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PODCAST · 3177 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O ZELADOR DA FONTE
17 Dez 20254:31EP 2921

O ZELADOR DA FONTE

<div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"> <div class="flex max-w-full flex-col grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-1" data-message-author-role="assistant" data-message-id="92c15819-2e77-437f-9286-88516c4705b6" data-message-model-slug="gpt-5-2" dir="auto"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"> <div class="markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light markdown-new-styling"> <p data-end="22" data-start="0"><strong data-end="22" data-start="0">O ZELADOR DA FONTE</strong></p> <p data-end="519" data-start="24">Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavaleiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entúrios.</p> <p data-end="810" data-start="521">Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d&#39;água de várias empresas da região começaram a agir, dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas. A paisagem trista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.</p> <p data-end="1364" data-start="812">Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. Dei imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos pela cidade. E para que? O que é que ele fazia afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato.</p> <p data-end="1911" data-start="1366">Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas, no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana, e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a exalar. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d&#39;água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.</p> <p data-end="2255" data-start="1913">O conselho municipal tornou a se reunir em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear, as rodas d&#39;água voltaram a funcionar, voltaram os cisnes, e a vida foi retomando o seu curso.</p> <p data-end="2781" data-start="2257">Assim como o conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores, aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, para que o mercado tenha as prateleiras abarrotadas, os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos, quase sempre passamos por eles sem vê-los, mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.</p> <p data-end="3065" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2783">O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros, para viver, para trabalhar, para ser felizes. Pense nisso, mas pense agora. O mundo é uma gigantesca empresa.</p> </div> </div> </div> </div> </div> </div>

CIUME DEVASTADOR
16 Dez 20254:13EP 2920

CIUME DEVASTADOR

<div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"> <div class="flex max-w-full flex-col grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-1" data-message-author-role="assistant" data-message-id="6f5ac383-be9e-4cb3-a3da-5ef9479f1797" data-message-model-slug="gpt-5-2" dir="auto"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"> <div class="markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light markdown-new-styling"> <p data-end="387" data-start="0">A vida de Ana se tornara muito ruim desde o momento em que começaram a desconfiar que Arthur, seu marido, tinha outra mulher. Ana olhava para ele e se sentia traída. Toda vez que Arthur chegava atrasado do trabalho, mesmo que dissesse que for o trânsito complicado ou uma reunião de última hora, ela pensava: demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje. Por isso se atrasou.</p> <p data-end="683" data-start="389">A paz do lar ficou comprometida. Ele chegava cansado, ela estava mal-humorada e procurava todos os motivos para reclamar. Por vezes, ela surpreendia Arthur dispersivo, o pensamento distante. Era o suficiente para pensar consigo mesma: olhe só como está pensativo. Aposto que está pensando nela.</p> <p data-end="1106" data-start="685">Finalmente, um dia, no dia, ela resolveu seguir o marido para o surpreender. Esperou-o na saída do trabalho. Ele pegou o carro, andou algumas quadras e parou numa floricultura. Ela viu quando ele escolheu as maravilhosas flores e saiu carregando-as com carinho. Mal caráter, pensou ela, gastando com a outra. Aquilo a deixou de tal forma desconcertada que começou a chorar. Foi para casa e se jogou na cama. Chorou muito.</p> <p data-end="1488" data-start="1108">Pouco depois, ela ouviu a porta abrir e seu marido chegar. Escutou os passos dele na escada, subindo até o quarto do casal onde ela estava. Mal ouviu adentrar o quarto, ela se sentou na cama, os olhos vermelhos de chorar, os cabelos em desalinho, e desabafou: eu vi tudo, você não pode negar. Comprou flores para ela, rosas vermelhas maravilhosas. Você me traiu, traiu nosso amor.</p> <p data-end="1758" data-start="1490">Alterada, ela se levantou e avançou na direção dele. Para sua surpresa, verificou que ele trazia nas mãos o lindo ramalhete de rosas vermelhas. Chateado, estendendo o ramalhete para ela, ele falou: Ana, hoje é o dia do nosso aniversário de casamento. Você não lembrou?</p> <p data-end="2160" data-start="1760">O ciúme cria quadros exagerados, fomentando desconfiança. Atestado de insegurança, destrói o relacionamento pelo clima de tensão que cria a todo momento. Cultivador da infelicidade, o ciúme altera a correta visão dos fatos, aumentando a importância de pequenos atrasos, desejos não atendidos, esquecimentos de datas e compromissos a dois. Criando a sedume, envenena a alma e desasossega o pensamento.</p> <p data-end="2505" data-start="2162">Colocando óculos escuros na visão mental, tudo faz parecer sombrio, devastador. Uma distração é tida a conta de desinteresse. O atraso para um encontro é considerado desrespeito. Fora da realidade sempre, o ciúme provoca cenas desastrosas e desgastantes, em situações onde uma leve indagação ou uma conversa dois, com toda certeza, resolveria.</p> <p data-end="2990" data-start="2507">Nunca deixemos que o ciúme nos atormente. Ele é o responsável pela devastação de corações e de lares. Se nos sentimos inseguros, fortifiquemos a relação a dois com diálogos mais profundos, com saídas para um passeio ao luar ou um final de semana a sós. Se o outro estiver, verdadeiramente, permitindo que a relação esfrie, que o amor amorne, providenciemos o melhor para o estreitamento dos laços afetivos, guardando a certeza de que é nos pequenos gestos que a relação se fortalece.</p> <p data-end="3021" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2992">Pense nisso, mas pense agora.</p> </div> </div> </div> </div> </div> </div>

