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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AMANDO A VIDA
6 Fev 20172:24EP 643

AMANDO A VIDA

<span style=''font-size: small;''>AMANDO A VIDA<br /> <br /> Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...<br /> Assim s&atilde;o os versos iniciais da m&uacute;sica de Chico Buarque de Holanda, Roda viva.<br /> E &eacute; como muitas pessoas se sentem, em alguns dias. Desesperan&ccedil;adas, descontentes, sem perspectivas de dias melhores.<br /> Pessoas que acreditam que para ser feliz h&aacute; que se ter muito dinheiro para desfrutar de viagens, festas e ter tudo que se deseje: de roupas, joias a carros importados e iates.<br /> A m&iacute;dia, de um modo geral, refor&ccedil;a essas ideias, com seus apelos de marketing, novelas e filmes que mostram a irrealidade da felicidade como consequ&ecirc;ncia do ter.<br /> Pessoas assim facilmente se sentem infelizes. Se a festa n&atilde;o teve o brilho idealizado, se o amor partiu, se o amigo n&atilde;o atendeu a um pedido, tudo &eacute; motivo para tristeza.<br /> Acreditam que a vida n&atilde;o vai al&eacute;m de uma feliz excurs&atilde;o pelo planeta, em venturoso per&iacute;odo de f&eacute;rias.<br /> Para quem, no entanto, tem a consci&ecirc;ncia da real dimens&atilde;o da vida, que &eacute; aprendizado e progresso, todo esfor&ccedil;o &eacute; valorizado e a supera&ccedil;&atilde;o &eacute; comemorada.<br /> Para todos os que lamentam n&atilde;o ter roupas de grife ou dinheiro para gastar, &eacute; bom recordar, que h&aacute; muitos sem identidade, sem fam&iacute;lia, com graves defici&ecirc;ncias nos membros. Sem apego ao passado de dores, sem mergulho na tristeza pelas defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas, eles aproveitam intensamente a vida, mesmo que n&atilde;o tenham bra&ccedil;os perfeitos para envolver o pesco&ccedil;o de um ser amado.<br /> Por&eacute;m, n&atilde;o se culpe caso voc&ecirc; esteja cheio de lamurias neste dia.Mas, se faz necess&aacute;rio n&atilde;o estacionar nesse tipo de faixa mental.Lamente um pouco, chore por um instante, levante e prossiga com a coragem de um guerreiro da luz , e a alegria de quem &eacute; herdeiro do universo.<br /> Pense nisso.<br /> </span> <br />

A ELEGÂNCIA
4 Fev 20172:57EP 642

A ELEGÂNCIA

<span style=''font-size: small;''>A ELEG&Acirc;NCIA<br /> <br /> As pessoas geralmente se esmeram para mostrar certa eleg&acirc;ncia, de acordo com suas possibilidades.<br /> Isso &eacute; natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.<br /> No entanto, existe uma coisa dif&iacute;cil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a eleg&acirc;ncia do comportamento.<br /> &Eacute; um dom que vai muito al&eacute;m do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.<br /> &Eacute; a eleg&acirc;ncia que nos acompanha da primeira hora da manh&atilde; at&eacute; a hora de dormir e que se manifesta nas situa&ccedil;&otilde;es mais corriqueiras, quando n&atilde;o h&aacute; festa alguma nem fot&oacute;grafos por perto: &eacute; uma eleg&acirc;ncia desobrigada.<br /> &Eacute; poss&iacute;vel detect&aacute;-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.<br /> Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca.<br /> &Eacute; uma eleg&acirc;ncia que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu pr&oacute;prio tempo.<br /> Elegante &eacute; quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. &Eacute; quem cumpre o que promete e, ao receber uma liga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o recomenda &agrave; secret&aacute;ria que pergunte antes quem est&aacute; falando e s&oacute; depois manda dizer se est&aacute; ou n&atilde;o.<br /> Sobrenome, cargo e j&oacute;ias n&atilde;o substituem a eleg&acirc;ncia do gesto. N&atilde;o h&aacute; livro de etiqueta que ensine algu&eacute;m a ter uma vis&atilde;o generosa do mundo e a viver nele sem arrog&acirc;ncia.<br /> A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indiv&iacute;duos, indistintamente.<br /> Ter comportamento elegante &eacute; ser gentil sem afeta&ccedil;&atilde;o.<br /> Ser sincero sem agressividade.<br /> &Eacute; ser humilde sem relaxamento.<br /> Ser cordial sem fingimento.<br /> &Eacute; ser simples com sobriedade.<br /> &Eacute; saber desarmar a viol&ecirc;ncia com mansuetude e alcan&ccedil;ar a vit&oacute;ria sem se vangloriar.<br /> Enfim, eleg&acirc;ncia de comportamento n&atilde;o &eacute; algo que se tem, &eacute; algo que se &eacute;. <br /> <br /> Tec.:trocar o BG. <br /> ****<br /> Mais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, &eacute; preciso desenvolver a verdadeira eleg&acirc;ncia de comportamento.<br /> Importante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade. A verdadeira eleg&acirc;ncia &eacute; a do car&aacute;ter, porque procede da ess&ecirc;ncia do ser.<br /> Pense Nisso</span><br />

