Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
AMOR DE PAI
24 Set 20195:05EP 1177

AMOR DE PAI

&nbsp;AMOR DE PAI<br /> <br /> Que o amor materno &eacute; fundamental para a vida de qualquer crian&ccedil;a, n&atilde;o temos qualquer d&uacute;vida. Ali&aacute;s, em pleno s&eacute;culo XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade, quase que exclusiva da m&atilde;e, os cuidados com os filhos. Quando uma crian&ccedil;a faz birra, Que bate no amiguinho, Que vai mal na escola...quase sempre dizemos que a &ldquo;A culpa &eacute; da m&atilde;e&rdquo;, n&atilde;o &eacute; assim que ouvimos comumente por a&iacute;?<br /> Mas como fica o papel do pai nessa hist&oacute;ria? <br /> Pois um estudo recente mostrou que o pai &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade da crian&ccedil;a, e como ela desenvolver&aacute; diversas caracter&iacute;sticas at&eacute; a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crian&ccedil;as de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando s&atilde;o rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem s&atilde;o apegadas emocionalmente. E quando essa rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.<br /> Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crian&ccedil;as e adultos, a rejei&ccedil;&atilde;o paterna tem essa influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante porque, em primeiro lugar, &eacute; mais comum do que a materna. E tamb&eacute;m porque a figura do homem &eacute; associada a prest&iacute;gio e poder &ndash; ou seja, para a crian&ccedil;a, &eacute; como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por algu&eacute;m que todos consideram importante.<br /> Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crian&ccedil;as sentem a rejei&ccedil;&atilde;o como se ela realmente fosse uma dor f&iacute;sica. As partes do c&eacute;rebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado s&atilde;o as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferen&ccedil;a: a dor psicol&oacute;gica pode ser revivida por anos, levando &agrave; inseguran&ccedil;a, hostilidade e tend&ecirc;ncia &agrave; agressividade.<br /> A boa not&iacute;cia &eacute; que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contr&aacute;rio na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer liga&ccedil;&otilde;es afetivas muito mais facilmente na vida adulta. <br /> Quando se vivencia o amor de pai, tudo passa a ser diferente - n&oacute;s nos transformamos.<br /> Ser&atilde;o tempos diferentes, quando todas as nossas rela&ccedil;&otilde;es forem assim, como a do pai que diz aos filhos:<br /> Que quando precisarem de mim, meus filhos, voc&ecirc;s nunca hesitem em chamar: pai! Seja para segurar a m&atilde;o, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sim, ser&atilde;o tempos diferentes esses...<br /> Tempos do amor que independe da presen&ccedil;a e do tempo.<br /> Tempos de nova compreens&atilde;o sobre presen&ccedil;a e sobre tempo.<br /> O amor do pai est&aacute; mudando o mundo, pois estes est&atilde;o mais maduros, mais atentos, mais vivos...<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua for&ccedil;a.<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando o pai olhar nos olhos de seu beb&ecirc;, dizendo:<br /> N&atilde;o sabemos o que nos uniu nesta nova fam&iacute;lia, se a afinidade intensa ou o compromisso inadi&aacute;vel perante as Leis maiores, mas n&atilde;o importa: tudo o amor ir&aacute; superar.<br /> Este ser&aacute; o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decis&atilde;o dentro do lar, dentro da vida.<br /> Que em qualquer momento, meu filho, sendo eu qualquer pai, de qualquer ra&ccedil;a, credo, idade ou instru&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; possa perceber em mim, ainda que numa cintila&ccedil;&atilde;o breve, a inapag&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de quando voc&ecirc; foi colocado pela primeira vez nos meus bra&ccedil;os:<br /> Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as gl&oacute;rias da arte e da ci&ecirc;ncia, mais s&eacute;rio do que as tentativas dos fil&oacute;sofos de explicar os enigmas da exist&ecirc;ncia.<br /> A sensa&ccedil;&atilde;o que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consci&ecirc;ncia de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.<br /> E assim sendo, meu filho, voc&ecirc; ter&aacute; sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.<br /> Ah, esse amor de pai!<br /> <br />