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO
15 Dez 20256:11EP 2919

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA
13 Dez 20254:09EP 2918

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA

<p data-end="155" data-start="123"><strong data-end="153" data-start="123">Cabos e Luzes em uma Caixa</strong></p> <p data-end="475" data-start="157">Há cerca de 50 anos, um discurso tornou-se célebre no ambiente do rádio e do telejornalismo americano. Tratava-se da fala do âncora Edward Murrow sobre rádio e televisão. Na época, as transmissões de TV ainda davam seus primeiros passos e suscitavam muitas discussões sobre programação e o objetivo dessa nova mídia.</p> <p data-end="814" data-start="477">Murrow falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor nos Estados Unidos. Afirmou que, se dentro de meio século historiadores analisassem vídeos das grandes redes americanas, encontrariam provas de decadência, escapismo e alienação das realidades do mundo em que vivemos. Cabos e luzes em uma caixa.</p> <p data-end="1191" data-start="816">O jornalista expressava seu receio de que o poder do rádio e da TV fosse usado de maneira danosa à sociedade e à cultura. Especialmente sobre a TV, foi ainda mais incisivo. Disse ele: <em data-end="1189" data-start="1000">este veículo pode ensinar, iluminar, inspirar, mas só o fará se os seres humanos estiverem determinados a usá-lo para esses fins. Caso contrário, não passa de cabos e luzes em uma caixa.</em></p> <p data-end="1382" data-start="1193">Murrow acrescentou que havia uma grande batalha, talvez decisiva, a ser travada contra a ignorância, a intolerância e a indiferença. Esta arma, a televisão,&nbsp; poderia ser útil nessa luta.</p> <p data-end="1828" data-start="1384">Meio século se passou. E como estamos em relação a isso? A televisão passou a fazer parte da vida diária de bilhões de pessoas. Mas será que está sendo utilizada para os fins nobres e idealistas apontados pelo jornalista? Será que colocamos as descobertas da ciência, as facilidades de comunicação e a rapidez no acesso à informação a serviço de nossa evolução moral? Ou, em grande parte, cedemos ao antigo desejo humano de ter cada vez mais?</p> <p data-end="2133" data-start="1830">É importante refletirmos. Deus permite que conquistemos melhorias materiais, nas ciências, na tecnologia, no conhecimento, com um único objetivo: nosso crescimento moral. Esses instrumentos deveriam facilitar nossa vida material para que nos preocupássemos mais com a conquista das virtudes da alma.</p> <p data-end="2396" data-start="2135">A verdade é que nos hipnotizamos pelo entretenimento. Caixa com cabos e luzes, de instrumento, transformou-se em veículo de alienação e escapismo. E assim tem sido com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda permanece vazia e perdida.</p> <p data-end="2723" data-start="2398">Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena perguntar-se se não estamos alimentando uma indústria de inutilidades. A mudança desse panorama depende de cada um de nós: primeiramente como receptores mais exigentes e, depois, como transmissores conscientes, para que todos esses meios de comunicação se tornem veículos do bem.</p> <p data-end="2865" data-start="2725">É tempo de despertar, mudar de canal ou desligar-se das tomadas do mundo, para nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos mais elevados.</p> <p data-end="2898" data-start="2867">Pense nisso. Mas pense agora.</p>

