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PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TUDO É TRANSITÓRIO
10 Fev 20164:03EP 403

TUDO É TRANSITÓRIO

<strong>TUDO &Eacute; TRANSIT&Oacute;RIO</strong><br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> O povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> Era a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> Como, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> &Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> N&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> Nada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> O que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br /> Em 15.1.2014.<br /> <br /> <br />

SER DO BEM
8 Fev 20163:47EP 402

SER DO BEM

<strong>SER DO BEM</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Dias desses recebemos, em um desses aplicativos que se tornou febre , a seguinte mensagem:<br /> &ldquo;A gente n&atilde;o pode esperar o mal dos outros como recompensa por sermos do bem. Ser do bem j&aacute; &eacute; maravilhoso! A nossa maior recompensa, &eacute; poder deitar a nossa cabe&ccedil;a no travesseiro em paz. Sejamos a luz. Visto que, luz e escurid&atilde;o n&atilde;o ocupam o mesmo espa&ccedil;o e tempo.&rdquo;<br /> Quem consegue, por entre as ilus&otilde;es do Mundo, desenvolver bondade, compaix&atilde;o, pureza e retid&atilde;o de car&aacute;ter, permanece para sempre assim.<br /> <br /> <br /> E a verdade &eacute; que ser bom d&aacute; muito prazer.<br /> <br /> Trata-se do inverso do que ocorre com a maldade e os v&iacute;cios de toda ordem, que somente ensejam dor e sofrimento.<br /> <br /> Jamais se viu uma alma genuinamente bondosa mudar seu rumo ou arrepender-se de sua bondade.<br /> <br /> Contudo, in&uacute;meras criaturas levianas ou maldosas, com frequ&ecirc;ncia, alteram o seu comportamento.<br /> <br /> &Eacute; um evidente sinal de que as virtudes causam prazer, ao passo que as imperfei&ccedil;&otilde;es apenas infelicitam.<br /> <br /> Afinal, ningu&eacute;m desiste do que &eacute; realmente bom.<br /> <br /> As pessoas que conseguem enfrentar situa&ccedil;&otilde;es complicadas com serenidade causam admira&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Sabe-se como &eacute; dif&iacute;cil se manter tranquilo em meio &agrave;s crises do Mundo.<br /> <br /> A harmonia e a paz s&atilde;o conquistas preciosas, que n&atilde;o surgem de um momento para o outro.<br /> <br /> Quem hoje se mostra tranquilo, certamente gastou muito tempo disciplinando o pr&oacute;prio car&aacute;ter.<br /> <br /> Entretanto, viver em harmonia &eacute; extremamente prazeroso.<br /> <br /> O &oacute;dio, o rancor e a ira desgastam profundamente o ser humano.<br /> <br /> Quem consegue livrar-se desses v&iacute;cios torna-se muito mais feliz.<br /> <br /> Ent&atilde;o, o equil&iacute;brio felicita a criatura, o mesmo ocorrendo com todas as outras virtudes.<br /> <br /> O homem que vence a posse e ama pelo prazer de ver feliz o ser amado desenvolve imenso bem-estar.<br /> <br /> Ele n&atilde;o mais se angustia tentando controlar a vida de seu amor.<br /> <br /> Conv&eacute;m refletirmos sobre essa realidade, fazendo uma an&aacute;lise criteriosa de nosso car&aacute;ter.<br /> <br /> Como desejamos a felicidade, &eacute; importante desenvolver em n&oacute;s a &uacute;nica causa de permanente alegria: o amor ao bem e &agrave;s virtudes em geral.<br /> <br /> *****<br /> <br /> Antes de encerrarmos, gostar&iacute;amos de enfatizar o prop&oacute;sito do Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> O Programa foi, idealizado por mentes arejadas e mantido, ao longo dos anos por uma equipe de volunt&aacute;rios, locutor e funcion&aacute;rios, com o sempre apoio da Diretoria da Rede Centro Am&eacute;rica de R&aacute;dio &ndash;, demonstra que cinco minutos di&aacute;rios podem fazer uma grande diferen&ccedil;a em muitas vidas.<br /> .Alguns textos traduzem problemas &iacute;ntimos, dificuldades, d&uacute;vidas. Todas as mensagens t&ecirc;m como o principal fundamento, o respeito a cren&ccedil;as, ideias e G&ecirc;neros. <br /> Contudo, o que comove e constitui est&iacute;mulo maior &agrave; continuidade do labor nesses anos, &eacute; verificar dos tantos benef&iacute;cios espalhados , atrav&eacute;s do Pense Nisso.<br /> A Equipe da Centro Am&eacute;rica FM agradece o carinho e as boas vibra&ccedil;&otilde;es que nos inspiram a continuarmos nesse labor, que sabemos &eacute; um b&aacute;lsamos para muitas pessoas.<br /> Que a sua boa vibra&ccedil;&atilde;o, f&atilde; da Centro Am&eacute;rica Fm, permita a continuidade do bom trabalho nos dias novos que se fazem presentes.<br /> Muito obrigado pela sua audi&ecirc;ncia e carinho.<br /> <br /> . <br /> <br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.05.2015.</span><br />

