
ACOSTUMADOS DEMAIS

PODCAST · 3185 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


HÁBITO<br /> <br /> O hábito é o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina.<br /> A maioria de nós que estamos na Terra vem de incontáveis séculos nos quais viveu sem muita reflexão e nem resistência moral.<br /> Há a tendência generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria fácil viver em paz.<br /> Porque são muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> Para assegurar o que entende ser um mínimo necessário, o homem se torna egoísta e cruel.<br /> Dando vazão ao instinto da posse, cria reflexos de egoísmo, orgulho, vaidade e medo.<br /> Caminha ao sabor das influências mundanas, suscetível à opinião alheia, aos ditames da moda e da mídia.<br /> Por não refletir detidamente sobre os propósitos superiores da existência, engana-se depois do berço para se desenganar depois do túmulo.<br /> Aprisiona-se no binômio ilusão-desilusão, no qual gasta longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.<br /> Não é lícito desprezar a rotina construtiva.<br /> É por ela que o ser se levanta no espaço e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> Contudo, a evolução impõe a instituição de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de fórmulas inferiores.<br /> .<br /> Ainda hoje, no mundo, a justiça cheira a vingança e o amor tem laivos de egoísmo.<br /> Tal se dá pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas há milênios.<br /> Entretanto, a ciência da vida que jamais se esgota precisa induzir reflexões que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o próprio íntimo.<br /> Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> A automatização de hábitos dignos, pela repetição constante, liberta da dor e da decepção.<br /> Pense nisso.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> do livro Pensamento e vida, pelo Espírito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 02.09.2012</em></div>

A Dureza da Vida<br /> <br /> Sim, a vida é dura. Em tempos de supervalorização da literatura de autoajuda, em que se acredita que pensamento positivo resolve tudo e temos que agradecer simplesmente por estarmos vivos, é complicado admitir para si mesmo e para os outros que a vida é dura.<br /> Esta mensagem se destina a quem tem senso de realidade e não teme olhar para as próprias feridas. Esta mensagem se destina a quem não teme reconhecer que a vida poderia ser trocentas vezes melhor e que mesmo quando estamos bem e felizes, a vida é dura , incerta , cheia de perigos e possibilidades assustadoras. Como diz Cazuza, em uma das suas musicas, “a vida é bem mais perigosa que a morte”.<br /> Sim, existem as possibilidades agradáveis também.<br /> Viver é estar super feliz de manhã porque tivemos uma noite incrível e logo à tarde nos deparar com uma notícia péssima. Viver é estar se debulhando em lágrimas para logo em seguida ser invadido por um pensamento redentor que na salva da tristeza e desespero. Viver é estar feliz com o seu trabalho, e saber que você está desempenhando de forma eficaz e com paixão as suas tarefas, e logo em seguida, o seu chefe lhe entregar uma carta de advertência por um pequeno deslize seu.<br /> Viver é alternar estados de espírito. É passar pelo pior e pelo melhor, às vezes, numa única semana, num único dia. É ganhar e ficar com medo de perder. É perder e se sentir apaticamente tranquilo por saber que não há mais nada a perder.<br /> Viver é saber que depois dos cinquenta anos, você tem mais passado que futuro, e mesmo assim, fazer projetos para o futuro e manter o seu bom animo e otimismo.<br /> Viver é lutar diariamente. Pela sobrevivência material. Pelo amor próprio. Pelo amor da pessoa amada. E quando estamos bem de dinheiro, estamos mal no amor. E quando estamos bem no amor, estamos mal de dinheiro. E quando temos dinheiro suficiente para viver e temos a alegria do amor, nos falta saúde ou nos falta qualquer coisa que nem sabíamos que era importante para a gente quando a tínhamos.<br /> Sim, sempre uma das teclas do piano está quebrada. Sempre estamos em conflito em relação a algum tema ou à alguma pessoa ou a nós mesmos. Ou é o presente que não está bom. Ou é o futuro que nos amedronta. Ou é o passado que vem tomar com a gente um café adoçado com fel.<br /> Sofremos pelo o que aconteceu e por aquilo que também poderia ter acontecido e não aconteceu e nós queríamos que acontecesse. Sofremos até mesmo por aquilo que não aconteceu e não queríamos realmente que acontecesse.<br /> Os ufanistas acharão esta mensagem profundamente pessimista. Mas o objetivo não é fazer ninguém se deitar em posição fetal. Pelo contrário. É mostrar que a vida é isso mesmo e que se você está se sentindo confuso, triste ou sem saber o que pensar ou como agir diante de uma situação complicada, não há nada de errado com você. É isso mesmo. Esta é a vida: caótica, linda e implacável. Não se sinta culpado se fosse não consegue ser essa pessoa que os “bam bam bans” de palestras de auto ajuda pedem pra você ser.<br /> São os :“12 passos para ser um vencedor”, os “vencendo desafios e conquistando a felicidade”, os “high performance” ...que você acaba se achando um zero a esquerda. Depois de anos nos maltratando, exigindo façanhas impossíveis, melhorar a autoestima parece ser mais uma daquelas metas absurdas e no final das contas, acabar nos causando mais sofrimento.<br /> O caso é que a auto estima virou o novo produto da moda. Estão aparecendo cursos voltados pro esse assunto, reportagens na TV, matérias em revistas, Facebook...cujo intuito é vender mais um produto.<br /> A vida não tem uma formula concreta. A vida não é um manual de instrução.<br /> <br /> A vida é, apesar de tudo, um hino de louvor á você mesmo.<br /> Viva A vida.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> Redação do Pense Nisso Com base na mensagem <br /> “é preciso sobreviver à dureza da vida “de Silvia Marques .Em 01.09.2016.

