
ISSO É AMOR

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong> NOSSO CORPO</strong><br /> <br /> <br /> Deepak Chopra é médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos, onde está radicado desde a década de setenta.<br /> Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de três dezenas de livros, sendo um dos mais respeitados pensadores da atualidade.<br /> A respeito do ser humano saudável, ele escreveu: Somos as únicas criaturas na face da Terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!<br /> Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles.<br /> Um surto de depressão pode arrasar nosso sistema imunológico.<br /> Apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.<br /> A alegria e a realização nos mantêm saudáveis e prolongam a vida.<br /> A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.<br /> Nossas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as, de acordo com nossos pontos de vista pessoais.<br /> Quando nos deprimimos por causa da perda de um emprego, projetamos tristeza por toda parte no corpo. A produção de neurotransmissores, por parte do cérebro, se reduz. Baixa o nível de hormônios. O ciclo de sono é interrompido.<br /> As plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos. Os receptores neuropeptídicos, na superfície externa das células da pele, se tornam distorcidos.<br /> E, até nossas lágrimas passam a conter traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.<br /> Contudo, nosso perfil bioquímico é alterado, quando nos encontramos em nova posição.<br /> A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.<br /> Assim, se desejamos saber como está nosso corpo hoje, basta que nos recordemos do que pensamos ontem.<br /> Se desejamos saber como estará nosso corpo amanhã, será suficiente que examinemos nossos pensamentos hoje.<br /> Abrir nosso coração para a alegria, às coisas positivas é medida salutar. Se desejamos gozar de saúde física, principiemos a mudar nossa maneira de pensar.<br /> Não foi por outro motivo que o Celeste Médico das nossas almas, conhecedor profundo de todas as leis que regem nosso planeta, foi pródigo em exortações como:<br /> Não vos inquieteis, dizendo: "Que comeremos" ou "Que beberemos", ou "Que vestiremos"?<br /> Pois estas coisas os gentios buscam. De fato, vosso Pai Celestial sabe que necessitais de todas estas coisas.<br /> Portanto, não vos inquieteis com o amanhã, pois o amanhã se inquietará consigo mesmo! Basta a cada dia o seu mal. Com isso, recomendava que não nos deixássemos abraçar pela ansiedade.<br /> E mais: Andai como filhos da luz.<br /> Ora, os filhos da luz iluminam, vibram positivamente, porque luz tem a ver com tudo de bom.<br /> Pensemos nisso e cultivemos saúde física. Afinal, necessitamos de um corpo saudável para bem atender os compromissos que nos cabem.<br /> Que se diria de quem não cuidasse de seu instrumento de trabalho?<br />

