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PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O SONHO DE MARTIN
21 Ago 20194:30EP 1161

O SONHO DE MARTIN

<strong>&nbsp;O sonho de Martin</strong><br /> <br /> Martin era uma criança observadora que amava a liberdade.<br /> Ele podia suportar broncas, mas as reações de desprezo causavam-lhe grande impacto emocional.<br /> Infelizmente, elas foram muito constantes nos principais capítulos de sua vida.<br /> A sua pele era negra e ele não entendia como isso poderia justificar a discriminação que sofria pelas pessoas que tinham a pele branca.<br /> Para ele, brancos e negros, tinham os mesmos sentimentos, a mesma capacidade de pensar, a mesma necessidade de ter amigos e de amar.<br /> Quando repousava sua cabeça no travesseiro, o jovem Martin viajava no mundo de suas ideias e se questionava: &ldquo;por que os negros não podem frequentar as mesmas escolas, os mesmos clubes, os mesmos bancos das igrejas, o mesmo transporte público que os brancos?&rdquo;<br /> Por que não posso ter amigos brancos? Não somos todos seres humanos?&rdquo;<br /> Ele conheceu de perto a dor indecifrável da humilhação.<br /> Sofria pela discriminação de que era vítima todo o seu povo.<br /> Resolveu fazer teologia a fim de navegar pelo mundo espiritual e encontrar respostas para o injusto mundo social onde estava inserido.<br /> Penetrou no sonho de que não houvesse discriminação de pessoas, nunca distinguiu nobres de miseráveis, reis de súditos, lúcidos de loucos.<br /> Foi contagiado pelo sonho dos direitos humanos e do respeito pela vida.<br /> Mais tarde, resolveu fazer uma incursão pela filosofia e aprendeu a não calar a sua voz. Tinha uma carreira promissora.<br /> Poderia ter seguido seu próprio caminho e seus próprios interesses. No entanto, preferiu dar seu tempo e sua inteligência para alterar a história dos outros.<br /> Queria contribuir para o bem da humanidade. Tinha pouco mais de vinte e cinco anos, mas era arrojado, culto e determinado.<br /> Sonhava em mostrar aos desprezados que eles não deveriam se envergonhar de si mesmos, que nada é mais digno do que um ser humano.<br /> Posteriormente participou ativamente do movimento em prol dos direitos civis.<br /> O clima era tenso e ele sabia que poderia perder a vida a qualquer momento. Mas não conseguia silenciar seus sonhos.<br /> Tornou-se um grande líder.<br /> Sua casa sofreu atentados à bomba, mas isso não o silenciou.<br /> Sofreu um atentado na noite de autógrafos de seu livro &ldquo;a caminho da liberdade&rdquo;.<br /> Sobreviveu, recuperou-se e continuou seu trabalho.<br /> Foi preso diversas vezes, mas nada parecia abalar aquele sonhador.<br /> Sua voz contagiava corações e, por isso, recebeu o prêmio Nobel da paz.<br /> E, em 04 de setembro de 1968, em Memphis, foi morto por um atirador.<br /> Martin Luther King morreu pelos seus sonhos, os quais não morreram com ele.<br /> Vivem, ainda, e viverão para sempre, no coração daqueles que se deixam tocar pela sua história e mensagem de vida.<br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Equipe de Redação do Pense Nisso,<br /> com base no livro &ldquo;Nunca desista de seus sonhos&rdquo;, de Augusto Cury,<br /> editora sextante, 2004, capítulo três,<br /> denominado &ldquo;O sonho de um pacifista que enfrentou o mundo&rdquo;.<br /> Em 01.08.2019</em></div>

