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PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A INGRATIDÃO
7 Mai 20203:12EP 1265

A INGRATIDÃO

&nbsp;A INGRATID&Atilde;O&nbsp;<br /> <br /> Muitos de n&oacute;s j&aacute; sofremos o gosto amargo da ingratid&atilde;o, n&atilde;o &eacute; verdade amigo ouvinte?<br /> <br /> &Eacute; uma atitude louv&aacute;vel acudir o semelhante na hora da dificuldade &mdash; louv&aacute;vel e necess&aacute;rio.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s nesta vida est&aacute; livre de um momento ruim. Nenhum de n&oacute;s nesta vida pode garantir que jamais precisar&aacute; de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Al&eacute;m do mais, seria muita crueldade vermos algu&eacute;m no fundo do po&ccedil;o e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio n&atilde;o fosse da nossa conta.<br /> <br /> No entanto, o troco que &agrave;s vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no m&iacute;nimo, pensativos. C&aacute; entre n&oacute;s: h&aacute; pessoas t&atilde;o ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a m&atilde;o.<br /> <br /> Muitas vezes, tiramos de n&oacute;s mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa f&eacute; no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libert&aacute;-la de um embara&ccedil;o, livr&aacute;-la do abismo. &Agrave;s vezes, comprometemos at&eacute; mesmo nossa seguran&ccedil;a, suportamos cr&iacute;ticas, enfrentamos cara feia e resist&ecirc;ncia, tudo para defender e ajudar algu&eacute;m que, na nossa opini&atilde;o, &eacute; merecedor daquele sacrif&iacute;cio.<br /> <br /> Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos algu&eacute;m em dificuldade, n&atilde;o estamos, evidentemente, visando retribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; natural de uma pessoa sens&iacute;vel querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situa&ccedil;&otilde;es ingratas que a vida tantas vezes imp&otilde;e.<br /> <br /> Mas, embora n&atilde;o sejamos ca&ccedil;adores de recompensa, como &eacute; triste vermos algu&eacute;m que ajudamos num momento dif&iacute;cil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada d&oacute;i mais do que a ingratid&atilde;o.<br /> <br /> Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para ca&ccedil;ar, ela decidiu cortar peda&ccedil;os de sua pr&oacute;pria carne para dar de comer &agrave;s crian&ccedil;as, at&eacute; que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, n&atilde;o chegou. Mutilada e j&aacute; sem for&ccedil;as, a pobre m&atilde;e acabou morrendo. Um dos meninos ent&atilde;o comentou com o outro: &ldquo;ainda bem. Eu j&aacute; estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...&rdquo;<br /> <br /> Por essas e outras, &eacute; que o escritor americano do s&eacute;culo 19 mark twain,disse um dia: &ldquo;se apanhares um c&atilde;o faminto e lhe deres comida, ele jamais te morder&aacute;: eis a principal diferen&ccedil;a entre um cachorro e um ser humano... <br /> <br /> <em>Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita.<br /> Em 08.4.2014</em><br />