GUERRA E PAZ
21 Set 20194:11EP 1176

GUERRA E PAZ

&nbsp;GUERRA E PAZ<br /> <br /> Todos os esfor&ccedil;os dever&atilde;o ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poder&aacute; ser pela diplomacia, que aben&ccedil;oa os entendimentos por meio do di&aacute;logo, ou atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o popular.<br /> Pela educa&ccedil;&atilde;o, as criaturas poder&atilde;o ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em raz&atilde;o do que for.<br /> Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a raz&atilde;o com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.<br /> As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalhar&atilde;o para a paz. Para isso, todas as baterias de provid&ecirc;ncias estar&atilde;o voltadas para a educa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, de cuja intimidade prov&ecirc;m os delitos, se ele est&aacute; enfermo, ou todas as luzes, se avan&ccedil;a para maior equil&iacute;brio.<br /> Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estar&aacute; conclu&iacute;do e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.<br /> Poucos se d&atilde;o conta dos desdobramentos da tr&aacute;gica experi&ecirc;ncia, durante e depois dela.<br /> Nas guerras, n&atilde;o morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou s&atilde;o devorados por explos&otilde;es de quaisquer tipos. Tamb&eacute;m morre, no abismo da dor, um n&uacute;mero ilimitado de pais e de m&atilde;es, que recebem objetos de uso pessoal e condecora&ccedil;&otilde;es p&oacute;stumas dos seus filhos.<br /> Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solid&atilde;o, ap&oacute;s receberem as documenta&ccedil;&otilde;es que honram os seus companheiros desencarnados.<br /> Morrem na revolta, na m&aacute;goa, no desejo de vingan&ccedil;a contra a sociedade, multid&otilde;es de filhos levados &agrave; orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausol&eacute;us dos her&oacute;is, que as p&aacute;trias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.<br /> E o saldo dos mutilados f&iacute;sicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na viol&ecirc;ncia, no crime, nos v&iacute;cios e no infort&uacute;nio?<br /> * * *<br /> Ao pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apare&ccedil;a onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequ&ecirc;ncias dessa trag&eacute;dia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.<br /> Envolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, permitindo que o conhecimento intelecto-moral ilumine a nossa intimidade, iluminando os que vivem e convivem conosco.<br /> * * *<br /> O homem que possui a paz, n&atilde;o &eacute; apenas o homem de face serena. Antes &eacute; o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.<br /> Assim, adquirir paz n&atilde;o &eacute; somente estar com a consci&ecirc;ncia tranquila, por&eacute;m, mais do que isso, &eacute; trabalhar pela edifica&ccedil;&atilde;o da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.<br /> <br />