A VAIDADE
12 Dez 20253:44EP 2917

A VAIDADE

<p data-end="1200" data-start="111" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">A vaidade<br data-end="123" data-start="120" style="box-sizing: inherit; color: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit;" /> A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas.<br /> A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima.<br /> <br /> A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil, porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1699" data-start="1202" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos; a vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2079" data-start="1701" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade. Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretença importância. Que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2682" data-start="2081" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal? Para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.</p>

A VIDA E O TEMPO
11 Dez 20254:41EP 2916

A VIDA E O TEMPO

<p data-end="559" data-start="188" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Vida e o tempo.<br /> <br /> Tudo começou de repente, não lembro quando foi. Cheguei sem saber de onde vim; tudo era novo, dependia sem saber de quem. Aos poucos meu mundo foi nascendo, aos poucos a luz do sol; a cada dia algo novo. Tudo era tão simples, nem vi o tempo passar. Não percebi quando virei eu, quando as cores mudaram. E os sonhos já não eram os mesmos. Novos desafios.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="861" data-start="561" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Poxa, já tenho quase 30 anos. No tempo que voava, sem me dar explicações, sem que eu soubesse a razão, sem ouvir a batida de suas asas, sem notar quando as coisas mudaram tão rapidamente, deixando de me reconhecer, como se agora fosse outra pessoa. Mudei sem perceber, me transformando todos os dias.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1385" data-start="863" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Chegará o tempo que exclamarei: estou chegando aos sessenta anos, como o tempo passa. E eu não me dei conta desse tempo que passou. Sem ver o tempo passar, pois que só posso enxergar um dia depois do outro, virei outra pessoa, perdida no tempo que me enganou. Esse tempo me transformou, me conduziu, me deu, me tirou e me deixou sem chão. Sem saber por que, agora, no final da minha existência, tenho essa sensação, a sensação de estar fora de casa, como se tudo tivesse sido um sonho, que estranhamente nunca vai acabar.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1663" data-start="1387" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Talvez eu só perceba em parte que estou indo a algum lugar. E que tudo é uma coisa só, que todos os dias são um. Que tudo faz sentido, mesmo quando não faz sentido algum. E que todas as coisas só existiram dentro de mim. E elas me conduziam, todos os dias, de volta para casa.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2020" data-start="1665" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Onde fica essa casa? Sinceramente, eu não sei. Quem deve ter essa resposta é o tempo e a vida, que ainda está por ser vivida em outro tempo. O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento. Sem medida que o conheça, o tempo é, contudo, nosso bem de maior grandeza. Não tem começo, não tem fim.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2489" data-start="2022" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">O tempo sabe ser bom. O tempo é largo, o tempo é grande; é generoso, é farto, é sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas aflições, dilui a tensão dos preocupados, suspende a dor dos torturados. Traz a luz aos que vivem nas trevas, o ânimo aos indiferentes, o conforto aos que se lamentam, a alegria aos homens tristes, o consolo aos desamparados. Também a serenidade aos inquietos, o repouso aos sem-sossego, a paz aos intranquilos, a umidade às almas secas.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2778" data-start="2491" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">O tempo é manancial de sabedoria que flui por entre nossas existências. Nas incertezas do caminho, nos momentos de angústia, nas aflições da jornada, confiamos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as lágrimas. Jamais nos permitamos acreditar que não há tempo.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2971" data-start="2780" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Fechemos os olhos. Ouçamos sua voz. Lá ele está. O tempo de um abraço. De um sorriso. De um ato de caridade. De uma mudança de vida. O tempo para a família. Para os amigos. E para nós mesmos.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="3018" data-start="2973" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Sempre há tempo. Sempre há vida. Pense nisso.</p>