APRENDENDO COM A MORTE
2 Fev 20174:01EP 641

APRENDENDO COM A MORTE

<span style=''font-size: small;''>APRENDENDO COM A MORTE<br /> <br /> <br /> Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que &eacute; o outro quem vai morrer, n&atilde;o n&oacute;s. Mas, todos vamos morrer. &Eacute; o que existe de mais preciso.<br /> N&atilde;o importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental.<br /> N&atilde;o importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuport&aacute;vel, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer.<br /> Mas, se isso &eacute; o que h&aacute; de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte?<br /> Segundo L&eacute;o Buscaglia, s&oacute; tememos a morte quando n&atilde;o estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, n&atilde;o vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, n&oacute;s as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de n&oacute;s.<br /> A morte &eacute; um processo cont&iacute;nuo e belo da vida. &Eacute; uma boa amiga, pois nos diz que n&atilde;o temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto &eacute; precioso. E temos que viver conforme esta verdade.<br /> Quando algu&eacute;m est&aacute; falando conosco, escutemos e n&atilde;o olhemos por cima do ombro para ver o que mais est&aacute; acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ou&ccedil;amos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu &uacute;ltimo contato conosco.<br /> E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa mem&oacute;ria. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos ameniz&aacute;-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma.<br /> A morte nos ensina que o momento &eacute; sempre agora. &Eacute; este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. &Eacute; este o momento de atender o chamado do filho e observ&aacute;-lo enquanto ele se balan&ccedil;a no galho mais alto da &aacute;rvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu fa&ccedil;o?<br /> &Eacute; o momento de pararmos de ler o jornal e almo&ccedil;armos com a fam&iacute;lia, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho est&aacute; com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela.<br /> A morte nos ensina que n&atilde;o temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui &eacute; permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que n&atilde;o h&aacute; nada a que nos possamos agarrar, sen&atilde;o aos sentimentos que nos acompanhar&atilde;o aonde formos.<br /> A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o p&ocirc;r do sol, reconhecendo que este p&ocirc;r do sol, com estas tonalidades, jamais se repetir&aacute;.<br /> Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ningu&eacute;m pode ter a certeza de que ele existir&aacute; para n&oacute;s.<br /> Este &eacute; um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer.<br /> * * *<br /> <br /> A vida &eacute; como um delicioso picol&eacute; de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. &Eacute; &eacute; por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> As crian&ccedil;as de amanh&atilde;, do livro Vivendo, amando e aprendendo,<br /> de L&eacute;o Buscaglia, ed. Nova Era.<br /> Em 04.8.2014.<br /> <br /> </span><br />