OS INVISÍVEIS
6 Mai 20203:56EP 1264

OS INVISÍVEIS

OS INVISIVEIS<br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> H&aacute; aqueles que afirmam depositar sua confian&ccedil;a somente naquilo que enxergam os olhos, que as m&atilde;os tocam e que ouvem os ouvidos.<br /> Todavia, s&atilde;o irrefut&aacute;veis as provas cient&iacute;ficas de que h&aacute; uma gama de seres em nosso entorno, invis&iacute;vel aos nossos olhos e sentidos prim&aacute;rios mas que, em rela&ccedil;&atilde;o constante conosco, exerce pleno exerc&iacute;cio de influencia&ccedil;&atilde;o sobre o nosso cotidiano.<br /> Tal &eacute; o caso, por exemplo, do universo microsc&oacute;pico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, s&atilde;o respons&aacute;veis por uma s&eacute;rie de rea&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas em nosso organismo.<br /> A verdade &eacute; que o invis&iacute;vel existe. Todavia, se aperfei&ccedil;oarmos nosso olhar, ele pode tornar-se vis&iacute;vel. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem...<br /> * * *<br /> Somos todos invis&iacute;veis. Nossa presen&ccedil;a n&atilde;o faz diferen&ccedil;a para ningu&eacute;m, apenas para aqueles que passam por n&oacute;s e sentem medo ou raiva.<br /> Acham que todos somos ociosos, mas est&atilde;o enganados. Eu sou um homem de bem, de fam&iacute;lia, estou aqui de passagem.<br /> Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso peri&oacute;dico de circula&ccedil;&atilde;o nacional, por um homem que vive nas ruas h&aacute; dois anos, em mendic&acirc;ncia.<br /> Por vergonha, ele preferiu n&atilde;o se identificar.<br /> Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da fam&iacute;lia e at&eacute; mesmo do poder p&uacute;blico.<br /> S&atilde;o os invis&iacute;veis sociais.<br /> S&atilde;o moradores de rua, catadores de papel. S&atilde;o garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros.<br /> Irm&atilde;os nossos, esp&iacute;ritos em evolu&ccedil;&atilde;o, seres humanos com hist&oacute;rias de vida, sentimentos, fragilidades, aspira&ccedil;&otilde;es, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, s&atilde;o simplesmente ignorados, como se n&atilde;o existissem.<br /> Durante seu doutorado, como parte do est&aacute;gio de uma das disciplinas que cursava, o psic&oacute;logo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de S&atilde;o Paulo.<br /> Em sua experi&ecirc;ncia, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, n&atilde;o conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso.<br /> Isto n&atilde;o significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psic&oacute;logo. Era pior: simplesmente eu n&atilde;o estava l&aacute;. As pessoas n&atilde;o me viam, n&atilde;o olhavam para mim. Era como n&atilde;o ser.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> Acredita que existem milh&otilde;es de pessoas, em todo o mundo, que s&atilde;o invis&iacute;veis?<br /> Um bom dia, um sorriso, um aperto de m&atilde;o, um ol&aacute;, tudo bem? s&atilde;o formas de materializ&aacute;-las e torn&aacute;-las tang&iacute;veis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e ego&iacute;smo.<br /> Pensemos nisso .<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem do site http://g1.globo.com<br /> e experi&ecirc;ncia relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos <br /> acessados em 4.11.2015.<br /> Em 07.3.2016.</span><br />