A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA
20 Ago 20195:02EP 1160

A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA

&nbsp;A Nova Gera&ccedil;&atilde;o dos Sessenta e Setenta <br /> <br /> <br /> Um amigo me enviou um texto, que a princ&iacute;pio n&atilde;o dei muita import&acirc;ncia.<br /> Mas, ao l&ecirc;-lo com mais aten&ccedil;&atilde;o e meditar a respeito do conte&uacute;do, me dei conta, que de fato &eacute; uma mensagem que vale a pena compartilhar com voc&ecirc; ouvinte do Pense Nisso.<br /> A mensagem, fala sobre a nova gera&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres que chegaram aos sessenta ou setenta anos. <br /> Diz o texto:<br /> &ldquo;&quot;Se estivermos atentos, podemos notar que est&aacute; surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que est&atilde;o em torno dos sessenta/setenta anos de idade, &eacute; a gera&ccedil;&atilde;o que rejeita a palavra &quot;sexagen&aacute;rio&quot;, porque simplesmente n&atilde;o est&aacute; nos seus planos deixar-se envelhecer.<br /> <br /> Trata-se de uma verdadeira novidade demogr&aacute;fica.<br /> Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfat&oacute;ria. <br /> S&atilde;o homens e mulheres independentes, que trabalham h&aacute; muitos anos e conseguiram mudar o significado t&eacute;trico que tantos autores deram, durante d&eacute;cadas, ao conceito de trabalho. <br /> Procuraram e encontraram, h&aacute; muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida. <br /> Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que j&aacute; se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do &oacute;cio ou solid&atilde;o. Desfrutam a situa&ccedil;&atilde;o, porque depois de anos de trabalho, cria&ccedil;&atilde;o dos filhos, preocupa&ccedil;&otilde;es, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um p&aacute;ssaro da janela de um 5&ordm; andar...<br /> <br /> Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. <br /> Por exemplo: n&atilde;o s&atilde;o pessoas que estejam paradas no tempo: a gera&ccedil;&atilde;o dos &quot;sessenta/setenta&quot;, homens e mulheres, manejam o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que est&atilde;o longe e at&eacute; se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas not&iacute;cias, ideias e viv&ecirc;ncias. <br /> De uma maneira geral est&atilde;o satisfeitos com o seu estado civil, e, quando n&atilde;o est&atilde;o, procuram mud&aacute;-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. <br /> Ao contr&aacute;rio dos jovens, conhecem e pesam todos os riscos. Ningu&eacute;m se p&otilde;e a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...<br /> <br /> Os homens n&atilde;o invejam a apar&ecirc;ncia das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje de grife famosa, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo. <br /> Em vez disso, conhecem a import&acirc;ncia de um olhar c&uacute;mplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experi&ecirc;ncia.<br /> <br /> Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, est&atilde;o estreando uma idade que n&atilde;o tem nome. Antes seriam velhos e agora j&aacute; n&atilde;o o s&atilde;o. <br /> Hoje est&atilde;o com boa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela pr&oacute;pria tamb&eacute;m est&aacute; cheia de nostalgias e de problemas.<br /> <br /> Celebram o sol a cada manh&atilde; e sorriem para si pr&oacute;prios. Talvez por alguma raz&atilde;o secreta, que s&oacute; sabem e saber&atilde;o os que chegarem aos 60/70 no s&eacute;culo XXI&quot;<br /> A vida, com suas fases de inf&acirc;ncia, juventude, madureza, &eacute; uma experi&ecirc;ncia constante.<br /> Cada fase tem seu encanto, sua do&ccedil;ura, suas descobertas. S&aacute;bio &eacute; aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Velho &eacute; quem vive uma vida pautada em coisas liquidas que destr&oacute;i a criatividade e nos distancia do ser real. <br /> Os jovens de sessenta/ setenta anos, suscitam uma condi&ccedil;&atilde;o humana na qual predominam a versatilidade em meio &agrave; incerteza e a vanguarda constante do eterno recome&ccedil;o. <br /> E curtem um bom e vigorante Rock &amp; Roll.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no artigo de miriam Goldenberg<br /> e no livro &ldquo;Vidas Liquidas&rdquo; de Zygmunt Bauman. Editora Zahar.<br /> Em 15.05.2018</em></div> <br />

