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PODCAST · 3183 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
13 Nov 20213:33EP 1639

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<p><strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> <br /> <br /> Certa vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> M&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> A m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> &Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> M&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> * * *<br /> A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> Por que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> Girando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca.<br /> Ser&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> Se estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> Somos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> Sorrimos e sorrimos muito.<br /> Toda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> Como que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> Junto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> Ser&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> Agindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> E ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> Pense nisso.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> mais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> Allan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.</em></div> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p>

NO REINO DAS BORBOLETAS
12 Nov 20214:55EP 1638

NO REINO DAS BORBOLETAS

<p><strong>NO REINO DAS BORBOLETAS</strong><br /> <br /> &Agrave; beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crep&uacute;sculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequenas lagartas, confusas:<br /> N&atilde;o temam! Sou sua irm&atilde; de ra&ccedil;a!<br /> Venho para lhes trazer esperan&ccedil;a. Nem sempre permanecer&atilde;o coladas &agrave;s ervas do p&acirc;ntano! Tenham calma, fortaleza e paci&ecirc;ncia.<br /> Esforcem-se para n&atilde;o sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem.<br /> Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordar&atilde;o com asas de puro veludo, refletindo o esplendor solar...<br /> Ent&atilde;o, n&atilde;o mais se arrastar&atilde;o, presas ao solo &uacute;mido e triste. Adquirir&atilde;o preciosa vis&atilde;o da vida, pois poder&atilde;o subir muito alto e seu alimento ser&aacute; o n&eacute;ctar das flores...<br /> Viajar&atilde;o deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!<br /> Observar&atilde;o o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destr&oacute;i, e ver&atilde;o a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem.<br /> Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclama&ccedil;&otilde;es admiradas:<br /> Ah, n&atilde;o posso crer no que vejo!<br /> Que misteriosa criatura!<br /> Ser&aacute; uma fada milagrosa?<br /> Nada possui de comum conosco...<br /> Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou:<br /> N&atilde;o se iludam! N&atilde;o sou uma fada celeste! Minhas asas s&atilde;o parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva.<br /> Ontem, eu vivia com voc&ecirc;s; amanh&atilde; viver&atilde;o comigo! Flutuar&atilde;o no imenso espa&ccedil;o, em voos sublimes em plena luz. Libertas do loda&ccedil;al, se elevar&atilde;o felizes.<br /> Conhecer&atilde;o a beleza das copas floridas e o saboroso n&eacute;ctar das p&eacute;talas perfumadas. Contemplar&atilde;o a altura e a amplitude do firmamento...<br /> Logo ap&oacute;s, lan&ccedil;ando carinhoso olhar &agrave; fam&iacute;lia alvoro&ccedil;ada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul.<br /> Nisso, chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os coment&aacute;rios empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada:<br /> Calem-se e escutem! Tudo isso &eacute; insensatez, mentiras, divaga&ccedil;&otilde;es...<br /> N&atilde;o nos iludamos! Nunca teremos asas! Ningu&eacute;m deve filosofar...<br /> Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos pr&aacute;ticas, no imediatismo da pr&oacute;pria vida. Esque&ccedil;am-se de pretensos seres alados que n&atilde;o existem.<br /> Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais...<br /> As lagartas calaram-se, desencantadas.<br /> Caiu a noite e, em meio &agrave; sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente im&oacute;vel.<br /> As irm&atilde;s, preocupadas, observavam curiosas o fen&ocirc;meno...<br /> Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar...<br /> * * *<br /> &Agrave; semelhan&ccedil;a da formosa borboleta que desceu &agrave;s faixas escuras onde rastejavam suas irm&atilde;s lagartas, um dia a Humanidade tamb&eacute;m recebeu a visita de sublime anjo, que veio trazer consolo e esperan&ccedil;a.<br /> Falou da vida estuante, al&eacute;m do casulo f&iacute;sico.<br /> E para provar que o que dizia &eacute; realidade, Ele pr&oacute;prio, ap&oacute;s desvencilhar-se do corpo f&iacute;sico, surgiu mais livre e mais brilhante que antes.<br /> Subiu, com a leveza de anjo alado, e desapareceu na imensid&atilde;o azul, diante de quinhentas testemunhas, admiradas, na distante Galil&eacute;ia...<br /> E, mais de dois mil&ecirc;nios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer &eacute; comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais...<br /> Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal &eacute; a lei.<br /> Pense Nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 29 do livro<br /> Contos e ap&oacute;logos, pelo Esp&iacute;rito Irm&atilde;o X, psicografia de<br /> Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 26.06.2012.</p>

