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PODCAST · 3184 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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UM AMOR ESPECIAL
20 Jan 20215:34EP 1384

UM AMOR ESPECIAL

&nbsp; Um amor especial<br /> <br /> <br /> Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe.<br /> Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.<br /> Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.<br /> No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado.<br /> Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto.<br /> Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.<br /> Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada.<br /> Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais.<br /> Jéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.<br /> O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.<br /> Lentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.<br /> Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu...<br /> A mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica.<br /> A garota tremeu. O seu nome. A avó tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?<br /> Naquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos quatorze recitais de dança em que ela se apresentou.<br /> Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.<br /> Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos.<br /> Então Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.<br /> Deu-se conta de que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.<br /> Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a árvore de Natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.<br /> Não estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.<br /> As lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera.<br /> A avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida.<br /> Lentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto.<br /> Ficou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou.<br /> Num sussurro, disse para a avó: Você está linda.<br /> * * *<br /> Se desejas ensinar a teu filho o que é o amor, demonstra-o. Não lhe negues a carícia, a atenção, a palavra.<br /> O que faças ou digas é hoje a semeadura farta de bênçãos que o mundo colherá, no transcurso dos anos dos teus rebentos.<br /> E o mundo te agradecerá, por teres sido alguém que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. Linda,<br /> de autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para<br /> aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield,<br /> Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.<br /> Em 23.10.2017.

SEJA PATRÃO
19 Jan 20213:57EP 1383

SEJA PATRÃO

&nbsp;<br /> SEJA PATRÃO<br /> <br /> Você é empregado? ...<br /> Desculpe, usei o termo errado. Nesses tempos do politicamente correto e de eufemismos, a pergunta correta é: Você é um colaborador?<br /> Vivem reclamando da empresa, do chefe...do Patrão?<br /> Se sente um injustiçado e acha que merece ganhar mais?<br /> Tudo bem. Não há mal algum em querer um soldo maior, é um direito seu.<br /> Mas, será que você tem ideia do que é administrar uma empresa e ter sobre os seus ombros a responsabilidade de centenas, quando não, milhares de famílias que dependem das suas decisões nos negócios, para que ganhem os seus sustentos?<br /> Então, aconselho que você abra uma empresa e se torne Patrão.<br /> Eu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que é a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regularização de impostos e equipe, o processo de seleção do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho.<br /> Indico a todos que façam esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um salário. Que invistam incontáveis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas.<br /> Indico também que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um.<br /> Motivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro.<br /> Invista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes.<br /> Experimente também segurar a onda quando os&rdquo; haters&rdquo;(inimigo em inglês) e as críticas chegarem.<br /> Quando duvidarem de você e quando você mesmo duvidar.<br /> De verdade eu recomendo isso.<br /> Recomendo ficar no cheque especial para não atrasar um dia a folha.<br /> Experimente também olhar no olho de um funcionário e demiti-lo.<br /> Chegar em casa detonado por cada plano, ideia, estratégia que não deu certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando.<br /> Faça esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manhã sem razão e com o pensamento num produto, numa conversa de escritório ou num plano para evitar a falência.<br /> Faça esse favor a você mesmo.<br /> Tente ser o filho da puta (colocar o bip de censura) do patrão por alguns anos. Ser visto como explorador.<br /> Faça esse teste. Mas faça por acreditar que seu negócio vai muito além de dinheiro.<br /> E quando você cansar, falir, ou tiver sucesso...<br /> lembre-se de tudo que você passou.<br /> Guarde isso na alma. Você um dia vai precisar, quando a maré virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em me desculpe, a marra em companheirismo, a malandragem em dedicação, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em dúvidas.<br /> Faça esse experimento um dia.<br /> Abra uma empresa...ou pelo menos, Pense Nisso.