NÃO VENHA ROUBAR MINHA SOLIDÃO, SE NÃO TIVER ALGO MAIS VALIOSO PARA OFERECER EM TROCA
30 Abr 20205:01EP 1263

NÃO VENHA ROUBAR MINHA SOLIDÃO, SE NÃO TIVER ALGO MAIS VALIOSO PARA OFERECER EM TROCA

<strong>&nbsp;N&atilde;o venha roubar minha solid&atilde;o, se n&atilde;o tiver algo mais valioso para oferecer em troca.</strong><br /> <br /> O titulo do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filosofo alem&atilde;o Friedrich Nietzsche, conhecido como o &ldquo;filosofo da afirma&ccedil;&atilde;o da vida&rdquo;.<br /> Nos tempos atuais, tempos de vidas liquidas, onde tudo &eacute; descart&aacute;vel, as pessoas se agarram cada vez mais na solid&atilde;o. E tem na solid&atilde;o como um estilo de vida positivo.<br /> Dias desses, numa enquete feita por um programa radiof&ocirc;nico, fi feita a seguinte pergunta: - Voc&ecirc; acha que &eacute; poss&iacute;vel ser feliz vivendo sozinho?<br /> Pelas respostas percebemos que a solid&atilde;o, nos dias de hoje, seja mais atraente do que imaginamos.<br /> Pessoas diziam que: &ldquo;Com tanta gente f&uacute;til que nos cerca, solid&atilde;o est&aacute; mais para um rem&eacute;dio&rdquo;<br /> Haviam aqueles que opinavam dizendo que; &ldquo;a solid&atilde;o &eacute; luxo, nos dias atuais.<br /> Muitos afirmavam que, preferem a solid&atilde;o como um modo de se protegerem da inf&acirc;mia do politicamente correto. Onde voc&ecirc; corre o risco de ser processado por dizer &quot;Oi&rdquo;,que pode ser acusado de ass&eacute;dio ou estupro.E arrematam: &ldquo;&Eacute; melhor viver num casulo,do que ter uma dor de cabe&ccedil;a explicando o inexplic&aacute;vel.<br /> O que fica claro, diante dessas afirma&ccedil;&otilde;es, &eacute; que a solid&atilde;o se tornou uma amiga protetora para a nossa sociedade que tudo &eacute; t&atilde;o liquido, que v&ecirc; no relacionamento interpessoal, como um problema que somente a solid&atilde;o resolve!<br /> <br /> Se perguntar para alguns homens, porque n&atilde;o se casam e constituem uma fam&iacute;lia, eles respondem: prefiro um pet, que num prov&aacute;vel divorcio, n&atilde;o leva metade dos meus bens e nem me processa.<br /> Muitas mulheres diziam que preferem uma vida de solid&atilde;o do que ter que conviver com pessoa machista, controladora e sofrer viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. O que est&atilde;o corretas.<br /> Ser&aacute; que as redes sociais tem ajudado pra esse processo de individualiza&ccedil;&atilde;o da sociedade e esse apego t&atilde;o grande pela solid&atilde;o?<br /> &Eacute; l&aacute;, nas redes sociais, que vivemos a fantasia de sermos o que n&atilde;o somos. Garantimos o nosso momento de sermos aquilo que todos querem que sejamos. S&oacute; n&atilde;o podemos ser aquilo, que de fato, queremos ser. <br /> A solid&atilde;o se tornou a nossa amiga. Porque &eacute; ela que, aparentemente, nos oferece a prote&ccedil;&atilde;o. Parece, que &eacute; na solid&atilde;o que encontramos a nos mesmos. Na solid&atilde;o, nos permitimos tirar as mascaras que precisamos usar para agradar as pessoas da nossa igreja, da nossa fam&iacute;lia, as pessoas que trabalham conosco e que exigem de n&oacute;s uma vida que elas querem que vivamos. E n&atilde;o uma vida que seja uma op&ccedil;&atilde;o nossa; com os acertos e erros. E aqueles de n&oacute;s que ousamos viver segundo as nossas covic&ccedil;&otilde;es, corremos o risco de sermos taxados de machistas, feministas, esquerdistas, direitistas, marxistas, fascistas... e outros &ldquo;istas&rdquo;. Talvez, a solid&atilde;o seja o melhor rem&eacute;dios para uma condi&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica que assola o mundo: a normose.<br /> Mas, o que &eacute; a normose? <br /> Normose &eacute; um conceito que se refere a normas, cren&ccedil;as e valores sociais que causam ang&uacute;stia e podem ser fatais, em outras palavras, normose &eacute; um conjunto de &quot;comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte&quot;<br /> Mas, isto &eacute; um assunto para outro dia...para um outro Pense Nisso..<br /> ***<br /> E quanto a frase de Nietzsche, que diz &quot;N&atilde;o venha roubar minha solid&atilde;o, se n&atilde;o tiver algo mais valioso para oferecer em troca&rdquo; -Vamos oferecer algo mais valioso em troca:<br /> Ofere&ccedil;amos em troca, aquelas coisas, entre aspas, &ldquo;antiquadas&rdquo;. Como por exemplo: as visitas entre amigos, com os intermin&aacute;veis bate-papos, que hoje se extinguiram, gra&ccedil;as a dispositivos tecnol&oacute;gicos que permitem contatos na nossa aldeia global, sem sair da frente de um visor;<br /> . Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto &agrave; natureza s&atilde;o atos a que todos podemos nos propor.<br /> Para espantar a solid&atilde;o existem f&oacute;rmulas especiais e muito f&aacute;ceis. Basta programar-se e convidar amigos para o final de semana.<br /> Abrir o lar para um encontro simp&aacute;tico, sem a exagerada preocupa&ccedil;&atilde;o de servir petiscos muito elaborados, que demandam tempo enorme no seu preparo, quando o tempo deve ser dispensado aos que elegemos para estarem conosco, algumas horas.<br /> Aprendamos a desfrutar da companhia do outro. Deus criou o homem para viver em sociedade. No contato humano &eacute; que burilamos experi&ecirc;ncias e sentimentos, aprendendo a disciplina do pr&oacute;prio proceder.<br /> E, se acaso, formos daquelas criaturas que afirmamos n&atilde;o ter amigos, colegas ou seja quem for para recepcionar ou visitar, h&aacute; muitos seres no mundo, sem ningu&eacute;m. Crian&ccedil;as que foram abandonadas e que precisam de um lar e de afeto.<br /> H&aacute; os que temem assumir a responsabilidade de ado&ccedil;&atilde;o plena. Contudo, por que n&atilde;o lhes dispensar algumas horas de carinho por semana?<br /> Preparemos o lar, com brinquedos, alguns pratos diferentes, saborosos e repletemos a alma de felicidade, doando amor.<br /> A mais expressiva t&eacute;cnica para espantar a solid&atilde;o &eacute; dispor-se a amar. E h&aacute; tantos que esperam pela nossa disposi&ccedil;&atilde;o de amar!<br /> Se temermos buscar em institui&ccedil;&otilde;es que abrigam esses pequenos, por qualquer quest&atilde;o pessoal que ainda n&atilde;o consigamos vencer, olhemos ao redor.<br /> N&atilde;o haver&aacute;, perto de n&oacute;s, crian&ccedil;as solit&aacute;rias e tristes, que anseiem por um gesto de carinho?<br /> O mundo aguarda nosso amor. Espanquemos as nuvens espessas da solid&atilde;o em que nos abrigamos e comecemos a ser felizes, fazendo algu&eacute;m feliz, porque o amor somente beneficia a quem ama.<br /> Portanto, vamos viver uma vida menos liquida e parar de solicitar que a solid&atilde;o seja s&oacute;lida.<br /> Pense Nisso, mas pense agora<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 12.04.2019.</em></div> <br /> <br />

