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PODCAST · 3184 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O ABRAÇO QUE EU NÃO POSSO DAR
30 Jan 20213:49EP 1392

O ABRAÇO QUE EU NÃO POSSO DAR

<p>O abraço que eu não posso dar</p> <p><br /> É de nossa cultura a expressão afetuosa que envolve o toque, o contato físico. Sentimos muita falta do abraço.</p> <p>Sabe-se que o abraço carinhoso tem um poder sem igual, revitalizante e curador.</p> <p>Segundo alguns estudiosos, o abraço amplia nosso sentimento de autoaceitação, minimiza ansiedade e estresse, libera dopamina, o hormônio do humor e da motivação.</p> <p>Além disso, fortalece nossas conexões, possibilitando o exercício do perdão, apoio e amor. Em resumo, é essencial para nossas vidas.</p> <p>Mas, o que fazer quando ele nos falta?</p> <p>O que fazer quando, para preservar o outro, somos obrigados a nos manter afastados fisicamente?</p> <p>É aí que entra nossa criatividade e também o conhecimento da realidade.</p> <p>Há muitas outras formas de abraçar. A parte física do abraço é apenas uma pequena porção de uma expressão muito maior.</p> <p>Quem abraça não é o corpo. Abraçamos utilizando este corpo, que hoje existe e amanhã não existirá mais.</p> <p>Abraçamos com a alma, ou com o coração, utilizando dessa referência tão comum na esfera dos nossos sentimentos.</p> <p>Quando oramos por alguém, com sinceridade, estamos abraçando.</p> <p>Quando telefonamos para saber como o outro está, oferecendo alguns minutos para ouvir, doando nosso sorriso, nosso ombro amigo, estamos abraçando.</p> <p>Quando fazemos uma gentileza, alguma produção própria com a qual presenteamos as pessoas, estamos igualmente abraçando.</p> <p>Quando, finalmente, abrimos nosso coração, proferindo doces palavras, destacando qualidades, expressando nossa admiração, nosso amor a alguém, estamos lhe dando um forte e poderoso abraço. E como isso é bom!!!</p> <p>Assim, não nos preocupemos tanto pela falta do contato físico temporal. Encontremos outras formas de nos relacionarmos.</p> <p>Continuemos doando o abraço, o carinho, o interesse, de diferentes formas.</p> <p>Alguns escrevem poemas expressando seu amor. Outros alimentam e cozinham algo de especial, pensando no próximo.</p> <p>Alguns enviam seu canto ou compartilham uma Palavra para consolar.</p> <p>Há aqueles que oram, enviando o abraço dos fluidos invisíveis que revigoram tanto aquele que oferece quanto aquele que recebe.</p> <p>Então, pensemos de que forma podemos abraçar à distância.</p> <p>Cada um encontrará o seu jeitinho, a sua maneira, dentro de suas possibilidades infinitas, neste Universo onde tudo está conectado.</p> <p>A verdade é que estamos mais próximos uns dos outros do que imaginamos.</p> <p>Pense nisso, mas... pense agora!</p> <p><br /> (*) Pense Nisso com base em texto do Momento Espírita</p>

UM NOVO ANO PELA FRENTE
29 Jan 20214:38EP 1391

UM NOVO ANO PELA FRENTE

<p>Um novo ano pela frente</p> <p>Estamos no primeiro mês do ano. Quando o mês de janeiro chega, é sempre um momento de renovação de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas, propósitos renovados para tantas coisas...</p> <p>É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para os próximos meses. Parar para pensar em seus projetos...</p> <p>Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período reinicia.</p> <p>Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos? Por muitas vezes, nem sabemos onde guardamos a tal lista...</p> <p>Um Ano Novo deve ter um significado especial.</p> <p>Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos motivados a uma renovação.</p> <p>Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional. Ainda mais depois de um ano tão atípico que vivemos em 2020. Quanta coisa aprendemos...</p> <p>Agora, talvez seja o momento de colocarmos em prática todo nosso aprendizado. Podemos e devemos nos importar mais com os filhos, lembrando de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.</p> <p>Dedicar mais tempo às crianças, não somente para passeios como a praia, a viagem de férias. Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete... e olhar a carinha lambuzada de chocolate.</p> <p>Uma tarde para um papo com os mais velhos. Ainda que a distância, por telefone ou internet.</p> <p>Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um Olá, desejar Boa viagem, Feliz Aniversário!</p> <p>Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.</p> <p>Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, talvez aprender um novo idioma. Fazer uma visita ao dentista...</p> <p>E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.</p> <p>Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.</p> <p>Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, dedicar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.</p> <p>Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.</p> <p>Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho para casa.</p> <p>Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.</p> <p>Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.</p> <p>Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.</p> <p>Ainda estamos no mês de janeiro. Tem um ano todo pela frente. Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!</p> <p>Faça algo diferente,</p> <p>Pense nisso, mas... pense agora</p> <p>(*) Pense nisso baseado em texto do Momento Espírita</p>