OBJETIVOS DA VIDA
17 Ago 20194:13EP 1159

OBJETIVOS DA VIDA

<strong>&nbsp;Objetivos da vida</strong><br /> <br /> <br /> Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.<br /> Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de n&oacute;s &eacute; um convite &agrave; nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas.<br /> E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, &eacute; a for&ccedil;a propulsora para o progresso.<br /> Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambi&ccedil;&otilde;es, ter&aacute; em sua vida um sentido maior.<br /> Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcan&ccedil;ar ser&aacute; sempre a mola propulsora.<br /> Afinal, quando se tem o porqu&ecirc; viver, a forma como se vive, at&eacute; que se atinja o objetivo desejado, torna-se secund&aacute;ria.<br /> Viktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os supl&iacute;cios dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando sa&iacute;sse de l&aacute;.<br /> Ele tinha tr&ecirc;s raz&otilde;es para viver: sua f&eacute;, sua voca&ccedil;&atilde;o e a esperan&ccedil;a de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou n&atilde;o somente a vida, mas algo maior.<br /> Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suic&iacute;dio, nos dias de confinamento, ele superou as dores f&iacute;sicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se prop&ocirc;s alcan&ccedil;ar.<br /> Thomas Alva Edison, ap&oacute;s mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo &acirc;nimo na busca de solu&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o da l&acirc;mpada el&eacute;trica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da cria&ccedil;&atilde;o.<br /> Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se atrav&eacute;s do servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, da autodoa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuni&aacute;rio, reinventando raz&otilde;es e motivos para serem &uacute;teis, assim rompendo o ref&uacute;gio sombrio da perda do sentido existencial.<br /> Sem meta n&atilde;o se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ningu&eacute;m pode oferecer e que &eacute; particular a cada qual.<br /> N&atilde;o por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depress&atilde;o.<br /> Assim, cabe a cada um de n&oacute;s n&atilde;o se esquecer do significado maior da vida. Se os par&acirc;metros externos modificam-se, se a vida se altera, &eacute; natural que nossos objetivos tamb&eacute;m sigam curso semelhante.<br /> Por&eacute;m, n&atilde;o esque&ccedil;amos que ser&aacute; sempre objetivo de todos n&oacute;s a busca da constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima atrav&eacute;s do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.<br /> Ser&aacute; a conjuga&ccedil;&atilde;o desses dois valores que proporcionar&atilde;o bem-estar interior e plenitude.<br /> Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgot&aacute;vel de progresso e conquistas, jamais deixar&aacute; de possuir objetivos, pois ter&aacute; como meta maior a constru&ccedil;&atilde;o da plenitude existencial na intimidade da alma.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, do<br /> livro Amor, imbat&iacute;vel amor, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 1.9.2012.</em></div> <br />

A VIDA SEGUNDO A MORTE
15 Ago 20193:39EP 1158

A VIDA SEGUNDO A MORTE

<span style=''font-size: small;''>A VIDA SEGUNDO A MORTE<br /> <br /> Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da hist&oacute;ria.<br /> Imaginemos como seria a vis&atilde;o desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> Imagino que morte teria o seguinte di&aacute;logo:<br /> &ldquo;Um fato simples: voc&ecirc; vai morrer.<br /> Apesar de todos os esfor&ccedil;os, a vida f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> O meu conselho &eacute;: quando a sua hora chegar, n&atilde;o se apavore, isso n&atilde;o vai ajudar.<br /> Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia voc&ecirc; vai me conhecer. N&atilde;o antes da sua hora , &eacute; claro. Tenho como pol&iacute;tica evitar os vivos.<br /> Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. //Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> Quando eu vou ao encontro de algu&eacute;m, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Ent&atilde;o, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambi&ccedil;&otilde;es...ego&iacute;smos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de n&atilde;o fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso n&atilde;o importa. Eu sigo a lei e n&atilde;o a transgrido...ningu&eacute;m, por mais rico que seja, poder&aacute; negociar comigo.<br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus bra&ccedil;os; s&atilde;o t&atilde;o leves...t&atilde;o af&aacute;veis...<br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles t&ecirc;m de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> Eu j&aacute; vi in&uacute;meras coisas:<br /> Presenciei as piores desgra&ccedil;as do mundo, e trabalhei para os piores vil&otilde;es e tiranos.<br /> Vi tamb&eacute;m grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda &eacute; como eu mencionei no in&iacute;cio desse dialogo: NINGU&Eacute;M VIVE PRA SEMPRE.<br /> Quando vou buscar algu&eacute;m que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como &eacute; de fato...viver! <br /> Voc&ecirc; que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a na sua vida. N&atilde;o desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> E n&atilde;o se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a t&atilde;o temida morte, nada mais sou do que uma transforma&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o um aniquilamento.<br /> ***********<br /> Espero que voc&ecirc; tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido &uacute;til.<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br &ndash; l&aacute; voc&ecirc; poder&aacute; ouvir de novo e copiar o texto. Fique a vontade...e at&eacute; o pr&oacute;ximo Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> com base no livro<br /> &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo;- <br /> do escritor australiano Markus Zusak,<br /> publicado em 2005 pela editora Picador.<br /> No Brasil e em Portugal, foi lan&ccedil;ado pela Intr&iacute;nseca Presen&ccedil;a <br /> Em 10.12.2014.</span></em></div>