O EXEMPLO DE JOÃO CARLOS
29 Abr 20204:27EP 1262

O EXEMPLO DE JOÃO CARLOS

<strong>&nbsp;O Exemplo de Jo&atilde;o Carlos</strong><br /> <br /> A capacidade do ser humano de superar adversidades &eacute; inacredit&aacute;vel. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda n&atilde;o descobriu tudo de que &eacute; capaz.<br /> Tamb&eacute;m nos servem de exemplos para nossas pr&oacute;prias vidas. Um desses &eacute; o pianista Jo&atilde;o Carlos Martins.<br /> Come&ccedil;ou a estudar piano aos oito anos de idade. Ap&oacute;s nove meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach, de S&atilde;o Paulo. Um prod&iacute;gio.<br /> Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo.<br /> Dedicou-se &agrave; obra de Bach.<br /> No auge da fama, sofreu um grande rev&eacute;s. Jogando futebol, sua outra paix&atilde;o al&eacute;m da m&uacute;sica, caiu sobre o pr&oacute;prio bra&ccedil;o. O acidente o privou dos movimentos da m&atilde;o.<br /> Para qualquer pessoa, uma trag&eacute;dia. Para ele, um desastre total. Mas n&atilde;o se deu por vencido.<br /> Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sess&otilde;es de fisioterapia, inje&ccedil;&otilde;es na palma da m&atilde;o.<br /> E voltou ao piano e &agrave;s melhores salas de concerto. Com dor e com paix&atilde;o.<br /> Mas a persist&ecirc;ncia de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, v&iacute;tima de um assalto na Bulg&aacute;ria, foi violentamente agredido.<br /> Como consequ&ecirc;ncia, teve afetado o movimento de ambas as m&atilde;os.<br /> Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou &agrave;s salas de cirurgias e &agrave; fisioterapia.<br /> Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das les&otilde;es venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas m&atilde;os.<br /> Era o fim de um pianista.<br /> Afastou-se do piano, n&atilde;o da sua grande paix&atilde;o, a m&uacute;sica.<br /> Aos sessenta e tr&ecirc;s anos de idade, ele foi estudar reg&ecirc;ncia. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de C&acirc;mara, em Londres.<br /> Em um concerto, em S&atilde;o Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor.<br /> Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a p&aacute;gina da partitura.<br /> A plateia rompeu em aplausos.<br /> Mas Jo&atilde;o Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o p&uacute;blico, naquela noite.<br /> Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas tr&ecirc;s dedos que lhe restaram, ele tocou uma pe&ccedil;a de Bach.<br /> A &aacute;ria da quarta corda foi originalmente escrita para violino. &Eacute; uma pe&ccedil;a musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia.<br /> Bom, Martins a executou ao piano com tr&ecirc;s dedos.<br /> E, embora n&atilde;o fosse a sua inten&ccedil;&atilde;o, a impress&atilde;o que ficou no ar &eacute; que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de Jo&atilde;o Carlos Martins.<br /> * * *<br /> Como Martins, existem muitos exemplos.<br /> Criaturas que t&ecirc;m danificado seu instrumento de trabalho e d&atilde;o a volta por cima, n&atilde;o se entregando &agrave; adversidade.<br /> Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audi&ccedil;&atilde;o e, nem por isso deixando de compor.<br /> De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla defici&ecirc;ncia a conseguir um t&iacute;tulo universit&aacute;rio.<br /> Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.<br /> Pense nisso e n&atilde;o se deixe jamais abater porque a adversidade o abra&ccedil;a.<br /> Pense: voc&ecirc; a pode vencer. Ven&ccedil;a-a.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na<br /> biografia de Jo&atilde;o Carlos Martins, colhida em<br /> pt.wikipedia.org.wiki/Jo&atilde;o_Carlos_Martins.<br /> Em 18. 11.2017.<br />

