
VALE A PENA
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3183 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

<p> Valeu a pena?<br /> <br /> <br /> Você, que é um homem ou uma mulher de negócios, e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?<br /> <br /> Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.<br /> <br /> Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?<br /> <br /> E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria, para ganhar dinheiro e não usufruir.<br /> <br /> Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.<br /> <br /> Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.<br /> <br /> Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.<br /> <br /> <br /> Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda...<br /> <br /> Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais, e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.<br /> <br /> E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.<br /> <br /> <br /> Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir...<br /> <br /> Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.<br /> <br /> <br /> Pensou que foi, mas ficou.<br /> <br /> Teve tudo e não sentiu nada.<br /> <br /> Um dia, você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.<br /> <br /> E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.<br /> <br /> Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.<br /> <br /> Vai desejar o abraço da companheira, do companheiro sempre relegados a segundo plano.<br /> <br /> Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos...<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.<br /> <br /> <br /> Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.<br /> * * *<br /> Obserse o crepúsculo ou contemple uma aurora...<br /> <br /> Dedique-se mais aos familiares...<br /> <br /> Não morra antes do tempo.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora!<br /> Redação do Pense Nisso, com base em texto da página geocities.com/heartland/village/1660.</p>

<p>UM HERÓI, 669 VIDAS<br /> <br /> Quando alguém nos pergunta, o que imaginamos ao ouvir a palavra “herói”, é praticamente unanime que nos venha à cabeça a figura masculina com um uniforme colado ao corpo, musculoso, uma capa esvoaçante, com o peito estufado e de mãos na cintura.<br /> Aposto que foi exatamente isso que você imaginou.<br /> Quando na verdade, esse é apenas um arquétipo que habita o nosso inconsciente coletivo.<br /> Poucos imaginaram, um bombeiro, médico, policial...enfim, uma pessoa comum.<br /> <br /> O jovem britânico Nicolas Winton, não se encaixaria nesse padrão de herói que a maioria de nós temos no inconsciente. Mas, ele foi um grande herói. Um herói de verdade; de carne e osso.<br /> Tudo começou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de férias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslováquia. O que Winton viu o deixou estarrecido.<br /> Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o país rapidamente.<br /> De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez.<br /> Teve a ideia de retirá-los daquela terra, já sob o poder da Alemanha nazista.<br /> Por conta própria, escreveu a vários países pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Suécia e da Grã-Bretanha.<br /> De volta ao seu país, conseguiu o apoio de organizações beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados.<br /> Também obteve os recursos necessários para o transporte e quando o primeiro trem chegou à Grã-Bretanha, lá estava ele, na plataforma, para a recepção.<br /> Foram salvas 669 crianças por esse jovem. Crianças que se transformaram em escritores, engenheiros, biólogos, cineastas, construtores, jornalistas, guias turísticos.<br /> Todos adultos generosos, que adotaram crianças, trabalham como voluntários, fazem o bem, como gratidão pelas suas próprias vidas.<br /> Infelizmente, lamentou Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros não pôde partir para a liberdade, porque no dia 1º de setembro de 1939 eclodiu a guerra.<br /> Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que não conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentração.<br /> Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de alguém que salvou 669?<br /> Mas, um herói não para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França, durante a guerra.<br /> Trabalhou posteriormente nas Nações Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário.<br /> Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuidava do seu jardim e ainda ocupava o seu tempo para ajudar um asilo.<br /> Não se considera um herói porque diz que fez o que todos consideravam impossível, simplesmente porque o seu lema é: Se não é obviamente impossível, deve haver uma maneira de fazer.<br /> Discreto, nem à esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera.<br /> Foi somente 1988 que o fato se tornou conhecido, quando sua esposa Grete, encontrou os documentos no sótão da velha casa do casal. E desde então, passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica e anônima.<br /> <br /> Sua vida, seus méritos e a operação de resgate estão contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crianças que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade.<br /> Nicholas Wendi, teve uma vida longa, tranquila e produtiva. Faleceu de forma serena, aos 106 anos, no dia primeiro de julho de 2015<br /> * * *<br /> Nicolas Wendi, sempre será um símbolo da coragem, de profunda humanidade e incrível humildade<br /> Um herói se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base<br /> em fatos da vida de Nicolas Winton.<br /> Em 30.10.2016</p>

