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PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DISCIPLINA
29 Out 20152:59EP 348

DISCIPLINA

<strong>&nbsp;Disciplina</strong><br /> <br /> Muitos de n&oacute;s, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim.<br /> No entanto, disciplina &eacute; &ldquo;a ordem que conv&eacute;m ao funcionamento regular de uma organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa&ccedil;&atilde;o de preceitos ou normas&rdquo;.<br /> Nosso lar &eacute; a primeira organiza&ccedil;&atilde;o da qual fazemos parte, e &eacute; a&iacute;, portanto, que deve come&ccedil;ar a disciplina.<br /> Sem d&uacute;vida, alguns de n&oacute;s damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina.<br /> Talvez n&atilde;o o fa&ccedil;amos com essa inten&ccedil;&atilde;o, mas o resultado nos escapa e nos desagrada.<br /> Movidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que conv&ecirc;m ao bom funcionamento dessa organiza&ccedil;&atilde;o chamada de lar.<br /> Envolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e &agrave;s vezes exageramos na dose, prejudicando a sua forma&ccedil;&atilde;o moral.<br /> Alguns de n&oacute;s criamos nossos filhos como se fossem pr&iacute;ncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que s&oacute; t&ecirc;m direitos, e nenhum dever.<br /> Em contrapartida, passamos a eles a id&eacute;ia de que n&oacute;s, pais, s&oacute; temos deveres e nenhum direito.<br /> Se chegamos em casa e vamos fazer nossa refei&ccedil;&atilde;o, e o pequeno solicita nossa aten&ccedil;&atilde;o, imediatamente largamos o prato e vamos atend&ecirc;lo.<br /> Se estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar aten&ccedil;&atilde;o ao outro lado da linha para ouv&iacute;lo.<br /> Ele tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente.<br /> Tem o direito a fazer suas refei&ccedil;&otilde;es tranq&uuml;ilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Algu&eacute;m far&aacute; tudo por ele.<br /> Nossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organiza&ccedil;&atilde;o a que chamamos sociedade, e a&iacute; come&ccedil;am os problemas.<br /> Aqueles a quem ensinamos que s&oacute; tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.<br /> Quando saem no tr&acirc;nsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar.<br /> N&atilde;o se importam se ir&atilde;o obstruir os cruzamentos, nos sem&aacute;foros, impedindo a passagem dos outros, ou se ir&atilde;o atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a prefer&ecirc;ncia.<br /> Quando necessitam de algum processo junto aos &oacute;rg&atilde;os competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos v&ecirc;m sempre em antes.<br /> &Eacute; importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos.<br /> &Eacute; importante estabelecer limites, que devem ser respeitados.<br /> Importante dar aos filhos responsabilidades desde a inf&acirc;ncia, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da fam&iacute;lia, etc.<br /> E jamais devemos esquecer que o exemplo &eacute; a melhor forma de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Se somos daqueles que acreditamos que a disciplina n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, observemos um ve&iacute;culo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites.<br /> Pense nisso!<br /> Se queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros.<br /> Se queremos um tr&acirc;nsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas.<br /> Se todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obriga&ccedil;&otilde;es, teremos uma sociedade harmoniosa.<br /> Pense nisso, mas pense agora!<br />