EU ME TORNAR AMOR
28 Abr 20204:21EP 1261

EU ME TORNAR AMOR

&nbsp;Eu me tornar amor<br /> <br /> Nenhum p&aacute;ssaro jamais saber&aacute; cantar, se a m&uacute;sica n&atilde;o existir em mim.<br /> Nenhum por do sol, nem a voz da crian&ccedil;a, a chuva, o abra&ccedil;o, a presen&ccedil;a, nada carregar&aacute; nenhum tipo de beleza se, em minha interioridade, predominar a escurid&atilde;o. <br /> <br /> N&atilde;o haver&aacute; luz que ilumine o caminho, esperan&ccedil;a em noites dif&iacute;ceis, serenidade para escolhas de paz, calma para enxergar com isen&ccedil;&atilde;o, sabedoria para discernir os dias, significado para projetar nos acontecimentos, sem que eu perceba que &eacute; dentro, em mim, onde moram todas as coisas.<br /> <br /> As montanhas ser&atilde;o apenas ac&uacute;mulos de terra, ou pedra e nada mais. Os oceanos, nada al&eacute;m de muita &aacute;gua e as flores, sem beleza, sem perfume, sem diversidade, n&atilde;o passar&atilde;o de caprichos da natureza, se, antes, em mim, n&atilde;o houver um extenso jardim, com montanhas formadas pelos aclives e declives da exist&ecirc;ncia, oceanos que me refrescam, me arejam, me espantam com seus estrondos que somente eu posso ouvir.<br /> <br /> Amor ser&aacute; sin&ocirc;nimo de fraqueza, de esp&iacute;rito pobre, amedrontado e servil. Jamais passar&aacute; de t&iacute;tulo de m&uacute;sica popular, inspira&ccedil;&atilde;o de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implica&ccedil;&otilde;es de responder as demandas da vida em amor. Amor ser&aacute; apenas uma palavra a&ccedil;ucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto n&atilde;o estiver claro que s&oacute; posso experiment&aacute;-lo quando de fato eu me tornar amor.<br /> <br /> Deus? O que ser&aacute; Deus al&eacute;m do chefe da religi&atilde;o, do &quot;cara l&aacute; de cima&quot;, fora, desconectado, cruel, mau, manipulador que se diverte com o sofrimento alheio, alienado enquanto ignora a pobreza, a fome, o abandono de seus filhos? Enquanto nos alimentarmos de nossas teologias, tentarmos encaixotar o que n&atilde;o cabe em nenhum lugar, a n&atilde;o ser no universo que somos n&oacute;s. <br /> <br /> Quem pode descrev&ecirc;-lo? Quem pode anunciar-se como representante divino, portador de alguma mensagem, dono da &quot;palavra de Deus&quot;, sem que se esvazie de si mesmo, que entregue-se ao mist&eacute;rio, que mergulhe na presen&ccedil;a e, perplexo, descubra Deus na gente, aqui, dentro, em mim e, sem condi&ccedil;&otilde;es de encar&aacute;-lo, renda-se ao Eu Sou em profunda gratid&atilde;o, humilde, reverente, em estado de quietude interior?<br /> <br /> Tudo o que voc&ecirc; enxerga no mundo, as cores que tingem sua realidade, s&atilde;o apenas reflexos. Nenhuma verdade, nenhum significado, nenhum valor, nenhuma esperan&ccedil;a. Sem sentido, sem absolutamente nenhuma conex&atilde;o com nada, caos, desordem, bagun&ccedil;a, loucura, assim ser&aacute; seu mundo, sempre, at&eacute; que voc&ecirc; mude a perspectiva e, finalmente entenda, que tudo mora dentro, que nada l&aacute; fora existe desconectado do que voc&ecirc; tem se tornado e, ainda que a vida continue dif&iacute;cil, interpret&aacute;-la a partir da pr&oacute;pria interioridade abre uma outra dimens&atilde;o, iluminada pela consci&ecirc;ncia de que, no fim das contas, todas as experi&ecirc;ncias, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar.

