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PODCAST · 190 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A RAIVA
31 Jan 20265:46EP 27

A RAIVA

O que há por trás de explosões de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum, a explosão de raiva, está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o ScienceFans, o pesquisador R. Douglas Filtz explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Filtz esmiuçou todas as causas que nos levam a explodir e agrupou-as em nove sessões. Integridade física, insulto, família, cultura, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento. Esta última é relacionada a tudo que nos tolhe, física ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para as nossas vidas estivesse em risco. E nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. Todos temos esses circuitos em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há 100 mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora. É preciso entender que a explosão não é consciente e acontece muito rápida. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você. Mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar para que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças externas e internas. E essas informações estão sempre alimentando seu cérebro, de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea, como muitos atos de heroísmo de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. Esse instinto funciona maravilhosamente na matéria. Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes dá errado. E é isso que precisamos controlar. E como controlar a raiva? O próprio Fields admite, tentar acalmar alguém nervoso muitas vezes só deixa a situação pior. Mas identificando o que gera essa raiva é possível virar o jogo, quando a pessoa se torna consciente de que esse gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. De repente, você percebe que isso não é motivo para briga e o sentimento ruim vai embora. Entender como alguma coisa funciona é sempre o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando Jesus nos disse para perdoar-nos 70 vezes, 7 vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induza a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também podem comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão maligno, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

 JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS
30 Jan 20263:08EP 26

JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS

Em uma aldeia no Líbano vivia um médico muito sábio. Ele era um homem rico e, por essa razão, atendia a todos sem cobrar nada. Muitas pessoas caminhavam por dias para serem atendidas por ele. Esse médico tinha uma gata que, todas as noites, se sentava com ele na varanda, e eles faziam e a companhia um ao outro até a hora de ir dormir. A gatinha era muito educada e, sempre que estava com fome, ia até a cozinha e ficava miando na porta até que o cozinheiro lhe dava um pote de comida. Certo dia, a gata não miou. Entrou na cozinha, subiu na pia, roubou um pedaço de carne que o cozinheiro ia preparar e, quando estava fugindo, o cozinheiro a viu. Irritado com o atrevimento da gata, ele a enxotou da cozinha com uma vassoura. Naquela noite, a gata não apareceu na varanda, e o médico ficou preocupado. No dia seguinte, ele começou a procurá-la e pediu ajuda de seus empregados. Quando viu o que estava acontecendo, o cozinheiro contou ao médico o que tinha havido no dia anterior. Logo, um de seus empregados apareceu contando que tinha encontrado a gata. O médico o acompanhou, e eles descobriram que ela tinha tido filhotes e eles estavam na fase de começar a comer. Ele entendeu a atitude da gata e foi falar com o cozinheiro. A gata não roubou a carne por vontade própria, e sim pelo amor e pela necessidade de seus filhotes. Ela não deveria ter sido maltratada por isso. Qualquer mãe, para atender as necessidades dos filhos, pode tomar atitudes extremas. Vemos nessa história que o cozinheiro teve um julgamento precipitado sobre uma atitude, o da gata, em pegar comida na cozinha, atitude que não era comum de sua parte. E só depois, conversando com o patrão, ele entendeu o porquê daquela ação da felina. Ela estava pegando comida para dar aos filhotes. Aprendemos que os meios justificam as ações? Não, pois não é sobre o outro, e sim sobre a nossa capacidade de julgar equivocadamente o outro. Você consegue se lembrar da última vez que fez um julgamento errôneo sobre algo ou alguém e, depois que soube dos fatos, se arrependeu de ter julgado? Essa história nos ensina isso, sobre não julgarmos o outro sem sabermos o que o levou a tal atitude. Sim, eu entendo que nem todas as atitudes serão justificadas ou desculpadas por causa do motivo que a ocasionaram, mas que possamos frear nossos julgamentos a respeito do outro. Lembrar que o Messias, enquanto esteve por aqui, disse que, da mesma forma que julgarmos alguém, assim também seremos julgados. Pense nisso, mas pense agora.

