
O SABOR DAS PALAVRAS

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong>TUDO É TRANSITÓRIO</strong><br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade.<br /> O povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria.<br /> Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal.<br /> Como, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba?<br /> É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que você vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar.<br /> Nada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física.<br /> O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br /> Em 15.1.2014.<br /> <br /> <br />

<strong>SER DO BEM</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Dias desses recebemos, em um desses aplicativos que se tornou febre , a seguinte mensagem:<br /> “A gente não pode esperar o mal dos outros como recompensa por sermos do bem. Ser do bem já é maravilhoso! A nossa maior recompensa, é poder deitar a nossa cabeça no travesseiro em paz. Sejamos a luz. Visto que, luz e escuridão não ocupam o mesmo espaço e tempo.”<br /> Quem consegue, por entre as ilusões do Mundo, desenvolver bondade, compaixão, pureza e retidão de caráter, permanece para sempre assim.<br /> <br /> <br /> E a verdade é que ser bom dá muito prazer.<br /> <br /> Trata-se do inverso do que ocorre com a maldade e os vícios de toda ordem, que somente ensejam dor e sofrimento.<br /> <br /> Jamais se viu uma alma genuinamente bondosa mudar seu rumo ou arrepender-se de sua bondade.<br /> <br /> Contudo, inúmeras criaturas levianas ou maldosas, com frequência, alteram o seu comportamento.<br /> <br /> É um evidente sinal de que as virtudes causam prazer, ao passo que as imperfeições apenas infelicitam.<br /> <br /> Afinal, ninguém desiste do que é realmente bom.<br /> <br /> As pessoas que conseguem enfrentar situações complicadas com serenidade causam admiração.<br /> <br /> Sabe-se como é difícil se manter tranquilo em meio às crises do Mundo.<br /> <br /> A harmonia e a paz são conquistas preciosas, que não surgem de um momento para o outro.<br /> <br /> Quem hoje se mostra tranquilo, certamente gastou muito tempo disciplinando o próprio caráter.<br /> <br /> Entretanto, viver em harmonia é extremamente prazeroso.<br /> <br /> O ódio, o rancor e a ira desgastam profundamente o ser humano.<br /> <br /> Quem consegue livrar-se desses vícios torna-se muito mais feliz.<br /> <br /> Então, o equilíbrio felicita a criatura, o mesmo ocorrendo com todas as outras virtudes.<br /> <br /> O homem que vence a posse e ama pelo prazer de ver feliz o ser amado desenvolve imenso bem-estar.<br /> <br /> Ele não mais se angustia tentando controlar a vida de seu amor.<br /> <br /> Convém refletirmos sobre essa realidade, fazendo uma análise criteriosa de nosso caráter.<br /> <br /> Como desejamos a felicidade, é importante desenvolver em nós a única causa de permanente alegria: o amor ao bem e às virtudes em geral.<br /> <br /> *****<br /> <br /> Antes de encerrarmos, gostaríamos de enfatizar o propósito do Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> O Programa foi, idealizado por mentes arejadas e mantido, ao longo dos anos por uma equipe de voluntários, locutor e funcionários, com o sempre apoio da Diretoria da Rede Centro América de Rádio –, demonstra que cinco minutos diários podem fazer uma grande diferença em muitas vidas.<br /> .Alguns textos traduzem problemas íntimos, dificuldades, dúvidas. Todas as mensagens têm como o principal fundamento, o respeito a crenças, ideias e Gêneros. <br /> Contudo, o que comove e constitui estímulo maior à continuidade do labor nesses anos, é verificar dos tantos benefícios espalhados , através do Pense Nisso.<br /> A Equipe da Centro América FM agradece o carinho e as boas vibrações que nos inspiram a continuarmos nesse labor, que sabemos é um bálsamos para muitas pessoas.<br /> Que a sua boa vibração, fã da Centro América Fm, permita a continuidade do bom trabalho nos dias novos que se fazem presentes.<br /> Muito obrigado pela sua audiência e carinho.<br /> <br /> . <br /> <br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 18.05.2015.</span><br />

<strong>O URSO E A PANELA QUENTE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.<br /> Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.<br /> <br /> Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.<br /> Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. <br /> Na verdade, era o calor da tina... <br /> Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> Começou a urrar muito alto. <br /> E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> <br /> Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. <br /> Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.<br /> O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.<br /> <br /> <br /> Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. <br /> Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.<br /> Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.<br /> Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.<br /> Pense Nisso e solte a panela!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base de um texto anônimo<br /> Em 16.4.2014.</span><br />