SER FELIZ
11 Nov 20214:35EP 1637

SER FELIZ

<p>SER FELIZ</p> <p>Voc&ecirc; conhece algu&eacute;m que n&atilde;o queira ser feliz?<br /> J&aacute; se deparou com quem quer que seja, que n&atilde;o tenha a clara convic&ccedil;&atilde;o de que deseja ser feliz?<br /> Salvo algu&eacute;m com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.<br /> Por&eacute;m, o que nos faz felizes? O que efetivamente constr&oacute;i a nossa felicidade e nos realiza?<br /> Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, muitos n&atilde;o sabemos definir o que nos proporciona felicidade.<br /> Assim, como n&atilde;o refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.<br /> Por falta de um conceito pr&oacute;prio, compramos uma ideia de felicidade que n&atilde;o &eacute; nossa, na cren&ccedil;a de que, com isso, seremos felizes.<br /> Quantos escolhemos a profiss&atilde;o, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?<br /> Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, de um sonho de vida.<br /> Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.<br /> Quantos abrimos m&atilde;o do conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia, das horas de descanso com os filhos e c&ocirc;njuge para trabalhar mais, enriquecer mais r&aacute;pido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrim&ocirc;nio? Isso quando n&atilde;o resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperan&ccedil;a de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecer&aacute; como em um passe de m&aacute;gica.<br /> Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora n&atilde;o sejam contabilizados no patrim&ocirc;nio ou discriminados na declara&ccedil;&atilde;o de bens, n&atilde;o possuem pre&ccedil;o nem moeda que os compre.<br /> N&atilde;o percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.<br /> Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e &oacute;dios, desejos de vingan&ccedil;a e malqueren&ccedil;a contra algu&eacute;m por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.<br /> Fixamo-nos em um momento de nossa viv&ecirc;ncia emocional, e nos acorrentamos em uma hist&oacute;ria que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situa&ccedil;&otilde;es infelizes.<br /> Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de dif&iacute;cil trato e conviv&ecirc;ncia.<br /> Construir a pr&oacute;pria felicidade n&atilde;o &eacute; um processo simples.<br /> N&atilde;o &eacute; suficiente desejar ser feliz. &Eacute; necess&aacute;rio agir para tanto, construindo a felicidade com a&ccedil;&otilde;es, fazendo as op&ccedil;&otilde;es corretas e adequadas.<br /> E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.<br /> Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante &eacute; apenas ter a posse do necess&aacute;rio.<br /> Abrimos m&atilde;o de valores que s&atilde;o importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante &eacute; ter a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a raz&atilde;o para tudo, perdendo at&eacute; a esperan&ccedil;a no amanh&atilde;.<br /> E se f&ocirc;ssemos resumir qual a receita de felicidade poss&iacute;vel nesse mundo a&iacute; estaria: a posse do necess&aacute;rio, a consci&ecirc;ncia tranquila e a f&eacute; no futuro.<br /> Tudo o mais s&atilde;o as ilus&otilde;es que constru&iacute;mos achando que ser&atilde;o elas que ir&atilde;o alimentar e manter a nossa felicidade.<br /> Pensemos nisso.</p> <p>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.</p>

ACOMODAÇÃO
10 Nov 20213:06EP 1636

ACOMODAÇÃO

<p>ACOMODA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> O animal satisfeito dorme!<br /> Esta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> O que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> Rende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> A advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> Quando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> Tal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> O est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> Seria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> Percebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> Um bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> Um bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> &Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> O animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> * * *<br /> Como se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por co /nquistar?<br /> Despertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.</p>