PAIS BRILHANTES
28 Jan 20214:35EP 1390

PAIS BRILHANTES

&nbsp;PAIS BRILHANTES<br /> <br /> É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida.<br /> Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.<br /> Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.<br /> Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.<br /> Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.<br /> Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas &ndash; escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.<br /> Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da criatura.<br /> E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.<br /> Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.<br /> Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.<br /> Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.<br /> Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo íntimo.<br /> Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.<br /> Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes.<br /> Pais que dêem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.<br /> Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros.<br /> E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias.<br /> Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.<br /> Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.<br /> ***<br /> É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.<br /> Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.<br /> Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.<br /> Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.<br /> Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.<br /> Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser.<br /> <br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Equipe de Redação do Pense Nisso com base no cap. 1 do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury e do cap. Obstáculos, do livro Histórias para Aquecer o Coração &ndash; edição de ouro, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ambos da ed. Sextante.</em></div>

DESCONTROLE
27 Jan 20214:04EP 1389

DESCONTROLE

&nbsp;DESCONTROLE<br /> <br /> Naquele dia de sol, Mário chegou feliz e estacionou o reluzente caminhão em frente à porta de sua casa. Após vinte anos de muita economia e muito trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminhão. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisição. A partir de agora, seria seu próprio patrão.<br /> Ao chegar próximo do veículo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminhão.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das mãos dele e, totalmente fora de controle, martelou as mãozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se pôs a chorar de dor, enquanto a mãe interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequência, ela trouxe o marido de volta à realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas frágeis mãozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas várias horas, o cirurgião veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacerações tinham sido de grande extensão e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o médico, a criança era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico. Os pais poderiam aguardá-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no coração, os pais esperaram que a criança despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu só queria consertar o seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.<br /> O pai, com lágrimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que não tinha importância o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminhão nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que não está mais bravo comigo?<br /> Não mesmo, falou o pai.<br /> Então, perguntou a criança, se estou perdoado, quando é que meus dedinhos vão nascer de novo?<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos também a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machucá-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crianças, que são frágeis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que é sempre má companhia. Domemos as nossas tendências e impulsos agressivos, recordando que nada na vida é mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servirão por algum tempo, mas, somente os nossos amores estarão conosco sempre, não importando o local, as condições que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que são os sóis das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifestações do amor.