VALORES E MOEDAS
28 Out 20154:03EP 347

VALORES E MOEDAS

<strong>&nbsp;Valores e moedas</strong><br /> <br /> O dinheiro est&aacute; na pauta di&aacute;ria dos homens. No mundo, tudo gira em torno dele.<br /> Os pais necessitam dos recursos amoedados para suprir a mesa com a alimenta&ccedil;&atilde;o rica e sadia, para matricular e manter seus filhos na escola de melhor n&iacute;vel, para garantir a roupa adequada aos pequenos.<br /> Os adultos dele precisam para realizar as viagens que acrescentam cultura, enquanto concedem prazer, tanto quanto para se especializar em suas &aacute;reas de a&ccedil;&atilde;o, em cursos de extens&atilde;o universit&aacute;ria, mestrado, doutorado.<br /> Cursos que lhes garantam melhor qualifica&ccedil;&atilde;o profissional.<br /> &Eacute; o dinheiro que movimenta as pesquisas cient&iacute;ficas que, em s&iacute;ntese, objetivam a melhoria de vida para o pr&oacute;prio homem.<br /> O mesmo dinheiro que propicia b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os em m&atilde;os generosas como as de Alfred Nobel, industrial e qu&iacute;mico sueco que instituiu o Pr&ecirc;mio Nobel para incentivar as obras liter&aacute;rias, cient&iacute;ficas e filantr&oacute;picas do mundo todo, por vezes, &eacute; causador de muitos transtornos.<br /> Quantas fam&iacute;lias se digladiam em nome do dinheiro. Irm&atilde;os agredindo irm&atilde;os pela posse de bens transit&oacute;rios.<br /> Uni&otilde;es se desfazem porque o dinheiro n&atilde;o &eacute; suficiente para satisfazer os desejos do casal, ou de um deles apenas.<br /> Filhos que agridem pais porque esses n&atilde;o lhes podem satisfazer todas as vaidades e todos os caprichos, porque o dinheiro que ganham, com o trabalho honrado de cada dia, n&atilde;o &eacute; suficiente.<br /> Lares que se destro&ccedil;am ante os desastres econ&ocirc;micos, que muita vez t&ecirc;m por motivo exatamente o desperd&iacute;cio, os exageros e a satisfa&ccedil;&atilde;o de ilus&otilde;es fantasiosas.<br /> Dinheiro que produz b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os e alegrias!<br /> Dinheiro que &eacute; motivador de desamor, guerras e ru&iacute;na.<br /> H&aacute; os que o utilizam para o aux&iacute;lio aos necessitados de toda ordem. Os que utilizam suas riquezas em fontes aben&ccedil;oadas de empregos que geram sal&aacute;rios e sustentam fam&iacute;lias.<br /> H&aacute; os que, com ele, alimentam os v&iacute;cios de toda esp&eacute;cie, fomentam as guerras, financiam armas, destroem e destroem&not;-se nos caminhos das drogas.<br /> O mal n&atilde;o est&aacute;, assim, na posse dos bens materiais mas na forma que s&atilde;o adquiridos e na sua utiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> Os bens materiais s&atilde;o d&aacute;divas e objetivam o progresso e o bem-estar do homem e da sociedade, sobretudo, a sua evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> Sem dinheiro n&atilde;o existem empregos, pesquisas, progresso na tecnologia, nas ci&ecirc;ncias e nas artes.<br /> Devemos aprender a bem utilizar o que nos chega, n&atilde;o nos esquecendo de que no concerto da Cria&ccedil;&atilde;o, somos apenas os usufrutu&aacute;rios das d&aacute;divas concedidas, um dia, deveremos prestar contas do seu emprego, perante as Leis Divinas.<br /> * * *<br /> Para progredir o homem necessita da sabedoria e da moral.<br /> Sempre, antes cresce o homem na intelectualidade, isto &eacute;, no saber, para depois crescer na moral.<br /> Isto porque para abra&ccedil;ar a moral, ele necessita entender, compreender, raciocinar a respeito das leis, conhec&ecirc;-las para as colocar em pr&aacute;tica.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no artigo &quot;Vem,&nbsp;segue-me!&quot;&nbsp;<br /> publicado na Revista Reformador&nbsp;dez/1997, ed. Feb.<br /> Em 07.08.2012</em></div>