TÉDIO
27 Abr 20204:25EP 1260

TÉDIO

&nbsp;T&eacute;dio<br /> <br /> <br /> Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determina&ccedil;&atilde;o.<br /> Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcan&ccedil;am nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.<br /> A meta, que por tanto tempo representou a raz&atilde;o de viver, cede lugar ao t&eacute;dio, empurrando os seres para os abismos da depress&atilde;o ou dos v&iacute;cios.<br /> Por vezes, s&atilde;o pais que colocam na vida dos filhos os pr&oacute;prios sonhos.<br /> Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles pr&oacute;prios n&atilde;o puderam realizar.<br /> No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as pr&oacute;prias lutas e dar curso &agrave;s pr&oacute;prias vidas.<br /> Por vezes a constata&ccedil;&atilde;o dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga afli&ccedil;&atilde;o.<br /> Outros, ainda, anseiam por alcan&ccedil;ar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consider&aacute;veis recursos financeiros.<br /> Por&eacute;m, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.<br /> H&aacute; aqueles que se esfor&ccedil;am para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcan&ccedil;am, amargurados e vazios, entregam-se &agrave;s drogas e aos abusos do sexo.<br /> Inquieta&ccedil;&atilde;o e desequil&iacute;brio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Tais metas s&atilde;o frutos do ego&iacute;smo que ainda move os seres, e quando alcan&ccedil;adas produzem t&atilde;o-somente r&aacute;pida e passageira satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Em pouco tempo a antiga e conhecida sensa&ccedil;&atilde;o de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influ&ecirc;ncia no cotidiano.<br /> Como se todo o esfor&ccedil;o tivesse sido v&atilde;o.<br /> Como se toda a luta n&atilde;o tivesse valido a pena.<br /> Nos l&aacute;bios, a impress&atilde;o de que alguma palavra ficou faltando.<br /> Na boca, a permanente sensa&ccedil;&atilde;o de sede.<br /> &Eacute; a fome de realiza&ccedil;&atilde;o plena.<br /> &Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfat&oacute;rio.<br /> &Eacute; o t&eacute;dio, terr&iacute;vel flagelo que consome exist&ecirc;ncias.<br /> Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indiv&iacute;duos.<br /> Quando te percebas a um passo do t&eacute;dio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo f&iacute;sico e mental de forma &uacute;til.<br /> Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.<br /> Considera o esfor&ccedil;o dos artistas sem bra&ccedil;os, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspira&ccedil;&atilde;o e de alegria de viver.<br /> Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renova&ccedil;&atilde;o interior, tornando-se membros indispens&aacute;veis da economia moral e social no mundo.<br /> O esfor&ccedil;o que lhes foi exigido n&atilde;o lhes concedeu tempo para qualquer forma de t&eacute;dio ou de desinteresse, entregando-se &agrave; lamenta&ccedil;&atilde;o ou ao desencanto.<br /> N&atilde;o cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do j&aacute; feito.<br /> Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.<br /> Aspira &agrave; conquista do infinito e nunca te sentir&aacute;s entediado com os logros conseguidos.<br /> Quem se basta com as aquisi&ccedil;&otilde;es meramente materiais ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a real maturidade, nem descobriu as priorit&aacute;rias metas existenciais.<br /> Aquele que anela pela alegria de viver, n&atilde;o apenas pelo que consiga deter nas m&atilde;os, jamais ser&aacute; v&iacute;tima do t&eacute;dio, porque estar&aacute; sempre em a&ccedil;&atilde;o, sentindo-se &uacute;til e pleno.<br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no cap&iacute;tulo 13 do livro Diretrizes para o &ecirc;xito,<br /> de Divaldo Pereira Franco.<br />