TEMPO E OPORTUNIDADE
1 Fev 20173:58EP 640

TEMPO E OPORTUNIDADE

TEMPO E OPORTUNIDADE<br /> <br /> Troca-se um rel&oacute;gio com tempo r&aacute;pido, por um rel&oacute;gio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os p&aacute;ssaros.<br /> Troca-se um dia apavorado, preso, r&aacute;pido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida.<br /> <br /> O poema singelo &eacute; de uma jovem estudante, de algu&eacute;m que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo &eacute; um dos bens mais preciosos que temos.<br /> Nenhum dia &eacute; igual ao outro na natureza. Eles n&atilde;o se repetem, s&atilde;o &uacute;nicos.<br /> O homem &eacute; que os torna iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue.<br /> <br /> &Eacute; certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanh&aacute;-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poder&iacute;amos questionar: precisamos realmente de tudo isso?<br /> Precisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas for&ccedil;as?<br /> Precisamos estar sempre pensando na competi&ccedil;&atilde;o, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo?<br /> <br /> Ser&aacute; preciso acompanhar os modismos, as novidades das m&iacute;dias, para nos sentirmos bem?<br /> Se fizermos uma an&aacute;lise profunda, veremos que n&atilde;o, que n&atilde;o precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agrad&aacute;vel e feliz.<br /> <br /> Para quem raciocina que tempo &eacute; dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem j&aacute; aprendeu a ver que tempo &eacute; oportunidade, descobrir&aacute; que apreciar os p&aacute;ssaros, passar mais tempo com a fam&iacute;lia, ouvir uma boa m&uacute;sica, ler um bom livro, s&atilde;o oportunidades da vida bem aproveitadas.<br /> <br /> Um pai, ou uma m&atilde;e que tomem a resolu&ccedil;&atilde;o de abrir m&atilde;o de um sucesso maior na profiss&atilde;o, por acreditarem que necessitam estar mais pr&oacute;ximos dos filhos, com certeza se sentir&atilde;o mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo &agrave; fam&iacute;lia, e esquecem que a sua presen&ccedil;a, a sua aten&ccedil;&atilde;o, o seu tempo, &eacute; o que de mais valioso podem dar a eles.<br /> <br /> Esta exist&ecirc;ncia &eacute; uma oportunidade &uacute;nica, e &eacute; chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui.<br /> <br /> &Eacute; chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade.<br /> Que tal pensarmos: quando foi a &uacute;ltima vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos?<br /> Quando foi a &uacute;ltima vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantr&oacute;picas?<br /> <br /> Quando foi a &uacute;ltima vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma m&uacute;sica, deixando-nos penetrar pela harmonia?<br /> Quando foi a &uacute;ltima vez que lemos um livro nobre, uma p&aacute;gina edificante?<br /> Quando foi a &uacute;ltima vez que lembramos que somos um Esp&iacute;rito imortal, e que nada levaremos deste mundo al&eacute;m das nossas conquistas morais?<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em poema de Aline<br /> Bescrovaine Pereira, da colet&acirc;nea Palavra viva, do Col&eacute;gio Positivo,<br /> ano 1998.<br /> Em 24.5.2013.<br /> <br /> <br />

