
PAIS CRUCIFICADOS

PODCAST · 3187 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.





<span style=''font-size: small;''>MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA<br /> <br /> <br /> Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:<br /> <br /> "Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".<br /> <br /> No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:<br /> <br /> - Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?<br /> - Ainda bem que esse infeliz morreu !<br /> <br /> Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.<br /> <br /> A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?<br /> <br /> No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU NAMORADO, OUNAMORADA, MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."<br /> <br /> O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".<br /> Pense Nisso, mas pense agora! <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com utilização de parte do<br /> artigo de Luis Fernando Verissimo.<br /> Em 11.5.2013.<br /> </span><br />

Tédio<br /> <br /> <br /> Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação.<br /> Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.<br /> A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios.<br /> Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos.<br /> Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar.<br /> No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas.<br /> Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição.<br /> Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros.<br /> Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.<br /> Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo.<br /> Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação.<br /> Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação.<br /> Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano.<br /> Como se todo o esforço tivesse sido vão.<br /> Como se toda a luta não tivesse valido a pena.<br /> Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando.<br /> Na boca, a permanente sensação de sede.<br /> É a fome de realização plena.<br /> É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório.<br /> É o tédio, terrível flagelo que consome existências.<br /> Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos.<br /> Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil.<br /> Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.<br /> Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver.<br /> Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo.<br /> O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto.<br /> Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito.<br /> Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.<br /> Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos.<br /> Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais.<br /> Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno.<br /> <br /> Equipe de Redação do Pense Nisso, <br /> com base no capítulo 13 do livro Diretrizes para o êxito,<br /> de Divaldo Pereira Franco.<br />


<strong>COMBATENDO O PRECONCEITO</strong><br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independência da Índia, empenhou-se também em combater uma questão interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradição milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas até hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pirâmide social, uma categoria desprezada: os párias.<br /> <br /> Sem casta, os párias são considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro também. Por isso são chamados intocáveis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus não faz diferença entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de dominação política e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os párias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos são parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> À medida que a Humanidade progride, os preconceitos vão perdendo espaço.<br /> <br /> A ciência vai demonstrando que certas teorias não têm validade e aos poucos vamos expurgando práticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele é decorrente de uma visão que data da época da colonização.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos indígenas ou africanos. É uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e índios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca é demais lembrar que – mesmo na época do mais rigoroso preconceito racial no Brasil – houve quem triunfasse.<br /> <br /> É o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava à noite, sob a luz de um lampião.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esforço vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> É porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> É assim na questão dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles são ridicularizados, alvo de piadas e até de violência. Muitos são espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Será que já conseguimos ver todos os demais seres humanos como irmãos que também amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Será que ainda é preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito é sinal de barbarismo e ignorância? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.<br />