<p><strong> Vozes amigas</strong><br /> <br /> Pedro e Ana se conheceram no colégio. De início, não simpatizaram muito um com o outro, mas reconheceram a inteligência e a integridade mútuas e se tornaram amigos.<br /> A amizade foi se consolidando e, em pouco tempo, evoluiu para algo mais forte, mais intenso.<br /> Eram companheiros de ideias e ideais. Um até sabia o que o outro estava pensando.<br /> Casaram-se, tiveram filhos, alguns cachorros, gatos, peixes.<br /> Fizeram amigos, viajaram, trabalharam em parceria.<br /> A vida nem sempre foi fácil, mas encararam unidos as dificuldades. O amor crescia, amadurecia e se fortalecia.<br /> Entraram na meia idade planejando a aposentadoria e as viagens que fariam.<br /> Os filhos, criados, não precisavam mais de dedicação integral. Estavam batendo asas, independentes e autônomos.<br /> Em meio a planos resgatados do fundo do baú e o nascimento de novos sonhos, Ana começou a sentir que algo não estava bem. Evitou alarmar o marido e foi ao médico.<br /> Para sua surpresa, foi diagnosticada com um tipo de câncer raro e agressivo.<br /> Passado o choque inicial, ela não se rendeu. Buscou informações, médicos e tratamentos alternativos.<br /> As perspectivas, no entanto, eram bastante sombrias.<br /> A família se uniu e Ana decidiu seguir a vida até o momento em que não seria possível fazer mais nada.<br /> Foram anos de batalha com quimioterapia, cirurgias para a retirada de tumores, testes com novos medicamentos.<br /> Uma noite, internada na Unidade de Terapia Intensiva e desenganada pelos médicos, pediu ao marido para conversar com familiares e amigos distantes.<br /> Como seria possível, contudo, se a entrada na UTI era restrita e nem todos conseguiriam chegar a tempo?<br /> Além disso, conversar com todos lhe seria exaustivo e desgastante.<br /> Pedro teve uma ideia. Conversou com o médico de plantão e obteve autorização para permanecer ao lado dela e usar o celular.<br /> Fez contato com quase toda a sua lista de amigos e familiares, solicitando que gravassem, num dos aplicativos do celular, mensagens de afeto para Ana.<br /> Muitos não conseguiram gravar, por conta da emoção.<br /> Mas vieram mensagens de todos os cantos, com palavras entoadas, cantadas, sussurradas.<br /> Todas carregavam carinho, respeito e a esperança de um reencontro.<br /> Ana passou a noite ouvindo as mensagens, que Pedro tocava de tempos em tempos, em seu celular.<br /> Lágrimas escorriam dos olhos de ambos. Lágrimas escorriam também dos olhos de enfermeiros e médicos.<br /> Aquela UTI estava cheia de pessoas, não fisicamente, mas em boas energias, em luz.<br /> Ana atravessou aquela noite, acordou na manhã seguinte e permaneceu por mais uma semana, tranquila e serena, até a sua morte.<br /> Nesse período, pedia para ouvir as vozes amigas que tanto bem lhe haviam feito, que tanto carinho lhe haviam transmitido.<br /> Partiu em paz, sabendo que não estava só. As vozes amigas a ladeavam, amparavam e a preparavam para retornar, segundo a sua crença, à pátria espiritual, onde iria se encontrar com outras vozes amigas, igualmente cheias de amor e saudade, ansiosas por aquele tão esperado reencontro.<br /> </p> <div><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 28.10.2017</em></div>

<p> Amando a vida<br /> <br /> Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...<br /> Assim são os versos iniciais da música de Chico Buarque de Holanda, Roda viva.<br /> E é como muitas pessoas se sentem, em alguns dias. Desesperançadas, descontentes, sem perspectivas de dias melhores.<br /> Pessoas que acreditam que para ser feliz há que se ter muito dinheiro para desfrutar de viagens, festas e ter tudo que se deseje: de roupas, joias a carros importados e iates.<br /> A mídia, de um modo geral, reforça essas ideias, com seus apelos de marketing, novelas e filmes que mostram a irrealidade da felicidade como consequência do ter.<br /> Pessoas assim facilmente se sentem infelizes. Se a festa não teve o brilho idealizado, se o amor partiu, se o amigo não atendeu a um pedido, tudo é motivo para tristeza.<br /> Acreditam que a vida não vai além de uma feliz excursão pelo planeta, em venturoso período de férias.<br /> Para quem, no entanto, tem a consciência da real dimensão da vida, que é aprendizado e progresso, todo esforço é valorizado e a superação é comemorada.<br /> Para todos os que lamentam não ter roupas de grife ou dinheiro para gastar, é bom recordar, que há muitos sem identidade, sem família, com graves deficiências nos membros. Sem apego ao passado de dores, sem mergulho na tristeza pelas deficiências físicas, eles aproveitam intensamente a vida, mesmo que não tenham braços perfeitos para envolver o pescoço de um ser amado.<br /> Porém, não se culpe caso você esteja cheio de lamurias neste dia.Mas, se faz necessário não estacionar nesse tipo de faixa mental.Lamente um pouco, chore por um instante, levante e prossiga com a coragem de um guerreiro da luz , e a alegria de quem é herdeiro do universo.<br /> Pense nisso.</p>

