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PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O ZELADOR DA FONTE
13 Ago 20155:12EP 300

O ZELADOR DA FONTE

<strong>&nbsp;O zelador da fonte</strong><br /> <br /> Conta uma lenda austr&iacute;aca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de &aacute;gua da comunidade.<br /> O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de &aacute;gua fresca.<br /> Ningu&eacute;m lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esfor&ccedil;o para a retirada de entulhos.<br /> Aos poucos, o povoado come&ccedil;ou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela &aacute;gua cristalina.<br /> Rodas d'&aacute;gua de v&aacute;rias empresas da regi&atilde;o come&ccedil;aram a girar dia e noite.As planta&ccedil;&otilde;es eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordin&aacute;ria.<br /> Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.<br /> Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o or&ccedil;amento e colocou os olhos no sal&aacute;rio pago ao zelador da fonte.<br /> De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago h&aacute; anos, pela cidade.<br /> E para qu&ecirc;? O que &eacute; que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.<br /> Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato.<br /> Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as &aacute;rvores come&ccedil;aram a perder as folhas.<br /> Pequenos galhos ca&iacute;am nas piscinas formadas pelas nascentes.<br /> Certa tarde, algu&eacute;m notou uma colora&ccedil;&atilde;o meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a &aacute;gua estava escura.<br /> Mais uma semana e uma pel&iacute;cula de lodo cobria toda a superf&iacute;cie ao longo das margens.<br /> O mau cheiro come&ccedil;ou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'&aacute;gua come&ccedil;aram a girar lentamente, depois pararam.<br /> Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.<br /> O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria e reconheceu o erro grosseiro cometido.<br /> Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.<br /> Algumas semanas depois, as &aacute;guas do aut&ecirc;ntico rio da vida come&ccedil;aram a clarear. As rodas d'&aacute;gua voltaram a funcionar.<br /> Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.<br /> * * *<br /> Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de n&oacute;s que n&atilde;o consideramos determinados servidores.<br /> Aqueles que se desdobram, todos os dias, para que o p&atilde;o chegue &agrave; nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.<br /> H&aacute; quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o &ocirc;nibus, abra os port&otilde;es da empresa.<br /> Servidores an&ocirc;nimos. Quase sempre passamos por eles sem v&ecirc;-los.<br /> Mas, sem seu trabalho, o nosso n&atilde;o poderia ser realizado ou a vida seria invi&aacute;vel.<br /> O mundo &eacute; uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa espec&iacute;fica, mas indispens&aacute;vel.<br /> Se algu&eacute;m n&atilde;o executar o seu papel, o todo perecer&aacute;.<br /> Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no cap. O zelador da fonte, de Charles R.<br /> Swindoll, do livro Hist&oacute;rias para o<br /> cora&ccedil;&atilde;o, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 19.07.2015.</em></div>

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
12 Ago 20153:34EP 299

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

<strong>&nbsp;Haver&aacute; sempre um amanh&atilde; <br /> </strong><br /> Por mais que os abismos sejam fundos,<br /> sobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> n&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> um dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> e conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> tamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> quando chegar sua vez, <br /> a palavras surgir&atilde;o de novo <br /> e entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> N&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> que se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> eles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> ou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> e o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> N&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> ela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> e seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> que a verdade volte a ser reconhecida...<br /> Nenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> conseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> n&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> sempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> na qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> que, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> N&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> um dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> ouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> de p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> A chuva voltar&aacute; a cair <br /> e o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> por isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> podes esper&aacute;-lo confiante...<br /> N&atilde;o temas sequer a morte: <br /> ainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> j&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> N&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> talvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> e n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> N&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> o perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> mas que deseja voltar ao caminho, <br /> Se teus p&eacute;s fraquejam, <br /> busca quem te auxilie: <br /> reconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> N&atilde;o chores de amargura <br /> se o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> Haver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Nelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.8.2015.</em></div>