UM PONTO NEGRO
31 Jan 20174:44EP 639

UM PONTO NEGRO

<span style=''font-size: small;''>UM PONTO NEGRO<br /> <br /> Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande len&ccedil;ol branco numa das paredes da sala.<br /> Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem &agrave; sua frente.<br /> O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam. O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de prop&oacute;sito, no centro do len&ccedil;ol branco.<br /> Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a &uacute;nica coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lan&ccedil;ou outra quest&atilde;o:<br /> Voc&ecirc;s n&atilde;o est&atilde;o vendo todo o resto do len&ccedil;ol? Voc&ecirc;s conseguem somente ver o pequeno ponto preto e n&atilde;o percebem a parte branca, que &eacute; muito mais extensa?<br /> Naquele momento os alunos entenderam o prop&oacute;sito da aula: ensinar a ampliar e educar a vis&atilde;o, para perceber melhor o conjunto e n&atilde;o ficar atento somente aos pormenores ou &agrave;s coisas negativas.<br /> Essa &eacute;, na maior parte das vezes, a nossa forma de ver as pessoas e situa&ccedil;&otilde;es que nos rodeiam.<br /> Costumamos dar um peso exagerado &agrave;s coisas ruins e pouca import&acirc;ncia ao que se realiza de bom.<br /> Se um amigo sempre nos trata com cortesia, com afabilidade e aten&ccedil;&atilde;o e, num determinado momento, nos trata de maneira &aacute;spera, pronto. Tudo o que ele fez at&eacute; ent&atilde;o cai por terra. J&aacute; nos indignamos e o conceito que t&iacute;nhamos dele at&eacute; ent&atilde;o, muda totalmente.<br /> &Eacute; como se nossos olhos s&oacute; pudessem ver o pequeno ponto negro.<br /> N&atilde;o levamos em conta a possibilidade de nosso amigo ou amiga estar precisando da nossa ajuda. N&atilde;o nos damos conta de que talvez esteja com dificuldades e por isso nos tratou de forma diferente.<br /> Temos sido t&atilde;o exigentes com os outros!<br /> Mas, se somos n&oacute;s que estamos indispostos, todos t&ecirc;m que suportar nosso mau-humor, nossa falta de cortesia.<br /> Um casal completava seus 60 anos de matrim&ocirc;nio, e uma das netas perguntou &agrave; av&oacute;:V&oacute;zinha, como &eacute; que a senhora aguentou o vov&ocirc; at&eacute; hoje? Ele &eacute; uma pessoa muito dif&iacute;cil de tolerar.<br /> A vov&oacute;, com um sorriso de serenidade respondeu &agrave; neta:<br /> &Eacute; simples, minha filha. Eu sempre tive comigo uma balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Colocava num dos pratos as coisas ruins que seu av&ocirc; fazia. No outro prato da balan&ccedil;a eu depositava as coisas boas. E o prato sempre pendia para o lado das coisas boas.<br /> N&oacute;s tamb&eacute;m fazemos uso da balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Mas, muitas vezes, o peso que atribu&iacute;mos &agrave;s coisas ruins &eacute; desproporcional e a balan&ccedil;a tende a pender mais para esse lado.<br /> Vez que outra &eacute; importante que fa&ccedil;amos uma aferi&ccedil;&atilde;o na nossa balan&ccedil;a, para verificar se ela n&atilde;o est&aacute; desregulada, pendendo muito para o lado dos equ&iacute;vocos.<br /> Saibamos valorizar as boas a&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o fa&ccedil;amos como os alunos, que s&oacute; viam o ponto negro no centro de um enorme len&ccedil;ol branco.<br /> Eduquemos a nossa vis&atilde;o para perceber melhor as coisas boas da vida. Desenvolvamos a nossa capacidade de ver e valorizar tudo o que nos acontece de bom.<br /> * * *<br /> Os benfeitores da Humanidade recomendam que sejamos severos para conosco mesmos e indulgentes para com nosso pr&oacute;ximo.<br /> Contrariando tal recomenda&ccedil;&atilde;o, a maior parte das vezes somos indulgentes para conosco e muito severos para com os equ&iacute;vocos alheios.<br /> Vale a pena meditar nos ensinos que nos chegam do Alto. Vale a pena que exercitemos o perd&atilde;o aos semelhantes. E vale tamb&eacute;m a pena que sejamos mais exigentes conosco, buscando sempre melhorar nosso comportamento.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> <br /> Em 27.04.2013.</span><br />

A SABEDORIA DO SAMURAI
28 Jan 20172:30EP 637

A SABEDORIA DO SAMURAI

<span style=''font-size: small;''>A SABEDORIA DO SAMURAI<br /> <br /> Conta-se que, perto de T&oacute;quio, capital do Jap&atilde;o, vivia um grande samurai.<br /> J&aacute; muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer advers&aacute;rio.<br /> Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escr&uacute;pulos. Era famoso por usar a t&eacute;cnica da provoca&ccedil;&atilde;o.<br /> Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu advers&aacute;rio fizesse o primeiro movimento e, dotado de intelig&ecirc;ncia e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante.<br /> O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.<br /> Assim que soube da reputa&ccedil;&atilde;o do velho samurai, prop&ocirc;s-se a n&atilde;o sair dali sem antes derrot&aacute;-lo e aumentar sua fama.<br /> Todos os disc&iacute;pulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio.<br /> Foram todos para a pra&ccedil;a da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro come&ccedil;ou a insultar o velho mestre.<br /> Chutou algumas pedras em sua dire&ccedil;&atilde;o, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.<br /> Durante horas fez tudo para provoc&aacute;-lo, mas o velho permaneceu sereno e impass&iacute;vel.<br /> No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.<br /> Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provoca&ccedil;&otilde;es, os alunos perguntaram:<br /> Como o senhor p&ocirc;de suportar tanta indignidade?<br /> Por que n&atilde;o usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao inv&eacute;s de mostrar-se covarde diante de todos n&oacute;s?<br /> O s&aacute;bio anci&atilde;o olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:<br /> Se algu&eacute;m chega at&eacute; voc&ecirc; com um presente e lhe oferece mas voc&ecirc; n&atilde;o o aceita, com quem fica o presente?<br /> Com quem tentou entreg&aacute;-lo, respondeu o disc&iacute;pulo.<br /> Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provoca&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre.<br /> Quando n&atilde;o s&atilde;o aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.<br /> Por essa raz&atilde;o, a sua paz interior depende exclusivamente de voc&ecirc;. As pessoas n&atilde;o podem lhe tirar a calma, se voc&ecirc; n&atilde;o o permitir.<br /> * * *<br /> Sempre que algu&eacute;m tentar tirar voc&ecirc; do s&eacute;rio, lembre-se da s&aacute;bia li&ccedil;&atilde;o do velho samurai.<br /> Lembre-se, ainda, que seus atos lhe pertencem. S&oacute; voc&ecirc; &eacute; respons&aacute;vel pelo que pensa, sente ou faz.<br /> S&oacute; voc&ecirc;, e mais ningu&eacute;m, pode permitir que algu&eacute;m lhe roube a paz ou perturbe a sua tranquilidade.<br /> Foi por essa raz&atilde;o que Jesus afirmou que s&oacute; lobos caem em armadilhas para lobos.<br /> Assim, aceitar provoca&ccedil;&otilde;es ou deixar que fiquem com quem nos oferece, &eacute; uma decis&atilde;o que cabe exclusivamente a cada um de n&oacute;s.<br /> Pensemos nisso!<br /> </span><br />