<strong>Ludwing Van Beethoven</strong><br /> <br /> <br /> <br /> A Terra já recebeu em seu seio almas generosas, Espíritos superiores, que trazem valiosas contribuições para o seu progresso.<br /> Alguns desses Espíritos vêm com o objetivo de alavancar o progresso e fazer evoluir a Humanidade.<br /> Suas vidas deixam marcas luminosas, que desafiam os tempos. Ludwig Van Beethovenfoi uma dessas criaturas. Nasceu em Bonn, na Alemanha, no ano de 1770 e morreu em Viena, na Áustria, em 1827.<br /> Seu viver foi uma vertente constante da música que sublima e enleva os sentimentos.<br /> Foi o autêntico médium da arte refinada de compor. Para ele, a música era uma revelação divina, uma revelação mais sublime que toda a ciência e toda a filosofia.<br /> Seu viver foi um calvário pontilhado por muitos sofrimentos físicos, destacando-se a surdez que o isolou do mundo. Ele nos deixou nove sinfonias, doze sonatas, concertos, quartetos e uma única ópera, Fidelio. Tudo de imensa beleza.<br /> Seu psiquismo refinado lhe permitia constante permuta com os Espíritos superiores.<br /> Diante dos muitos padecimentos que o acometiam, afirmava, sereno e confiante: Deus nunca me abandonou.<br /> Perguntado, certa vez, se desejava receber determinado título honorífico, apontou para o Alto e respondeu: Meu reino não é deste mundo. Meu império está no ar.<br /> A seguir, concluiu: Não conheço outro título de superioridade, senão o da bondade.<br /> Bondade da qual ele deu mostras, mais de uma vez. Em certa oportunidade, um amigo estava em grandes dificuldades. Beethoven o presenteou com uma das suas criações, para que fosse vendida e o dinheiro usado na solução do problema que o afligia.<br /> Era nos bosques que ele mantinha contato com as nobres entidades ligadas à música e à harmonia. Ali ele fazia suas orações e refazia suas energias.<br /> Quando voltava desses encontros, com a fisionomia alterada, respondia a quem lhe perguntava: O meu anjo bom me visitou.<br /> Em um desses momentos, transformou uma de suas orações, em uma peça musical de grande elevação e apurada sensibilidade: Hino à alegria.<br /> É, ao mesmo tempo, uma exaltação à fé em Deus. Seus versos podem ser traduzidos da seguinte maneira:<br /> Escuta irmão a canção da alegria, o canto alegre do que espera um novo dia.<br /> Vem, canta, sonha cantando. Vive sonhando um novo sol<br /> Em que os homens voltarão a ser irmãos.<br /> Se em teu caminho só existe a tristeza, o pranto amargo da solidão completa,<br /> Se é que não encontras alegria nesta Terra,<br /> Busca-a, irmão, mais-além das estrelas.<br /> <br /> O lema que norteou os passos de Beethoven, entre nós, foi: Fazer o bem que possa. Amar, sobretudo, a liberdade. E, mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base em texto de Giovani Scognamillo, intitulado Beethoven: Deus, acima de tudo, publicado no jornal Tribuna Espírita de jan/fev. 2005 e versos do Hino à alegria, gentilmente traduzidos por Enrique Baldovino.<br /> Em 05.10.2012.</em></div>

<strong> Da geração X para a geração Y</strong><br /> <br /> <br /> Geração X: Nascidos entre 1965 e 1983.<br /> Geração Y: Nascidos entre 1984 e 1990<br /> <br /> Apesar do texto tendencioso, o objetivo aqui não é comparar diretamente uma geração com a outra, mas o de passar alguns ensinamentos a nossa geração sucessora.<br /> Portanto, se você nasceu depois de 1983 eis aqui algumas regras que as escolas não ensinam:<br /> <br /> Regra numero 01: A vida não é fácil acostume-se a isso!<br /> <br /> Regra 02: O mundo não esta preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.<br /> <br /> Regra 03: Você não ganhará 20 mil reais por mês assim que sair da escola.Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido seu próprio carro e telefone.<br /> <br /> Regra 04: Se você acha o seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você!<br /> <br /> Regra 05: Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.<br /> <br /> Regra 06: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para aproxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.<br /> <br /> Regra 07: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.isto não se parece com absolutamente nada com a vida real.<br /> <br /> Regra 08: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.<br /> <br /> Regra 09: Televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho, a boate, ou a farra para no dia seguinte trabalhar.<br /> <br /> Regra 10: Seja legaL com os CDFs. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.<br /> <br /> Se você é da geração Y lembre-se: esses ensinamentos a gente só aprende com a vida.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense mesmo! <br /> <br />

<strong> Amando a vida</strong><br /> <br /> Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...<br /> Assim são os versos iniciais da música de Chico Buarque de Holanda, Roda viva.<br /> E é como muitas pessoas se sentem, em alguns dias. Desesperançadas, descontentes, sem perspectivas de dias melhores.<br /> Pessoas que acreditam que para ser feliz há que se ter muito dinheiro para desfrutar de viagens, festas e ter tudo que se deseje: de roupas, joias a carros importados e iates.<br /> A mídia, de um modo geral, reforça essas ideias, com seus apelos de marketing, novelas e filmes que mostram a irrealidade da felicidade como consequência do ter.<br /> Pessoas assim facilmente se sentem infelizes. Se a festa não teve o brilho idealizado, se o amor partiu, se o amigo não atendeu a um pedido, tudo é motivo para tristeza.<br /> Acreditam que a vida não vai além de uma feliz excursão pelo planeta, em venturoso período de férias.<br /> Para quem, no entanto, tem a consciência da real dimensão da vida, que é aprendizado e progresso, todo esforço é valorizado e a superação é comemorada.<br /> Para todos os que lamentam não ter roupas de grife ou dinheiro para gastar, é bom recordar, que há muitos sem identidade, sem família, com graves deficiências nos membros. Sem apego ao passado de dores, sem mergulho na tristeza pelas deficiências físicas, eles aproveitam intensamente a vida, mesmo que não tenham braços perfeitos para envolver o pescoço de um ser amado.<br /> Porém, não se culpe caso você esteja cheio de lamurias neste dia.Mas, se faz necessário não estacionar nesse tipo de faixa mental.Lamente um pouco, chore por um instante, levante e prossiga com a coragem de um guerreiro da luz , e a alegria de quem é herdeiro do universo.<br /> Pense nisso.<br />

