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PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA
2 Set 20204:44EP 1321

A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA

&nbsp;A Nova Geração dos Sessenta e Setenta<br /> <br /> <br /> Um amigo me enviou um texto, que a princípio não dei muita importância.<br /> Mas, ao lê-lo com mais atenção e meditar a respeito do conteúdo, me dei conta, que de fato é uma mensagem que vale a pena compartilhar com você ouvinte do Pense Nisso.<br /> A mensagem, fala sobre a nova geração de homens e mulheres que chegaram aos sessenta ou setenta anos.<br /> Diz o texto:<br /> &ldquo;&quot;Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, é a geração que rejeita a palavra &quot;sexagenário&quot;, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.<br /> <br /> Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica.<br /> Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória.<br /> São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho.<br /> Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida.<br /> Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5&ordm; andar...<br /> <br /> Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.<br /> Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos &quot;sessenta/setenta&quot;, homens e mulheres, manejam o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.<br /> De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.<br /> Ao contrário dos jovens, conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...<br /> <br /> Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje de grife famosa, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo.<br /> Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência.<br /> <br /> Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são.<br /> Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.<br /> <br /> Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que chegarem aos 60/70 no século XXI&quot;<br /> A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante.<br /> Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Velho é quem vive uma vida pautada em coisas liquidas que destrói a criatividade e nos distancia do ser real.<br /> Os jovens de sessenta/ setenta anos, suscitam uma condição humana na qual predominam a versatilidade em meio à incerteza e a vanguarda constante do eterno recomeço.<br /> E curtem um bom e vigorante Rock &amp; Roll.<br /> <br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso,<br /> com base no artigo de miriam Goldenberg<br /> e no livro &ldquo;Vidas Liquidas&rdquo; de Zygmunt Bauman. Editora Zahar.<br /> Em 15.05.2018</em></div>

RELIGIÕES
29 Ago 20202:40EP 1320

RELIGIÕES

<strong><span style="color:#333333;"><span style="font-family:arial,sans-serif;"><span style="font-size:10.0pt;">&nbsp;Religiões</span></span></span></strong><br /> <br style="font-variant-ligatures:normal;font-variant-caps:normal;orphans:2;text-align:start;widows:2;-webkit-text-stroke-width:0px;text-decoration-style:initial;word-spacing:0px;" /> <span style="color:#333333;"><span style="font-family:arial,sans-serif;"><span style="font-size:10.0pt;"><span font-size:="" style="font-variant-ligatures:normal;font-variant-caps:normal;orphans:2;text-align:start;widows:2;-webkit-text-stroke-width:0px;text-decoration-style:initial;word-spacing:0px;">&ldquo;para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras&rdquo;.<br /> A frase que você acabou de ouvir foi dita por uma das mais importantes personalidades do século vinte: o Mahatma Gandhi.<br /> Quanta sabedoria nas palavras do homem que liderou a independência da Índia sem jamais recorrer à violência!<br /> Nos tempos atuais, são raros os que realmente têm uma posição como a de Gandhi, que manifestava um profundo respeito pela opção religiosa dos outros.<br /> Muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão condenados.<br /> Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito preocupadas em converter almas que consideram perdidas.<br /> E, no entanto, todos nós temos a felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da lei divina. Ninguém está desamparado.<br /> De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos afasta de nossos irmãos?<br /> Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem acredita que tem razão.<br /> Imagina que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Você já notou que a maior parte das pessoas acha que tem muito a ensinar aos outros?<br /> É que, em geral, as pessoas quase não se dispõem a ouvir o outro: falam sem parar, dão opiniões sobre tudo, impõem sua opinião.<br /> Mas são raras as vezes em que param para escutar o que o outro tem a dizer.<br /> São como crianças um tanto egoístas, para quem o mundo está centrado em si ou na satisfação de seus interesses.<br /> É uma atitude muito semelhante a que temos quando acreditamos que o outro está errado, simplesmente por ser de uma religião diferente. É que não conseguimos parar de pensar em nossas próprias escolhas.<br /> Não estudamos a religião alheia, não nos informamos sobre o que aquela religião ensina, que benefícios traz, quanta consolação espalha.<br /> Se estivéssemos envolvidos pelo sentimento de amor incondicional pelo próximo, seríamos mais complacentes e mais atentos às necessidades do outro.<br /> E então veríamos que, na maioria dos casos, as pessoas estão muito felizes com sua opção religiosa.<br /> A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós.<br /> É óbvio que gostamos de compartilhar o que nos faz bem. Ofertar aos outros a nossa experiência positiva é uma atitude louvável e natural.<br /> Mas esse gesto de generosidade pode se tornar inconveniente quando exageramos.<br /> Uma coisa é ofertar algo com espírito fraternal, visando o bem. Mas diferente quando desejamos impor aos demais a nossa convicção particular.<br /> Se o outro pensa diferente, respeite-o! Ele tem todo o direito de fazer escolhas. Quem de nós lhe conhece a alma? Ou a bagagem espiritual, moral e intelectual que carrega?<br /> Enquanto não soubermos amar profundamente o próximo, respeitando-lhe as escolhas, não teremos a atitude de amor ensinada por todas as religiões e pelos grandes mestres da humanidade.<br /> Pensemos nisso.</span></span></span></span><br /> &nbsp;

BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE
28 Ago 20204:15EP 1319

BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE

<strong>&nbsp;Bruno Giordano &ndash; um vôo a liberdade</strong><br /> <br /> <br /> A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo.<br /> Especialmente naquele dia a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular.<br /> As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pálida manhã de fevereiro.<br /> O filósofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias...<br /> Descalço e acorrentado pelo pescoço, vestia um lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas vermelhas.<br /> Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla praça onde seria executado.<br /> Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se.<br /> A população se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira...<br /> Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo.<br /> O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito...<br /> Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno.<br /> A certeza de que veria outros sóis, inúmeros mundos celestiais e viajaria através do Infinito, lhe davam uma paz indescritível.<br /> Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra não era único planeta criado por Deus, e cada estrela possuía vários planetas.<br /> Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas.<br /> Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador.<br /> O Monge Giordano Bruno escreveu: &ldquo;Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sois. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões...numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.&rdquo;<br /> Foi graças a suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava...<br /> Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade...<br /> Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do Infinito...<br /> <br /> Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.&rdquo;<br /> Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista João. Trata-se de um discurso de esperança.<br /> Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades.<br /> Não estamos sós neste imenso Universo. Nossa Terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros.<br /> Pense Nisso. <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Com base no documentário do Discovery Channel &ndash;<br /> &ldquo;Giordano Bruno &ndash; Herege do infinito&rdquo;<br /> Em 11.12.2014.</em></div>

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS
27 Ago 20206:42EP 1318

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS

&nbsp;apaixonados queimando-se naquele recíproco sentimento, pensamos vitoriosos que nada de mau nos alcança. Exceto os nossos próprios enganos.<br /> O autoengano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta.<br /> E no final, só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias...e nós comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso, que chamamos de &ldquo;solidão interativa&rdquo;.<br /> <br /> Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade.<br /> E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós.<br /> Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades de nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que inevitavelmente, migrar para a realidade das ações de nosso coração.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Com base no livro Informar não é Comunicar de Dominique Wolton.<br /> Editora Sulina 2010.<br /> Redigido em 10.06.2011.<br /> Atualizado em 05.09.2016<br /> &nbsp;