A ÚLTIMA VIAGEM
29 Jan 20264:08EP 25

A ÚLTIMA VIAGEM

Era tarde da noite quando o taxista recebeu o chamado. Ao chegar, ele pensou em buzinar e aguardar. Mas imaginou que alguém que chamasse o taxi tão tarde poderia estar com alguma dificuldade. Saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Uma senhora idosa, pequena, franzina, com o vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala e, na outra mão, trazia a senhora. E uma pequena valise. Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu endereço e perguntou: podemos ir pelo centro da cidade? Mas o caminho que a senhora sugere é mais longo, observou o taxista. Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho. Eu estou indo para um asilo porque não tenho mais família, e o médico me disse que morrerei em breve. O taxista, que começara a dar a partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: aonde mesmo a senhora gostaria de ir? Ele a levou até um prédio na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora a senhorita quando jovem. Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou mais adiante o clube onde dançou com seu amor muitas vezes. De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício. Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava. Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço. Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo. Era uma casa cercada de alvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada de forma cordial por dois atendentes. Ela se despediu do taxista. Quanto lhe devo? Nada, disse ele, é uma cortesia. Mas você tem que ganhar a vida, meu rapaz. Há outros passageiros, ele respondeu. Sensibilizado, a envolveu em um abraço. Afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão. Sabe, você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe. Naquela madrugada, o taxista resolveu não trabalhar mais. Ficou a sismar. E se ele apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora? E se tivesse recusado a corrida pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno de forma apressada para ir para casa? Deus se conta da riqueza que é ser gentil. Por vezes, pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos. Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida. O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém. Mesmo que seja um simples passeio pela cidade. Uma ida ao cinema, uma volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite. Estejamos atentos para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes. Eles podem representar para alguém toda a felicidade. Pense nisso, mas pense agora.

OPORTUNIDADES
28 Jan 20264:37EP 24

OPORTUNIDADES

Escondido em seu pântano, vivia um pequeno sapo acostumado ao seu espaço de grande magnitude. Sonhador, talvez, afinal, vale a pena sonhar. Perto dele havia outro sapo que vivia em uma poça, na estrada. Quando o vizinho o ouviu, chamou-o para que morasse com ele. Você estará melhor e mais seguro, informou o sapo. Mas, embora ele repetisse várias vezes, o sapo da estrada não quis sair dali. Ele lhe disse, eu não quero sair daqui, eu me sinto bem aqui. Além disso, estou satisfeito, como você pode ver. Poucos dias depois, alguém passou com um carrinho pela estrada e, imediatamente, o esmagou. Aproveite as oportunidades quando elas se apresentam. Não se contente em ficar no mesmo canto apenas por hábito. A vida é uma jornada cheia de surpresas, desafios e escolhas. A cada momento temos a chance de fazer algo diferente, de mudar o rumo da nossa história, de realizar os nossos sonhos. Mas, para isso, precisamos estar atentos às oportunidades que a vida nos oferece e saber aproveitá-las da melhor forma possível. As oportunidades são situações favoráveis que surgem em nosso caminho, que nos permitem crescer, aprender, evoluir, contribuir, se divertir, se expressar, se conectar. São portas que se abrem para novas possibilidades, novas experiências, novos horizontes. São presentes que a vida nos dá e que dependem da nossa vontade e da nossa ação para serem desfrutados. Muitas vezes, as oportunidades estão disfarçadas de problemas, de dificuldades, de obstáculos. Muitas vezes, elas exigem que saímos da nossa zona de conforto, que enfrentemos os nossos medos, que arrisquemos o desconhecido. Precisamos estar atentos aos sinais que a vida nos envia, às pistas, aos convites que ela nos faz. Precisamos estar abertos a um novo, ao diferente, ao inesperado. Precisamos estar dispostos a mudar, a experimentar, a ousar. Não basta apenas reconhecê-las, é preciso agir sobre elas. É preciso ter coragem para tomar decisões, para assumir responsabilidades, para seguir em frente. É preciso ter determinação para persistir nos nossos objetivos, para superar os obstáculos, para vencer os desafios. É preciso ter flexibilidade para se adaptar às circunstâncias, para lidar com as mudanças, para aprender com os erros. É preciso ter gratidão por tudo que a vida nos oferece, por tudo o que conseguimos realizar, por tudo o que somos capazes de ser. Aproveitar as oportunidades é uma forma de valorizar a vida, de honrar o nosso potencial, de expressar o nosso propósito. Aproveitar as oportunidades é uma forma de ser feliz, de fazer feliz os outros, de fazer o mundo melhor. Não deixe as oportunidades passarem por você. Não perca tempo com medos, dúvidas ou arrependimentos. Não se contente com o pouco quando você pode ter muito mais. Não se limite pelo que é possível quando você pode fazer o impossível. Aproveite as oportunidades que a vida lhe dá. Elas são únicas e podem não se repetir. Elas são o seu caminho para a realização pessoal e profissional. Elas são o seu combustível para a felicidade e a plenitude. Aproveite as oportunidades e faça a sua vida valer a pena ser vivida. Pense nisso, mas pense agora.

