Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
DRIBLANDO A DOR
7 Ago 20205:01EP 1305

DRIBLANDO A DOR

<span style=''font-size: small;''>DRIBLANDO A DOR<br /> <br /> Mais de uma vez me recordo. Na inf&acirc;ncia, quando eu reclamava de alguma dor e como se costuma dizer fazia corpo mole para n&atilde;o cumprir alguma tarefa, escutava a hist&oacute;ria outra vez.<br /> Certa vez, a dor veio visitar a Terra. Vestiu-se de forma adequada e chegou a uma casa pobre. Havia crian&ccedil;as, uma mulher cansada de tantos afazeres e um homem marcado pelas horas de trabalho exaustivo.<br /> A dor gostou do lugar e se aninhou no ded&atilde;o do p&eacute; direito daquele pai de fam&iacute;lia. Naquele dia, quase noite, ele se recolheu e nem deu muita aten&ccedil;&atilde;o para a tal da dor porque o cansa&ccedil;o era maior do que ela.<br /> Mal despertou a madrugada o homem acordou, pulou da cama e come&ccedil;ou a se preparar para sair.<br /> N&atilde;o desejando despertar as crian&ccedil;as e a esposa, ele se ergueu no escuro e logo bateu o ded&atilde;o num brinquedo esquecido no ch&atilde;o.<br /> Ai, disse ele baixinho. Ui, que dor!<br /> Acariciou o dedo dolorido com a m&atilde;o calosa e enfiou o p&eacute; no cal&ccedil;ado. A dor lhe deu uma espetada. Afinal, ela n&atilde;o estava gostando nada de ficar ali, apertada.<br /> O homem, respons&aacute;vel, saiu mancando. O dedo latejava. Ele sentiu a dor diminuir um pouco quando tirou o p&eacute; do cal&ccedil;ado, no trajeto que fez de &ocirc;nibus.<br /> Contudo, logo mais chegou ao destino. Cal&ccedil;ou o sapato e andou.<br /> Assim foi o dia inteiro. A dor reclamando, o homem sentindo mas dizendo: Eu preciso continuar. N&atilde;o posso perder este emprego. Meus filhos dependem de mim.<br /> E tudo acontecia. Ora o ded&atilde;o topava na quina de um m&oacute;vel, ora o sapato apertava mais, ora...<br /> A noite surpreendeu o homem na labuta, suando, trabalhando. A dor j&aacute; n&atilde;o aguentava mais.<br /> E, quando ao ir para casa, o ded&atilde;o topou numa pedra do caminho, foi o fim. A dor ficou muito zangada e disse: Vou embora. Este homem n&atilde;o sabe me tratar bem.<br /> E l&aacute; se foi. Perto dali, ela encontrou uma casa muito bonita, confort&aacute;vel e entrou.<br /> Um homem estava largado no sof&aacute; da sala, assistindo televis&atilde;o. A dor gostou de tudo que viu e se instalou no ded&atilde;o do p&eacute;.<br /> Ai, gritou ele. Que coisa esquisita. Que dor terr&iacute;vel!<br /> J&aacute; providenciou uma almofada para acomodar o p&eacute;. Ao recolher-se para dormir, enfaixou o local e no dia seguinte, fez repouso.<br /> E no outro, e no outro.<br /> A dor adorou aquele tratamento vip e tomou uma resolu&ccedil;&atilde;o: N&atilde;o saio mais daqui!<br /> * * *<br /> Quando a hist&oacute;ria terminava, eu j&aacute; sabia que teria que dar conta das minhas responsabilidades.<br /> Era a forma que a freira do orfanato, onde fiquei por quatro anos, me ensinar que eu devia ser forte; que pequenas dores deviam ser suportadas e de forma alguma serem motivo para n&atilde;o se cumprir as obriga&ccedil;&otilde;es.<br /> Essa atitude serviu para me tornar algu&eacute;m com maior capacidade de suportar reveses e dificuldades.<br /> Quando tudo parecia conspirar contra mim e eu tinha vontade de desistir, lembrava da hist&oacute;ria da dor. E retomava a luta.<br /> * * *<br /> A dor f&iacute;sica &eacute; sempre sinal de que algo n&atilde;o est&aacute; bem no organismo. O bom senso nos diz que se deve procurar aux&iacute;lio m&eacute;dico para a adequada verifica&ccedil;&atilde;o do que seja, antes que o mal avance.<br /> No entanto, pequenos inc&ocirc;modos levam algumas pessoas, por vezes, a logo optarem por aus&ecirc;ncias na atividade profissional e descumprimento de suas obriga&ccedil;&otilde;es.<br /> S&atilde;o desculpas, fugas com vistas a se furtar ao dever.<br /> Pensemos nisso e n&atilde;o nos permitamos entregar por pequenas coisas.<br /> Afinal, quem aprende a bem administrar pequenas quest&otilde;es f&iacute;sicas angaria fortaleza moral para eventuais dificuldades org&acirc;nicas graves que possa vir a ter e, mesmo, fortalecimento para as dores morais que tenha que enfrentar.<br /> Pensemos nisso.</span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base na obra de og mandino<br /> Em 15.01.2013</em>.</span></div>