TREINAMENTO DE QUALIDADE
18 Set 20192:59EP 1175

TREINAMENTO DE QUALIDADE

<span style=''font-size: small;''>TREINAMENTO DE QUALIDADE<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; participou de algum treinamento para melhorar a qualidade do seu desempenho no trabalho?<br /> &Eacute; bem poss&iacute;vel que voc&ecirc; tenha respondido que sim, e que lhe foi muito &uacute;til.<br /> Geralmente as orienta&ccedil;&otilde;es visam melhorar a qualidade do servi&ccedil;o, mas nem sempre se leva em conta as qualidades morais do indiv&iacute;duo.<br /> Caso tenha interesse, a&iacute; v&atilde;o algumas dicas que favorecem a qualidade total.<br /> Ao acordar, n&atilde;o permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. Pense em algo agrad&aacute;vel e na nova oportunidade que Deus lhe concede para tornar seu trabalho cada vez mais eficaz.<br /> Pensar positivo &eacute; qualidade.<br /> Ao entrar no pr&eacute;dio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir o olhar, mesmo que n&atilde;o seja seu amigo ou colega.<br /> Ser educado &eacute; qualidade.<br /> Seja met&oacute;dico ao abrir seu arm&aacute;rio, ligar seu terminal, disponibilizar os recursos ao redor. Comece relembrando as boas not&iacute;cias de ontem e os compromissos de hoje.<br /> Ser organizado &eacute; qualidade.<br /> N&atilde;o se deixe envolver pela primeira informa&ccedil;&atilde;o de erro recebida de quem talvez n&atilde;o saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.<br /> Ser cauteloso &eacute; qualidade.<br /> Use os equipamentos e os materiais da empresa com modera&ccedil;&atilde;o e sem desperd&iacute;cios.<br /> Respeitar as coisas alheias &eacute; qualidade.<br /> Quando algu&eacute;m o procurar, tente adiar sua pr&oacute;pria tarefa, pois quem veio procur&aacute;-lo deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em voc&ecirc;. Esse algu&eacute;m ficar&aacute; feliz pelo aux&iacute;lio que voc&ecirc; lhe der.<br /> Ser atencioso &eacute; qualidade.<br /> N&atilde;o deixe de se alimentar na hora do almo&ccedil;o, ainda que seja um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades f&iacute;sicas. Aquela tarefa urgente pode aguardar alguns minutos. Se voc&ecirc; adoecer, dezenas de tarefas ter&atilde;o que aguardar a sua volta, menos aquelas que acabar&atilde;o por sobrecarregar seu colega.<br /> Respeitar a sa&uacute;de &eacute; qualidade.<br /> Dentro do poss&iacute;vel, procure organizar sua agenda para os pr&oacute;ximos dez dias. N&atilde;o fique trocando datas a todo momento, principalmente pouco tempo antes do evento. Lembre-se de que voc&ecirc; afetar&aacute; o hor&aacute;rio de v&aacute;rios colegas.<br /> Cumprir o combinado &eacute; qualidade.<br /> Ao comparecer aos eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasi&atilde;o, principalmente suas ideias e divulgue-as sem receio. O m&aacute;ximo que pode ocorrer &eacute; n&atilde;o serem aceitas. Talvez mais tarde, em dois ou tr&ecirc;s meses, voc&ecirc; tenha nova chance de mostrar que estava com a raz&atilde;o. Saiba esperar.<br /> Ter paci&ecirc;ncia &eacute; qualidade.<br /> N&atilde;o prometa o que est&aacute; al&eacute;m das suas possibilidades s&oacute; para impressionar quem o ouve. Se voc&ecirc; n&atilde;o cumprir vai comprometer o conceito que levou anos para construir.<br /> Falar a verdade &eacute; qualidade.<br /> Na sa&iacute;da do trabalho, esque&ccedil;a-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a fam&iacute;lia ou os amigos que lhe d&atilde;o seguran&ccedil;a para desenvolver suas tarefas com equil&iacute;brio.<br /> Amar a fam&iacute;lia e os amigos &eacute; a maior das qualidades.<br /> * * *<br /> A qualidade n&atilde;o se resume unicamente em produzir muito e fazer bem feito. Humanizar o ambiente de trabalho tamb&eacute;m &eacute; fator importante de qualidade.<br /> Respeitar as diferen&ccedil;as, colaborar de boa vontade, comprometer-se com a harmonia geral &eacute; ter qualidade.<br /> Para alcan&ccedil;armos a qualidade total &eacute; preciso considerar, al&eacute;m da nossa qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, tamb&eacute;m o nosso aperfei&ccedil;oamento moral.<br /> Pensemos nisso!</span><br />

SOLIDÃO X AUTOESTIMA
17 Set 20193:26EP 1174

SOLIDÃO X AUTOESTIMA

<span style=''font-size: small;''>SOLID&Atilde;O VERSUS AUTOESTIMA<br /> <br /> <br /> Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo &eacute; a solid&atilde;o.<br /> <br /> A sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos completamente s&oacute;s pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos &agrave;s companhias mais ma&ccedil;antes para termos, ao menos, a garantia de haver algu&eacute;m por perto.<br /> <br /> H&aacute; dias em que nos sentimos n&atilde;o apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> <br /> Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; algu&eacute;m com quem conversar, rir, talvez amar &mdash; menos n&oacute;s. Todos parecem ter um destino, somente n&oacute;s n&atilde;o encontramos nosso espa&ccedil;o no mundo. Temos a impress&atilde;o de que estamos sobrando, de que n&atilde;o somos importantes para ningu&eacute;m &mdash; e &eacute; ent&atilde;o que o espectro da solid&atilde;o nos encurrala e apavora.<br /> <br /> O fato &eacute; que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, n&atilde;o estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, ent&atilde;o, qualquer companhia que n&atilde;o a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a s&oacute;s em nossa pr&oacute;pria presen&ccedil;a.<br /> <br /> No entanto, para que algu&eacute;m deseje aproximar-se de n&oacute;s, &eacute; preciso que, antes, n&oacute;s mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. &Eacute; preciso que reconhe&ccedil;amos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. &Eacute; preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para n&atilde;o precisarmos t&atilde;o desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> &Eacute; claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano &mdash; mas o que h&aacute; de t&atilde;o desagrad&aacute;vel em ficarmos, eventualmente, a s&oacute;s?<br /> <br /> Ser&aacute; que n&atilde;o podemos passar um m&iacute;sero dia sem ceder a essa necessidade neur&oacute;tica de ter sempre algu&eacute;m ao lado?<br /> <br /> Se somos t&atilde;o desagrad&aacute;veis a ponto de n&atilde;o conseguirmos tolerar nossa pr&oacute;pria companhia, como ent&atilde;o esperarmos que os outros desejem ficar perto de n&oacute;s?<br /> <br /> Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que ent&atilde;o mostremos uma disposi&ccedil;&atilde;o en&eacute;rgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo n&atilde;o servir&aacute; sen&atilde;o para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o condenados &agrave; indiferen&ccedil;a, sem nenhuma compaix&atilde;o.<br /> <br /> Na verdade, n&atilde;o precisamos pedir ou mendigar nada a ningu&eacute;m, tampouco ter medo da solid&atilde;o. O fundamental &eacute; nos convencermos de nosso valor e import&acirc;ncia; &eacute; descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> <br /> Conquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia n&atilde;o &eacute; mais do que mera consequ&ecirc;ncia dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> <br /> Gostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ou&ccedil;a essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 10.05.2014.<br /> <br /> </span><br />