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA
25 Abr 20204:49EP 1259

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

<span style=''font-size: small;''>ACOLHIMENTO QUE ARREBATA<br /> <br /> Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou par&acirc;metros de comportamento.<br /> Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados.<br /> Conta-se que, certa feita, tr&ecirc;s ladr&otilde;es que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei &Acirc;ngelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou.<br /> T&atilde;o logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera.<br /> No entanto, Francisco, de imediato, n&atilde;o concordou com essa atitude, pois n&atilde;o condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus.<br /> Chamando os frades, a todos determinou outro padr&atilde;o de tratamento para com os irm&atilde;os ladr&otilde;es.Disse-lhes que, caso tornassem a encontr&aacute;-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas.<br /> Prop&ocirc;s, ent&atilde;o, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refei&ccedil;&atilde;o, mais ou menos nos seguintes termos:<br /> Irm&atilde;os ladr&otilde;es, venham comer. N&atilde;o precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, n&atilde;o batam nelas.<br /> O ritual deveria ser repetido dia ap&oacute;s dia e, finalmente, quando conseguissem as presen&ccedil;as dos ladr&otilde;es para a refei&ccedil;&atilde;o, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma:<br /> Irm&atilde;os ladr&otilde;es, n&atilde;o seria melhor que voc&ecirc;s trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajud&aacute;-los a arrumar alguma ocupa&ccedil;&atilde;o. Que tal?<br /> A proposta de acolhimento e regenera&ccedil;&atilde;o, nessa aproxima&ccedil;&atilde;o gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladr&otilde;es a modificarem a sua vida, aderindo &agrave; proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco.<br /> * * *<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que, nos dias atuais, com tanta viol&ecirc;ncia vigorando, a criminalidade alcan&ccedil;ando patamares inimagin&aacute;veis, nenhum cidad&atilde;o se sinta seguro, a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho.<br /> Por isso mesmo, dificilmente buscaria um di&aacute;logo com malfeitores de qualquer ordem, at&eacute; mesmo por temor &agrave; sua pr&oacute;pria vida, pela sua integridade f&iacute;sica.<br /> Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas f&oacute;rmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos.<br /> Uma proposta de regenera&ccedil;&atilde;o, de reeduca&ccedil;&atilde;o, iniciando pela conquista atrav&eacute;s da pedagogia do acolhimento.<br /> Tamb&eacute;m uma maneira de nos conduzir a reflex&otilde;es sobre nossa pr&oacute;pria forma de tratar osmalfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam cal&uacute;nias, estabelecem obst&aacute;culos na harmonia das nossas vidas.<br /> Como poder&iacute;amos interagir de forma positiva com eles?<br /> Talvez iniciando por n&atilde;o estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endere&ccedil;ando-lhes, como resposta a suas agress&otilde;es, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que est&atilde;o causando para si mesmos.<br /> Isso porque quem semeia ventos, colhe tempestades, j&aacute; sentencia o prov&eacute;rbio popular.<br /> Com certeza, essa nossa mudan&ccedil;a de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harm&ocirc;nicas e produtivas.<br /> Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> em biografia de Francisco de Assis.<br /> Em 31.10.2014</span><br />

QUAL O SENTIDO DA VIDA?
24 Abr 20204:55EP 1258

QUAL O SENTIDO DA VIDA?