PARAÍSO
27 Out 20154:35EP 346

PARAÍSO

<strong>&nbsp;Para&iacute;so</strong><br /> <br /> <br /> Todas as escolas religiosas trazem, em seus ensinos, rela&ccedil;&otilde;es profundas com o entendimento da vida ap&oacute;s a vida.<br /> &Eacute; natural que assim seja pois s&atilde;o as religi&otilde;es, nos seus mais variados matizes, a b&uacute;ssola e o amparo para as coisas que transcendem as explica&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia e da raz&atilde;o.<br /> Assim, naturalmente, desejamos a conquista da felicidade ap&oacute;s a conclus&atilde;o desta vida, segundo esse ou aquele preceito.<br /> Se o Para&iacute;so ou Nirvana, ou qual seja a denomina&ccedil;&atilde;o que lhe damos, &eacute; o destino daqueles que bem se conduzirem aqui, buscamos refer&ecirc;ncias de como agir e proceder para que a felicidade seja o destino final.<br /> Nesse af&atilde; e na preocupa&ccedil;&atilde;o com a felicidade futura, imaginamos que a constru&ccedil;&atilde;o dela se far&aacute; pelas a&ccedil;&otilde;es externas, pela ritual&iacute;stica ou pela apar&ecirc;ncia.<br /> Esquecemos que nada que se fa&ccedil;a exteriormente ter&aacute; sentido se n&atilde;o tiver sua origem na nossa intimidade.<br /> O significado e o valor das a&ccedil;&otilde;es externas est&atilde;o diretamente ligados ao sentimento com que as impregnamos.<br /> Assim, de nada valem ora&ccedil;&otilde;es, ritos, promessas e pactos, se n&atilde;o nascem na intimidade de nossa alma.<br /> Dessa forma, pode-se entender que o reino dos c&eacute;us, que o para&iacute;so e a felicidade futura s&atilde;o constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima de cada criatura e que, inevitavelmente, se exteriorizar&aacute; na vida ap&oacute;s a morte.<br /> Se temos a preocupa&ccedil;&atilde;o de sermos felizes mais al&eacute;m, que comecemos hoje a implementar essa felicidade, nas matrizes de nossa alma.<br /> Para tanto, a conquista da consci&ecirc;ncia tranquila, resultado do dever retamente cumprido, dos compromissos bem conduzidos, dos objetivos delineados com acerto, &eacute;, certamente, a melhor refer&ecirc;ncia.<br /> Buscando a retid&atilde;o interna, pautada em valores nobres que todos trazemos latentes na alma, vamos construindo o para&iacute;so que anelamos.<br /> Dessa forma, quebramos a ilus&atilde;o de que o reino dos c&eacute;us, poeticamente ilustrado e exemplificado por Jesus, seja um lugar f&iacute;sico ou um destino a se chegar.<br /> De maneira alguma chegaremos externamente &agrave; felicidade, por se tratar de constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima.<br /> Assim, n&atilde;o planejemos chegar ao Reino dos C&eacute;us, ao Para&iacute;so ou ao Nirvana.<br /> Iniciemos hoje a constru&ccedil;&atilde;o dessa t&atilde;o desejada felicidade.<br /> E, quando a tivermos em nossa intimidade, onde quer que nos encontremos, ali ser&aacute; o nosso c&eacute;u bendito, conquista da alma em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s coisas de Deus.<br /> * * *<br /> O Esp&iacute;rito est&aacute; fadado &agrave; felicidade.<br /> Todos est&atilde;o na Terra para adquirir felicidade, jornadeando no rumo da plenitude que &eacute; a meta futura.<br /> Uma vida rica de beleza interior &eacute; um poema de alegria.<br /> Em sil&ecirc;ncio desabrocham as flores, desenvolve-se o embri&atilde;o, a paisagem modifica-se, fulgem as estrelas proporcionando alegria.<br /> No sil&ecirc;ncio da alma desenvolvamos qualidades superiores e desabrochemos para a felicidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais<br /> dos caps. 2 e 15, do livro Ilumina&ccedil;&atilde;o interior, pelo Esp&iacute;rito<br /> Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> Leal.<br /> Em 09.8.2012.</em></div>