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE
11 Ago 20154:32EP 298

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE

<strong>&nbsp;Paci&ecirc;ncia antes da crise</strong><br /> <br /> <br /> O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paci&ecirc;ncia, na condi&ccedil;&atilde;o de medicamento preventivo contra in&uacute;meros males que o espreitam.<br /> De certo modo, vitimado pelas circunst&acirc;ncias da vida ativa em que se encontra, sofre desgaste cont&iacute;nuo que o leva, n&atilde;o raro, a estados neur&oacute;ticos e agressivos ou a depress&otilde;es que o aniquilam.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute;-lhe reserva de &acirc;nimo para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis sem perder o equil&iacute;brio.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute; uma virtude que deve ser cultivada e cuja for&ccedil;a somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia, em forma de problema.<br /> O atropelo do tr&acirc;nsito; a agita&ccedil;&atilde;o geral; a competi&ccedil;&atilde;o desenfreada; o desrespeito aos espa&ccedil;os individuais; a compress&atilde;o das horas...<br /> Al&eacute;m disso, as limita&ccedil;&otilde;es financeiras; os conflitos emocionais; as frustra&ccedil;&otilde;es e outros fatores decorrentes do modo de vida dito moderno e do relacionamento social, levam o homem a desequil&iacute;brios que a paci&ecirc;ncia pode evitar.<br /> Exercitando-a nas pequenas ocorr&ecirc;ncias, sem permitir-se a irrita&ccedil;&atilde;o ou o agastamento, adquirir&aacute; for&ccedil;a e enfrentar&aacute; com &ecirc;xito as situa&ccedil;&otilde;es mais graves.<br /> Todas as criaturas em tr&acirc;nsito pelo mundo s&atilde;o v&iacute;timas de ciladas intencionais ou n&atilde;o.<br /> Manter-se atento e saber enfrent&aacute;-las com cuidado &eacute; a &uacute;nica forma de super&aacute;-las com &ecirc;xito.<br /> * * *<br /> Se te sentes provocado pelos insultos que te dirigem, atua com serenidade e segue adiante.<br /> Se erraste em alguma situa&ccedil;&atilde;o que te surpreendeu, retorna ao ponto inicial e corrige o equ&iacute;voco.<br /> Se te sentes injusti&ccedil;ado, reexamina o motivo e disputa a honra de n&atilde;o desanimar.<br /> Se a agress&atilde;o de alguma forma te ofende, guarda a calma e a ver&aacute;s desmoronar-se.<br /> A conviv&ecirc;ncia com as criaturas &eacute; o grande desafio da evolu&ccedil;&atilde;o porque resulta, de um lado, da situa&ccedil;&atilde;o moral deles, e de outro, do seu estado emocional.<br /> O amor ao pr&oacute;ximo, no entanto, s&oacute; &eacute; leg&iacute;timo quando n&atilde;o se desgasta nem se converte em motivo de censura ou queixa, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com quem se convive.<br /> &Eacute; f&aacute;cil amar e respeitar aqueles que vivem fisicamente distantes.<br /> O verdadeiro amor &eacute; o que se relaciona sempre bem com as demais criaturas.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; j&aacute; se prop&ocirc;s a ser mais paciente? J&aacute; colocou isso como meta na vida, alguma vez?<br /> &Eacute; importante ter metas claras. &Eacute; importante dizer a si mesmo: Estou mais paciente agora. N&atilde;o vou deixar que isto ou aquilo me abale com facilidade.<br /> Come&ccedil;amos assim um processo de autopreserva&ccedil;&atilde;o, de automonitoramento e, toda vez que uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica se apresentar, poderemos voltar a dizer: N&atilde;o vou deixar que isto me tire do s&eacute;rio.<br /> Cada um poder&aacute; desenvolver seu m&eacute;todo, sua forma de atuar, por&eacute;m, a ess&ecirc;ncia deste trabalho est&aacute; em come&ccedil;ar j&aacute;, imediatamente.<br /> Quem antes inicia, antes colhe os benef&iacute;cios.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 10, do livro Alegria de viver de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 26.7.2015.</em></div>