PAIS CRUCIFICADOS
14 Ago 20193:04EP 1157

PAIS CRUCIFICADOS

<strong>&nbsp;Pais crucificados</strong><br /> <br /> <br /> Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de v&aacute;rios modelos e cores, logo imaginamos que &eacute; filho de pais descuidados.<br /> Todavia, n&atilde;o raro, por tr&aacute;s desse jovem, aparentemente rebelde, h&aacute; pais de consci&ecirc;ncia tranquila e segura por saber que, apesar da apar&ecirc;ncia um tanto ex&oacute;tica, seu filho &eacute; uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> No entanto, h&aacute; jovens de apar&ecirc;ncia harm&ocirc;nica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrif&iacute;cios cru&eacute;is.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferen&ccedil;a aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro mart&iacute;rio.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos toxic&ocirc;manos, infelizes, desditosos.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos prostitu&iacute;dos e prostituidores, que carregam o cora&ccedil;&atilde;o envolto em dor suprema.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no cora&ccedil;&atilde;o a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esfor&ccedil;os por bem educ&aacute;-los se perderem como gotas que somem em terreno &aacute;rido.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cru&eacute;is dessas chagas morais.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos adotivos que n&atilde;o se cansam de lhes atirar no rosto o fato de n&atilde;o serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por op&ccedil;&atilde;o, por amor, e n&atilde;o por obriga&ccedil;&atilde;o ou imposi&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; pais crucificados pela solid&atilde;o... pela saudade...<br /> H&aacute; pais crucificados por tantas dores...<br /> Mas, acima de todas essas dores, h&aacute; um Pai justo, amoroso e bom, que tudo v&ecirc; e a tudo prov&ecirc;.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; um desses pai ou m&atilde;e que carrega sua cruz em sil&ecirc;ncio, pense que Intelig&ecirc;ncia Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> Pense que essa alma, antes de ser seu filho &eacute; filho do Universo.<br /> O importante &eacute; que sua consci&ecirc;ncia esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o poss&iacute;vel para bem educar seu filho.<br /> Por essa raz&atilde;o, se o seu cora&ccedil;&atilde;o de pai ou de m&atilde;e est&aacute; desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da ora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ore com fervor rogando for&ccedil;as para seguir em frente e dar conta dessa miss&atilde;o grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> N&atilde;o permita que o des&acirc;nimo lhe fa&ccedil;a companhia.<br /> Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagin&aacute;veis.<br /> Pense que seus esfor&ccedil;os de hoje ser&atilde;o compensados pelas alegrias de um amanh&atilde; feliz, ap&oacute;s vencidas as &aacute;rduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje s&atilde;o seus filhos.<br /> * * *<br /> Pais e m&atilde;es, v&oacute;s sois os arcos dos quais vossos filhos s&atilde;o arremessados como flechas vivas.<br /> O arqueiro, que &eacute; o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua for&ccedil;a para que Suas flechas se projetem, r&aacute;pidas e para longe.<br /> Que vosso encurvamento na m&atilde;o do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama tamb&eacute;m o arco que permanece est&aacute;vel.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