EMPATIA<br /> <br /> Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:<br /> Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.<br /> Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.<br /> E como você escapou? – perguntou o jovem.<br /> Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.<br /> * * *<br /> A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.<br /> A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.<br /> A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.<br /> Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.<br /> O hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.<br /> O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.<br /> É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. <br /> * * *<br /> Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.<br /> O médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.<br /> As verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.<br /> <br /> <br /> Redação do pense nisso, com base no livro maktub, de<br /> paulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho<br /> segundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.<br /> Em 18.6.2013.

A FAMÍLIA<br /> <br /> Sabemos que é na família que está a base da construção do caráter e também a educação dos sentimentos da criança e do jovem.<br /> O lar é, por excelência, uma grande e abençoada escola, uma instituição humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irmãos para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.<br /> O processo de educação é relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e mães estão educando seus filhos, estão também crescendo individualmente.<br /> A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do caráter e o direcionamento adequado das más tendências.<br /> É então na adolescência que costumam surgir as grandes dificuldades. É nessa fase que o jovem está buscando construir a sua própria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gerações.<br /> As diferentes visões de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opiniões é necessária para o avanço e procurarmos não fazer dessas diferenças motivo de discórdia.<br /> Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua visão de mundo.<br /> Para que não ocorra essa imposição, por nenhuma das partes, deve haver muito diálogo, nos relacionamentos, objetivando a construção de uma nova visão e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.<br /> Outra questão que leva a essas divergências é a diferença de valores e interesses entre as gerações.<br /> É certo que há valores que são perenes e devem fazer parte da construção do caráter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupação útil, ética e esforço pessoal são aquisições inquestionáveis.<br /> Porém, se nos mantivermos cristalizados em nossas próprias experiências, tendemos a transferi-las para nossos filhos, não abrindo espaço para que eles desenvolvam seus próprios interesses.<br /> O tipo de educação recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opressão demais e processos de intolerância geralmente não causam resultados positivos. A flexibilidade é necessária em certos momentos.<br /> Deve-se cuidar também com a permissividade em excesso.<br /> Na busca de uma nova definição para si mesmo, o jovem passa a apresentar características que antes desconhecíamos, muitas das quais preferíamos que eles não as tivessem, mas temos que aprender a respeitá-las.<br /> É fundamental diferenciar o que é específico da personalidade do indivíduo, como os gostos e preferências, e o que precisa ser moldado e orientado. <br /> * * *<br /> Para que no lugar de um conflito entre as gerações, possamos estabelecer um encontro entre elas, é importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos.<br /> É indispensável também que o diálogo esteja sempre presente e que as concessões ocorram quando necessário.<br /> Mas sobretudo, o que deve prevalecer é o amor, traduzido na expressão de cuidado e afeto.<br /> Pensemos nisso.

Rogativa do culpado<br /> <br /> <br /> Caro amigo:<br /> Desejo pedir-te perdão pelo mal que te fiz.<br /> Infelizmente, naquela ocasião, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que não me era lícito fazer.<br /> Reconheço hoje que te magoei com a minha insolência e desequilíbrio, proporcionando-te sofrimentos desnecessários.<br /> Aprendi a lição da dignidade, após atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me através das boas ações, a fim de encorajar-me a pedir-te perdão.<br /> Reconheço que é mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua vítima.<br /> Quando o ofendido supera a situação deplorável, ascende no rumo da iluminação, enquanto o seu adversário mergulha no abismo do desequilíbrio, assinalado pela culpa de que não se consegue libertar.<br /> Apiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da própria inferioridade.<br /> Sei que não te será fácil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> Segue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para trás e distendendo a mão para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> Desejo, porém, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclusão, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> * * *<br /> Pedir perdão é vencer uma grande batalha dentro de nós.<br /> Pedir perdão é vencer o orgulho que sempre, através das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> Pedir perdão, de coração, o perdão verdadeiro, é grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> Há humildade em tal pedido, e também sabedoria.<br /> Baixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, porém perfectível, mutável.<br /> Se pedíssemos perdão mais vezes, certamente seríamos mais felizes.<br /> O pedido de perdão verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de não mais errar.<br /> No pedido de perdão vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto àquele que gerou toda situação desastrosa entre as suas almas.<br /> Por carregar tal aspiração, representa grande vitória do bem contra o mal.<br /> * * *<br /> Ao reconhecer nossos erros, não esqueçamos de pedir perdão.<br /> Procuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e não mal.<br /> Não esperemos contrapartida. A vitória de quem sabe pedir perdão está dentro de si mesmo, e não depende de aceitação da outra parte.<br /> Reconhecer o erro; pedir perdão; não errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solução, <br /> de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.<br /> Em 13.8.2013.