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM
10 Ago 20155:03EP 297

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM

<strong>&nbsp;Eu achava que o choro era ruim<br /> </strong><br /> <br /> A experi&ecirc;ncia de uma m&atilde;e e seu beb&ecirc; nos traz reflex&otilde;es muito profundas e importantes. Diz-nos ela:<br /> &Eacute; que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que &eacute; isso que aprendi: n&atilde;o precisa.<br /> Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doen&ccedil;a, sono. Mas existe o choro que n&atilde;o cessa ap&oacute;s checar tudo o que pode estar errado.<br /> E esse choro, que pode durar horas at&eacute;, esse choro n&atilde;o &eacute; errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas l&aacute;grimas.<br /> Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo &ldquo;shhhh&rdquo;, balan&ccedil;ando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as t&aacute;ticas poss&iacute;veis, me sentindo incapaz de consol&aacute;-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos.<br /> Entender que n&atilde;o se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolh&ecirc;-la.<br /> Entender que o choro &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; dor, mas adapta&ccedil;&atilde;o a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o beb&ecirc; n&atilde;o est&aacute; acostumado.<br /> Entender que, quando n&atilde;o se fala, n&atilde;o se balbucia e n&atilde;o se gesticula, s&oacute; existe o choro como comunica&ccedil;&atilde;o.<br /> E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conex&atilde;o com a minha filha?<br /> O quanto o simples ato de abra&ccedil;&aacute;-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distra&iacute;-la, teria sido t&atilde;o ou mais eficiente do que tentar t&aacute;ticas e truques para ela parar de chorar?<br /> O quanto aquele choro n&atilde;o era um pedido por mais presen&ccedil;a com inten&ccedil;&atilde;o e cora&ccedil;&atilde;o, uma necessidade de dar um basta nas inc&ocirc;modas visitas p&oacute;s-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o estar mais dentro de mim, segura e protegida?<br /> Choro &eacute; emo&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o quero ensinar a ela que o choro &eacute; errado. Que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o erradas, que sentir &eacute; inadequado. O choro &eacute; normal.<br /> * * *<br /> Se percebermos bem, adquirimos este h&aacute;bito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes. Tanto o nosso chorar como o de algu&eacute;m que nos &eacute; caro.<br /> O choro &eacute; inc&ocirc;modo, &eacute; constrangedor, em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urg&ecirc;ncia e um desespero injustific&aacute;veis &ndash; se pensarmos bem.<br /> N&atilde;o paramos para pensar que o choro tem seu momento. &Eacute; algo que precisa sair e precisa de tempo para isso.<br /> Melhor para fora do que para dentro, disse algu&eacute;m, um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por n&atilde;o ter conseguido segurar as l&aacute;grimas.<br /> Sim, n&oacute;s pedimos desculpas por nos emocionarmos... Muito estranho. Como se fosse sinal de fraqueza.<br /> Chorar &eacute; bom. Chorar &eacute; importante. Chorar &eacute; terap&ecirc;utico. Aqueles que guardam anos e anos de l&aacute;grimas constroem doen&ccedil;as para si. &Eacute; isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emo&ccedil;&otilde;es.<br /> E no que diz respeito &agrave; dor do outro, que muitas vezes n&atilde;o conseguimos resolver, que &agrave;s vezes ter&iacute;amos vontade de tirar com as m&atilde;os se pud&eacute;ssemos &ndash; quando &eacute; de um filho, de um pai, de uma m&atilde;e &ndash; essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar l&aacute;grimas e dizer: Estou com voc&ecirc;.<br /> Acolher o choro de algu&eacute;m sempre ser&aacute; gesto profundo de amor. <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> em texto de autoria de Gabriela Ruggiero Nor<br /> do site www.vilamamifera.com/cafemae,<br /> de 20 de julho de 2014.<br /> Em 16.9.2014.</em></div>