<strong> Ele é a minha vida</strong><br /> <br /> Estávamos sem inspiração , ou pelo menos, sem um bom argumento para um texto edificante aos fãs do Pense Nisso.<br /> Quando nós deparamos, em um site de noticias, com a seguinte manchete:<br /> “Morador de rua recusa proposta de dois mil reais pelo seu cão”.<br /> Começamos a ler a interessante reportagem , que dizia mais ou menos assim:<br /> “Se ele morrer, eu morro também”. É com estas palavras e os olhos cheios de lágrimas que o morador de rua Luiz Fernando Gomes de Araujo fala sobre seu fiel companheiro de quatro patas, o cachorro Joe. A inseparável dupla vive em uma rua do bairro do Marapé, em Santos, no litoral de São Paulo, e chama a atenção de quem passa pelo local. <br /> Sentado em um pedaço de papelão, Luiz Fernando escova com cuidado os pelos do animal esparramado em seu colo. A cena se repete há alguns meses em uma esquina, onde dono e animal improvisaram um lar. Mas, o encontro dos dois, aconteceu um pouco mais longe. “Eu achei o Joe no cais do porto.- lembra o morador.<br /> De acordo com ele, o cãozinho tinha dona antes de ser abandonado. Quando foi encontrado, Joe estava doente e cheio de carrapatos. “Ele não tinha um pedaço da orelha e estava com carrapatos, mas eu tratei ele”, comemora o rapaz.<br /> Luiz Fernando dá de tudo para o bichinho: de comida a tratamento VIP no veterinário. “Levo para passear de coleira, dou banho no chuveirinho da praia. Ele tem o sabonete dele. Tinha pasta e escova de dente também, mas roubaram. E vai ao veterinário quando precisa”, explica, comentando que o cachorro é atendido gratuitamente por uma clínica do bairro. E os mimos continuam quando é hora de comer. “Ele tem a ração dele, mas prefere arroz com carne na hora do almoço. É metido”, brinca.<br /> O animal carrega saquinhos de sal presos na coleira: um na frente, outro na parte de trás. “É para proteger e espantar o mau olhado”, afirma o dono, que já recebeu até propostas para vender o animal. “Um rapaz me ofereceu R$ 2 mil e eu recusei. Depois, uma mulher perguntou se eu queria um valor maior, que ela pagava. Não vendo esse cachorro por nada, ele é a minha família, ele é a minha vida”.<br /> <br /> *****<br /> <br /> A história de Luiz Fernando, e seu cãozinho Joe, é comovente!<br /> Mas, que sirva de reflexão para todos nós.Quanto de humanidade nos somos portadores?<br /> As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, se observarem com atenção, verificarão que várias espécies são portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> São capazes de ter paciência, prudência, vigilância, obediência e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> Têm sua linguagem própria, seus afetos e sua inteligência rudimentar. <br /> Dão-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> Quando estiverem sob nossos cuidados ofereçamos-lhes alimentação adequada, afeto, condições básicas de higiene e tratamento para a saúde sempre que necessário.<br /> Reflitamos sobre como temos agido em relação a esses companheiros de jornada.<br /> Devemos considerar, que a pessoa que ama os animais, tem uma propensão maior de amar toda a humanidade<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Com base na reportagem da jornalista Jéssica Bitencourt do site:<br /> http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/03/morador-de-rua-recusa-proposta-de-r-2-mil-por-cao-nao-vendo-por-nada.html<br /> Em 21.3.2014.</em></div>