O URSO E A PANELA QUENTE
6 Fev 20162:49EP 401

O URSO E A PANELA QUENTE

<strong>O URSO E A PANELA QUENTE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> A &eacute;poca era de escassez, por&eacute;m, seu faro agu&ccedil;ado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de ca&ccedil;adores.<br /> Ao chegar l&aacute;, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi at&eacute; a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panel&atilde;o de comida.<br /> <br /> Quando a tina j&aacute; estava fora da fogueira, o urso a abra&ccedil;ou com toda sua for&ccedil;a e enfiou a cabe&ccedil;a dentro dela, devorando tudo.<br /> Enquanto abra&ccedil;ava a panela, come&ccedil;ou a perceber algo lhe atingindo. <br /> Na verdade, era o calor da tina... <br /> Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> O urso nunca havia experimentado aquela sensa&ccedil;&atilde;o e, ent&atilde;o, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> Come&ccedil;ou a urrar muito alto. <br /> E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> <br /> Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. <br /> Quando os ca&ccedil;adores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma &aacute;rvore pr&oacute;xima &agrave; fogueira, segurando a tina de comida.<br /> O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a express&atilde;o de estar rugindo.<br /> <br /> <br /> Quando terminei de ouvir esta hist&oacute;ria de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abra&ccedil;amos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> Temos medo de abandon&aacute;-las e esse medo nos coloca numa situa&ccedil;&atilde;o de sofrimento, de desespero. <br /> Apertamos essas coisas contra nossos cora&ccedil;&otilde;es e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> Para que tudo d&ecirc; certo em sua vida, &eacute; necess&aacute;rio reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salva&ccedil;&atilde;o vai lhe dar condi&ccedil;&otilde;es de prosseguir.<br /> Tenha a coragem e a vis&atilde;o que o urso n&atilde;o teve.<br /> Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu cora&ccedil;&atilde;o arder.<br /> Pense Nisso e solte a panela!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base de um texto an&ocirc;nimo<br /> Em 16.4.2014.</span><br />

ACOMODAÇÃO
5 Fev 20163:03EP 400

ACOMODAÇÃO

<strong>ACOMODA&Ccedil;&Atilde;O<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>O animal satisfeito dorme!<br /> Esta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> O que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> Rende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> A advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> Quando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> Tal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> O est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> Seria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> Percebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> Um bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> Um bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> &Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> O animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> * * *<br /> Como se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> Despertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.</span><br />