TER SEMPRE RAZÃO
8 Ago 20155:06EP 296

TER SEMPRE RAZÃO

<strong>&nbsp;Ter sempre raz&atilde;o</strong><br /> <br /> Quanto custa ter sempre raz&atilde;o?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta quest&atilde;o? J&aacute; pensamos quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias de sempre querer provar que estamos certos?<br /> &Eacute; claro que defender um ponto de vista &eacute; corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, &eacute; mesmo saud&aacute;vel.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, s&atilde;o posturas naturais e comuns nas nossas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas.<br /> Por&eacute;m, quando essa atitude supera todas as barreiras, est&aacute; sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a raz&atilde;o, qual o pre&ccedil;o a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com algu&eacute;m pelo simples fato de querermos convenc&ecirc;-lo de que ele est&aacute; errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o se pegou transformando uma discuss&atilde;o tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes n&atilde;o elevamos o tom da conversa, nos tornamos r&iacute;spidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascen&ccedil;a, ao serem colocadas junto a um elefante v&atilde;o conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se n&atilde;o lhes derem a oportunidade de perceber as diferen&ccedil;as entre orelha, cauda, tromba, corpo, ter&atilde;o apenas uma ideia parcial.<br /> N&atilde;o estar&atilde;o erradas, apenas cada uma ter&aacute; somente parte da raz&atilde;o.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percep&ccedil;&atilde;o, a nossa capacidade de an&aacute;lise.<br /> N&atilde;o quer dizer que estejamos errados ou que n&atilde;o tenhamos raz&atilde;o em nossos argumentos.<br /> Por&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer de que o outro tem sua pr&oacute;pria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situa&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, &eacute; o desejo de impor nosso racioc&iacute;nio, nossa argumenta&ccedil;&atilde;o.<br /> In&uacute;meras vezes, em nome de desejarmos provar que a raz&atilde;o nos pertence, usamos nossa palavra como quem est&aacute; numa batalha, n&atilde;o desejando nunca perder.<br /> Ter sempre raz&atilde;o &agrave;s vezes custa o pre&ccedil;o de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da rela&ccedil;&atilde;o.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflex&otilde;es, pode causar fissuras nas rela&ccedil;&otilde;es familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter raz&atilde;o, melhor buscarmos a preserva&ccedil;&atilde;o da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumenta&ccedil;&atilde;o, melhor que tenhamos paz de esp&iacute;rito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se far&aacute; presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a raz&atilde;o nos perten&ccedil;a, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de valida&ccedil;&atilde;o para buscar compreender o pr&oacute;ximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porqu&ecirc; dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas rela&ccedil;&otilde;es.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecess&aacute;rios ao nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.</em></div>