GENEROSIDADE
14 Set 20193:03EP 1173

GENEROSIDADE

<span style=''font-size: small;''>GENEROSIDADE<br /> <br /> Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D&rsquo;&aacute;gua Seco, no sert&atilde;o de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.<br /> Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, n&atilde;o conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.<br /> Quando, afinal, achou o endere&ccedil;o, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sert&atilde;o e tratou de ensinar o que sabia &agrave; irm&atilde;.<br /> N&atilde;o era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. J&aacute; tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em S&atilde;o Paulo.<br /> Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. N&atilde;o vou levar nada para o caix&atilde;o. Ent&atilde;o tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, sen&atilde;o esse conhecimento morre comigo, conta ele.<br /> * * *<br /> Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilh&otilde;es de d&oacute;lares &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; pobreza que fundou com a mulher, Melinda.<br /> Mas a hist&oacute;ria de Severino n&atilde;o deixa d&uacute;vida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada &ndash; e de v&aacute;rias formas, muito al&eacute;m de dar bens que sobram.<br /> Alguns exemplos s&atilde;o:Ant&ocirc;nio, um desembargador de justi&ccedil;a, que conta hist&oacute;rias para crian&ccedil;as num hospital. &Eacute;lcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.<br /> Danielle, que aos sessenta e tr&ecirc;s anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.<br /> Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, come&ccedil;ar pela benevol&ecirc;ncia nas pequenas coisas, nos gestos singelos, &eacute; fundamental.<br /> * * *<br /> Proponha a voc&ecirc; mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.<br /> N&atilde;o o resultado do reconhecimento &ndash; pois ele quase sempre n&atilde;o vem, e n&atilde;o deve ser nosso foco &ndash; mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.<br /> Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade t&atilde;o sonhada!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em artigo da revista<br /> Sorria, v.1, de mar&ccedil;o/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos<br /> Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, <br /> ed .Feb.<br /> Em 30.05.2012.<br /> </span><br />