TATO DE PAIS
3 Fev 20163:35EP 399

TATO DE PAIS

<strong>TATO DE PAIS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Um menino, com um breve poeminha &agrave; m&atilde;o, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> Encontrou os pais numa discuss&atilde;o acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> &Agrave; maneira que s&oacute; as crian&ccedil;as conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invis&iacute;vel, tentando ser escutado.<br /> Pai, m&atilde;e, olha o que escrevi!<br /> Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balb&uacute;rdia no aposento quase insuport&aacute;vel.<br /> Ningu&eacute;m se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> Repentinamente, o pai, j&aacute; sem paci&ecirc;ncia, tomou a folha de papel das m&atilde;os do filho, amassou com for&ccedil;a e disse: J&aacute; n&atilde;o expliquei que agora n&atilde;o posso!?<br /> Atirou o papelote na lixeira mais pr&oacute;xima, o que deixou o filho sem ch&atilde;o e repleto de l&aacute;grimas.<br /> Mais tarde, a m&atilde;e, que n&atilde;o havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaix&atilde;o, procurou o menino.<br /> Ela carregava na m&atilde;o esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a express&atilde;o emocionada e condo&iacute;da.<br /> Filho... Foi voc&ecirc; quemescreveu este poema?<br /> O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabe&ccedil;a que sim.<br /> Que coisa mais linda! Voc&ecirc; &eacute; um poeta, meu filho! Voc&ecirc; &eacute; um poeta! &ndash;E abra&ccedil;ou, carinhosamente, a crian&ccedil;a.<br /> A partir daquele dia, diz a hist&oacute;ria desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> O relato &eacute; do pr&oacute;prio autor que conta que, se n&atilde;o fosse pela destreza e tato de sua m&atilde;e, possivelmente n&atilde;o se dedicaria &agrave; poesia.<br /> Assim, gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade daquela mulher, o mundo p&ocirc;de conhecer a arte e inspira&ccedil;&atilde;o de Pablo Neruda.<br /> * * *<br /> O tato &eacute; essa capacidade que temos, ou n&atilde;o, de lidar com situa&ccedil;&otilde;es delicadas.<br /> Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abra&ccedil;ar e chorar junto.<br /> Para se ter tato faz-se necess&aacute;rio desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> O amor tamb&eacute;m faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que &eacute; dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que n&atilde;o promoveram o incentivo necess&aacute;rio ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos t&atilde;o importantes.<br /> Assim, olhemos nossas crian&ccedil;as com aten&ccedil;&atilde;o. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que fa&ccedil;amos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> Nem sempre ser&atilde;o grandes talentos ou g&ecirc;nios.<br /> Por&eacute;m, um incentivo aqui, um elogio ali s&atilde;o os respons&aacute;veis primeiros pela forma&ccedil;&atilde;o de uma boa autoestima.<br /> Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre f&eacute;rtil, preparada para receber as mudas da filia&ccedil;&atilde;o bendita, que Deus nos d&aacute; como presente e responsabilidade.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 24.09.2012.</span><br />

HÁBITO
2 Fev 20162:47EP 398

HÁBITO

<strong>H&Aacute;BITO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O h&aacute;bito &eacute; o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indu&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina.<br /> A maioria de n&oacute;s que estamos na Terra vem de incont&aacute;veis s&eacute;culos nos quais viveu sem muita reflex&atilde;o e nem resist&ecirc;ncia moral.<br /> H&aacute; a tend&ecirc;ncia generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria f&aacute;cil viver em paz.<br /> Porque s&atilde;o muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> Para assegurar o que entende ser um m&iacute;nimo necess&aacute;rio, o homem se torna ego&iacute;sta e cruel.<br /> Dando vaz&atilde;o ao instinto da posse, cria reflexos de ego&iacute;smo, orgulho, vaidade e medo.<br /> Caminha ao sabor das influ&ecirc;ncias mundanas, suscet&iacute;vel &agrave; opini&atilde;o alheia, aos ditames da moda e da m&iacute;dia.<br /> Por n&atilde;o refletir detidamente sobre os prop&oacute;sitos superiores da exist&ecirc;ncia, engana-se depois do ber&ccedil;o para se desenganar depois do t&uacute;mulo.<br /> Aprisiona-se no bin&ocirc;mio ilus&atilde;o-desilus&atilde;o, no qual gasta longos s&eacute;culos, come&ccedil;ando e recome&ccedil;ando a senda em que lhe cabe avan&ccedil;ar.<br /> N&atilde;o &eacute; l&iacute;cito desprezar a rotina construtiva.<br /> &Eacute; por ela que o ser se levanta no espa&ccedil;o e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> Contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e a institui&ccedil;&atilde;o de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de f&oacute;rmulas inferiores.<br /> .<br /> Ainda hoje, no mundo, a justi&ccedil;a cheira a vingan&ccedil;a e o amor tem laivos de ego&iacute;smo.<br /> Tal se d&aacute; pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas h&aacute; mil&ecirc;nios.<br /> Entretanto, a ci&ecirc;ncia da vida que jamais se esgota precisa induzir reflex&otilde;es que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o pr&oacute;prio &iacute;ntimo.<br /> Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> A automatiza&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos dignos, pela repeti&ccedil;&atilde;o constante, liberta da dor e da decep&ccedil;&atilde;o.<br /> Pense nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> do livro Pensamento e vida, pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 02.09.2012</span><br />