PESOS E MEDIDAS
4 Ago 20203:48EP 1304

PESOS E MEDIDAS

<strong>&nbsp;Pesos e medidas<br /> </strong> <br /> Segundo os dicion&aacute;rios, justi&ccedil;a quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que &eacute; seu.<br /> Todavia, n&oacute;s que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justi&ccedil;a, se analisarmos profundamente, n&atilde;o estamos verdadeiramente com sede de justi&ccedil;a, no real sentido do termo.<br /> No conv&iacute;vio di&aacute;rio, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> O trato com as pessoas que nos rodeiam &eacute; diferenciado conforme a posi&ccedil;&atilde;o social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> Se nos dirigimos &agrave; servi&ccedil;al que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e aten&ccedil;&atilde;o distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, s&atilde;o mais importantes.<br /> Se a pessoa que nos procura est&aacute; vestida com trajes elegantes, mesmo que n&atilde;o saibamos de quem se trate, a nossa defer&ecirc;ncia &eacute; imediata.<br /> Mas, se est&aacute; envolta de farrapos, bem diferente &eacute; a nossa aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Outro exemplo, &eacute; quando nosso ve&iacute;culo come&ccedil;a a demonstrar sinais de que em breve ter&aacute; o motor fundido. Qual a primeira id&eacute;ia que nos vem &agrave; mente?<br /> Se f&ocirc;ssemos pessoas justas, certamente far&iacute;amos uma boa revis&atilde;o reparando os danos e, ao ofert&aacute;-lo a algu&eacute;m, no caso de venda, falar&iacute;amos a verdade ao comprador.<br /> Mas o que normalmente ocorre &eacute; a id&eacute;ia de pass&aacute;-lo adiante o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. E quem compr&aacute;-lo que fique com o preju&iacute;zo. E pensamos:&rdquo; me dei bem, sou muito esperto.&rdquo;<br /> Mas nos achamos pessoas justas.<br /> Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como p&ocirc;de algu&eacute;m nos vender um ve&iacute;culo prestes a fundir o motor? Que injusti&ccedil;a!<br /> Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos p&uacute;blicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justi&ccedil;a.<br /> Mas, quantos de n&oacute;s compramos atestados falsos para ludibriar o patr&atilde;o e receber o sal&aacute;rio integral?<br /> No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do j&aacute; confuso transito.<br /> Usamos, nos v&aacute;rios momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais s&atilde;o as nossas verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es.<br /> Assim, podemos nos perguntar: Ser&aacute; que temos mesmo sede de justi&ccedil;a? Ou ser&aacute; que nos pesos e medidas s&oacute; temos pensado em n&oacute;s mesmos?<br /> A justi&ccedil;a Divina &eacute; real e se cumprir&aacute; quando efetivamente tivermos sede de justi&ccedil;a, usando um &uacute;nico peso e uma &uacute;nica medida, com imparcialidade.<br /> * * *<br /> Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos d&uacute;vidas quanto ao procedimento que devamos adotar com algu&eacute;m, que nos coloquemos no lugar desse algu&eacute;m e fa&ccedil;amos exatamente o que desejar&iacute;amos que nos fosse feito.<br /> Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.06.2012</em></div>