É PRECISO SABER MORRER
18 Jan 20216:09EP 1382

É PRECISO SABER MORRER

&nbsp;É PRECISO SABER MORRER<br /> <br /> Depois que nascemos só temos uma certeza: nós vamos morrer!<br /> E paradoxalmente vivemos como se ela, a morte, não existisse.<br /> Se a morte é uma das poucas certezas da vida, por que temos tanta resistência em aceitá-la com a naturalidade que lhe é inerente?<br /> Talvez, por isso, vivemos com tanto medo...com tantas ansiedades.<br /> É esse medo da morte, esse medo de morrer antes de ter realizado o que desejamos ou de ver nossos filhos crescerem. É isso o que mais nos perturba.<br /> Devemos ter em mente que a morte é parte da vida, querendo ou não, e ignorar essa verdade essencial tem um custo psicológico pesado.<br /> Neste sentido, não é desproposito algum, propor que se medite cinco minutos por dia a respeito da morte. Isso vai, com o tempo, nos deixando menos ansiosos e perturbados diante do inevitável.<br /> Foi publicada no New York Times no dia 19 de fevereiro de 2015, uma matéria intitulada &ldquo;Oliver Sacks: Minha Própria Vida&rdquo;. Nela o escritor e neurologista declara ter descoberto um câncer em estado terminal. É uma belíssima reportagem onde o mesmo relata seus sentimentos diante de tal revelação. Oliver encara a morte como um processo natural e mostra gratidão pela vida que teve.<br /> &ldquo;Não posso fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é de gratidão. Amei e fui amado; recebi muito e dei algo em troca; li, viajei, pensei e escrevi. Tive uma boa relação com o mundo&rdquo;&ndash; escreveu Oliver.<br /> Se a morte é uma das poucas certezas da vida, por que temos tanta resistência em aceitá-la com a naturalidade que lhe é inerente?<br /> Talvez, porque vivemos em uma sociedade pautada no apego. Nossa jornada é baseada em acumular, e dessa forma é praticamente impossível ter o desprendimento necessário para aceitar que nosso tempo, ou de entes queridos, por aqui possa estar no fim.<br /> É muito comum relacionarmos a morte com dor, desespero e sofrimento, essa é a atitude esperada quando lidamos com este assunto. Cada um desses sentimentos está intrínseco em nós culturalmente, socialmente e religiosamente.<br /> Porém, não é necessário ser dessa forma, no caso de Sacks houve uma quebra de tabus em relação a um tema tão pouco explorado.<br /> &ldquo;Depende de mim agora escolher como levar os meses que me restam. Tenho de viver da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguir&rdquo; &ndash; disse Oliver, nos seus últimos dias de vida<br /> Todos têm medo do desconhecido, porém pode ser mais digno aceitar vivê-lo com intensidade e gratidão, do que se revoltar diante de uma situação irreversível como a morte.<br /> <br /> Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, perguntaram a São Francisco de Assis:<br /> Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?<br /> Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.<br /> Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:<br /> Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.<br /> E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.<br /> Quantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.<br /> Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.<br /> Outros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.<br /> Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.<br /> E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.<br /> Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.<br /> Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.<br /> Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.<br /> Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.<br /> Sorrir, abraçar, amar.<br /> Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.<br /> Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de que vivemos na Terra doando o nosso melhor.<br /> Lembre-se, é preciso saber morrer. Pensemos nisso.

A ELEGÂNCIA
13 Jan 20213:00EP 1381

A ELEGÂNCIA

<span font-size:="" style="">A ELEGÂNCIA<br /> <br /> As pessoas geralmente se esmeram para mostrar certa elegância, de acordo com suas possibilidades.<br /> Isso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.<br /> No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.<br /> É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.<br /> É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada.<br /> É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.<br /> Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca.<br /> É uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.<br /> Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.<br /> Sobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância.<br /> A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente.<br /> Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação.<br /> Ser sincero sem agressividade.<br /> É ser humilde sem relaxamento.<br /> Ser cordial sem fingimento.<br /> É ser simples com sobriedade.<br /> É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar.<br /> Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.<br /> <br /> <br /> ****<br /> Mais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, é preciso desenvolver a verdadeira elegância de comportamento.<br /> Importante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade. A verdadeira elegância é a do caráter, porque procede da essência do ser.<br /> Pense Nisso</span>

