
TELHA DE VIDROS

PODCAST · 3185 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


OH, COMO EU A AMEI<br /> <br /> O padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar:<br /> - “Oh, como eu a amei!”<br /> Seu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados.<br /> Seus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai.<br /> Está certo, papai; nós entendemos.<br /> O velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local.<br /> Todos, exceto o velho homem.<br /> - “Oh, como eu a amei!” Gemeu ruidosamente.<br /> Sua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou.<br /> -“Como eu a amei!”<br /> Aquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: “eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora.”<br /> Todos devemos ir e continuar nossa vida.<br /> “Oh, como eu a amei!” Disse novamente o velho homem ao padre.<br /> “Você não faz idéia...”<br /> “Eu quase disse isso a ela, uma vez...”<br /> <br /> ***<br /> <br /> Incontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa.<br /> São esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos.<br /> No momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde...<br /> Para que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos.<br /> Diga ao seu filho o quanto você o ama.<br /> Fale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração.<br /> Confidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada.<br /> Não esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura.<br /> Abrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios.<br /> Confesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar.<br /> Às vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham.<br /> <br /> Pense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente.<br /> Equipe de Redação do Pense Nisso, com base em texto intitulado "Oh, how i loved her", de Hanonch Mccarty, encontrável na página:<br /> http:www.tribuneindia.com/200320030427spectrumlessons.htm<br /> Em 09.07.2012

A procura da felicidade<br /> <br /> Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso.<br /> Mas, afinal, o que é a felicidade?<br /> A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.<br /> Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esforços para conquistá-la.<br /> Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.<br /> Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa.<br /> No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz.<br /> Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário.<br /> Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias.<br /> Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.<br /> Foi narrada por uma moça que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carroça.<br /> Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..<br /> Isso é que deve ser infelicidade!<br /> Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:<br /> O senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses...<br /> Confessa ela que o homem fê-la mudar a paisagem íntima, ao responder entusiasmado:<br /> Não, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça.<br /> Tenho força, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora.<br /> * * *<br /> Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.<br /> A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, à felicidade plena.<br /> Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance.<br /> * * *<br /> Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.<br /> A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar.<br /> A oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho...<br /> A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós.<br /> Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em história <br /> publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997...<br /> Em 19.06.2012.

<strong> Grandeza da renúncia</strong><br /> <br /> Alberto Dürer, o excelente pintor alemão, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um núcleo de maior cultura.<br /> Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo.<br /> Porque não dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura.<br /> Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria também a estudar.<br /> Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: Não. Eu sou mais velho e já tenho emprego no restaurante.<br /> Dessa forma, graças à disposição do amigo, Dürer começou a estudar e a pintar.<br /> Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu à escola.<br /> Percebeu, porém, que a atividade rude lhe destruíra a sensibilidade táctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de Dürer.<br /> Dotado de sentimentos nobres, renunciou à carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos.<br /> Numa noite em que Dürer voltou ao estúdio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo cômodo.<br /> A luz alumiava duas mãos postas em atitude de prece.<br /> Era o amigo, ajoelhado, que rogava bênçãos para o companheiro triunfar na pintura.<br /> O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou à posteridade como Estudo para as mãos de um Apóstolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena.<br /> * * *<br /> E nós ouvintes, será que somos capazes de viver tal grau de renúncia?<br /> Em dias em que a competição nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, senão não somos ninguém – será que já descobrimos o caminho seguro da renúncia?<br /> A renúncia é a emoção dos Espíritos superiores transformada em bênçãos pelo caminho dos homens.<br /> Quem renuncia estabelece, para o próximo, a diretriz do futuro em clima de paz.<br /> A renúncia é melhor para quem a oferta.<br /> Poder ceder, quando é fácil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe está ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, são expressões elevadas da renúncia que dá à vida um sentido de significativa grandeza.<br /> Felizes aqueles que hoje cedem para amanhã receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar.<br /> Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratidão da vida pelo que recebe.<br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. 8, do livro Receitas de paz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 04.10.2012.</em></div>