CADA UM TEM SUA CRUZ
1 Fev 20164:03EP 397

CADA UM TEM SUA CRUZ

<strong>&nbsp;CADA UM TEM SUA CRUZ</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>No trato di&aacute;rio ocorre, muitas vezes, reclamarmos das dores que nos chegam.<br /> &quot;Vida dura! Cruz pesada!<br /> <br /> E, de uma forma muito particular, olhamos para as demais pessoas com olhos examinadores, concluindo que elas n&atilde;o sofrem tanto quanto n&oacute;s.<br /> Dia desses, ao comentarmos acerca do acidente que sofreu uma pessoa famosa, resultando em s&eacute;rios danos f&iacute;sicos, ouvimos da boca de quem nos escutava:<br /> Ah, mas essa pessoa tem muito dinheiro. &Eacute; rica. N&atilde;o tem com que se preocupar. Tem quem a atenda. M&eacute;dicos, enfermeiras, terapeutas.<br /> Em nenhum momento, a pessoa a quem nos dirig&iacute;amos pensou que, mesmo com dinheiro e fama, o acidentado deveria estar sofrendo intensamente.<br /> Sim, sempre acreditamos que a dificuldade dos outros &eacute; menor.A nossa &eacute; enorme.<br /> Pelo fato de pensarmos dessa forma &eacute; que, no vocabul&aacute;rio popular, se fala da cruz para significar as dificuldades pr&oacute;prias.<br /> Carregar a pr&oacute;pria cruz. Cruz pesada.<br /> Conta-se que, certa vez, um homem inconformado passou aclamar aos c&eacute;us:<br /> Senhor Deus, a cruz que carrego &eacute; muito pesada. N&atilde;o estou suportando o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando.<br /> Tanto reclamou que, um dia, um Esp&iacute;rito do Senhor seapresentou e lhe disse que suas queixas tinham alcan&ccedil;ado os c&eacute;us.<br /> Conduzido a um vasto campo, cheio de cruzes dos mais diversos e variados tamanhos, o amigo espiritual lhe disse que poderia escolher, dentre todas elas, a que melhor se lhe ajustasse.<br /> Animado, o homem examinou as cruzes. Finalmente, depois de muitas examinar, avaliar, testar, apanhou aquela que lhe pareceu ideal.<br /> Voc&ecirc; tem certeza que &eacute; esta mesma a que quer? Perguntou-lhe o mensageiro.<br /> Sim.Disse ele. Esta &eacute; a que melhor se ajusta aos meus ombros. Aquela cujo peso posso suportar.<br /> Para seu espanto, o amigo lhe pediu que olhasse mais atentamente e, ent&atilde;o, o homem descobriu que a cruz que escolhera era exatamente a sua, aquela de cujo peso reclamara tanto.<br /> <br /> As nossas queixas simplesmente demonstram que n&atilde;o estamos sabendo levar com dignidade a problem&aacute;tica.<br /> &Agrave;s vezes, por sermos muito rebeldes e n&atilde;o nos ajustarmos &agrave;s disciplinas que nos s&atilde;o impostas, de outras porque gostar&iacute;amos muito de viver no amolentamento, na pregui&ccedil;a, n&atilde;o no trabalho e na luta.<br /> A vida nos situa exatamente onde devemos estar. Todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao nosso aprendizado nos s&atilde;o apresentadas.O que nos compete &eacute; colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.Uma almofada feita de virtudes.<br /> Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, o peso das nossas dificuldades diminui tanto que at&eacute; nos esquecemos que estamos sobre a Terra carregando o fardo das dificuldades.<br /> A dificuldade &eacute; teste de resist&ecirc;ncia. &Eacute; oportunidade de combate.Aprendamos a transformar as dificuldades que se acumulam em nossos dias em oportunidades de trabalho e servi&ccedil;o.<br /> Quando tudo estiver dif&iacute;cil e escuro, recordemos que, al&eacute;m das nuvens pesadas, o sol est&aacute; sempre a brilhar.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 2, do livro Viver em plenitude, de <br /> Richard Simonetti, ed. S&atilde;o Jo&atilde;o e no verbete Dificuldades, do livro Reposit&oacute;rio de sabedoria,<br /> v. 1, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Dispon&iacute;vel no livro Momento Esp&iacute;rita, v. 5, ed. Fep.Em 07.10.2013.</span><br />

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