PALIDO PONTO AZUL
7 Ago 20154:53EP 295

PALIDO PONTO AZUL

<strong>&nbsp;P&aacute;lido ponto azul</strong><br /> <br /> O que somos n&oacute;s comparados ao infinito do cosmos?<br /> N&oacute;s sentimos grandes, poderosos, imensur&aacute;veis.<br /> Mas o que &eacute; o planeta terra no infinito do universo?<br /> Ao ver a nossa m&atilde;e terra a bilh&otilde;es de kilom&ecirc;tros, ela n&atilde;o passa de um gr&atilde;ozinho de poeira na imensid&atilde;o escura. <br /> E neste ponto de vista nos indagamos: -L&aacute; esta nossa casa, um p&aacute;lido ponto azul...<br /> E al&iacute;... &eacute; o nosso lar...somos n&oacute;s.<br /> Al&iacute; est&atilde;o todos que voc&ecirc; amou. <br /> Todos que conheceu, de quem j&aacute; ouviu falar;<br /> Todos os seres humanos que j&aacute; existiram, que vivem, ou viveram as suas vidas...ali, naquele p&aacute;lido ponto azul.<br /> O conjuntos de nossas alegrias e sofrimentos.<br /> As in&uacute;meras religi&otilde;es, ideologias e doutrinas econ&ocirc;micas.<br /> Todos os ca&ccedil;adores e saqueadores, her&oacute;is e covardes, criadores e destruidores de civiliza&ccedil;&otilde;es, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e m&atilde;es, todas as crian&ccedil;as esperan&ccedil;osas . inventores e exploradores, professores de moral, pol&iacute;ticos corruptos, celebridades, lideres supremos, todos os santos e pecadores da historia de nossa esp&eacute;cie, viveram aqui: um gr&atilde;o de poeira suspenso num raio de sol.<br /> A terra, &eacute; um palco muito pequeno em uma imensa arena c&oacute;smica. <br /> Pense nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na gloria do triunfo, pudessem ser os senhores moment&acirc;neos de uma fra&ccedil;&atilde;o desse ponto.<br /> Pense nas crueldades sem fim, infligidas pelos moradores de um canto deste pixel, aos praticamente indistingu&iacute;veis moradores de algum outro canto, qu&atilde;o frequentes seus desentendimentos, qu&atilde;o &aacute;vidos de matar uns aos outros, qu&atilde;o veementes os seus &oacute;dios.<br /> As nossas posturas, a nossa suposta auto-import&acirc;ncia, a ilus&atilde;o de termos qualquer posi&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gio no Universo, s&atilde;o desafiadas por este pontinho de luz p&aacute;lida. O nosso planeta &eacute; um gr&atilde;o solit&aacute;rio na imensa escurid&atilde;o c&oacute;smica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastid&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que v&aacute; chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de n&oacute;s mesmos.<br /> A Terra &eacute; o &uacute;nico mundo conhecido, at&eacute; hoje, que abriga vida. N&atilde;o h&aacute; outro lugar, pelo menos no futuro pr&oacute;ximo, para onde a nossa esp&eacute;cie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda n&atilde;o. Gostemos ou n&atilde;o, a Terra &eacute; onde temos de ficar por enquanto.<br /> J&aacute; foi dito que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia de submiss&atilde;o e criadora de car&aacute;ter e que ensina a humildade. N&atilde;o h&aacute;, talvez, melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tola presun&ccedil;&atilde;o humana do que esta imagem distante do nosso min&uacute;sculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais am&aacute;veis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o &quot;p&aacute;lido ponto azul&quot;, o &uacute;nico lar que conhecemos at&eacute; hoje.<br /> Voc&ecirc; ouvinte do pense nisso, eu, os nossos filhos, os nossos amores, devemos meditar a respeito.<br /> Por isso, devemos adotar o conhecimento, ampliar a nossa consci&ecirc;ncia. Desta forma, brilhar&aacute; a m&atilde;e de todas as sabedorias: a humildade.<br /> Pense nisso.<br />

APRENDENDO COM A MORTE
6 Ago 20154:51EP 294

APRENDENDO COM A MORTE

<strong>&nbsp;Aprendendo com a morte</strong><br /> <br /> <br /> Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que &eacute; o outro quem vai morrer, n&atilde;o n&oacute;s. Mas, todos vamos morrer. &Eacute; o que existe de mais preciso.<br /> N&atilde;o importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental.<br /> N&atilde;o importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuport&aacute;vel, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer.<br /> Mas, se isso &eacute; o que h&aacute; de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte?<br /> Segundo L&eacute;o Buscaglia, s&oacute; tememos a morte quando n&atilde;o estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, n&atilde;o vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, n&oacute;s as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de n&oacute;s.<br /> A morte &eacute; um processo cont&iacute;nuo e belo da vida. &Eacute; uma boa amiga, pois nos diz que n&atilde;o temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto &eacute; precioso. E temos que viver conforme esta verdade.<br /> Quando algu&eacute;m est&aacute; falando conosco, escutemos e n&atilde;o olhemos por cima do ombro para ver o que mais est&aacute; acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ou&ccedil;amos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu &uacute;ltimo contato conosco.<br /> E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa mem&oacute;ria. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos ameniz&aacute;-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma.<br /> A morte nos ensina que o momento &eacute; sempre agora. &Eacute; este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. &Eacute; este o momento de atender o chamado do filho e observ&aacute;-lo enquanto ele se balan&ccedil;a no galho mais alto da &aacute;rvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu fa&ccedil;o?<br /> &Eacute; o momento de pararmos de ler o jornal e almo&ccedil;armos com a fam&iacute;lia, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho est&aacute; com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela.<br /> A morte nos ensina que n&atilde;o temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui &eacute; permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que n&atilde;o h&aacute; nada a que nos possamos agarrar, sen&atilde;o aos sentimentos que nos acompanhar&atilde;o aonde formos.<br /> A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o p&ocirc;r do sol, reconhecendo que este p&ocirc;r do sol, com estas tonalidades, jamais se repetir&aacute;.<br /> Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ningu&eacute;m pode ter a certeza de que ele existir&aacute; para n&oacute;s.<br /> Este &eacute; um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer.<br /> * * *<br /> <br /> A vida &eacute; como um delicioso picol&eacute; de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. &Eacute; &eacute; por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