APRISIONADOS PELO MEDO
10 Dez 20254:27EP 2915

APRISIONADOS PELO MEDO

<p data-end="339" data-start="185" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Aprisionados pelo medo.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="842" data-start="341" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho-papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo, através do uso da razão.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1236" data-start="844" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Por fim, uma garotinha disse, com ar de assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? &mdash; perguntou interessada a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele &mdash; esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus no fim da sua oração &ldquo;e livrai-nos do mal, amém&quot;<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1471" data-start="1238" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca ousou confessá-lo à mãe. Um medo terrível de algo que nunca existiu.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="1720" data-start="1473" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades.</p> <p data-end="2081" data-start="1722" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação, geralmente, são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2323" data-start="2083" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo. E por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a infelicitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância.</p> <p data-end="2612" data-start="2325" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença. A crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="2867" data-start="2614" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos.</p> <p data-end="3081" data-start="2869" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento para que o medo bata em retirada.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="3292" data-start="3083" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates: há apenas um bem, o conhecimento; e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos.<br /> &nbsp;</p> <p data-end="3460" data-start="3294" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam.</p> <p data-end="3493" data-start="3462" style="box-sizing: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-size-adjust: none; font-language-override: normal; font-kerning: auto; font-optical-sizing: auto; font-feature-settings: normal; font-variation-settings: normal; font-stretch: normal; line-height: inherit; font-family: Arial;">Pensem nisso, mas pensem agora.</p>

NO EXERCICIO PROFISSIONAL
9 Dez 20253:57EP 2914

NO EXERCICIO PROFISSIONAL

<span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">No exercício profissional.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Marcella, revoltada por precisar trabalhar desde muito cedo, não conseguia entender o porquê de muitas situações em sua vida. Adolescente, se tornou babá de um pequenino em meio período, depois da escola. Mais tarde, trocou essa função pela de empregada doméstica, tarefa em que se manteve até o matrimônio, quando passou a cuidar da própria casa.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Como precisava colaborar com a renda familiar, tendo um filho pequeno, ela se sentiu obrigada a fazer salgadinhos para vender. Depois, conseguiu trabalho como teleoperadora. Um sentimento, no entanto, era sempre o mesmo: nada daquilo era o que desejava fazer.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Optou por continuar os estudos e adentrou à universidade, cursando psicologia, curso no qual, finalmente, sentiu que eram valorizados os seus talentos. Todavia, guardava certa mágoa pelos trabalhos que tivera anteriormente.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Em um de seus momentos difíceis, foi conversar com uma professora em quem confiava e expôs seus conflitos. Analisada a situação, a professora propôs que ela passasse em revista detalhada seu passado e pensasse no que aprendera em cada profissão que exercera.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Marcela relatou que, como babá, aprendera a cuidar de criança e observar o seu desenvolvimento. Como empregada doméstica, aprendera a cozinhar, limpar, lavar, passar a ferro. Fazendo salgadinhos, aprendera a administrar o dinheiro e a lidar com pessoas diferentes. Como teleoperadora, conhecer a muita gente, melhorar a sua conversação e, principalmente, aprender a escutar.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">A professora, que a ouvira com interesse, lhe perguntou então: &ldquo;Você não percebeu que todas essas profissões estavam lhe preparando para o sucesso na área da psicologia? Ser babá lhe adiantou, na prática, um ponto básico, considerando que o curso que frequenta estuda esse período da vida humana. Enquanto empregada doméstica, você se preparou para cuidar de sua própria casa e também a respeitar os desejos e vontades dos outros. Como vendedora de salgadinhos, aprendeu a lidar com pessoas diferentes e com o dinheiro, uma tarefa que nos acompanha a vida toda. Como teleoperadora, aprendeu a escutar, que é o ponto primordial no exercício da psicologia.&rdquo;</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Marcela não teve opção senão concordar e concluir: é verdade. O exercício de tarefas nos é sempre importante. Trabalho útil é sempre trabalho abençoado, que nos prepara para a vida. Todo trabalho que produz o bem e o belo tem o seu valor. Tanto o trabalho braçal como o trabalho mental são talentos que Deus nos concede para colaborarmos com o próximo e em prol do nosso melhoramento.</span><br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <br style="box-sizing: inherit; font-family: Arial; color: rgb(68, 68, 68); font-size: 16px; line-height: inherit;" /> <span style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial; font-size: 16px;">Não existe profissão mais ou menos digna. Somos nós que valorizamos aquela em que nos encontramos, com nossa forma de executá-la. Pensemos: o que seria da salubridade do mundo sem os lixeiros? O que seria do centro cirúrgico sem quem se encarregasse da sua assepsia e dos instrumentos? Não importa a profissão, mas sim a dedicação com a qual a exercemos.</span>

Nada tocando
PENSE NISSO
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