&#8203; OH, COMO EU A AMEI
12 Jan 20213:47EP 1380

&#8203; OH, COMO EU A AMEI

&nbsp;OH, COMO EU A AMEI<br /> <br /> O padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar:<br /> - &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo;<br /> Seu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados.<br /> Seus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai.<br /> Está certo, papai; nós entendemos.<br /> O velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local.<br /> Todos, exceto o velho homem.<br /> - &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Gemeu ruidosamente.<br /> Sua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou.<br /> -&ldquo;Como eu a amei!&rdquo;<br /> Aquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: &ldquo;eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora.&rdquo;<br /> Todos devemos ir e continuar nossa vida.<br /> &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Disse novamente o velho homem ao padre.<br /> &ldquo;Você não faz idéia...&rdquo;<br /> &ldquo;Eu quase disse isso a ela, uma vez...&rdquo;<br /> <br /> ***<br /> <br /> Incontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa.<br /> São esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos.<br /> No momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde...<br /> Para que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos.<br /> Diga ao seu filho o quanto você o ama.<br /> Fale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração.<br /> Confidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada.<br /> Não esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura.<br /> Abrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios.<br /> Confesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar.<br /> Às vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham.<br /> <br /> Pense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente.<br /> Equipe de Redação do Pense Nisso, com base em texto intitulado &quot;Oh, how i loved her&quot;, de Hanonch Mccarty, encontrável na página:<br /> http:www.tribuneindia.com/200320030427spectrumlessons.htm<br /> Em 09.07.2012

ACOSTUMADOS DEMAIS
11 Jan 20213:15EP 1379

ACOSTUMADOS DEMAIS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

IMPORTANTE LIÇÃO
8 Jan 20214:34EP 1378

IMPORTANTE LIÇÃO

&nbsp;<span font-size:="" style="">IMPORTANTE LIÇÃO<br /> <br /> Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e se sentou a uma mesa.<br /> Uma garçonete colocou um copo d&#39;água na frente dele.<br /> Quanto custa um sundae? Ele perguntou.<br /> Cincoenta centavos, respondeu a garçonete.<br /> O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.<br /> Bem, quanto custa o sorvete simples? Perguntou outra vez.<br /> A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa. A garçonete foi se irritando. De maneira brusca, respondeu: Trinta e cinco centavos.<br /> O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: Eu vou querer, então, o sorvete simples.<br /> Depressa, a moça trouxe o sorvete simples e a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.<br /> Quando a garçonete voltou e começou a limpar a mesa, não pôde deixar de chorar. Ali, do lado do prato, havia duas moedas de cinco centavos e cinco moedas de um centavo. Ou seja, o menino não pôde pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.<br /> * * *<br /> Ser grato aos que nos servem é um dever tanto quanto servir com alegria.<br /> Quem serve, deve mostrar gratidão pela oportunidade do trabalho. Quem é servido deve demonstrar gratidão pelo serviço do outro, de que necessita.<br /> Afinal, todos somos, na Terra, dependentes uns dos outros.<br /> Já imaginou em que se transformaria o panorama do mundo sem a contribuição de faxineiros, pedreiros, carpinteiros, jardineiros?<br /> O que seria do hospital, com médicos, enfermeiras e gente especializada nos laboratórios, se faltasse a faxina para garantir a limpeza?<br /> Como poderia garantir a qualidade dos seus pães e doces, o padeiro, sem o concurso do produtor que lhe entregasse a farinha de boa qualidade?<br /> De que valeria o trabalho muito bem pensado e estruturado de engenheiros e arquitetos, se faltasse a preciosa mão de obra de serventes e carpinteiros?<br /> Em todo lugar, sempre, dependemos uns dos outros. O que abre a loja e expõe a mercadoria, necessita do cliente que observe, goste e compre.<br /> Clientes e vendedores, patrões e empregados, superiores e subordinados, necessitamos e muito uns dos outros. Não podemos sobreviver, muito menos viver uns sem os outros.<br /> Por isso, a melhor técnica é nos unir, dar as mãos, valorizarmo-nos uns aos outros e sermos gratos pela oportunidade de servir e receber serviços.<br /> * * *<br /> O comércio é também uma escola de fraternidade. Realmente, precisamos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.<br /> Sempre que nos sintamos no direito de reclamar, não façamos do nosso verbo um instrumento de agressão.<br /> Por vezes, a pessoa mal-humorada, em seus contatos públicos, carrega um pesado fardo de inquietação e doença.<br /> Acostumemo-nos a pedir por favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas, lanchonetes e hotéis.<br /> Antes de serem empregados à disposição de clientes, são seres humanos que sentem alegria, dor, têm seus problemas e esperam compreensão dos demais seres humanos.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em história de autoria<br /> ignorada e no cap. 11 do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz,<br /> psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.<br /> Em 14.08.2012.</span><br /> &nbsp;

