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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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BAIXAS
25 Jun 20163:42EP 499

BAIXAS

<span style=''font-size: small;''><strong>BAIXAS<br /> <br /> <br /> No dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve in&iacute;cio, o mundo inteiro estava atento aos notici&aacute;rios e quase todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o divulgavam os fatos, com incr&iacute;vel rapidez.<br /> O silvar dos m&iacute;sseis, a fuma&ccedil;a, misturada com a claridade provocada pela explos&atilde;o, eram imagens constantes.<br /> A cobertura jornal&iacute;stica da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.<br /> Passados alguns dias, as pessoas deixaram de se importar tanto com esse acontecimento. Principalmente as que n&atilde;o conseguem ouvir o estrondo das explos&otilde;es, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor f&eacute;tido daqueles cujos corpos s&atilde;o dilacerados pelas chamas das explos&otilde;es...<br /> Mas, h&aacute; outra realidade que ningu&eacute;m mostra...<br /> &Eacute; algo t&atilde;o cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...<br /> &Eacute; o desespero e a sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.<br /> S&atilde;o os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que n&atilde;o provocaram...<br /> Se se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escurid&atilde;o, seus medos, suas inseguran&ccedil;as, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...<br /> Ah, se fosse registrada a situa&ccedil;&atilde;o a que se converteram os bravos soldados, ap&oacute;s v&aacute;rias noites sem dormir...<br /> Mas isso &eacute; resolvido com anfetaminas para render mais... Afinal, s&atilde;o m&aacute;quinas de guerra.<br /> N&atilde;o! &Eacute; imposs&iacute;vel imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansa&ccedil;o, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.<br /> Se se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio &agrave; paisagem devastada pelos ataques, &agrave; procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...<br /> Isso, certamente, os que optam pela guerra n&atilde;o sabem o que &eacute;.<br /> Talvez digam que &eacute; preciso sacrificar algumas vidas, desde que n&atilde;o seja a sua ou a de seus familiares...<br /> E, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente &eacute; silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem &eacute; contado apenas como uma baixa a mais.<br /> Sim, sua exist&ecirc;ncia foi interrompida... Mas, isso foi apenas mais uma baixa.<br /> Como dizer a uma m&atilde;e ou a um pai que aquele filho ou filha, que h&aacute; pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um n&uacute;mero na triste estat&iacute;stica das baixas no campo de batalha?<br /> Isso n&atilde;o faz sentido...<br /> Mas, quem se importa?<br /> Para os governantes de pa&iacute;ses que sacrificam seus cidad&atilde;os em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos s&atilde;o mais importantes do que vidas humanas.<br /> &Eacute; importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem &eacute; a favor dessas atrocidades e quem &eacute; a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.<br /> Talvez voc&ecirc; esteja se perguntando: Mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situa&ccedil;&atilde;o?<br /> Voc&ecirc; pode enviar, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o sincera, as suas melhores vibra&ccedil;&otilde;es de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes respons&aacute;veis por essas insanidades.<br /> Segundo, por aqueles que sofrem a consequ&ecirc;ncia dessas atrocidades.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 05.08.2012.</strong></span><strong><br /> </strong>