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA<br /> <br /> Há cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se célebre no ambiente de rádio e telejornalismo americanos.<br /> Tratava-se da fala do âncora Edward Murrow sobre rádio e televisão.<br /> As transmissões de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam à tona muitas discussões no que dizia respeito à programação, e ao objetivo dessa nova mídia na época.<br /> Na ocasião, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> Afirmou que, se dentro de meio século, historiadores analisassem vídeos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decadência, escapismo e alienação das realidades do mundo que vivemos.<br /> No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do rádio e da TV fosse usado de maneira danosa à sociedade e à cultura.<br /> Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> Disse ele: Este veículo pode ensinar, iluminar. Sim, pode até inspirar. Mas só pode fazê-lo se os seres humanos estiverem determinados a usá-lo para estes fins.<br /> De outro modo – acrescentava ele – são meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> O âncora ainda acrescentou: Há uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignorância, a intolerância e a indiferença. Esta arma, a televisão, poderia ser útil.<br /> * * *<br /> Meio século se passou, e como estamos em relação a essa questão no mundo?<br /> A televisão passou a fazer parte da vida diária de bilhões de pessoas.<br /> Porém, será que está sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> Será que colocamos essas descobertas da ciência, as novas facilidades na obtenção de informação, rapidez de comunicação, a serviço de nossa evolução moral?<br /> Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> É importante que reflitamos.<br /> Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ciências, da tecnologia, do conhecimento, com um único fim: o nosso crescimento moral.<br /> São instrumentos que facilitam a vida material do homem – ou, deveriam facilitar – para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> A verdade é que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou veículo de alienação, de escapismos.<br /> E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda está vazia, perdida.<br /> Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se não estamos alimentando uma indústria de inutilidades mil.<br /> A mudança desse panorama virá de cada um de nós, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunicação devem ser veículos do bem.<br /> É tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 10.12.2014.

PENSANDO NA MORTE<br /> <br /> Nós, seres humanos, somos de raças e cores diferentes. Temos múltiplas formas de nos expressar, através da linguagem e da diversidade dos costumes.<br /> Em matéria de crença religiosa, filiamo-nos àquela que melhor nos fale ao coração.<br /> Somos de graus variados em intelecto, posição social e sentimentos.<br /> Mas, se há um verdadeiro ponto comum para todos nós, esse se chama morte.<br /> Todos estamos fadados a ela e, de forma paradoxal, é com o que menos nos preocupamos.<br /> Planificamos nossa vida como se esta jamais fosse findar. Criamos rixas e desavenças com pessoas e nações, disputando coisas passageiras, sem nos darmos conta de que tudo ficará aqui, na Terra, quando chegar nossa hora de partir.<br /> Acumulamos bens e trabalhamos muito além da conta, para encher cofres e contas bancárias, sem pensar que isso somente vale enquanto estamos por aqui.<br /> Enfim, vivemos como se a carne fosse imortal e a morte nunca nos houvesse de alcançar.<br /> Para quase todos, aliás, falar em morte equivale a algo lúgubre, tenebroso.<br /> Um conceito que foi fabricado especialmente pela grande noite da Idade Média, com suas superstições e fanatismo, envolveu a morte em terríveis sombras, vestindo-a de pavor.<br /> As carpideiras, as vestes negras e roxas, as cerimônias macabras, tudo dava a impressão de horror e desalento em referência à morte.<br /> É hora de retornar às fontes primitivas. Com a certeza da continuação da vida, a morte passará a ser recebida com serenidade.<br /> Morrer deixará de ser tragédia. Será, sim, o mecanismo que facilitará o renascimento em outra esfera, no Mundo Espiritual.<br /> Sigamos, pois, na sua direção, com tranquilidade e sem temor.<br /> Redação do Pense Nisso com base no cap. 29, do<br /> livro Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de<br /> Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 2.11.2012.<br />