A DOR DO ERRO
26 Out 20153:28EP 345

A DOR DO ERRO

<strong>&nbsp;A Dor do Erro</strong><br /> <br /> Quem de n&oacute;s pode avaliar a pr&oacute;pria vida como uma estrada feita somente de acertos?<br /> Quem tem condi&ccedil;&otilde;es de afirmar que seus dias foram constru&iacute;dos de forma irrepreens&iacute;vel, de maneira correta?<br /> Se bem analisarmos, perceberemos que os erros, trope&ccedil;os e enganos s&atilde;o naturais em nosso processo de aprendizado, finalidade maior da nossa exist&ecirc;ncia.<br /> Erramos, muitas vezes, por imaturidade. Portadores de valores ou sentimentos pouco nobres, acreditamos, ao eleg&ecirc;-los, que esses seriam os mais adequados para nos conduzir.<br /> Assim, nos deixamos guiar ora pelo orgulho, ora pela vaidade. Ou, ainda, a soberba e a arrog&acirc;ncia nos acompanham nas decis&otilde;es e comportamentos ao longo da vida.<br /> At&eacute; que nos apercebemos que eles nos trazem dissabores e n&atilde;o s&atilde;o os melhores conselheiros e condutores da exist&ecirc;ncia.<br /> Mais maduros, calejados pela experi&ecirc;ncia, ao nos darmos conta de que aqueles n&atilde;o s&atilde;o os melhores valores para nos acompanhar, nem os melhores par&acirc;metros para nos aconselhar, os abandonamos para buscar rumos mais felizes e saud&aacute;veis.<br /> Ao avaliarmos esses dias de equ&iacute;vocos, ao olharmos para tr&aacute;s, percebemos que n&atilde;o agimos por maldade. Apenas &eacute;ramos imaturos e, talvez, um tanto levianos.<br /> Foi necess&aacute;rio que as dores decorrentes do erro e o peso das dificuldades nos forjassem na alma, uma conduta mais positiva..<br /> * * *<br /> Assim ocorre com muitos pela estrada da vida. S&atilde;o v&aacute;rios aqueles que nos acompanham que agem dessa forma.<br /> Servem-se de valores equivocados nos relacionamentos. Estabelecem padr&otilde;es ilus&oacute;rios para pautar seu comportamento. Buscam condutas reprov&aacute;veis na sua viv&ecirc;ncia.<br /> Agem como ag&iacute;amos h&aacute; pouco tempo para, logo mais, as dores da vida os convidar para as li&ccedil;&otilde;es do aprendizado.<br /> Como sabemos disso, porque era exatamente assim que nos port&aacute;vamos, at&eacute; recentemente, n&atilde;o julguemos.<br /> Aqueles que hoje agem de maneira equivocada, sem d&uacute;vida ter&atilde;o sobre os pr&oacute;prios ombros o peso dos seus erros, no justo reflexo que a vida oferece de tudo que fazemos.<br /> Se a vida j&aacute; nos permitiu esse aprendizado, mais do que ningu&eacute;m sabemos desnecess&aacute;rias a nossa cr&iacute;tica acida para com aqueles que hoje erram.<br /> Dessa forma, se os nossos caminhos se cruzam com os caminhos de criaturas ainda iludidas a respeito do verdadeiro significado da vida, aproveitemos a chance para cultivarmos compreens&atilde;o.E deixemos que a vida, a seu tempo, ofere&ccedil;a as melhores li&ccedil;&otilde;es, para todos n&oacute;s, que ainda temos tanto a aprender a respeito das coisas.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.06.2012.</em></div>