MULHER E DEDICAÇÃO
12 Set 20194:22EP 1172

MULHER E DEDICAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>MULHER E DEDICA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Em uma de suas mais famosas can&ccedil;&otilde;es, o ex-Beatle John Lennon cantou a opress&atilde;o que vitimava mulheres em todo o Mundo.<br /> Lennon foi assassinado em 1980, mas suas palavras ainda s&atilde;o atuais, nesses dias em que vivemos.<br /> No Brasil, na Ar&aacute;bia ou na &Iacute;ndia. Na antiguidade ou nas metr&oacute;poles de hoje.<br /> Em todas as &eacute;pocas e povos, a mulher sempre teve sua posi&ccedil;&atilde;o atormentada pelas dificuldades do n&atilde;o reconhecimento de seu valor e de seu papel.<br /> Esfor&ccedil;a-se, rompe barreiras, mas continua assombrada por um certo desprezo, nascido da aparente fragilidade que carrega.<br /> Em alguns locais o estigma &eacute; forte, bem vis&iacute;vel, e oprime, fere, humilha.<br /> Em outros, a vida parece um pesadelo com a viol&ecirc;ncia que assusta, com o terror que espalha.<br /> Basta ligar a TV, ou abrir jornais e revistas para ter not&iacute;cias dos abusos impostos &agrave;s mulheres.<br /> Vilipendiadas, desrespeitadas, caladas &agrave; for&ccedil;a, elas prosseguem: carregam fam&iacute;lias, assumem tarefas, ado&ccedil;am os dias com o mel que s&oacute; um cora&ccedil;&atilde;o delicado pode oferecer.<br /> Mesmo nos pa&iacute;ses em que &eacute; valorizada, facilmente se percebe um certo desrespeito, um preconceito camuflado em piadas e risos ir&ocirc;nicos.<br /> Sem falar nos sal&aacute;rios mais baixos, nas avalia&ccedil;&otilde;es que consideram mais o corpo que a intelig&ecirc;ncia. Ou voc&ecirc; nunca notou?<br /> Por toda a parte em que se vai, basta abrir os olhos e ver as mulheres assinaladas pelo signo da generosidade.<br /> Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, o selo feminino &eacute; o da dedica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o conhece limites.<br /> Quer prova disso? Observe as m&atilde;es e esposas de atletas e artistas. Quem na maioria das vezes os estimula, torce, sacrifica as horas?<br /> Quem est&aacute;, invariavelmente, ao lado deles, quando ningu&eacute;m quer sonhar junto? Quem sempre acredita?<br /> E os filhos deficientes? Voc&ecirc; j&aacute; percebeu a presen&ccedil;a materna ali ao lado? Onipresente, forte, protetora.<br /> Todos os estudos na &aacute;rea de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica ou mental revelam que a figura materna, na maioria dos casos, &eacute; quem ap&oacute;ia o filho e vai em busca de alternativas, terapias, equipamentos, m&eacute;dicos.<br /> M&atilde;o estendida, voz cariciosa, presen&ccedil;a constante. M&atilde;es, irm&atilde;s, av&oacute;s, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de m&atilde;os dadas, com brilho nos olhos e for&ccedil;a nos bra&ccedil;os.<br /> Tanta dedica&ccedil;&atilde;o muitas vezes tem um pre&ccedil;o caro demais. A mulher acostuma-se ao sacrif&iacute;cio o tempo inteiro.<br /> E fica invis&iacute;vel. Passa a fazer parte da paisagem. Ningu&eacute;m lembra de agradecer, acarinhar, sorrir de volta.<br /> Mas quem disse que ela se abate? Mulher &eacute; entidade forte, cheia de gra&ccedil;a e de poder, capaz de fazer nascer borboletas. Capaz de fazer brilhar o sol.<br /> * * *<br /> Se nos cabe reconhecer no homem o condutor da Civiliza&ccedil;&atilde;o e o mordomo dos patrim&ocirc;nios materiais, na Terra, n&atilde;o podemos esquecer de identificar na mulher o anjo da esperan&ccedil;a, ternura e amor.<br /> A miss&atilde;o feminina &eacute; espinhosa. Mas, efetivamente, s&oacute; a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores.<br /> </span><br />

DANDO O MELHOR
10 Set 20193:59EP 1171

DANDO O MELHOR

<strong>&nbsp;<br /> Dando o melhor</strong><br /> <br /> <br /> Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordin&aacute;rias sinfonias, mesmo ap&oacute;s a total surdez, &eacute; sempre recordado.<br /> Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco soci&aacute;vel. Enquanto p&ocirc;de, escondeu o fato de sua audi&ccedil;&atilde;o estar comprometida.<br /> Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma pr&aacute;tica dif&iacute;cil e humilhante. Era o atestado p&uacute;blico da sua defici&ecirc;ncia auditiva.<br /> Certo dia, um amigo seu foi surpreendido pela morte s&uacute;bita do filho. Assim que soube, o m&uacute;sico correu para a casa dele, pleno de sofrimento.<br /> Beethoven n&atilde;o tinha palavras de conforto para oferecer. N&atilde;o sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano.<br /> Durante trinta minutos, ele extravasou suas emo&ccedil;&otilde;es da maneira mais eloquente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo.<br /> Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido t&atilde;o significativa quanto aquela.<br /> Por vezes, n&oacute;s tamb&eacute;m, surpreendidos por not&iacute;cias muito tristes ou chocantes, n&atilde;o encontramos palavras para expressar conforto ou consola&ccedil;&atilde;o.<br /> Chegamos ao ponto de n&atilde;o comparecer ao enterro de um amigo, por sentir n&atilde;o ter jeito para dizer algo para a vi&uacute;va, ou aos filhos &oacute;rf&atilde;os.<br /> N&atilde;o vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso c&iacute;rculo de rela&ccedil;&otilde;es, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer?<br /> Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na aus&ecirc;ncia de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos.<br /> Ofertemos o abra&ccedil;o silencioso e deixemos que a vertente das l&aacute;grimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito.<br /> Ofere&ccedil;amos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo.<br /> Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a m&atilde;o, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: Estou aqui. Conte comigo.<br /> Sirvamos um copo d&rsquo;&aacute;gua, um suco &agrave;quele que secou a fonte das l&aacute;grimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isso poder&aacute; trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convuls&atilde;o das dores.<br /> Verifiquemos se n&atilde;o podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve.<br /> Permane&ccedil;amos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solid&atilde;o s&atilde;o mais longas, quando os ponteiros avan&ccedil;am a madrugada.<br /> * * *<br /> S&ecirc; amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discri&ccedil;&atilde;o e nobreza junto &agrave;queles que te elegem a amizade.<br /> A discri&ccedil;&atilde;o &eacute; tesouro pouco preservado nas amizades terrenas.<br /> Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confian&ccedil;a, favorecendo a tranquilidade.<br /> Ouve, v&ecirc;, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel &agrave; confian&ccedil;a que em ti depositem.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O dom de Beethoven, <br /> de Philip Yancey, do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o 2, de Alice Gray, ed.<br /> United Press <br /> Em 22.7.2018.</em></div>