COMO SE ESCREVE
12 Ago 20194:46EP 1156

COMO SE ESCREVE

<span style=''font-size: small;''>COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Inf&acirc;ncia pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua fam&iacute;lia. Depois, tra&ccedil;ou um grande c&iacute;rculo com l&aacute;pis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do c&iacute;rculo, ele saiu de sua mesinha e foi at&eacute; &agrave; mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela n&atilde;o o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e n&atilde;o se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi at&eacute; sua mochila, pegou um l&aacute;pis e olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho.<br /> Sua m&atilde;e estava preparando o jantar, indo e vindo do fog&atilde;o para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para ela.<br /> Mam&atilde;e, como a gente escreve...?<br /> Menino, n&atilde;o d&aacute; para ver que estou ocupada agora? V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho, foi at&eacute; &agrave; cozinha e pegou o l&aacute;pis. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no ch&atilde;o da sala, perto da poltrona reclin&aacute;vel do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e n&atilde;o quero ser interrompido. V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua m&atilde;e separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da cal&ccedil;a do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um peda&ccedil;o de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua fam&iacute;lia. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui &eacute; voc&ecirc;, papai!<br /> A garota tamb&eacute;m riu. O pai olhou pra o grande c&iacute;rculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente come&ccedil;ou a passar o dedo sobre o c&iacute;rculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um l&aacute;pis na m&atilde;o. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do l&aacute;pis perto do topo do grande c&iacute;rculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abra&ccedil;ou a filha, tomou a sua m&atilde;ozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, n&atilde;o esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa &eacute; ter quem ou&ccedil;a e opine, quem participe e vibre, quem conhe&ccedil;a e incentive.<br /> N&atilde;o espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, fam&iacute;lia, afei&ccedil;&atilde;o.<br /> Por fim, lembre: se voc&ecirc; n&atilde;o tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano &eacute; um po&ccedil;o de criatividade e o tempo...bom, o tempo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> C&iacute;rculo de amor, de Jeannie S. Williams, <br /> da obra Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.</span></em></div>

PAI, A MISSÃO
10 Ago 20194:16EP 1155

PAI, A MISSÃO

<strong>&nbsp;Pai: A Miss&atilde;o</strong><br /> <br /> Ser pai &eacute; miss&atilde;o com que o Senhor da Vida brinda o homem, aben&ccedil;oando a sua masculinidade, homenageando a sua fun&ccedil;&atilde;o cocriadora, ao lado da mulher, que se faz m&atilde;e, pelos v&iacute;nculos carnais.<br /> Ser pai &eacute; ser protetor, guardi&atilde;o, amigo. Desde tempos muito antigos, essa figura foi tida como importante na forma&ccedil;&atilde;o dos filhos.<br /> Remonta, h&aacute; mais de quatro mil anos, um cart&atilde;o escrito em argila, encontrado na Mesopot&acirc;mia, no qual um jovem de nome Elmesu homenageia seu pai, formulando votos de sorte, sa&uacute;de e vida longa.<br /> Possivelmente, revivendo aquele gesto, no ano de 1909, Sonora Luise, na cidade de Spokane, nos Estados Unidos, motivada pela admira&ccedil;&atilde;o por seu genitor, decidiu homenage&aacute;-lo e criou O dia dos pais.<br /> N&atilde;o demorou muito para que outras cidades norte-americanas se interessassem pela data que, no ano de 1972, foi oficializada como festa nacional, pelo presidente Richard Nixon.<br /> A comemora&ccedil;&atilde;o naquele pa&iacute;s ocorre no terceiro domingo do m&ecirc;s de junho, enquanto no Brasil passou a ser celebrada no segundo domingo de agosto.<br /> Atribui-se o seu surgimento ao publicit&aacute;rio S&iacute;lvio Bhering e a primeira comemora&ccedil;&atilde;o se deu no dia 14 de agosto de 1953, data dedicada, segundo a tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica a S&atilde;o Joaquim, patriarca da fam&iacute;lia.<br /> Ter um dia para receber homenagens &eacute; sempre grato ao cora&ccedil;&atilde;o de quem ama. Momento especial, ademais, para pensar e repensar a respeito dessa importante miss&atilde;o.<br /> Nos dias em que se vive a tormenta dos v&iacute;cios, do t&oacute;xico, em particular, que destro&ccedil;a a crian&ccedil;a, ainda nas primeiras experi&ecirc;ncias infantis, &eacute; de nos questionarmos o qu&ecirc;, na qualidade de pais, temos feito.<br /> Verdade que h&aacute; uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a manuten&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica e por vezes, o cansa&ccedil;o nos toma as for&ccedil;as.<br /> Contudo, a presen&ccedil;a paterna &eacute; imprescind&iacute;vel, ao lado da materna, no sentido de educar a prole, acompanhar o passo dos pequenos e dos mocinhos.<br /> Fazer-se presente &eacute; preciso. Olhar nos olhos dos filhos para lhes sentir as realidades &iacute;ntimas, por essas janelas da alma.<br /> Renunciar a um lazer para estar com eles. Verificar seus compromissos escolares, participar de uma ou outra atividade social, a fim de que eles se sintam apoiados por sua presen&ccedil;a.<br /> Dialogar com os filhos, ouvindo-lhes as opini&otilde;es sobre a vida, as pessoas, os fatos, cooperando no esclarecimento de equ&iacute;vocos, auxiliando-os a caminhar pelas vias do discernimento.<br /> * * *<br /> Com certeza, pai amoroso que voc&ecirc; &eacute;, ama seus filhos. Contudo, n&atilde;o esque&ccedil;a que o amor deve ser vigilante e perspicaz, para que, em seu nome, n&atilde;o se instale a insensatez e a sombra se estabele&ccedil;a.<br /> Pense nisso e d&ecirc; o melhor de si a esses rebentos, filhos de Deus, confiados aos seus cuidados pelo Pai excelso de todos n&oacute;s.<br /> Pense: esta &eacute; a sua miss&atilde;o na qualidade de pai. <div style=''text-align: right;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em informa&ccedil;&otilde;es <br /> colhidas no Boletim SEI n&ordm; 2160, de 22.8.2009 e no cap. 30, <br /> do livro Vereda familiar, de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 6.8.2019.</em></div> <br />