A VIDA... SEGUNDO A MORTE
26 Ago 20203:29EP 1317

A VIDA... SEGUNDO A MORTE

Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da história.<br /> <br /> &nbsp; Imaginemos como seria a visão desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> <br /> &nbsp; Imagino que morte teria o seguinte diálogo:<br /> <br /> &ldquo;Um fato simples: você vai morrer.<br /> <br /> Apesar de todos os esforços, a vida física não é para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> <br /> O meu conselho é: quando a sua hora chegar, não se apavore, isso não vai ajudar.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia você vai me conhecer. Não antes da sua hora , é claro. Tenho como política evitar os vivos.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; &nbsp;Quando eu vou ao encontro de alguém, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Então, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambições...egoísmos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de não fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso não importa. Eu sigo a lei e não a transgrido...ninguém, por mais rico que seja, poderá negociar comigo.<br /> <br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus braços; são tão leves...tão afáveis...<br /> <br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles têm de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> <br /> Eu já vi inúmeras coisas:<br /> <br /> Presenciei as piores desgraças do mundo, e trabalhei para os piores vilões e tiranos.<br /> <br /> Vi também grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda é como eu mencionei no início desse dialogo: NINGUÉM VIVE PRA SEMPRE.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Quando vou buscar alguém que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como é de fato...viver!<br /> <br /> Você que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> <br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferença na sua vida. Não desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> <br /> E não se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> <br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a tão temida morte, nada mais sou do que uma transformação, e não um aniquilamento.<br /> <br /> ***********<br /> <br /> Espero que você tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido útil.<br /> <br /> Texto elaborado com base no livro &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo; -&nbsp; do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador. No Brasil e em Portugal, foi lançado pela Intrínseca Presença<br /> <br /> <br /> &nbsp;

QUESTÃO DE ESCOLHA
22 Ago 20204:25EP 1315

QUESTÃO DE ESCOLHA

QUEST&Atilde;O DE ESCOLHA<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclama&ccedil;&otilde;es? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcion&aacute;rio, da mercadoria, do restaurante, do servi&ccedil;o p&uacute;blico, da crise, da concorr&ecirc;ncia, do governo. <br /> Naturalmente, a &eacute;poca &eacute; de conscientiza&ccedil;&atilde;o e as pessoas est&atilde;o sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidad&atilde;o, do ser humano. <br /> Cobrar direitos est&aacute; correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. <br /> Contudo, em s&iacute;ntese, todas as reclama&ccedil;&otilde;es devem ser feitas primeiro a n&oacute;s mesmos. Sim, porque fomos n&oacute;s que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. <br /> Com rela&ccedil;&atilde;o aos que nos governam consideremos que, se eles n&atilde;o est&atilde;o agindo como esper&aacute;vamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. <br /> Ao utilizarmos o nosso direito de cidad&atilde;o, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emo&ccedil;&atilde;o do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? <br /> Ser&aacute; que se tiv&eacute;ssemos mais aten&ccedil;&atilde;o, examinado a vida do candidato como cidad&atilde;o, profissional e pol&iacute;tico, ter&iacute;amos votado nele? <br /> E que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esfor&ccedil;o, com criatividade. Os grandes descobridores n&atilde;o se deixaram abater pela crise econ&ocirc;mica, pela ironia dos seus pares, pela descren&ccedil;a das suas &eacute;pocas ou pelas persegui&ccedil;&otilde;es da ignor&acirc;ncia. <br /> Acreditaram em si, nas suas id&eacute;ias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. <br /> Concorr&ecirc;ncia? Que bom que existe. Deve nos servir de est&iacute;mulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atend&ecirc;-lo, para lhe oferecer o melhor produto. <br /> Equipe irrespons&aacute;vel? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos n&oacute;s. N&oacute;s contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. <br /> Eles s&atilde;o nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organiza&ccedil;&atilde;o, se tornam relapsos. <br /> Quando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas m&atilde;os. <br /> Se estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida s&oacute; tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. <br /> Pense nisso <br /> &ldquo;O amor que voc&ecirc; quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> O di&aacute;logo, base de toda a conviv&ecirc;ncia, tamb&eacute;m depende de voc&ecirc;. <br /> O caminho para a renova&ccedil;&atilde;o depende de voc&ecirc;. A realiza&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; julga especial depende de voc&ecirc;. <br /> A organiza&ccedil;&atilde;o que tanto apregoa depende de voc&ecirc;. <br /> Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha. <br /> E essa escolha depende unicamente de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro: &ldquo;A Revolu&ccedil;&atilde;o dos Campe&otilde;es&rdquo;, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia do que voc&ecirc; &eacute;. <br /> <br />

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