OS 13 PASSOS PARA O BEM
3 Ago 20202:30EP 1303

OS 13 PASSOS PARA O BEM

<strong>&nbsp;OS 13 PASSOS PARA O BEM</strong><br /> <br /> Caros ouvintes do pense nisso;<br /> Durante a nossa exist&ecirc;ncia deparamos com v&aacute;rios manuais e livros de auto-ajuda , que nos indicam formulas para o sucesso... Mas, para construirmos os alicerces de uma vida mais feliz e fraterna, devemos seguir 13 passos para o bem. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas devemos pelo menos tentar. A seguir o pense nisso, traz os 13 passos para um bem viver:<br /> <br /> 1- por mais que lhe falem da tristeza . . .<br /> . . . Prossiga sorrindo !<br /> 2- por mais que lhe demonstrem rancor . . .<br /> . . . Prossiga perdoando !<br /> 3- por mais que lhe tragam decep&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga confiando !<br /> 4- por mais que lhe ameacem de fracasso . . .<br /> . . . Prossiga apostando na vit&oacute;ria !<br /> 5- por mais que lhe apontem erros . . .<br /> . . . Prossiga com os seus acertos !<br /> 6- por mais que discursem sobre a ingratid&atilde;o . . .<br /> . . . Prossiga ajudando !<br /> 7- por mais que noticiem a mis&eacute;ria . . .<br /> . . . Prossiga crendo na prosperidade !<br /> 8- por mais que lhe mostrem destrui&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga na constru&ccedil;&atilde;o !<br /> 9- por mais que acenem doen&ccedil;as . . .<br /> . . . Prossiga vibrando sa&uacute;de !<br /> 10- por mais que exibam ignor&acirc;ncia . . .<br /> . . . Prossiga exercitando sua intelig&ecirc;ncia !<br /> 11- por mais que o assustem com a velhice . . .<br /> . . . Prossiga sentindo-se jovem !<br /> 12- por mais que plantem o mal . . .<br /> . . . Prossiga semeando o bem !<br /> 13- por mais que contem mentiras . . .<br /> . . . Prossiga na sua verdade !<br /> Por mais dif&iacute;cil que lhe pare&ccedil;am <br /> essas 13 tarefas . . .<br /> <br /> . . . Prossiga acreditando na capacidade que <br /> deus lhe deu para cumpr&iacute;-las !<br /> <br /> Pense nisso, e construa uma vida melhor pra voc&ecirc; e para a sua fam&iacute;lia.<br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do pense nisso.<br /> Em 18.06.2013</em></div>

