilde;os nas orelhas do bicho e falou convicto: &Eacute; algo espalhado, como um tapete.<br /> <br /> O segundo aproximou-se, esticou o bra&ccedil;o, pegou na tromba e exclamou: &Eacute; uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia.<br /> <br /> Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto n&atilde;o &eacute; um animal, &eacute; um tronco de &aacute;rvore.<br /> <br /> O quarto aluno apalpou por v&aacute;rias vezes uma das presas e disse: Ah, isto n&atilde;o &eacute; um tronco, mas sim uma lan&ccedil;a, muito pontiaguda.<br /> <br /> O quinto e &uacute;ltimo, por sua vez, exclamou com seguran&ccedil;a, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto &eacute; apenas uma corda muito fina!<br /> <br /> E porque n&atilde;o entrassem num acordo, os alunos come&ccedil;aram uma discuss&atilde;o acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as pr&oacute;prias m&atilde;os, e por esse motivo, cada um tinha seu pr&oacute;prio ponto de vista.<br /> <br /> Para acalmar os &acirc;nimos, o professor falou com firmeza:<br /> <br /> Cada um de voc&ecirc;s est&aacute; certo, mas cada um est&aacute; errado tamb&eacute;m.<br /> <br /> Todos querem defender o seu ponto de vista mas n&atilde;o querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.<br /> <br /> Ato cont&iacute;nuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opini&otilde;es tinham seus fundamentos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na viv&ecirc;ncia di&aacute;ria, &eacute; resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.<br /> <br /> Todos querem ter raz&atilde;o, sem abrir m&atilde;o da sua verdade.<br /> <br /> No entanto, tudo seria mais f&aacute;cil se admit&iacute;ssemos a possibilidade de o outro estar certo.<br /> <br /> As pessoas s&atilde;o individualidades que trazem consigo possibilidades muito pr&oacute;prias no entendimento das coisas e situa&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Por essa raz&atilde;o, n&atilde;o podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.<br /> <br /> Se todos compreend&ecirc;ssemos esses detalhes importantes na vida de rela&ccedil;&atilde;o, certamente evitar&iacute;amos grande parcela de dissabores e discuss&otilde;es in&uacute;teis.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Todas as flores s&atilde;o flores, mas o ger&acirc;nio n&atilde;o tem as caracter&iacute;sticas do cravo e nem a rosa as da violeta.<br /> <br /> Todos os frutos s&atilde;o frutos, mas a laranja n&atilde;o guarda semelhan&ccedil;a com a pera.<br /> <br /> Al&eacute;m disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto n&atilde;o amadurece fora da &eacute;poca prevista.<br /> <br /> Assim tamb&eacute;m &eacute; com as criaturas.<br /> <br /> Cada pessoa respira em faixa diversa de evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> &Eacute; justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como n&oacute;s, entretanto, &eacute; caridade n&atilde;o violentar a cabe&ccedil;a daqueles que n&atilde;o comungam das nossas ideias.<br /> <br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, <br /> de O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira<br /> e no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 28.05.2013.<br /> <br /> <br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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