CHANTAGEM EMOCIONAL
24 Out 20154:03EP 344

CHANTAGEM EMOCIONAL

<strong>&nbsp;Chantagem emocional</strong><br /> <br /> O uso da chantagem emocional com os filhos &eacute; muito comum por parte de alguns pais.<br /> Em vez de fazer uso da raz&atilde;o e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem.<br /> Alguns dizem: &quot;se voc&ecirc; n&atilde;o for bonzinho, eu n&atilde;o gosto mais de voc&ecirc;!&quot;<br /> Geralmente o filho cede, pois n&atilde;o quer perder o afeto dos pais.<br /> Numa idade em que a crian&ccedil;a ainda n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de perceber que os pais est&atilde;o blefando, far&aacute; de tudo para ser aceita.<br /> Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: &quot;sentir inveja &eacute; feio&quot;, &quot;sentir ci&uacute;mes &eacute; vergonhoso&quot;, &quot;ningu&eacute;m gosta de quem guarda m&aacute;goa&quot;.<br /> &Eacute; certo que o filho ir&aacute; dissimular os sentimentos, mas n&atilde;o aprender&aacute; a lidar com esses v&iacute;cios que o infelicitam tanto.<br /> Para merecer o amor de seus pais, o filho esconder&aacute; o que sente e agir&aacute; de forma trai&ccedil;oeira, sempre que tiver ensejo.<br /> Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajud&aacute;-lo a se libertar das imperfei&ccedil;&otilde;es.<br /> A crian&ccedil;a deve ser orientada, educada, mas tamb&eacute;m envolvida em afeto, carinho, prote&ccedil;&atilde;o, aconchego.<br /> O amor n&atilde;o deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espont&acirc;neo e independente do comportamento da crian&ccedil;a.<br /> Devemos passar a ele a certeza de que nossa rela&ccedil;&atilde;o amorosa jamais estar&aacute; em jogo.<br /> Como pais podemos n&atilde;o concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Devemos deixar bem claro que n&atilde;o aprovamos suas a&ccedil;&otilde;es inadequadas, mas que o amamos mesmo assim.<br /> Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos.<br /> Daremos a ele a li&ccedil;&atilde;o da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saber&aacute; que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e n&atilde;o escondidas para agradar esta ou aquela pessoa.<br /> Com isto ele tamb&eacute;m aprender&aacute; a respeitar as limita&ccedil;&otilde;es dos outros. N&atilde;o evitar&aacute; pessoas que pensam, sentem e agem de forma <br /> E o que &eacute; mais importante: nosso filho sentir&aacute; que pode educar suas m&aacute;s tend&ecirc;ncias sob a prote&ccedil;&atilde;o do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudar&aacute; muito na sua auto-educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Por todas essas raz&otilde;es, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos.<br /> Ningu&eacute;m duvida da boa inten&ccedil;&atilde;o e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar &eacute; na melhor maneira de ajud&aacute;-los a se ajudarem.<br /> Pense nisso!<br /> Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que est&aacute; sentindo.<br /> Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas tamb&eacute;m enalte&ccedil;a suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas s&atilde;o mais importantes para sua felicidade.<br /> Fa&ccedil;a-o sentir que seu amor por ele &eacute; incondicional, e ver&aacute; que tudo ser&aacute; mais f&aacute;cil, tanto para seu filho como para voc&ecirc;.<br />