DANDO O MELHOR
8 Ago 20193:55EP 1154

DANDO O MELHOR

<strong>&nbsp;<br /> Dando o melhor</strong><br /> <br /> <br /> Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordin&aacute;rias sinfonias, mesmo ap&oacute;s a total surdez, &eacute; sempre recordado.<br /> Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco soci&aacute;vel. Enquanto p&ocirc;de, escondeu o fato de sua audi&ccedil;&atilde;o estar comprometida.<br /> Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma pr&aacute;tica dif&iacute;cil e humilhante. Era o atestado p&uacute;blico da sua defici&ecirc;ncia auditiva.<br /> Certo dia, um amigo seu foi surpreendido pela morte s&uacute;bita do filho. Assim que soube, o m&uacute;sico correu para a casa dele, pleno de sofrimento.<br /> Beethoven n&atilde;o tinha palavras de conforto para oferecer. N&atilde;o sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano.<br /> Durante trinta minutos, ele extravasou suas emo&ccedil;&otilde;es da maneira mais eloquente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo.<br /> Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido t&atilde;o significativa quanto aquela.<br /> Por vezes, n&oacute;s tamb&eacute;m, surpreendidos por not&iacute;cias muito tristes ou chocantes, n&atilde;o encontramos palavras para expressar conforto ou consola&ccedil;&atilde;o.<br /> Chegamos ao ponto de n&atilde;o comparecer ao enterro de um amigo, por sentir n&atilde;o ter jeito para dizer algo para a vi&uacute;va, ou aos filhos &oacute;rf&atilde;os.<br /> N&atilde;o vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso c&iacute;rculo de rela&ccedil;&otilde;es, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer?<br /> Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na aus&ecirc;ncia de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos.<br /> Ofertemos o abra&ccedil;o silencioso e deixemos que a vertente das l&aacute;grimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito.<br /> Ofere&ccedil;amos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo.<br /> Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a m&atilde;o, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: Estou aqui. Conte comigo.<br /> Sirvamos um copo d&rsquo;&aacute;gua, um suco &agrave;quele que secou a fonte das l&aacute;grimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isso poder&aacute; trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convuls&atilde;o das dores.<br /> Verifiquemos se n&atilde;o podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve.<br /> Permane&ccedil;amos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solid&atilde;o s&atilde;o mais longas, quando os ponteiros avan&ccedil;am a madrugada.<br /> * * *<br /> S&ecirc; amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discri&ccedil;&atilde;o e nobreza junto &agrave;queles que te elegem a amizade.<br /> A discri&ccedil;&atilde;o &eacute; tesouro pouco preservado nas amizades terrenas.<br /> Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confian&ccedil;a, favorecendo a tranquilidade.<br /> Ouve, v&ecirc;, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel &agrave; confian&ccedil;a que em ti depositem.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O dom de Beethoven, <br /> de Philip Yancey, do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o 2, de Alice Gray, ed.<br /> United Press <br /> Em 22.7.2018.</em></div>

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