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO
30 Jul 20206:00EP 1301

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO

<strong>S&iacute;ndrome do Elefante Preso</strong><br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda fr&aacute;gil que, com poucos esfor&ccedil;os ele arrebentaria?<br /> Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submet&ecirc;-lo, quando o elefante ainda &eacute; um beb&ecirc; e desconhece a for&ccedil;a que tem.<br /> Preso a uma corda, o beb&ecirc; elefante tenta escapar. Faz esfor&ccedil;os, se debate, se machuca, mas n&atilde;o consegue arrebentar as amarras.<br /> A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se s&atilde;o in&uacute;teis. O elefante desiste.<br /> Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esfor&ccedil;os ser&atilde;o in&uacute;teis, para sempre.<br /> Assim &eacute; que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esfor&ccedil;os insignificantes.<br /> Fazendo um paralelo com o ser humano, poder&iacute;amos indagar: Por que um ser t&atilde;o grandioso, com tantos talentos, se deixa vencer por amarras t&atilde;o sutis e sem fundamento?<br /> S&atilde;o cordas invis&iacute;veis que v&atilde;o imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.<br /> <br /> Desde a tenra idade at&eacute; a adolesc&ecirc;ncia somos amarrados com cordas ou correntes - conceitos, doutrinas, costumes, escala social, ensinamentos de obedi&ecirc;ncia, subordina&ccedil;&atilde;o - e crescemos carregando estas fict&iacute;cias amarras na mente e n&atilde;o importa a cultura ou o pa&iacute;s em que se vive. E mais, tudo isso em nome da tradi&ccedil;&atilde;o e do bem-estar social! Quem n&atilde;o segue a tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; considerado um desajustado! Se teimar em continuar a desobedecer &eacute; tido como subversivo - em rela&ccedil;&atilde;o a governos -, herege - em rela&ccedil;&atilde;o a igrejas -, ou um louco ou demente -, pela sociedade. Fugir do padr&atilde;o imposto incomoda aos l&iacute;deres; pais, governantes e religiosos, ningu&eacute;m gosta de ser desobedecido e adoram impor normas! Claro, quando somos pequenos &eacute; necess&aacute;rio que algu&eacute;m cuide de n&oacute;s, nos eduque, nos proteja, nos encaminhe para a vida, por&eacute;m, toda esta did&aacute;tica emprega o medo! Desde a mais inocente hist&oacute;ria nos contada tem fundo de submiss&atilde;o; o Bicho pap&atilde;o, a Cuca vem pegar, Saci-Perer&ecirc;, Mula sem cabe&ccedil;a, o medo do escuro, a religi&atilde;o dominante onde se reside &eacute; que a correta, o pecado, Deus castiga...<br /> Todos elogiam e gostam de pessoas humildes, mas poucos desejam possuir esta &ldquo;virtude&rdquo;.<br /> <br /> Entretanto, os costumes mudam, mesmo sem a anu&ecirc;ncia dos que tentam manter as r&eacute;deas de tudo. Surgem novas religi&otilde;es, novos meios de comunica&ccedil;&otilde;es, o saber se espalha via livros, jornais, r&aacute;dios, televis&atilde;o, internet, a ci&ecirc;ncia desmente boa parte de mitos e lendas, e, mesmo assim, muitos ainda continuam presos &agrave;s correntes fict&iacute;cias que os aprisionam a vida inteira. Surge nova safra dos donos do poder entupindo-nos e massacrando-nos de &ldquo;verdades&rdquo; e conceitos, e, tudo volta a ser como antes, mas com uma nova metodologia de se fazer a mesma coisa: obedecer, submiss&atilde;o! <br /> Todos pregam a liberdade, mas para propagar livremente sua causa, criticam ou rebaixam outras doutrinas ou qualquer outro estilo de pensamento para se sentiram por cima, mas se est&aacute; no mesmo lugar, pois foi o outro que foi rebaixado e n&atilde;o a sua organiza&ccedil;&atilde;o que subiu. N&atilde;o &eacute; por ter mais torcedores que um time de futebol &eacute; o melhor time ou sempre &eacute; o campe&atilde;o. Portanto, ter ou pertencer &agrave; maioria n&atilde;o significa possuir a &ldquo;verdade&rdquo;.<br /> Ser livre &eacute; n&atilde;o pertencer a nenhuma causa, mas ter a sua pr&oacute;pria causa, &eacute; ter conhecimento de todas para n&atilde;o ser engessado, criar sua pr&oacute;pria base de ensinamentos para orientar-se na vida. Quem pertence a uma determinada causa n&atilde;o &eacute; livre o bastante para falar em liberdade, a causa o torna preso a determinados conceitos, sua vis&atilde;o &eacute; m&iacute;ope e distorcida para poder opinar sem paix&otilde;es sobre outros assuntos.<br /> Jamais devemos nos ater a um s&oacute; princ&iacute;pio ou causa. Quanto mais se sabe sobre outras coisas melhor entendemos e respeitamos nossos semelhantes. Devemos sempre dar uma peneirada em tudo que nos falam e ensinam e toda doutrina tem seu ponto fraco, ent&atilde;o, exclua-os, assim, sempre se ter&aacute; a parte mais ben&eacute;fica e saud&aacute;vel, e se cria por si s&oacute; um comp&ecirc;ndio de boas coisas. Sempre veja os dois lados de tudo.<br /> <br /> * *<br /> <br /> Voc&ecirc; &eacute; um ser especial.<br /> Seu destino lhe pertence. N&atilde;o se permita prender pelas cordas invis&iacute;veis que outras mentes desejam impor a voc&ecirc;.<br /> Voc&ecirc; tem um sol interior e sua for&ccedil;a &eacute; muito maior do que possa imaginar.<br /> Rompa com todas as amarras e busque as alturas... Voc&ecirc; &eacute; filho da luz e herdeiro das estrelas.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto de Lucas Durand <br /> C&oacute;digo do texto: T4268451 <br /> e na pr&oacute;pria vis&atilde;o do autor do Pense Nisso.<br /> Em 08.07.2019.</em></div>