DIA AMARGO
23 Out 20152:33EP 343

DIA AMARGO

<strong>&nbsp;DIA AMARGO</strong><br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo?<br /> Esses dias aparentemente t&ecirc;m os mesmos aspectos para todos n&oacute;s, mas s&atilde;o vividos de maneira diferente por <br /> Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com algu&eacute;m que lhes fa&ccedil;a perguntas sobre o que est&aacute; acontecendo.<br /> Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. <br /> E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males.<br /> E o pior de tudo &eacute; que nem sabemos o porqu&ecirc; de tanta irrita&ccedil;&atilde;o. De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d&acute;alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir.<br /> Assim, se voc&ecirc; sentir que est&aacute; diante de uma manh&atilde; sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para n&atilde;o se deixar cair nas armadilhas.<br /> Se ainda est&aacute; em casa, fa&ccedil;a uma prece antes de sair.<br /> Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar s&oacute; por um instante, respire fundo e eleve o pensamento, abra uma janela com paisagens e circunst&acirc;ncias mais agrad&aacute;veis.<br /> Lembre-se, sempre, que todos temos momentos dif&iacute;ceis, e que s&oacute; depende de n&oacute;s complic&aacute;-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.<br /> Lembre-se, ainda que, por mais dif&iacute;cil que esteja a situa&ccedil;&atilde;o, ela ser&aacute; tragada pelas horas e substitu&iacute;da por momentos mais leves e mais felizes.<br /> * * *<br /> N&atilde;o estrague o seu dia.<br /> A sua irrita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o solucionar&aacute; problema algum.<br /> As suas contrariedades n&atilde;o alteram a natureza das coisas.<br /> Os seus desapontamentos n&atilde;o fazem o trabalho que s&oacute; o tempo conseguir&aacute; realizar.<br /> O seu mau humor n&atilde;o modifica a vida.<br /> A sua dor n&atilde;o impedir&aacute; que o sol brilhe amanh&atilde; sobre os bons e os maus.<br /> A sua tristeza n&atilde;o iluminar&aacute; os caminhos.<br /> O seu des&acirc;nimo n&atilde;o edificar&aacute; a ningu&eacute;m.<br /> As suas l&aacute;grimas n&atilde;o substituem o suor que voc&ecirc; deve verter em benef&iacute;cio da sua pr&oacute;pria felicidade.<br /> As suas reclama&ccedil;&otilde;es, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentar&atilde;o nos outros um s&oacute; grama de simpatia por voc&ecirc;.<br /> N&atilde;o estrague o seu dia.<br /> <br /> PENSE NISSO.MAS, PENSE AGORA!<br />

NOITES ESCURAS
22 Out 20154:15EP 342

NOITES ESCURAS

<strong>&nbsp;Noites escuras<br /> </strong><br /> <br /> Sem d&uacute;vida, a vida e a obra de Madre Teresa de Calcut&aacute; s&atilde;o fontes de inspira&ccedil;&atilde;o para todos os que objetivam o bem, a caridade e o amor.<br /> Nascida na Alb&acirc;nia, em 26 de agosto de 1910, aos dezoito anos fez seus primeiros votos religiosos.<br /> A servi&ccedil;o de sua congrega&ccedil;&atilde;o, foi enviada &agrave; &Iacute;ndia, como professora. Mais tarde, se tornaria assistente no Lar dos moribundos, em Kalighat.