<p><strong> Ações cruéis</strong><br /> <br /> <br /> Em se observando a enorme diversidade dos animais, descobre-se como o Pai Criador foi pródigo em tudo providenciar ao homem.<br /> Os animais o vestem com suas peles, o alimentam com seus ovos, seu leite, sua carne. Aquecem-no com suas penas e lã.<br /> Com alegria, lhe deliciam os ouvidos tecendo sinfonias nos ramos das árvores ou aprisionados em gaiolas douradas.<br /> Retribuem as carícias com fidelidade extremada, até o sacrifício da própria vida.<br /> Em uma palavra, servem a Humanidade. E o que tem feito o homem pelos animais?<br /> Basta se viaje e nas rodovias se encontram à venda várias aves, especialmente periquitos e papagaios, recém retirados do seu habitat.<br /> Repousam ali, sobre varas improvisadas, de asas cortadas para não alçarem vôo.<br /> Se a necessidade ou a ignorância de quem as retira da mata pode ser entendida, como se desculpar o homem que passa no seu carro, a negócios ou a passeio, que pára e adquire o espécime?<br /> Para quê? Para servir de brinquedo ao filho? Por quanto tempo? Para servir de adorno?<br /> Logo, o bichinho está relegado a um canto, triste. Morre cedo, na maioria das vezes, porque longe da liberdade da sua mata, quando não por doenças que contrai pela alimentação inadequada que recebe.<br /> De outras vezes, descobre-se nos centros urbanos, junto a piscinas improvisadas ou nos jardins, tartarugas e cágados.<br /> Também retirados pequenos do seu local de origem, fazem a alegria da criançada... Por algum tempo.<br /> Até crescerem tanto que deixam de ser engraçadinhos. Alimentados de forma incorreta, têm os seus cascos amolecidos e acabam sendo entregues, quando o são, a zoológicos da cidade.<br /> Para que tirá-los da condição de liberdade?<br /> Tudo isso demonstra a crueldade do ser humano. Crueldade que é fruto do seu egoísmo e do pouco valor que dá à vida.<br /> Já se viu, muitas vezes, burros e mulas com os ossos à mostra, carregando fardos pesadíssimos. E ainda recebendo chicotadas. Fome, trabalho excessivo, maus tratos.<br /> Patos e suínos confinados em espaços mínimos, em especial regime de engorda. Prisioneiros, para acelerar a hora de serem levados ao mercado consumidor ou produzirem a melhor iguaria para sofisticados pratos.<br /> Onde o respeito à vida, à natureza, ao ser inferior?<br /> Conscientizemo-nos de que somente alcançaremos a felicidade, quando não venhamos a distribuir o mal, seja para a Terra que nos agasalha, seja para os seres que a habitam.<br /> Porque em síntese, toda agressão à natureza redunda em prejuízo para quem a prática.<br /> <br /> * * *<br /> Carl Sagan, astrônomo americano, disse que se fôssemos visitados por um viajante espacial que examinasse nosso planeta, ele possivelmente concluiria que não há vida inteligente na Terra.<br /> É que o hipotético viajante iria logo descobrir que os organismos dominantes da Terra estão destruindo suas fontes de vida.<br /> A camada de ozônio, as florestas tropicais, o solo fértil, tudo sofrendo constantes ataques.</p> <p> </p> <p> </p> <div><em>Redação do Pense Nisso, com base em artigo<br /> publicado na Revista Veja de 27.03.1996.<br /> Em12.12.2012.</em></div> <p> </p> <p> </p>

<p> A benéfica influência da música<br /> <br /> No mês de março de 2008, a revista científica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, com pacientes que sofreram derrame cerebral.<br /> Sessenta voluntários participaram da pesquisa, divididos em três grupos.<br /> O primeiro, formado por pacientes que foram expostos à audição musical, por duas horas diárias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-áudio.<br /> O terceiro grupo não ficou exposto a nenhum tipo de estímulo auditivo.<br /> Após três meses, os cientistas observaram que a memória verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos.<br /> A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram música, durante a recuperação, revelaram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas.<br /> Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposição à música durante o período de recuperação estimula a atividade cognitiva e as áreas do cérebro afetadas pelo derrame. Além de ajudar a prevenir a depressão nos pacientes.<br /> A notícia é maravilhosa e demonstra que, a cada dia, o homem avança no conhecimento, ampliando seus conceitos.<br /> Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recuperação do cérebro humano?<br /> * * *<br /> Utilizemos a música em nossa vida. A música que emociona, que eleva.<br /> Não há necessidade de se ouvir somente música erudita, clássica.<br /> Há tantos compositores populares, de tantos países, com músicas belíssimas, que encantam e extasiam os que as escutam.<br /> Busquemo-las e deixemos que nossa alma cresça, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.</p>

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.