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA<br /> <br /> Na França, ele foi um dos mais ardorosos adeptos do romantismo. Foi membro da Academia Francesa e chamado de Leão das tulherias, em razão do seu espírito combativo.<br /> No Brasil, influenciou escritores e poetas como Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar e Casimiro de Abreu.<br /> Idealista, não se atemorizava pelas consequências das suas iniciativas. Foi defensor dos excluídos e sua obra é farta em demonstrar as injustiças sociais do seu tempo.<br /> Falamos do poeta, escritor e jornalista Victor Hugo. Pois essa figura ímpar, quando tinha onze anos, escreveu estes versos: Eu tive em minha loira infância ah, tão efêmera, três mestres: um jardim, um velho padre e minha mãe...<br /> Tem fundamento semelhante afirmativa. O jardim deve ter sido o da casa onde habitou, na capital francesa, quando criança.<br /> O contato com a natureza lhe moldou a observação minuciosa que o transformaria em um escritor detalhista.<br /> Olhando a grama crescer no jardim, aprendeu a abençoar a chuva generosa e o sol que assim a fazia brotar viçosa.<br /> Observando as formigas minúsculas transitando pelas alamedas, transportando seus tesouros para o formigueiro, aprendeu a respeitar os pequenos, dos quais jamais se esqueceria.<br /> O velho padre, do convento próximo de sua casa, com certeza foi quem lhe ministrou as lições do Evangelho de Jesus. Lições que ele aprendeu muito bem: amor ao próximo, compaixão para com a dor alheia, igualdade de direitos, justiça.<br /> Dos lábios maternos recebeu as primeiras lições de Deus, Pai generoso e bom.<br /> Victor Hugo passou com sua mãe a maior parte da infância porque o pai, um militar, sempre estava longe, em serviço.<br /> Ela o instruiu a respeito da vida imortal do Espírito. Certeza que ele tinha e que o levou a escrever a um amigo, cuja esposa desencarnara:<br /> Caro Lamartine, uma grande desgraça vos fere. Necessito pôr meu coração junto do vosso.<br /> Eu venerava aquela que amáveis. Vosso alto Espírito vê além do horizonte. Percebeis distintamente a vida futura.<br /> Não é a vós que se precisa dizer: Esperai. Sois daqueles que sabem e esperam.<br /> Ela é sempre vossa companheira, invisível, mas presente. Perdestes a esposa, mas não a alma.<br /> Esse é o discurso de quem é amigo, de quem crê na Imortalidade e distribui esperanças.<br /> Discurso de quem viveu na natureza, foi alimentado pelo Evangelho de Jesus e a doçura de um coração materno.<br /> * * *<br /> Todo investimento educativo na infância frutificará positivamente, ofertando às nações homens dignos e cidadãos honrados.<br /> Se à educação se acrescentar o ensino do Evangelho de Jesus, que é a condução do Espírito imortal para os verdadeiros objetivos da vida, que transcendem a materialidade, então poderemos ficar tranquilos.<br /> Isso nos permitirá ter a certeza de que o mundo do amanhã se constituirá de governantes corretos, executivos responsáveis, pais e mães de família exemplares, enfim, homens de bem.<br /> Invistamos na infância.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo Duas naus, um<br /> capitão..., da revista Reformador, de fevereiro de 2001, ed. Feb.<br /> Em 12.12.2012.<br />

APENAS O ESSENCIAL<br /> <br /> Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que já vivi até agora.<br /> Eu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> Então, não tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> Eu não quero reuniões, em que desfilam egos inflamados.<br /> Inquieto-me com os invejosos, cobiçando lugar de quem eles admiram.<br /> Eu já não tenho tempo para conversas inúteis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> Eu já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> Eu detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos.<br /> Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus tropeços. Quero viver ao lado de pessoas que não se encanta com os seus triunfos, não se considera eleita, antes da hora.<br /> Quero viver ao lado de gente que não foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> <br /> É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da angústia e do medo do desconhecido.<br /> Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo.<br /> Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> Nós, humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes.<br /> Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver.<br /> Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranquilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> É contraditório, mas é preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: "Neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo."<br /> Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa "ter consciência do processo da vida".<br /> Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes.<br /> Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser.<br /> Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros.<br /> Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma.<br /> Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> <div style=''text-align: right;''><br /> <em>Redação do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimarães, do Centro Universitário Positivo - UNICENP.<br /> Em 04.01.2015.</em></div> <br />

