
APRENDENDO COM AS CRIANÇAS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3183 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

<span font-size:="" style="">RELACIONAMENTO DE UM SÓ<br /> <br /> Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar.<br /> Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama.<br /> No entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência.<br /> É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil.<br /> Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma.<br /> ***<br /> Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor.<br /> Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> Pensemos nesses detalhes.</span><br /> <br /> <br /> <br /> <br />

COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.<br /> Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.<br /> Mamãe, como a gente escreve...?<br /> Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui é você, papai!<br /> A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.<br /> Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.<br /> Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap.<br /> Círculo de amor, de Jeannie S. Williams,<br /> da obra Histórias para o coração da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

O Coronavírus tem uma lição para nos dar.<br /> Uma lição, que em tempos normais de alegria, de festas, de hedonismos, nós esquecemos.<br /> Você sabe qual é a lição? Sabe do que esquecemos, e que agora, estamos lembrando?<br /> Quem somos todos iguais. Brancos e negros, ricos e pobres, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus; todos precisamos de todos.<br /> Qual é a verdadeira causa do coronavírus?<br /> A resposta é: a mesma coisa que causa todos os problemas que ameaçam a nossa existência; a indiferença<br /> E você está se perguntando: - ok! E o que isso tem a ver com essa pandemia? Isso não faz o menor sentido. Qual é a conexão com esse vírus, que está assustando o mundo inteiro?<br /> <br /> Veja como um vírus tão pequeno como esse, está nos mostrando que somos todos iguais. Ele nos mostra, o quanto dependemos uns dos outros. Ele nos lembra, que devemos cuidar de nós, e de nossos semelhantes.<br /> Mesmo que vivamos separados por milhares de quilômetros, nós podemos cuidar uns dos outros.<br /> Você compreende o seu, o nosso, papel aqui, neste planeta?<br /> Devemos lembrar que vivemos numa sociedade integral, que tudo está conectado. Que todos dependem de todos. Há tantas coisas que podemos fazer uns pelos outros .<br /> O COVID 19, trouxe com ele, não só sofrimento, mas também, o vírus da bondade, do altruísmo, da solidariedade. E é esse “vírus” de amor, que vai ficar permanentemente dentro de nós, sem exceção.<br /> E fique calmo, o mundo não vai acabar. No final, tudo fica bem.<br /> Brevemente, poderemos voltar a nós abraçar. Sair pelas ruas e olhar os rostos dos nossos semelhantes de uma forma diferente; de uma forma mais amorosa...de um jeito mais empático.<br /> Será um novo tempo, apesar dos castigos.Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos pra nos socorrer. Estamos na briga, um pelo outro.<br /> <br /> Por fim uma frase do escritor e professor de História, Yuval Noah:<br /> <br /> <br /> “O real antídoto para uma epidemia não é a segregação, mas sim a cooperação." <br /> <br /> <br /> Pense Nisso, mas... Pense Agora! <div style="" text-align:=""><br /> Redação do Pense Nisso –<br /> inspirado na música de Ivan Lins “Novo Tempo”..<br /> Em 17.3.2020.</div>