OS 6 MANDAMENTOS PARA UM FILHO
4 Ago 20154:06EP 293

OS 6 MANDAMENTOS PARA UM FILHO

<strong>&nbsp;Os Seis Mandamentos Para Um Filho</strong><br /> <br /> Aluisio &eacute; um homem de 50 anos, de intelecto normal, casado pela segunda vez. depois de 21 anos de ter sido pai do seu filho mais novo, se v&ecirc; diante da mesma experi&ecirc;ncia com o quinto filho, aos 50 anos.<br /> <br /> Eis que, surge uma nova oportunidade para colocar em pratica a arte de ser pai. agora, com a sua maturidade , ele pensa &ndash; &ldquo;poderei me fazer presente de maneira mais qualitativa a esse meu filho. e o mais importante, posso dar conselhos mais reais sobre moralidade, amor , felicidade e a natureza do mundo. sem fantasias.&rdquo; Assim, Aluisio foi at&eacute; o seu computador pessoal e digitou os seis mandamentos para o seu novo filho:<br /> <br /> Primeiro: &ldquo;Voc&ecirc; nasceu perfeito, conforme a sua natureza. mas um dia , tudo que &eacute; vivo morre. Muitos sup&otilde;em que existam uma vida al&eacute;m dessa, mas ningu&eacute;m sabe com certeza. A certeza &eacute; que voc&ecirc; est&aacute; aqui e deve viver a melhor vida possivel , pelo tempo que estiver aqui&rdquo;.<br /> <br /> Segundo: &ldquo;Quando voc&ecirc; estiver triste ou ansioso, procure seus amigos, seus familiares, seus pais, e procure tamb&eacute;m a for&ccedil;a interior de sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. <br /> <br /> Terceiro: &ldquo;Felicidade &eacute; um conceito pessoal. fa&ccedil;a o que te faz feliz, com responsabilidade e respeito . Amor &eacute; a maior for&ccedil;a que voc&ecirc; meu filho, pode encontrar dentro de voc&ecirc; mesmo. E paz voc&ecirc; ter&aacute; com um car&aacute;ter honesto, virtuoso, cumprindo seus deveres e fazendo o bem&rdquo;.<br /> <br /> Quarto: &ldquo;Use sua consci&ecirc;ncia, sua raz&atilde;o, seus proprios principios morais moldados nas virtudes humanistas. Questione as coisas. Estude. Duvide. N&atilde;o se submeta a alega&ccedil;&otilde;es de verdades sem fundamentos. Exponha seu conhecimento pr&oacute;-ativo ao mundo e agregue valor ao conhecimento humano&rdquo;.<br /> <br /> Quinto: &quot;Voc&ecirc; &eacute; bom. Fa&ccedil;a sempre o melhor para voc&ecirc; mesmo e para os seus semelhantes. Voc&ecirc; &eacute; capaz&rdquo;.<br /> <br /> Sexto: &quot;Contribua para um mundo melhor.&eacute; o &uacute;nico mundo que conhecemos. &Eacute; um lugar de oportunidades. H&aacute; maldade, perigo e morte, mas tamb&eacute;m h&aacute; bondade, justi&ccedil;a e beleza. Seja um cidad&atilde;o do mundo e repeite a natureza e as pessoas&rdquo;.<br /> <br /> Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a inf&acirc;ncia, se transformar&atilde;o em direcionamento seguro e formar&atilde;o base s&oacute;lida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto pai aos cinquenta.<br /> em 07.03.2014.</em></div>

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