A ROGATIVA DO CULPADO
9 Set 20193:46EP 1170

A ROGATIVA DO CULPADO

<strong>Rogativa do culpado</strong><br /> <br /> <br /> Caro amigo:<br /> Desejo pedir-te perd&atilde;o pelo mal que te fiz.<br /> Infelizmente, naquela ocasi&atilde;o, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que n&atilde;o me era l&iacute;cito fazer.<br /> Reconhe&ccedil;o hoje que te magoei com a minha insol&ecirc;ncia e desequil&iacute;brio, proporcionando-te sofrimentos desnecess&aacute;rios.<br /> Aprendi a li&ccedil;&atilde;o da dignidade, ap&oacute;s atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me atrav&eacute;s das boas a&ccedil;&otilde;es, a fim de encorajar-me a pedir-te perd&atilde;o.<br /> Reconhe&ccedil;o que &eacute; mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua v&iacute;tima.<br /> Quando o ofendido supera a situa&ccedil;&atilde;o deplor&aacute;vel, ascende no rumo da ilumina&ccedil;&atilde;o, enquanto o seu advers&aacute;rio mergulha no abismo do desequil&iacute;brio, assinalado pela culpa de que n&atilde;o se consegue libertar.<br /> Apiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da pr&oacute;pria inferioridade.<br /> Sei que n&atilde;o te ser&aacute; f&aacute;cil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> Segue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para tr&aacute;s e distendendo a m&atilde;o para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> Desejo, por&eacute;m, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclus&atilde;o, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> * * *<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer uma grande batalha dentro de n&oacute;s.<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer o orgulho que sempre, atrav&eacute;s das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> Pedir perd&atilde;o, de cora&ccedil;&atilde;o, o perd&atilde;o verdadeiro, &eacute; grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> H&aacute; humildade em tal pedido, e tamb&eacute;m sabedoria.<br /> Baixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, por&eacute;m perfect&iacute;vel, mut&aacute;vel.<br /> Se ped&iacute;ssemos perd&atilde;o mais vezes, certamente ser&iacute;amos mais felizes.<br /> O pedido de perd&atilde;o verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de n&atilde;o mais errar.<br /> No pedido de perd&atilde;o vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto &agrave;quele que gerou toda situa&ccedil;&atilde;o desastrosa entre as suas almas.<br /> Por carregar tal aspira&ccedil;&atilde;o, representa grande vit&oacute;ria do bem contra o mal.<br /> * * *<br /> Ao reconhecer nossos erros, n&atilde;o esque&ccedil;amos de pedir perd&atilde;o.<br /> Procuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e n&atilde;o mal.<br /> N&atilde;o esperemos contrapartida. A vit&oacute;ria de quem sabe pedir perd&atilde;o est&aacute; dentro de si mesmo, e n&atilde;o depende de aceita&ccedil;&atilde;o da outra parte.<br /> Reconhecer o erro; pedir perd&atilde;o; n&atilde;o errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, <br /> de Divaldo Pereira Franco, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, ed. Leal.<br /> Em 13.8.2013.</em></div>

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00