UM PONTO NEGRO
9 Nov 20215:04EP 1635

UM PONTO NEGRO

<p><strong>&nbsp;Um ponto negro</strong><br /> <br /> Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande len&ccedil;ol branco numa das paredes da sala.<br /> Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem &agrave; sua frente.<br /> O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam. O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de prop&oacute;sito, no centro do len&ccedil;ol branco.<br /> Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a &uacute;nica coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lan&ccedil;ou outra quest&atilde;o:<br /> Voc&ecirc;s n&atilde;o est&atilde;o vendo todo o resto do len&ccedil;ol? Voc&ecirc;s conseguem somente ver o pequeno ponto preto e n&atilde;o percebem a parte branca, que &eacute; muito mais extensa?<br /> Naquele momento os alunos entenderam o prop&oacute;sito da aula: ensinar a ampliar e educar a vis&atilde;o, para perceber melhor o conjunto e n&atilde;o ficar atento somente aos pormenores ou &agrave;s coisas negativas.<br /> Essa &eacute;, na maior parte das vezes, a nossa forma de ver as pessoas e situa&ccedil;&otilde;es que nos rodeiam.<br /> Costumamos dar um peso exagerado &agrave;s coisas ruins e pouca import&acirc;ncia ao que se realiza de bom.<br /> Se um amigo sempre nos trata com cortesia, com afabilidade e aten&ccedil;&atilde;o e, num determinado momento, nos trata de maneira &aacute;spera, pronto. Tudo o que ele fez at&eacute; ent&atilde;o cai por terra. J&aacute; nos indignamos e o conceito que t&iacute;nhamos dele at&eacute; ent&atilde;o, muda totalmente.<br /> &Eacute; como se nossos olhos s&oacute; pudessem ver o pequeno ponto negro.<br /> N&atilde;o levamos em conta a possibilidade de nosso amigo ou amiga estar precisando da nossa ajuda. N&atilde;o nos damos conta de que talvez esteja com dificuldades e por isso nos tratou de forma diferente.<br /> Temos sido t&atilde;o exigentes com os outros!<br /> Mas, se somos n&oacute;s que estamos indispostos, todos t&ecirc;m que suportar nosso mau-humor, nossa falta de cortesia.<br /> Um casal completava seus 60 anos de matrim&ocirc;nio, e uma das netas perguntou &agrave; av&oacute;:V&oacute;zinha, como &eacute; que a senhora aguentou o vov&ocirc; at&eacute; hoje? Ele &eacute; uma pessoa muito dif&iacute;cil de tolerar.<br /> A vov&oacute;, com um sorriso de serenidade respondeu &agrave; neta:<br /> &Eacute; simples, minha filha. Eu sempre tive comigo uma balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Colocava num dos pratos as coisas ruins que seu av&ocirc; fazia. No outro prato da balan&ccedil;a eu depositava as coisas boas. E o prato sempre pendia para o lado das coisas boas.<br /> N&oacute;s tamb&eacute;m fazemos uso da balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Mas, muitas vezes, o peso que atribu&iacute;mos &agrave;s coisas ruins &eacute; desproporcional e a balan&ccedil;a tende a pender mais para esse lado.<br /> Vez que outra &eacute; importante que fa&ccedil;amos uma aferi&ccedil;&atilde;o na nossa balan&ccedil;a, para verificar se ela n&atilde;o est&aacute; desregulada, pendendo muito para o lado dos equ&iacute;vocos.<br /> Saibamos valorizar as boas a&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o fa&ccedil;amos como os alunos, que s&oacute; viam o ponto negro no centro de um enorme len&ccedil;ol branco.<br /> Eduquemos a nossa vis&atilde;o para perceber melhor as coisas boas da vida. Desenvolvamos a nossa capacidade de ver e valorizar tudo o que nos acontece de bom.<br /> * * *<br /> Os benfeitores da Humanidade recomendam que sejamos severos para conosco mesmos e indulgentes para com nosso pr&oacute;ximo.<br /> Contrariando tal recomenda&ccedil;&atilde;o, a maior parte das vezes somos indulgentes para conosco e muito severos para com os equ&iacute;vocos alheios.<br /> Vale a pena meditar nos ensinos que nos chegam do Alto. Vale a pena que exercitemos o perd&atilde;o aos semelhantes. E vale tamb&eacute;m a pena que sejamos mais exigentes conosco, buscando sempre melhorar nosso comportamento.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.</em></div>

