
HOMENS OU FERAS

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong>Empatia</strong><br /> <br /> Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:<br /> Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.<br /> Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.<br /> E como você escapou? – perguntou o jovem.<br /> Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.<br /> * * *<br /> A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.<br /> A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.<br /> A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.<br /> Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.<br /> O hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.<br /> O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.<br /> É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. <br /> * * *<br /> Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.<br /> O médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.<br /> As verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do pense nisso, com base no livro maktub, de<br /> paulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho<br /> segundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.<br /> Em 18.6.2013.</em></div>

<strong> Ante os deficientes</strong><br /> <br /> Há algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lançou seu filho Ivano, um bebê deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> Numa pesquisa de opinião, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasião, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem à eliminação dos atípicos, porque pensam que a vida na Terra não é feita para sofrer.<br /> Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele não tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> Até os vinte e cinco anos de idade, ele não tinha mais do que um metro de altura e andava, graças a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, garçom e repórter.<br /> Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> A operação foi gratuita. O médico lhe disse: Um dia, faça alguma coisa por outros deficientes. Então, a dívida estará quitada.<br /> Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma indústria de peças de automóveis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> O importante a salientar, em sua indústria, é que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes físicos ou mentais.<br /> Tetraplégicos, em macas, usavam alguns dedos das mãos. Senhoras com deficiência mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio à dignidade humana.<br /> Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: Nós poderemos vencer. A primeira página é dedicada à sua mãe. A apresentação da obra é feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> E aí, nos perguntamos: Será que o pequeno Ivano, lançado ao Tibre, não teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> Será que, se deixado viver, não teria mostrado ao mundo que o Espírito suplanta a matéria e a domina?<br /> * * *<br /> Os deficientes enviam recados à sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclamações, acreditando no crescimento do hoje.<br /> Recados como este: estão se preparando para assumir papéis na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas não se fechem para eles.<br /> Estão nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou são conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> Conseguiram confiar em si mesmos, e estão dispostos a fazer duplo esforço para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> Observemos quantos exemplos de extraordinária superação física e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> 1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> voam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> Em 17.9.2014.</em></div> <br />

<strong> UM ADVERSÁRIO À ALTURA</strong><br /> <br /> <br /> Quando enfrentamos um poderoso inimigo, seja ele uma circunstância ou uma pessoa, nossa primeira reação é pensar nele o tempo inteiro; insultá-lo, em voz alta ou em pensamento, pois a raiva e a indignação acabam, nessas horas, falando mais alto que o bom senso e a razão.<br /> <br /> Mal percebemos que cada palavra de ressentimento, cada pensamento sombrio que invade nossa mente nada mais são do que energia que roubamos de nossa já escassa resistência e entregamos a nosso adversário. E por não termos essa consciência, é que, muitas vezes, não entendemos por que nos sentimos cada vez mais vulneráveis, enquanto nosso inimigo parece mais poderoso a cada minuto.<br /> <br /> É que, sem nos darmos conta, nós o estamos ajudando a se fortalecer, dando-lhe de graça o que precisaríamos estocar para combatê-lo; alimentando-o ao invés de fragilizá-lo. <br /> <br /> Seja o que for o inimigo que te oprime — uma pessoa, uma lembrança, uma situação — não prossigas, estupidamente, injetando-lhe vitaminas e dando-lhe de comer.<br /> <br /> O alimento, guarda-o para ti.<br /> <br /> Cada vez que seguras um insulto, que desvias a atenção do ressentimento inútil, conservas a energia que te permitirá dar a volta por cima.<br /> <br /> Se teu inimigo te maltrata e te oprime — seja ele uma circunstância ou uma pessoa — não lhe concedas o gostinho de uma lágrima nem admitas tua dor. Pois teu inimigo não cairá se te queixares: para cair, ele precisa de sua força pautada no amor, na fé e na resignação. <br /> <br /> E, com plena consciência de teu verdadeiro poder, acorda, liberto do medo, respirando o ar puro desta nova, linda, bem-vinda e maravilhosa manhã!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 22.08.2013.</em></div>