<strong> E já é Ano Novo, outra vez</strong><br /> <br /> <br /> Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...<br /> É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano.<br /> Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novoperíodo convencional de um ano reinicia.<br /> Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?<br /> Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados.<br /> Ano Novo deve ter um significado especial.<br /> Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.<br /> Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.<br /> Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.<br /> Sair mais com as crianças, não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.<br /> Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.<br /> Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.<br /> Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.<br /> Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?<br /> Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.<br /> Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário!<br /> Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.<br /> Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.<br /> E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.<br /> Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.<br /> Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.<br /> Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.<br /> Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.<br /> Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.<br /> Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.<br /> Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.<br /> Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!<br /> A todos que estiveram ao nosso lado em 2014, agradecemos e renovamos, a nossa amizade para 2015. Que seja um ano bem “Easy” para todos nós.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 24.12.2014.<br />

<strong> Desejo, Vontade e Felicidade</strong><br /> <br /> Nesta edição do Pense Nisso, vamos nos dedicar aos nossos desejos, vontades e felicidades...o que é propicio para essa época de fim de ano. Quando os nossos desejos e vontades, estão aflorados.<br /> <br /> E pra falar sobre os desejos e vontades , e consequentemente, da pretensa felicidade, convocamos o filosofo alemão Immanuel Kant.<br /> O pensador, em sua obra “Crítica da Razão Pura”, nos contempla com uma profunda análise moral e distintiva de desejo e vontade; e convida-nos à reflexão sobre as nossas escolhas. <br /> Desejo é tudo o que emerge do pensamento, sem que se possa controlar; é o impulso instintivo, é a avidez pelo prazer das sensações. <br /> Vontade é a ação regida pela razão, independentemente da corrente dos desejos, ou seja, é o uso da razão para deliberar escolhas. Muito diferente de desejo, vontade é o saber materializado em conduta; é tudo o que o pensamento produz para se sobrepor aos instintos, a fim de viver melhor. Em suma, Vontade é o controle dos nossos Desejos cegos e sem limites.<br /> A vontade percebe que, apesar do desejo, é possível viver na contramão dos instintos. A isso chamamos liberdade, que é quando adquirimos a competência deliberativa sobre as próprias inclinações. Sou livre quando, ao perceber os meus desejos, consigo agir racionalmente, contrariando o que sugerem meus impulsos.<br /> A moral não é uma vigilância castradora, mas um olhar sobre si mesmo; é um lugar na mente onde a reflexão impõe os limites que imperam a conduta. <br /> No entanto, se nós não conhecermos as nossas fraquezas, seremos escravos dos nossos desejos.<br /> O que difere o homem dos outros animais é a sua capacidade de pensar para agir, de modo que aquele que se conduz pelos seus instintos e inclinações, aproxima-se da animalidade; mas aquele que age pela via da razão aproxima-se de sua destinação moral. E aqui não falamos da moral teológica, que é dogmática. E sim, falamos da moral indulgente, flexível e condescendente.<br /> Ao entender a felicidade como acúmulo de desejos saciados, o homem tende a priorizar a busca pelos prazeres dos sentidos e das vaidades, sem perceber que quanto mais se sacia um prazer biológico ou vaidoso, mais extravagantes e intensos estes prazeres terão de ser futuramente, a fim de se obter o mesmo nível de satisfação. Usemos como a analogia, a cocaína; que para produzir o mesmo efeito de felicidade, é necessário aumentar a dose.<br /> A fase da vontade surge, frequentemente, quando os excessos dos desejos atendidos, resulta em adoecimento físico e psicológico. Observando o comportamento humano na sociedade atual percebemos que a maioria necessita do sofrimento para compreender que a saciação de desejos não representa um estado real de felicidade ao longo do tempo.<br /> Por isso que no mundo dos famosos e dos bem servidos financeiramente, vemos tantos descaídos em depressões, que, em alguns casos, acabam em suicídios.<br /> É importante, que quando o sentimento de total insatisfação nos aflige, busquemos a compreensão de nós mesmos. Libertos da prisão dos desejos que nos faz sofrer, conquistamos a liberdade, balizada na razão.<br /> Num mundo caótico, caracterizado somente pelo desejo do poder, dinheiro e fama, o preço final é a infelicidade.<br /> Mas quando usamos da nossa vontade, que é a razão inclinada ao aprendizado ético-moral, nos trará, por consequência, a serenidade, o equilíbrio e a felicidade.<br /> Por isso, nesse novo ano, tenhamos mais vontades... para controlar os nossos desejos.<br /> Pense nisso...e tenha um feliz ano novo.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base<br /> na aula do professor Clovis de Barros Filho e<br /> na obra de Immanuel Kant ““A Crítica da Razão Pura”<br /> Em 26.12.2018<br />