PROVOCAÇÕES
8 Nov 20214:46EP 1634

PROVOCAÇÕES

<p style="text-align:justify"><strong>&nbsp;Provoca&ccedil;&otilde;es</strong><br /> <br /> <br /> A provoca&ccedil;&atilde;o de qualquer natureza &eacute; mal que gera cont&aacute;gio e, quando aceita, transforma-se em desequil&iacute;brio.<br /> O provocador est&aacute; de mal com ele mesmo, saindo da cela escura em que se domicilia para perturbar, irradiando azedume, propondo anarquia.<br /> Ignora-o e segue adiante.<br /> Por ele assediado, considera as desvantagens da empresa, aplicando o teu tempo de forma produtiva.<br /> Tens um compromisso com a pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia, que te ensina respeito ao pr&oacute;ximo, a quem deves amizade, n&atilde;o, por&eacute;m, obedi&ecirc;ncia, sujei&ccedil;&atilde;o.<br /> A tua tarefa, deves realiz&aacute;-la, conforme a abra&ccedil;aste. A opini&atilde;o dos outros merece a considera&ccedil;&atilde;o que lhe d&aacute;s.<br /> Assim, n&atilde;o te detenhas em justificativas ou discuss&otilde;es in&uacute;teis, que somente aumentariam as desarticula&ccedil;&otilde;es do trabalho, estabelecendo balb&uacute;rdia, perturba&ccedil;&atilde;o.<br /> Os provocadores de pol&ecirc;micas agem com insensatez.<br /> Est&atilde;o sempre contra todos aqueles que os n&atilde;o homenageiam.<br /> A sua cegueira &eacute; farta de presun&ccedil;&atilde;o. Acreditam deter a verdade, a sabedoria, s&oacute; eles que se autonomearam seus zeladores, olvidados de que passam pela Terra e n&atilde;o permanecer&atilde;o no posto de vigil&acirc;ncia, que dizem resguardar.<br /> A pol&ecirc;mica, nascida no despeito, na m&aacute;goa, na paix&atilde;o, somente produz desarmonia, trevas, nunca esclarecendo.<br /> Adotemos o comportamento de construtor da esperan&ccedil;a, iluminador de consci&ecirc;ncias, mensageiro do amor.<br /> Quando for preciso responder &agrave;s cr&iacute;ticas, fa&ccedil;amos com eleva&ccedil;&atilde;o de linguagem, com argumenta&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida e clara, com respeito pelo opositor.<br /> Lembre-se; todos n&oacute;s temos o direito de combater ideias e argumentos. Por&eacute;m, a obriga&ccedil;&atilde;o de manter o n&iacute;vel da discuss&atilde;o na &oacute;rbita das ideias e nunca da agress&atilde;o &agrave;s pessoas.<br /> Constantemente somos provocados, mas devemos usar de sobriedade e equil&iacute;brio e permanecer em alto padr&atilde;o de coment&aacute;rio, aplicando a terap&ecirc;utica da compaix&atilde;o em favor dos Seus provocadores. &Eacute; f&aacute;cil? Claro que n&atilde;o. &Eacute; preciso exercitar a paci&ecirc;ncia e o auto controle.<br /> O tempo &eacute; sempre o melhor medicamento para todos os males.<br /> Ningu&eacute;m escapa &agrave; sua marcha inevit&aacute;vel.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; costuma levar desaforo pra casa?<br /> Algumas pessoas proclamam que n&atilde;o. Que resolvem tudo ali, na hora. N&atilde;o deixam para depois.<br /> Mas, ser&aacute; que no calor do momento, com as emo&ccedil;&otilde;es &agrave; flor da pele, estamos aptos a tomar as melhores decis&otilde;es? Quase sempre n&atilde;o.<br /> Por isso, levar desaforo para casa pode ser uma excelente ideia, pois em casa podemos pensar, refletir, sozinhos e tamb&eacute;m com os outros. Colocar para fora, pedir opini&otilde;es, conselhos. Pedir ajuda.<br /> Na maioria das vezes o que n&atilde;o nos deixa engolir sapos n&atilde;o &eacute; o desejo de resolver o problema o quanto antes, mas sim o orgulho ferido.<br /> Por isso, a postura equilibrada &eacute; t&atilde;o importante. E muitas vezes ela significa calar num primeiro momento. Em outros, significa se colocar, por&eacute;m de maneira humilde e fraterna, sem posi&ccedil;&atilde;o de contra-ataque.<br /> Defender-se atacando &eacute; sinal de ego machucado. Sinal de que nossos argumentos est&atilde;o contaminados e de que nossa resposta n&atilde;o ser&aacute; a melhor poss&iacute;vel no momento.<br /> Quando recebermos cr&iacute;ticas saibamos ouvi-las, retirando delas a verdade e deixando de lado as afirma&ccedil;&otilde;es vazias. Sempre podemos aprender algo, mesmo com aqueles que desejam nosso mal.<br /> &nbsp;</p> <div style="text-align: justify;"><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 3,<br /> do livro Desperte e seja feliz, ed. LEAL.<br /> E na experi&ecirc;ncia vivida<br /> pelo autor deste texto.<br /> Em 23.9.2015.</em></div>