A VERDADE
23 Jun 20164:01EP 498

A VERDADE

<span style=''font-size: small;''>A VERDADE<br /> <br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou algum dia no poder da verdade? Ou voc&ecirc; pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injusti&ccedil;a j&aacute; se consumou?<br /> Quando foi coroado rei da P&eacute;rsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus s&uacute;ditos, espalhados em cento e vinte e sete prov&iacute;ncias.<br /> Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de tr&ecirc;s rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo.<br /> Em vez de admoest&aacute;-los, ficou a escut&aacute;-los.<br /> Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os pap&eacute;is debaixo do travesseiro do rei. Pela manh&atilde;, o rei e os pr&iacute;ncipes da P&eacute;rsia julgariam qual a op&ccedil;&atilde;o mais s&aacute;bia.<br /> No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: &quot;O vinho &eacute; o mais forte.&quot;<br /> Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita for&ccedil;a. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos.<br /> <br /> O rei poderoso e a crian&ccedil;a ignorante se igualam sob sua for&ccedil;a. Coloca nuvens na mem&oacute;ria e torna discuss&otilde;es sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento.<br /> A segunda frase dizia: &quot;O rei &eacute; o mais forte.&quot;<br /> A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e &eacute; obedecido. Envia soldados &agrave; guerra, condena pessoas &agrave; morte ou lhes concede o perd&atilde;o.<br /> Todos os s&uacute;ditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. &Eacute; apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o pa&iacute;s, trazem os frutos para ele.<br /> A terceira frase afirmava: &quot;Acima de tudo, a verdade prevalecer&aacute;.&quot;<br /> O jovem que a escreveu falou: &quot;A verdade &eacute; mais forte que todas as coisas.<br /> O rei pode ser perverso, o vinho &eacute; perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecer&atilde;o. Mas a verdade &eacute; eterna.<br /> <br /> &Eacute; sempre forte. Nunca morre. Tampouco &eacute; derrotada. Faz o que &eacute; justo. N&atilde;o pode ser corrompida.<br /> N&atilde;o necessita do respeito das pessoas para existir. &Eacute; grandiosa e soberana sobre todas as coisas.&quot;<br /> E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais s&aacute;bio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse.<br /> O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusal&eacute;m.<br /> Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono.<br /> E o rei da P&eacute;rsia cumpriu a promessa.<br /> <br /> Esta hist&oacute;ria se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na B&iacute;blia.<br /> O jovem s&aacute;bio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um l&iacute;der do povo judeu na &eacute;poca de seu retorno do ex&iacute;lio na Babil&ocirc;nia, cerca de 520 antes de Cristo<br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap.<br /> A verdade vencer&aacute;, de Ella Lyman Cabot, de<br /> O livro das virtudes, v. I, de William J. Bennett,<br /> ed. Nova Fronteira.<br /> 12.02.2015.</span><br />

GENEROSIDADE
21 Jun 20163:22EP 497

GENEROSIDADE

<span style=''font-size: small;''>GENEROSIDADE<br /> <br /> Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D&rsquo;&aacute;gua Seco, no sert&atilde;o de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.<br /> Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, n&atilde;o conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.<br /> Quando, afinal, achou o endere&ccedil;o, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sert&atilde;o e tratou de ensinar o que sabia &agrave; irm&atilde;.<br /> N&atilde;o era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. J&aacute; tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em S&atilde;o Paulo.<br /> Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. N&atilde;o vou levar nada para o caix&atilde;o. Ent&atilde;o tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, sen&atilde;o esse conhecimento morre comigo, conta ele.<br /> <br /> Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilh&otilde;es de d&oacute;lares &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; pobreza que fundou com a mulher, Melinda.<br /> Mas a hist&oacute;ria de Severino n&atilde;o deixa d&uacute;vida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada &ndash; e de v&aacute;rias formas, muito al&eacute;m de dar bens que sobram.<br /> Alguns exemplos s&atilde;o:Ant&ocirc;nio, um desembargador de justi&ccedil;a, que conta hist&oacute;rias para crian&ccedil;as num hospital. &Eacute;lcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.<br /> Danielle, que aos sessenta e tr&ecirc;s anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.<br /> Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, come&ccedil;ar pela benevol&ecirc;ncia nas pequenas coisas, nos gestos singelos, &eacute; fundamental.<br /> <br /> Proponha a voc&ecirc; mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.<br /> N&atilde;o o resultado do reconhecimento &ndash; pois ele quase sempre n&atilde;o vem, e n&atilde;o deve ser nosso foco &ndash; mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.<br /> Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade t&atilde;o sonhada!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em artigo da revista<br /> Sorria, v.1, de mar&ccedil;o/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos<br /> Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, <br /> ed .Feb.<br /> Em 30.05.2012.<br /> </span><br />

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