O VALOR DAS COISAS
27 Jan 20172:33EP 636

O VALOR DAS COISAS

<span style=''font-size: small;''>O VALOR DAS COISAS<br /> <br /> Era uma vez um homem que tinha muitos p&eacute;s de rom&atilde;s em seu pomar.<br /> Por muitos outonos ele colocava suas rom&atilde;s em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:<br /> Apanhe uma, de gra&ccedil;a. Seja bem-vindo.<br /> As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.<br /> Ent&atilde;o, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decis&atilde;o. No pr&oacute;ximo outono ele n&atilde;o p&ocirc;s as rom&atilde;s em bandeja de prata fora de sua resid&ecirc;ncia. P&ocirc;s apenas um cartaz bem alto que dizia:<br /> Temos aqui as melhores rom&atilde;s da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras rom&atilde;s.<br /> Qual n&atilde;o foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhan&ccedil;a vieram correndo comprar.<br /> * * *<br /> Essa pequena par&aacute;bola de Khalil Gibran, embora pare&ccedil;a simples, nos traz li&ccedil;&otilde;es valiosas.<br /> Nos dias atuais h&aacute; pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que s&atilde;o de gra&ccedil;a e passam a valoriz&aacute;-las quando t&ecirc;m que pagar alto pre&ccedil;o por elas.<br /> &Eacute; um conceito equivocado de que o que &eacute; de gra&ccedil;a ou muito barato, n&atilde;o presta.<br /> Se ouvimos o an&uacute;ncio de um espet&aacute;culo qualquer, um concerto, uma pe&ccedil;a teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que n&atilde;o vale a pena assistir.<br /> Se &eacute; o convite para uma palestra em que n&atilde;o se cobrar&aacute; ingresso, logo imaginamos que n&atilde;o pode ser coisa boa.<br /> Mas, se ao contr&aacute;rio, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custar&aacute; um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.<br /> O que costumamos fazer, nesses casos, &eacute; julgar o valor das coisas pelo seu pre&ccedil;o, o que nem sempre &eacute; uma realidade.<br /> O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, n&atilde;o &eacute; cobrado. E muitas vezes n&oacute;s n&atilde;o o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para n&oacute;s um investimento financeiro.<br /> O carinho de uma m&atilde;e n&atilde;o nos custa nada, mas &eacute; mais valioso que qualquer bem da Terra.<br /> H&aacute; muitas coisas que nos chegam de gra&ccedil;a, mas s&atilde;o de valor inestim&aacute;vel. Talvez seja por isso que n&atilde;o tenham pre&ccedil;o em moeda.<br /> O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele n&atilde;o viver&iacute;amos.<br /> A &aacute;gua que nos sustenta a vida, Deus nos d&aacute; de gra&ccedil;a.<br /> O perfume que as flores espalham, n&atilde;o nos custa nenhum centavo.<br /> * * *<br /> &Eacute; importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela import&acirc;ncia que pode representar em nossas vidas.<br /> H&aacute; coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.<br /> E h&aacute; outras que n&atilde;o custam nenhuma moeda, mas que s&atilde;o de alta valia para nosso bem-estar f&iacute;sico e mental.<br /> Pense nisso!<br /> </span><br />

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