<br /> Foi nessa institui&ccedil;&atilde;o que teve o seu contato com atividades assistencialistas e, sobrepondo barreiras &eacute;tnico-religiosas, recebeu donativos de hindus, mu&ccedil;ulmanos e budistas para as obras de caridade.<br /> Auxiliou crian&ccedil;as e idosos abandonados, mulheres gr&aacute;vidas, leprosos, aid&eacute;ticos e uma infinidade de homens e mulheres necessitados.<br /> Mais do que um curativo, um prato de comida, Madre Teresa trabalhava incessantemente em prol daqueles cuja esperan&ccedil;a havia sido furtada e oferecia amor a todos aqueles que a sociedade marginalizava.<br /> Merecidamente, recebeu o Pr&ecirc;mio Nobel da Paz em 1979, al&eacute;m do t&iacute;tulo de Doutora Honoris Causa em Medicina pela Universidade Cat&oacute;lica Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, na It&aacute;lia, e a Medalha Presidencial da Liberdade, nos Estados Unidos, em 1985.<br /> Desencarnou em 1997, aos oitenta e sete anos, legando &agrave; Humanidade um grande exemplo de humildade e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> O que poucas pessoas sabem &eacute; que Madre Teresa de Calcut&aacute; passou por um per&iacute;odo de conflito em sua vida. Seus bi&oacute;grafos costumam chamar de a noite escura de Madre Teresa.<br /> Nesse per&iacute;odo, em cartas enviadas a amigos e confidentes, ela revelou um profundo sentimento de vazio, de escurid&atilde;o.<br /> Numa de suas cartas escreveu: H&aacute; tanta contradi&ccedil;&atilde;o em minha alma, um profundo desejo de Deus. Um sofrimento cont&iacute;nuo e, com isso, o sentimento de n&atilde;o ser querida por Deus, vazia, sem f&eacute;, sem &acirc;nimo, sem zelo.<br /> Mais tarde, j&aacute; bastante idosa, a disc&iacute;pula do amor foi questionada acerca de sua noite escura.<br /> Ela respondeu, de forma bem humorada, que tais conflitos internos serviram de prote&ccedil;&atilde;o diante de tanta exposi&ccedil;&atilde;o na m&iacute;dia, de forma que n&atilde;o perdesse de vista seus objetivos, ou seja, o amor e a caridade.<br /> Tamb&eacute;m com suas d&uacute;vidas existenciais Madre Teresa nos deixa valiosas li&ccedil;&otilde;es. Mesmo diante de &iacute;ntimos questionamentos, manteve-se firme em seus prop&oacute;sitos.<br /> Nos momentos em que n&atilde;o conseguia administrar seu torvelinho interno de d&uacute;vidas, trabalhava mais e mais em prol do pr&oacute;ximo.<br /> E foi o pr&oacute;ximo, o mais simples, o mais necessitado, que fez a ponte entre ela e as respostas que ardentemente desejava.<br /> Da mesma maneira, muitas vezes passamos por noites escuras. Conflitos externos e internos que assolam nossas almas.<br /> J&aacute; foi sentenciado: Fa&ccedil;a aos outros tudo aquilo que gostaria que a ti fosse feito. Para encontrar respostas, Madre Teresa seguiu &agrave; risca tal recomenda&ccedil;&atilde;o. Teremos n&oacute;s disposi&ccedil;&atilde;o suficiente para faz&ecirc;-lo tamb&eacute;m?<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados do<br /> livro Madre Teresa venha, seja minha luz, de<br /> Brian Kolodiejchuk, ed. Thomas Nelson.<br /> Em 6.10.2012.</em></div>