IMPASSE
27 Jul 20206:58EP 1299

IMPASSE

&nbsp;IMPASSE<br /> <br /> A Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> <br /> Imagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> Posicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> A convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> Sozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele.<br /> Temos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> Eutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> Distan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> Ortotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> Conversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> <br /> O inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> Mas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> Estar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> Em seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> <br /> A diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> De uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.8.2015.

AMOR SENTIMENTAL
25 Jul 20204:36EP 1298

AMOR SENTIMENTAL

Quantas vezes voc&ecirc; mulher, olhou para o seu companheiro e n&atilde;o se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; rom&acirc;ntico, seguro, observador...<br /> <br /> E voc&ecirc; marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com rela&ccedil;&atilde;o a sua esposa. Ah se ela fosse mais magra ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente. Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias. Devaneios.Utopias.<br /> <br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior gl&oacute;ria: Gilda.<br /> <br /> Dali em diante foi sempre dif&iacute;cil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> <br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> <br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> <br /> O que a famosa atriz queria dizer &eacute; que os homens n&atilde;o conseguiam v&ecirc;-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> <br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. &Eacute; o amor que s&oacute; &eacute; experimentado em fantasia e n&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es concretas com a pessoa, que &eacute; real.<br /> <br /> Assim, homens e mulheres, que n&atilde;o se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfa&ccedil;&atilde;o no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e can&ccedil;&otilde;es de amor.<br /> <br /> Comovem-se at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas quando participam da feliz ou infeliz hist&oacute;ria de amor do casal, na tela, como se fosse a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<br /> <br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude rom&acirc;ntica e nada recebem, escolhem como seu ideal o gal&atilde; da telenovela da atualidade.<br /> <br /> Sim, aquele &eacute; um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar &agrave; companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> <br /> Assim tamb&eacute;m o homem que v&ecirc; no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> <br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna &agrave; sua vida real, se torna frio.<br /> <br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, n&atilde;o em receber.<br /> <br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar n&atilde;o est&aacute; nas coisas materiais, est&aacute; em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> <br /> Dar da sua alegria, da sua compreens&atilde;o, da sua aten&ccedil;&atilde;o, da sua tristeza, enfim, de todas as express&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es daquilo que vive em si.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Diferentemente do amor &ndash;paix&atilde;o, o amor sublime &eacute; de ess&ecirc;ncia divina. Todos os homens, do primeiro ao &uacute;ltimo, t&ecirc;m, no fundo do cora&ccedil;&atilde;o, a centelha desse fogo sagrado.<br /> <br /> O amor &eacute; o mais elevado dos sentimentos. &Eacute; esse sol interior que re&uacute;ne em seu ardente foco todas as aspira&ccedil;&otilde;es sobre-humanas.<br /> <br /> Quem ama encontra, todos os dias, raz&otilde;es para a pr&oacute;pria felicidade que &eacute;, em s&iacute;ntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012.

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00