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS
26 Jan 20213:37EP 1388

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS

<span font-size:="" style="">SER COMO SE JA NÃO FÔSSEMOS<br /> <br /> É preciso não esquecer nada:<br /> nem a torneira aberta nem o fogo aceso,<br /> nem o sorriso para os infelizes,<br /> nem a oração de cada instante.<br /> É preciso não esquecer de ver a nova borboleta, nem o céu de sempre.<br /> O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.<br /> O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos, a ideia de recompensas e de glória.<br /> O que é preciso é ser como se já não fôssemos, vigiados pelos próprios olhos, severos conosco, pois o resto... o resto não nos pertence.<br /> * * *<br /> Cecília Meirelles nos faz pensar e viajar por entre suas palavras singelas e profundas.<br /> Seria possível viver como se já não fôssemos, em um mundo de tangibilidade plena como o nosso?<br /> Seria possível como que viver em dimensões diferentes ao mesmo tempo? E, será que já não vivemos?<br /> Há uma parte de nós vivendo na esfera ponderável, da matéria, das necessidades de sobrevivência.<br /> Há outra, habitante do eterno, onde os espelhos do mundo não refletem nada, imponderável, espiritual.<br /> Viver como se já não fôssemos, pode significar estar no mundo, sem ser do mundo.<br /> Dependemos do material para a sobrevivência, para a manutenção da encarnação.<br /> Porém, nosso coração, nossas mais valiosas energias podem estar sendo investidas nessa vida maior, na vida eterna do Espírito imortal.<br /> Quando investimos no amor, na doação, no sorriso para os infelizes ao nosso redor, estamos sendo como se já não fôssemos, pois estamos vivendo o espiritual, o permanente, acima do efêmero, do passageiro.<br /> Quando investimos no autoconhecimento, buscando em nós, diariamente, o que precisa de reforma, estamos sendo como se já não fôssemos.<br /> Quando não esperamos as recompensas e glórias do mundo, vivendo com leveza o dia carregado de atos, estamos sendo como se já não fôssemos.<br /> Severos conosco, no sentido de vigiarmos nossos pensamentos e atos, dando conta de nossa própria administração.<br /> Não a severidade que pune, que enche de culpa, mas aquela que previne e que corrige sempre, evitando perdermos tempo em caminhos infelizes.<br /> E o resto... o resto não nos pertence.<br /> Pertencem a Deus a Lei e a Justiça. Pertence à consciência de cada um seu próprio julgamento.<br /> * * *<br /> Léon Denis, grande sábio do século 18, em sua obra Depois da morte, ensina:dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso.<br /> O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.<br /> .<br /> Ainda há tempo de escolher. Ainda há tempo de se preparar. Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base no poema É preciso não<br /> esquecer nada, do livro Poesia completa, de Cecília Meirelles, ed. Nova<br /> Fronteira e no cap. 30, do livro Depois da morte, de Léon Denis, ed. Feb.<br /> Em 8.10.2012.</span><br /> &nbsp;

A ARTE DOS ELOGIOS
23 Jan 20214:07EP 1387

A ARTE DOS ELOGIOS

&nbsp;A ARTE DOS ELOGIOS<br /> <br /> A baixa autoestima é vista como uma espécie de carência de vitaminas emocionais para as crianças e adultos.<br /> Preocupados com o desenvolvimento dos seus filhos e com suas conquistas, alguns pais exageram na hora dos elogios.<br /> Adulada em excesso e sem motivo, a criança cresce esperando o mesmo de todas as pessoas.<br /> Hoje, ela espera o afago verbal dos pais, dos professores. Amanhã será do chefe, da namorada ou do namorado para se sentir bem.<br /> É que o excesso de elogios, e nem sempre verdadeiros, gera insegurança e não autoestima.<br /> O educador, escritor e pai de cinco filhos, Paul Kropp, de Toronto, estabeleceu alguns itens que acredita importantes para aumentar a autoconfiança dos nossos filhos, sem correr o risco de sermos demasiadamente generosos em elogios, sejam eles merecidos ou não:<br /> 1. Inclua seu filho no que você estiver fazendo. E lembre-se de que nem tudo precisa ser perfeito no trabalho dele.<br /> Deixe a criança experimentar, agir, auxiliar. Pequenas tarefas falam de responsabilidade e amadurecimento.<br /> 2. Não apresente ao seu filho obstáculos grandes demais. A dificuldade das tarefas atribuídas às crianças deve ir aumentando aos poucos.<br /> 3. Não corra para ajudar o seu filho. Dê a ele a chance de experimentar a frustração.<br /> A frustração faz parte do mundo real e a criança deve aprender, desde cedo, a lidar com ela.<br /> 4. Certifique-se de que ele tenha desafios fora de casa: grupos de excursão, equipes de natação, aulas de música.<br /> 5. Elogie os resultados finais com sensatez. Quando descobrir nos olhos de seu filho que ele está satisfeito com algo que fez, não seja severo na crítica.<br /> Finalmente, para ajudar a criança a desenvolver uma noção real de seu valor:<br /> Preste atenção ao que seu filho faz ou diz - você não precisa concordar, mas tem de ouvir.<br /> Encontre tempo suficiente para desenvolverem projetos juntos, sem perder de vistas as habilidades da criança.<br /> Lembre-se de que não são os falsos elogios que constroem a identidade de seu filho, mas sim a atividade e o sucesso.<br /> Os elogios, por si mesmos, não levam os filhos a crescer e buscar novos desafios. E para aquele que sabe o que quer, não serão uma ou duas críticas que o irão abater.<br /> Por tudo isso os pais, que conhecem seus filhos, devem usar de bom senso. Elogios e críticas bem dosadas, aliadas ao tempo e esforço pessoal, possibilitam a autoconfiança e a consciência do próprio valor.<br /> * * *<br /> O falso elogio enche a criança de expectativas irreais. A falta deles acaba por desvalorizá-la e deprimir.<br /> Quando a criança precisa de um elogio para elevar a sua autoestima, terá dificuldades para aprimorar o seu caráter porque estará sempre na dependência do que os outros pensam. Estará buscando aprovação e não aprimoramento.<br /> Incentivar é permitir a possibilidade da experiência, do erro e do acerto. Eis o caminho ideal para a correta formação do caráter dos nossos filhos.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo Seu filho é viciado em elogios?, da revista Seleções Reader&#39;s Digest, de maio de 2000.<br /> Em 24.07.2012.