<strong> Objetivos da vida</strong><br /> <br /> <br /> Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.<br /> Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de nós é um convite à nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas.<br /> E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, é a força propulsora para o progresso.<br /> Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambições, terá em sua vida um sentido maior.<br /> Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcançar será sempre a mola propulsora.<br /> Afinal, quando se tem o porquê viver, a forma como se vive, até que se atinja o objetivo desejado, torna-se secundária.<br /> Viktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os suplícios dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando saísse de lá.<br /> Ele tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior.<br /> Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suicídio, nos dias de confinamento, ele superou as dores físicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se propôs alcançar.<br /> Thomas Alva Edison, após mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo ânimo na busca de soluções para a criação da lâmpada elétrica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da criação.<br /> Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da autodoação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial.<br /> Sem meta não se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ninguém pode oferecer e que é particular a cada qual.<br /> Não por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depressão.<br /> Assim, cabe a cada um de nós não se esquecer do significado maior da vida. Se os parâmetros externos modificam-se, se a vida se altera, é natural que nossos objetivos também sigam curso semelhante.<br /> Porém, não esqueçamos que será sempre objetivo de todos nós a busca da construção íntima através do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.<br /> Será a conjugação desses dois valores que proporcionarão bem-estar interior e plenitude.<br /> Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgotável de progresso e conquistas, jamais deixará de possuir objetivos, pois terá como meta maior a construção da plenitude existencial na intimidade da alma.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. 5, do<br /> livro Amor, imbatível amor, pelo Espírito Joanna de Ângelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 1.9.2012.</em></div> <br />

<strong> Nova visão</strong><br /> <br /> Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.<br /> Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida.<br /> Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> Venha ver a rosa.<br /> Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> Mas o homem não se conformou e tornou a dizer:<br /> Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.<br /> Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.<br /> Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.<br /> E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.<br /> * * *<br /> É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar.<br /> Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diverso.<br /> Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> Pense nisso e rompa com os preconceitos e rótulos.<br />

<strong> LIBERDADE E RESPONSABILIDADE</strong><br /> <br /> Nos dias atuais, a ciência progride vertiginosamente no planeta.<br /> No entanto, à medida que se suprimem os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma.<br /> Nessa sociedade altamente tecnológica que vivemos, todas as facilidades se fazem cada vez mais presentes em nosso cotidiano.<br /> Contudo, a estatística dos crimes humanos segue espantosa.<br /> São frequentes as notícias sobre tragédias conjugais, traições e abandonos.<br /> Parece haver muita sede de liberdade sem responsabilidade.<br /> As criaturas se permitem tristes inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites.<br /> No entanto, muitas não se tornam mais pacíficas e felizes.<br /> Ao contrário, torna-se pessoas carentes, ansiosas e depressivas.<br /> Nessa onda de loucuras, surgem novas e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas.<br /> A rigor, o homem moderno não se mostra preparado para viver com conforto.<br /> Ele a cada dia mais domina novas tecnologia,empreende novos conhecimentos, mas não conhece a si mesmo.<br /> Quando são atendidas as necessidades do corpo, surgem imperiosas as carências da alma.<br /> A democratização das informações também viabilizará o questionamento de antigas crenças e valores.<br /> O problema reside em identificar o que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor.<br /> Ressurge oportuna a reflexão, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém fazer.<br /> Com horas de acesso à Internet, surge um mundo de possibilidades.<br /> O homem pode se permitir as maiores baixezas nesse ambiente virtual.<br /> Pode se viciar em pornografia, participar de conversas de baixo calão e incentivar o ódio.<br /> Entretanto, na conformidade do que decidir viver, terá consequências inevitáveis.<br /> Caso se conecte com as faixas infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será.<br /> Assim, no pleno uso da liberdade pessoal, é o momento de decidir o que se viverá.<br /> Tudo é possível, mas convém fazer escolhas felizes e construtivas.<br /> Instruir-se, voltar os olhos para o que de belo e puro há no mundo.<br /> Cuidar para que as horas de folga sejam momentos de paz e aprimoramento.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

<strong> Antes de condenar...</strong><br /> <br /> Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.<br /> <br /> As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranqüila.<br /> <br /> Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> <br /> O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.<br /> <br /> As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> <br /> Mesmo assim o pai não fazia nada.<br /> <br /> Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> <br /> Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.<br /> <br /> A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?<br /> <br /> O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.<br /> <br /> Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> <br /> Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> * * *<br /> Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.<br /> <br /> No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.<br /> <br /> Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> <br /> Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.<br /> <br /> No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...<br /> <br /> É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...<br /> <br /> É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...<br /> <br /> As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> <br /> Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.<br /> <br /> No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão.<br /> <br /> Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> <br /> Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento...<br /> <br /> Pensemos nisso, antes de julgarmos alguém ou uma situação.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no item<br /> De dentro para fora, do livro Os 7 hábitos das<br /> pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> ed. Best Seller e Franklin Covey.<br /> Em 10.06.2012.</em></div>