DEPRECIAÇÃO
21 Out 20155:23EP 341

DEPRECIAÇÃO

<strong>&nbsp;Deprecia&ccedil;&atilde;o</strong><br /> <br /> <br /> Um texto, que pode n&atilde;o ser t&atilde;o novo, est&aacute; circulando pela internet e sendo compartilhado aos montes. Nele, uma mulher bonita envia uma carta para uma central de relacionamentos em busca de um homem milion&aacute;rio. O anuncio da jovem diz assim:<br /> &ldquo;Ol&aacute;!<br /> Antes de come&ccedil;ar, posso afirmar que sou uma pessoa muito bonita (eu diria linda, de verdade), 25 anos, bem educada e eu tenho classe. Quero me casar com algu&eacute;m que ganhe no m&iacute;nimo meio milh&atilde;o de d&oacute;lares por ano.<br /> Existe algum homem assim a&iacute;, que ganhe US$ 500.000 ou mais? Quem sabe a esposa de algu&eacute;m que ganhe acima desse valor pudesse me dar alguns conselhos.<br /> Eu estive envolvida com homens que ganhavam at&eacute; US$ 250 mil. E US$ 250 mil n&atilde;o vai me fazer morar no Central Park West.<br /> Conheci uma mulher, na minha classe de yoga, que se casou com um banqueiro e hoje ela vive em Tribeca. E ela n&atilde;o &eacute; t&atilde;o bonita ou inteligente quanto eu. Ent&atilde;o, o que ela tem que eu n&atilde;o tenho? Como posso chegar ao n&iacute;vel dela?<br /> Rafaela S.&rdquo;<br /> A resposta veio rapidamente, com uma surpresa. Quem respondeu o an&uacute;ncio foi, na verdade, um milion&aacute;rio interessado, mas provavelmente n&atilde;o do jeito que a jovem esperava.<br /> Com muita ousadia, o homem usou seu conhecimento nos neg&oacute;cios para oferecer a jovem um contrato, que segundo ele, seria bom para ambos.<br /> Veja a carta enviada pelo milion&aacute;rio:<br /> &ldquo;Ol&aacute;, querida Rafaela.<br /> Eu li sua carta com grande interesse, pensei cuidadosamente em seu caso e fiz uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o. Primeiro, eu n&atilde;o posso ficar perdendo tempo, j&aacute; que eu trabalho bastante e ganho mais de US$ 500 mil por ano. Dito isto, considero os fatos da seguinte forma: O que voc&ecirc; oferece, visto da perspectiva de um homem como voc&ecirc; quer, &eacute; simplesmente um p&eacute;ssimo neg&oacute;cio.<br /> Aqui est&aacute; o motivo: Deixando de lado rodeios, o que propomos &eacute; um neg&oacute;cio simples: voc&ecirc; coloca sua beleza f&iacute;sica e eu coloco o dinheiro.<br /> Proposta clara, sem recessos. No entanto, h&aacute; um problema. Certamente, sua beleza vai desaparecer e, um dia, isso vai acabar e, muito provavelmente, o meu dinheiro vai continuar crescendo.<br /> Assim, em termos econ&ocirc;micos, voc&ecirc; &eacute; um ativo que sofre deprecia&ccedil;&atilde;o e eu sou um ativo que paga dividendos.<br /> Esclarecendo ainda mais, voc&ecirc; tem hoje 25 anos e vai continuar a ser bonita durante os pr&oacute;ximos 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano e, de repente, quando for voc&ecirc; comparar com uma foto de hoje, ver&aacute;s que j&aacute; n&atilde;o estas t&atilde;o bela.<br /> Isto significa que agora voc&ecirc; est&aacute; &ldquo;up&rdquo; no momento ideal para ser vendida, n&atilde;o para ser comprada.<br /> Usando a linguagem de Wall Street, agora voc&ecirc; est&aacute; em &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o de negocia&ccedil;&atilde;o&rdquo; (posi&ccedil;&atilde;o para comercializar), n&atilde;o de &ldquo;buy and hold&rdquo; (comprar e manter), que &eacute; o que voc&ecirc; est&aacute; oferecendo.<br /> Portanto, ainda em termos comerciais, o casamento (que para voc&ecirc; &eacute; um &ldquo;comprar e manter&rdquo;) n&atilde;o &eacute; um bom neg&oacute;cio a m&eacute;dio e longo prazo, mas o aluguel pode ser comercialmente, um negocio razo&aacute;vel para n&oacute;s dois discutirmos.<br /> Acho que, por auto certificar como &ldquo;bem educada, elegante e maravilhosamente bonita&rdquo;, gostaria de ser um prov&aacute;vel futuro locat&aacute;rio dessa &ldquo;m&aacute;quina&rdquo;. Por&eacute;m, como &eacute; uma pr&aacute;tica comum nos neg&oacute;cios, gostaria tamb&eacute;m de fazer um teste ou como voc&ecirc; preferir um &ldquo;test drive &hellip;&rdquo; para concretizar o neg&oacute;cio.<br /> Em suma: J&aacute; que seu neg&oacute;cio pode ter uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o crescente, ent&atilde;o, eu sugiro alug&aacute;-la no momento em que o material est&aacute; em bom uso. Espero not&iacute;cias suas. Me despe&ccedil;o cordialmente.<br /> Atenciosamente: Um milion&aacute;rio&rdquo;<br /> <br /> Caros ouvintes, o relato que acabamos de ouvir, nos convida para uma reflex&atilde;o mais profunda sobre a auto deprecia&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Ser&aacute; isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa a paz &iacute;ntima?<br /> Ser&aacute; esse o nosso ideal de vida? Valer&aacute; a pena?<br /> Certamente que n&atilde;o.<br /> N&atilde;o h&aacute; riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da fam&iacute;lia.<br /> N&atilde;o. A felicidade, definitivamente, n&atilde;o est&aacute; no dinheiro. Ela est&aacute;, gloriosa, na consci&ecirc;ncia tranquila, nos pequenos prazeres que s&atilde;o fruto do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos. <br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso <br /> com base em um post<br /> no Facebook.<br /> Em 18.12.2014</em></div>

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PENSE NISSO
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