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO
22 Jan 20216:08EP 1386

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

&nbsp;SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO<br /> <br /> O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório.<br /> <br /> Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.<br /> <br /> O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.<br /> <br /> Em tempos de facebook, Instagram, Whatsapp...não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.<br /> <br /> Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.<br /> <br /> Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco.<br /> <br /> Assim, raros são os momentos em que estamos sozinhos. E o medo de estarmos sozinhos nos faz cada vez mais mergulhar nas comunicações, nos contatos, não poucas vezes vazios e sem significados reais.<br /> <br /> E o medo da solidão nasce muitas vezes do medo de encontrarmos a nós mesmos, nossa essência. Como se isso não fosse necessário e inevitável.<br /> <br /> Assim, fugimos de nós mesmos, mergulhando nos barulhos do mundo. Afastamo-nos de nós mesmos buscando respostas que, ao final, só poderão ser encontradas em nossa intimidade.<br /> <br /> Por isso se faz necessário que busquemos a nós mesmos, de tempos em tempos.<br /> <br /> Buscar a solidão para encontrarmo-nos conosco, em um reencontro com a própria alma, de maneira tranquila e serena, sabendo que guardamos em nossa intimidade a chave para nossa felicidade.<br /> <br /> Será nesses momentos de introspecção que conseguiremos analisar nossas atitudes, nossos valores e sentimentos.<br /> <br /> Quando fazemos silêncio exterior, damos vazão ao mundo interno, intenso e palpitante e que, muitas vezes, relegamos ao esquecimento.<br /> <br /> Nessas horas, teremos a oportunidade de entender nossas reações, repensar nossos atos, ponderar valores e atitudes para os próximos embates.<br /> <br /> Somente assim, ao permitirmos esse encontro conosco mesmos, conseguiremos alçar a patamares mais maduros e tranquilos em nosso mundo emocional.<br /> <br /> Dessa forma, a solidão será oportuna companheira a ser buscada, para que possamos nos encontrar e conhecer.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Permitamo-nos, assim, com regularidade, evadirmo-nos do mundo, buscando momentos de solidão, onde teremos apenas a nós mesmos para conversar.<br /> <br /> Aproveitemo-los para rever, repensar ações, horas de dificuldade e apreensão.<br /> <br /> Serão esses espaços de solidão que nos permitirão reavaliar atitudes para, nas próximas experiências, evitar que venhamos a repetir os mesmos erros, em idênticas situações.<br /> <br /> Sem nos permitirmos esse encontro interior, continuaremos a ser aqueles que tropeçamos em nós mesmos, sem saber porquê, nem como, tentando achar algum culpado, quando, na verdade, somos apenas nós a andar, sem rumo e sem autoconhecimento.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A sós, todos os dias, alguns momentos para reflexionar a respeito do que fazemos, como fazemos nos permitirá o autoconhecimento. E essa é a chave do progresso individual. Pensemos nisso.