<strong>ACOMODAÇÃO<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>O animal satisfeito dorme!<br /> Esta reflexão é de Guimarães Rosa, e nós traz , um profundo alerta existencial.<br /> O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital, toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão.<br /> Rende-se assim à sedução do repouso e imobiliza-se na perigosa acomodação.<br /> A advertência é preciosa, posto que, a satisfação conclui, encerra, termina.<br /> A satisfação não deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persistência, para desdobramento.<br /> A satisfação acalma, limita, amortece.<br /> Quando alguém nos fala: Fiquei muito satisfeito com você ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, é algo assustador.<br /> Tal expressão pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de nós desejam, ou que aquele é nosso limite, nossa possibilidade.<br /> O está bom como está pode nos acomodar à situação atual.<br /> Seria muito melhor a seguinte expressão: Meu trabalho é bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> Percebamos que quando se utiliza da expressão insatisfeito, não é para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> Um bom filme, por exemplo, não é aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os créditos, desejando que não acabe?<br /> Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia não terminar?<br /> É desta forma que a vida de cada um também deve ser, afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.<br /> Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avanços em novos conhecimentos.<br /> O animal satisfeito dorme, pois não tem objetivos de vida, não tem razão para sair do lugar.<br /> O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, pára por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que já conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> * * *<br /> Como se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda à frente?<br /> Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> Despertemos, aqueles de nós que ainda dormimos o sono da acomodação!<br /> Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.</span><br />

<strong>TATO DE PAIS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Um menino, com um breve poeminha à mão, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> Encontrou os pais numa discussão acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> À maneira que só as crianças conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invisível, tentando ser escutado.<br /> Pai, mãe, olha o que escrevi!<br /> Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balbúrdia no aposento quase insuportável.<br /> Ninguém se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> Repentinamente, o pai, já sem paciência, tomou a folha de papel das mãos do filho, amassou com força e disse: Já não expliquei que agora não posso!?<br /> Atirou o papelote na lixeira mais próxima, o que deixou o filho sem chão e repleto de lágrimas.<br /> Mais tarde, a mãe, que não havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaixão, procurou o menino.<br /> Ela carregava na mão esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a expressão emocionada e condoída.<br /> Filho... Foi você quemescreveu este poema?<br /> O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabeça que sim.<br /> Que coisa mais linda! Você é um poeta, meu filho! Você é um poeta! –E abraçou, carinhosamente, a criança.<br /> A partir daquele dia, diz a história desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> O relato é do próprio autor que conta que, se não fosse pela destreza e tato de sua mãe, possivelmente não se dedicaria à poesia.<br /> Assim, graças à sensibilidade daquela mulher, o mundo pôde conhecer a arte e inspiração de Pablo Neruda.<br /> * * *<br /> O tato é essa capacidade que temos, ou não, de lidar com situações delicadas.<br /> Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abraçar e chorar junto.<br /> Para se ter tato faz-se necessário desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> O amor também faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que é dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que não promoveram o incentivo necessário ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos tão importantes.<br /> Assim, olhemos nossas crianças com atenção. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que façamos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> Nem sempre serão grandes talentos ou gênios.<br /> Porém, um incentivo aqui, um elogio ali são os responsáveis primeiros pela formação de uma boa autoestima.<br /> Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre fértil, preparada para receber as mudas da filiação bendita, que Deus nos dá como presente e responsabilidade.<br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 24.09.2012.</span><br />