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;QUAL O SENTIDO DA VIDA?<br /> <br /> H&aacute; uma pergunta que &eacute; recorrente. Uma pergunta, que quase todos n&oacute;s j&aacute; formulamos:<br /> Qual &eacute; o sentido da vida?<br /> Caro ouvinte, espero que n&atilde;o crie nenhuma expectativa que eu d&ecirc; uma resposta definitiva, e que v&aacute; ao encontro do que voc&ecirc; acredita a respeito do qual &eacute; o sentido da vida.<br /> Assim, vou compartilhar com voc&ecirc; ouvinte, o meu pensamento do qual &eacute; o sentido da vida.<br /> - Eu acho que as pessoas fazem essa pergunta no pressuposto que, abre aspas, &ldquo;sentido&rdquo;, fecha aspas, &eacute; algo que voc&ecirc; possa procurar. Ai exclamam: &ldquo;encontrei!!! Aqui est&aacute; o sentido...eureca! Eis o que &eacute;, estive procurando e encontrei&rdquo;.<br /> Entretanto, n&atilde;o consideramos a possibilidade, de que talvez, o sentido da vida &eacute; o que criamos e fabricamos pra n&oacute;s mesmo e para os outros.<br /> Assim, quando penso em sentido da vida, eu pergunto: ser&aacute; que aprendi algo hoje que n&atilde;o sabia ontem? Me trazendo um pouco mais perto de saber tudo o que pode ser conhecido no Universo. S&oacute; um pouquinho mais perto, mesmo estando muito longe de onde o conhecimento fica, estou um pouco mais perto.<br /> Se eu viver um dia e n&atilde;o souber um pouco mais do que ontem, acho que desperdicei esse dia.<br /> Ent&atilde;o, as pessoas, quando os anos de escola terminam, dizem: &ldquo;Me formei! N&atilde;o tenho que pensar mais!&rdquo;<br /> Mas como podemos pensar dessa maneira? Se aprender &eacute; ficar mais perto da natureza...mais perto de n&oacute;s mesmos. <br /> E aprender como as coisas funcionam te d&aacute; poder de influenciar eventos, Te dar poder para ajudar pessoas que talvez precisem. Poder para ajudar a si mesmo e moldar sua trajet&oacute;ria. <br /> Ent&atilde;o, quando eu penso, &ldquo;qual &eacute; o sentido da vida?&rdquo;para mim n&atilde;o &eacute; uma pergunta eterna e irrespond&iacute;vel. <br /> Para mim, &eacute; o que est&aacute; ao alcance de minhas m&atilde;os todos os dias.<br /> E ent&atilde;o, para voc&ecirc; que se pergunta qual &eacute; o sentido da vida, sugiro que explore a natureza tanto quanto puder. Se suje, corra, tire todos os potes e pratos dos arm&aacute;rios e bata neles com uma colher...mergulhe em um rio...s&oacute; certifique-se antes que n&atilde;o tenha uma pedra submersa...voc&ecirc; ainda &eacute; uma crian&ccedil;a...somos ainda crian&ccedil;as.E parte de ser uma crian&ccedil;a &eacute; explorar o mundo ao seu redor.Vpoc&ecirc; vai perceber que as leis da natureza influenciam esse mundo. Ent&atilde;o, peque potes e panelas diferentes e bata com uma colher, e todas elas soar&atilde;o diferentes. Soam diferentes com colheres diferentes. Algumas panelas s&atilde;o de alum&iacute;nio, outras de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, algumas de cobre, todas soam diferentes. Algumas pessoas v&atilde;o gritar com voc&ecirc;: &ldquo;pare de fazer isso, voc&ecirc; est&aacute; fazendo muito barulho.&rdquo;<br /> Mas n&atilde;o se perturbe com isso, afinal voc&ecirc; &eacute; uma crian&ccedil;a. E h&aacute; uma raz&atilde;o porque as crian&ccedil;as deixam as coisas bagun&ccedil;adas e s&atilde;o barulhentas, porque elas est&atilde;o explorando o mundo ao redor delas. &Eacute; poss&iacute;vel que voc&ecirc; se encrenque por isso. Mas faz parte do aprendizado.<br /> E assim, o seu sentido na vida ser&aacute; melhorado, se for dado &agrave; voc&ecirc; toda a liberdade que puder para explorar o mundo. Ent&atilde;o quando ficar mais velho voc&ecirc; estar&aacute; t&atilde;o perto de como o mundo funciona que quando os problemas surgirem que precisem de uma solu&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; dir&aacute;:&ldquo;eu sei como resolver isso!...j&aacute; havia pensado nisso antes! J&aacute; havia pensado desde quando batia nas panelas no ch&atilde;o da cozinha!&rdquo; Ou ent&atilde;o, desde quando pulava com os dois p&eacute;s em uma po&ccedil;a lamacenta!<br /> Ent&atilde;o, voc&ecirc; deve para voc&ecirc; mesmo, e para todos os outros, quem ser&aacute; curado por algum rem&eacute;dio que talvez voc&ecirc; invente algum dia.<br /> Voc&ecirc; deve a voc&ecirc; mesmo e para todos os outros a continuar sendo curioso. E ao fazer isso, voc&ecirc; ter&aacute; criado um sentido na vida, que os outros pensam estar esperando debaixo de uma pedra para eles algum dia. E voc&ecirc;... voc&ecirc; que foi curioso, ter&aacute; feito isso acontecer por voc&ecirc; mesmo. <br /> Esse &eacute; o sentido da vida...para o autor deste texto: fazer por voc&ecirc;, para que possa fazer a toda humanidade.</span><br />

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