<strong> Ordem e Progresso</strong><br /> <br /> O lema em nossa bandeira nacional é a divisa política do positivismo. Ou seja, a forma abreviada da frase de autoria do francês Auguste Comte: O amor por princípio e a ordem por base. O progresso por fim.<br /> É a expressão dos ideais republicanos de respeito aos seres humanos, salários dignos, educação e instrução para os cidadãos, melhoramentos para nosso país, em todos os aspectos.<br /> Oferecer a melhor escola para fomentar o progresso intelectual, que deve ser seguido pelo progresso moral.<br /> A expressão foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes e a bandeira pintada pela primeira vez pelo artista Décio Villares.<br /> Ordem e progresso é uma síntese da lei. Ambas as palavras indicam o cumprimento das leis estabelecidas nos relacionamentos e ocorrências sociais.<br /> Assim, as leis existem como demonstração do progresso da legislação humana, estabelecendo a ordem na vivência nacional.<br /> Mas, se desejarmos olhar além das leis humanas, que são mutáveis, e adentrarmos pelo campo das leis Divinas, verificaremos como o lema nacional enfeixa todas elas.<br /> Se examinarmos as leis Divinas de reprodução e de igualdade, constataremos a presença da ordem que respeita a evolução de todas as espécies no planeta.<br /> A ordem que permite o nascimento de um novo cidadão, para o progresso de si mesmo e contribuindo para o progresso geral.<br /> A igualdade que atesta que todas as criaturas são iguais perante o universo, sem privilégios ou preferências está estabelecida na ordem e no progresso que preside aos relacionamentos.<br /> Ordem e progresso estão presentes no devido uso da liberdade, que não é absoluta, mas relativa. Liberdade de ir e vir, de expressar suas opiniões, de viver sob as luzes do Cruzeiro do Sul, em harmonia e paz.<br /> Por outro lado, a lei de trabalho é a própria expressão da ordem e do progresso. Pelo trabalho, os cidadãos asseguram seu sustento, adquirem seus bens, sustentam seus filhos, contribuem para o progresso da nação.<br /> As relações interpessoais são reguladas pela lei de sociedade. O homem, durante o seu longo caminho evolutivo, percebeu que é preciso viver em sociedade e, auxiliando-se mutuamente, conjugam ainda e sempre a lei do progresso.<br /> A própria lei de destruição, entendida como transformação, também se enquadra perfeitamente no lema, pois tudo se transforma no transcorrer dos dias, os seres orgânicos, a paisagem, os locais.<br /> A lei de conservação e as leis de amor, justiça e caridade, traduzem por si mesmas o pleno entendimento da ordem e progresso. E, claro, o dever moral de autoaprimoramento completa o quadro, ao lado da lei natural que estabelece o equilíbrio do Universo.<br /> Notável perceber isso! A inspiradíssima frase resume a lei.<br /> Se a observássemos não teríamos tantos equívocos sociais. As leis naturais são imutáveis, as humanas vão sofrendo alterações conforme o amadurecimento da mentalidade, mas são leis que devemos observar e respeitar.<br /> Ordem significa respeito, dignidade, solidariedade e as virtudes em geral, inclusive trabalho, que se desdobram fatalmente no progresso para todos.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no artigo<br /> Ordem e Progresso, de Orson Peter Carrara, publicado em<br /> O Espírita Fluminense, do Instituto Espírita Bezerra de<br /> Menezes, de Niterói, RJ, em março/abril de 2014.<br /> Em 17.9.2014</em>.</div>

<strong> A crítica</strong><br /> <br /> <br /> Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> Só então se dirigiu ao público perguntando:<br /> O que é que os senhores estão vendo?<br /> E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horrível!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:<br /> Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.<br /> Não atentaram para a luz faiscante que acendi no início.<br /> Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!<br /> Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.<br /> É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.<br /> Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual,<br /> de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.</em></div>