<strong>HÁBITO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O hábito é o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina.<br /> A maioria de nós que estamos na Terra vem de incontáveis séculos nos quais viveu sem muita reflexão e nem resistência moral.<br /> Há a tendência generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria fácil viver em paz.<br /> Porque são muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> Para assegurar o que entende ser um mínimo necessário, o homem se torna egoísta e cruel.<br /> Dando vazão ao instinto da posse, cria reflexos de egoísmo, orgulho, vaidade e medo.<br /> Caminha ao sabor das influências mundanas, suscetível à opinião alheia, aos ditames da moda e da mídia.<br /> Por não refletir detidamente sobre os propósitos superiores da existência, engana-se depois do berço para se desenganar depois do túmulo.<br /> Aprisiona-se no binômio ilusão-desilusão, no qual gasta longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.<br /> Não é lícito desprezar a rotina construtiva.<br /> É por ela que o ser se levanta no espaço e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> Contudo, a evolução impõe a instituição de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de fórmulas inferiores.<br /> .<br /> Ainda hoje, no mundo, a justiça cheira a vingança e o amor tem laivos de egoísmo.<br /> Tal se dá pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas há milênios.<br /> Entretanto, a ciência da vida que jamais se esgota precisa induzir reflexões que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o próprio íntimo.<br /> Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> A automatização de hábitos dignos, pela repetição constante, liberta da dor e da decepção.<br /> Pense nisso.<br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> do livro Pensamento e vida, pelo Espírito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 02.09.2012</span><br />

<strong> CADA UM TEM SUA CRUZ</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>No trato diário ocorre, muitas vezes, reclamarmos das dores que nos chegam.<br /> "Vida dura! Cruz pesada!<br /> <br /> E, de uma forma muito particular, olhamos para as demais pessoas com olhos examinadores, concluindo que elas não sofrem tanto quanto nós.<br /> Dia desses, ao comentarmos acerca do acidente que sofreu uma pessoa famosa, resultando em sérios danos físicos, ouvimos da boca de quem nos escutava:<br /> Ah, mas essa pessoa tem muito dinheiro. É rica. Não tem com que se preocupar. Tem quem a atenda. Médicos, enfermeiras, terapeutas.<br /> Em nenhum momento, a pessoa a quem nos dirigíamos pensou que, mesmo com dinheiro e fama, o acidentado deveria estar sofrendo intensamente.<br /> Sim, sempre acreditamos que a dificuldade dos outros é menor.A nossa é enorme.<br /> Pelo fato de pensarmos dessa forma é que, no vocabulário popular, se fala da cruz para significar as dificuldades próprias.<br /> Carregar a própria cruz. Cruz pesada.<br /> Conta-se que, certa vez, um homem inconformado passou aclamar aos céus:<br /> Senhor Deus, a cruz que carrego é muito pesada. Não estou suportando o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando.<br /> Tanto reclamou que, um dia, um Espírito do Senhor seapresentou e lhe disse que suas queixas tinham alcançado os céus.<br /> Conduzido a um vasto campo, cheio de cruzes dos mais diversos e variados tamanhos, o amigo espiritual lhe disse que poderia escolher, dentre todas elas, a que melhor se lhe ajustasse.<br /> Animado, o homem examinou as cruzes. Finalmente, depois de muitas examinar, avaliar, testar, apanhou aquela que lhe pareceu ideal.<br /> Você tem certeza que é esta mesma a que quer? Perguntou-lhe o mensageiro.<br /> Sim.Disse ele. Esta é a que melhor se ajusta aos meus ombros. Aquela cujo peso posso suportar.<br /> Para seu espanto, o amigo lhe pediu que olhasse mais atentamente e, então, o homem descobriu que a cruz que escolhera era exatamente a sua, aquela de cujo peso reclamara tanto.<br /> <br /> As nossas queixas simplesmente demonstram que não estamos sabendo levar com dignidade a problemática.<br /> Às vezes, por sermos muito rebeldes e não nos ajustarmos às disciplinas que nos são impostas, de outras porque gostaríamos muito de viver no amolentamento, na preguiça, não no trabalho e na luta.<br /> A vida nos situa exatamente onde devemos estar. Todas as condições necessárias ao nosso aprendizado nos são apresentadas.O que nos compete é colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.Uma almofada feita de virtudes.<br /> Quando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, o peso das nossas dificuldades diminui tanto que até nos esquecemos que estamos sobre a Terra carregando o fardo das dificuldades.<br /> A dificuldade é teste de resistência. É oportunidade de combate.Aprendamos a transformar as dificuldades que se acumulam em nossos dias em oportunidades de trabalho e serviço.<br /> Quando tudo estiver difícil e escuro, recordemos que, além das nuvens pesadas, o sol está sempre a brilhar.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base no cap. 2, do livro Viver em plenitude, de <br /> Richard Simonetti, ed. São João e no verbete Dificuldades, do livro Repositório de sabedoria,<br /> v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 07.10.2013.</span><br />