NOTAS DO EPISÓDIO
<div style="text-align: justify;">"Conta-se que, durante uma era glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, indefesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, e juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte e, feridos e magoados afastaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros.<br /> <br /> Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito. Mas descobriram depois que essa não era a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados, os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo à longa era glacial."<br /> <br /> Esta história dos porcos-espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum. Já outras, espinhos se fazem presentes e com muita intensidade. E por vezes tentamos fazer igual aos porcos-espinhos já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longes uns dos outros, passiveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam, que mesmo incomodando, ainda assim fazia necessário estar perto.<br /> <br /> Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim. Vão nos gerar incomodo, porém, também serão necessários para sobreviermos, avançarmos, aprendermos e evoluirmos. Existia um lado positivo. As vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto. E esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos e esquecemos de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona. Que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para poder enxergar no próximo, nas situações e na vida, mais o calor e menos os espinhos. Pensemos nisso, mas pensemos agora.<br /> <br /> <em><strong>Redação Centro América FM / Matheus Fin<br /> Reflexão baseada no texto Fábulas e Contos</strong></em></div> <div style="text-align: justify;"> </div>
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