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA
7 Jan 20214:17EP 1377

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA<br /> <br /> Na França, ele foi um dos mais ardorosos adeptos do romantismo. Foi membro da Academia Francesa e chamado de Leão das tulherias, em razão do seu espírito combativo.<br /> No Brasil, influenciou escritores e poetas como Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar e Casimiro de Abreu.<br /> Idealista, não se atemorizava pelas consequências das suas iniciativas. Foi defensor dos excluídos e sua obra é farta em demonstrar as injustiças sociais do seu tempo.<br /> Falamos do poeta, escritor e jornalista Victor Hugo. Pois essa figura ímpar, quando tinha onze anos, escreveu estes versos: Eu tive em minha loira infância ah, tão efêmera, três mestres: um jardim, um velho padre e minha mãe...<br /> Tem fundamento semelhante afirmativa. O jardim deve ter sido o da casa onde habitou, na capital francesa, quando criança.<br /> O contato com a natureza lhe moldou a observação minuciosa que o transformaria em um escritor detalhista.<br /> Olhando a grama crescer no jardim, aprendeu a abençoar a chuva generosa e o sol que assim a fazia brotar viçosa.<br /> Observando as formigas minúsculas transitando pelas alamedas, transportando seus tesouros para o formigueiro, aprendeu a respeitar os pequenos, dos quais jamais se esqueceria.<br /> O velho padre, do convento próximo de sua casa, com certeza foi quem lhe ministrou as lições do Evangelho de Jesus. Lições que ele aprendeu muito bem: amor ao próximo, compaixão para com a dor alheia, igualdade de direitos, justiça.<br /> Dos lábios maternos recebeu as primeiras lições de Deus, Pai generoso e bom.<br /> Victor Hugo passou com sua mãe a maior parte da infância porque o pai, um militar, sempre estava longe, em serviço.<br /> Ela o instruiu a respeito da vida imortal do Espírito. Certeza que ele tinha e que o levou a escrever a um amigo, cuja esposa desencarnara:<br /> Caro Lamartine, uma grande desgraça vos fere. Necessito pôr meu coração junto do vosso.<br /> Eu venerava aquela que amáveis. Vosso alto Espírito vê além do horizonte. Percebeis distintamente a vida futura.<br /> Não é a vós que se precisa dizer: Esperai. Sois daqueles que sabem e esperam.<br /> Ela é sempre vossa companheira, invisível, mas presente. Perdestes a esposa, mas não a alma.<br /> Esse é o discurso de quem é amigo, de quem crê na Imortalidade e distribui esperanças.<br /> Discurso de quem viveu na natureza, foi alimentado pelo Evangelho de Jesus e a doçura de um coração materno.<br /> * * *<br /> Todo investimento educativo na infância frutificará positivamente, ofertando às nações homens dignos e cidadãos honrados.<br /> Se à educação se acrescentar o ensino do Evangelho de Jesus, que é a condução do Espírito imortal para os verdadeiros objetivos da vida, que transcendem a materialidade, então poderemos ficar tranquilos.<br /> Isso nos permitirá ter a certeza de que o mundo do amanhã se constituirá de governantes corretos, executivos responsáveis, pais e mães de família exemplares, enfim, homens de bem.<br /> Invistamos na infância.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo Duas naus, um<br /> capitão..., da revista Reformador, de fevereiro de 2001, ed. Feb.

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