PARA MUDAR O MUNDO
21 Jan 20215:12EP 1385

PARA MUDAR O MUNDO

<strong>Para mudar o mundo</strong><br /> <br /> Na manhã que apenas se espreguiçava, a manchete estampada na primeira página do jornal, chamava a atenção: Maldade registrada.<br /> Em outro jornal, a notícia, em letras garrafais, era a respeito da infelicidade de uma família, cujo filho adolescente fora vítima de uma dita bala perdida.<br /> Isso, no Dia das Mães, enquanto a família se preparava para o almoço, e o jovem se dirigia à farmácia para comprar medicamento para o pai.<br /> Desgraças. Violência.<br /> Olhamos o mundo e, por vezes, nos sentimos inseguros, amedrontados.<br /> Parece que a honra se despediu da Humanidade, a decência se escondeu em algum recanto secreto e os maus tomam conta do mundo.<br /> Parece. Só parece. Tudo isso acontece, em verdade, porque, embora estejamos no Terceiro Milênio, no século XXI, ainda o homem se compraz com as coisas ruins.<br /> Senão vejamos: por que estampamos na primeira página do jornal o criminoso cruel, desumano, com a descrição do seu crime hediondo?<br /> Por que tanto espaço para a atrocidade que ele cometeu, que é descrita em detalhes?<br /> Por que a visita de um cientista que se dedica, há anos, à pesquisa em laboratório, para a descoberta de uma vacina, recebe uma nota pequena, numa página interna?<br /> Por que estampamos na primeira página a corrupção, enquanto um ato de heroísmo é noticiado sem destaque algum?<br /> Por que valorizamos o mal, a maldade, em detrimento do que é bom, belo e deve ser imitado?<br /> Por que não usamos a primeira página do jornal para noticiar a conquista de uma medalha por um atleta?<br /> Ou para anunciar o espetáculo de ballet que uma escola apresentará?<br /> Ou, ainda, um espetáculo, cuja renda beneficiará a portadores de determinada enfermidade?<br /> Por que premiamos os que fazem o mal e não apontamos os que realizam o bem?<br /> Quem já viu estampada manchete sobre entidade beneficente que abriga pessoas portadoras de necessidades especiais?<br /> Por que não se mostra a dedicação de fisioterapeutas, de fonoaudiólogos trabalhando com paralisados cerebrais?<br /> Os que trabalham com idosos, os portadores de Alzheimer?<br /> Por que não se relata o trabalho dos médicos sem fronteiras, em manchete? Dos benefícios que propiciam, das batalhas vitoriosas contra a morte, das vidas que modificam?<br /> Por que não se mostra a abnegação de mães valorosas que abraçam, todos os dias, seus filhos totalmente dependentes de seus cuidados?<br /> O carinho de filhos adultos por pais idosos e dependentes?<br /> Por que não se colocam, em amplo destaque, as entidades que protegem cães e gatos abandonados pelas ruas?<br /> Por que não se anuncia, com grandes fotos coloridas, a inauguração de uma nova creche, de um jardim, de um parque?<br /> Por que não se fala do bom trabalho de um hospital, de uma escola?<br /> Quase sempre essas instituições aparecem, quando algo suspeito ou equivocado por lá acontece.<br /> Será que anos e anos de dedicação, de serviço ao povo não valem nada?<br /> * * *<br /> Pensemos nisso e comecemos a exigir dos que movimentam a imprensa, a inserção de coisas positivas.<br /> Digamos, não aderindo à onda de violência e maldade que deseja tomar conta da Terra, que desejamos ver, ouvir e sentir coisas boas.<br /> Por isso, invistamos nas boas revistas, nos bons periódicos, nos programas de valor.<br /> Ajudemos a sustentar um bom programa de rádio, de televisão.<br /> E, se somos dos que escrevem, ilustram, criam, evidenciemos em nossas letras, gravuras e criações, com muito destaque, o que é bom, belo e proveitoso.<br /> Guardemos a certeza que, dessa forma, estaremos investindo no mundo melhor que todos desejamos para nós e para nossos filhos.<br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso<br /> Em 05.7.2017.</em></div>

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