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ
6 Nov 20214:11EP 1633

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ

<p><strong>&nbsp;Brinquedo quebrado: criança feliz</strong><br /> <br /> Na qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos.<br /> Esquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos são feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e armários, intocáveis, aguardando o passar dos anos. Não são troféus, são brinquedos.<br /> A prudência e o zelo têm seu lugar. Também a experiência e a curiosidade e, grande sabedoria é saber a diferença entre uns e outras.<br /> Um jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, após passar a tarde de verão brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas.<br /> A esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, não se preocuparam.<br /> Durante a consulta, os pais notaram vários hematomas nas pernas do menino.<br /> A médica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o coração de pai e mãe.<br /> O diagnóstico foi púrpura trombocitopênica idiopática, uma doença que faz com que o baço destrua as plaquetas responsáveis pela coagulação do sangue.<br /> Se piorasse, o garoto poderia sangrar internamente até a morte. Só o tempo diria se ele conseguiria superar a crise.<br /> Três dias depois da internação hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um conversível amarelo.<br /> Ao se encaminhar para o caixa, a fim de pagá-lo, pensou que nas mãos de um garoto de cinco anos, não duraria muito. Logo, concluiu:<br /> E daí, se as portas se quebrarem e as rodas caírem? Se isso acontecer, é porque ele está vivo e saudável.<br /> O carrinho amenizou os longos dias de internação do menino. A crise foi superada.<br /> O conversível amarelo está na prateleira do quarto dele. As rodas caíram, as portas estão quebradas e o cromado todo descascado.<br /> O pai olha para o brinquedo e sorri. Nos últimos anos seu filho tem passado bem. Sua doença misteriosa se foi.<br /> E ele aprendeu que há objetos que podem ser substituídos, se necessário.<br /> Hoje, se um dos seus três filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, não o repreende. Prefere comemorar a sua infância.<br /> O esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as peças perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes.<br /> Aquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher é o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver.<br /> <br /> * * *<br /> Aprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o convívio com os seres amados, o diálogo, a sadia troca de ideias.<br /> Utilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores.<br /> Nada há tão gratificante quanto observar uma criança crescer, dia a dia. Nada tão compensador quanto lhe observar as conquistas diárias.<br /> E, de todos os prêmios da Terra, o maior de todos será chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mamãe chegou!, enquanto dois braços se enrolam em seu pescoço, apertando forte.<br /> Isso se chama viver em abundância.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Redação do Pense Nisso, com base no artigo<br /> Infância e equilíbrio, de Elliott Van Egmond,<br /> da revista Seleções Reader&rsquo;s Digest, de agosto<br /> de 2003.</em></div>

CIUME DEVASTADOR
5 Nov 20214:37EP 1632

CIUME DEVASTADOR

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Nada tocando
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