 PRECIOSIDADES
27 Jan 20264:43EP 23

PRECIOSIDADES

Como sempre, hoje o nosso Pense Nisso trará um tema muito profundo. O que é precioso para nós? Quais as preciosidades da vida que devemos guardar com todas as nossas forças? O que nos dá sentido, propósito, valor? O que nos faz acordar todos os dias com vontade de viver, de aprender, de crescer, de querer ser melhor? Melhor que fomos ontem. Certo dia, caminhando pelo centro da cidade, vi um casal de idosos. Seus corpos, já arquejados pela idade, seus passos pequenos e seus cabelos brancos exalavam anos e mais anos vividos. Com as mãos dadas fortemente, como se tivessem medo de se perder em um do outro, paravam em frente às lojas e comentavam sobre como o lugar havia mudado e como tinha gente demais em um local que outra hora era tranquilo e isolado. Observei com curiosidade as lembranças deles, e a nostalgia de uma época nunca vivida me trouxe um misto de admiração e melancolia pela história que eles construíram juntos, enfrentando as mudanças do tempo e do espaço. Melancolia pela consciência de que tudo é passageiro e que nada permanece igual, e também a admiração pela paciência. De compartilhar suas vidas. Eu me perguntei: o que é precioso para guardar? Talvez seja o amor, que é a força mais poderosa do universo, a energia mais pura da vida, a essência mais profunda da alma. É o que nos faz sentir bem, que nos faz querer cuidar, compartilhar, valorizar e respeitar. Ou talvez seja a sabedoria, que é fruto do conhecimento e do avanço da idade. A conquista mais elevada da mente, a virtude mais admirável do caráter. A sabedoria é o que nos faz entender a realidade, interpretar os fatos, solucionar os problemas, que nos faz aprender com as experiências, refletir sobre as ideias, questionar as verdades. A sabedoria é o que nos faz ser sábios para vivermos melhor. Eu sei que essa não é a. Cada um de nós tem uma história diferente, uma personalidade diferente, uma essência diferente. E por isso temos uma resposta diferente, uma visão diferente, uma experiência diferente. Cada um de nós tem uma forma de ver o mundo, de se relacionar com os outros, de se expressar. Mas eu acredito que existem algumas coisas que são preciosas para todos nós. Coisas que são universais, que são comuns, que são humanas. Coisas que nos conectam, que nos unem, que nos tornam iguais. Coisas que nos fazem sentir parte de algo maior, algo melhor, algo mais bonito e precioso. E essa preciosidade são as lembranças vividas ao lado das pessoas que amamos e que nos fazem bem. São momentos que ficarão para sempre guardados nas nossas memórias. E que, quando relembrarmos delas, mesmo que tenham sido forjadas no meio das dificuldades e de muitas lutas, nos fazem bem. Fazem-nos sentir felizes e sentir que valeu a pena passar por tudo aquilo. Aquele casal me fez questionar se eu estou vivendo da melhor forma possível. Se estou aproveitando cada momento. Me fez lembrar da minha infância, dos meus pais, dos velhos amigos que há tanto tempo a vida separou. Da minha família e dos meus filhos. E me perguntei: será que estou adquirindo preciosidades da vida? E você, já se questionou quais preciosidades quer guardar na sua vida? Pense nisso. Mas, pense agora.

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