NOTAS DO EPISÓDIO
<p>Gentileza virilizada<br /> <br /> O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo.</p> <p>Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista: Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem.</p> <p>E, ante o espanto do motorista, continuou: Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil.</p> <p>O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora.</p> <p>O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo.</p> <p>Muito simples. – Explicou ele. Estou tentando trazer a fraternidade de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza.</p> <p>Você sozinho? – Disse o outro.</p> <p>Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha. Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as vinte pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele.</p> <p>Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia.</p> <p>O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava.</p> <p>Mas, você vai depender de um taxista!</p> <p>Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje.</p> <p>Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras.</p> <p>O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis.</p> <p>Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil.</p> <p>* * *</p> <p>Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência?</p> <p>Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado...</p> <p>E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho!</p> <p>Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona!</p> <p>E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos.</p> <p>Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza...</p> <p>Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa.</p> <p>Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza.</p> <p>Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda.</p> <p>Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias.</p> <p>Assim estaremos espalhando o gérmen da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras.</p> <p>Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade...</p> <p>Afinal, se viriliza tantas coisas inúteis e com teor duvidoso, por que não virilizar algo tão salutar como a fraternidade?</p> <p>Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.</p> <p><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap.<br /> O amor e o taxista, de autoria de Art Buchwald, do livro<br /> Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield e<br /> Mark Victor Hansen, ed. Sextante.<br /> Em 23.11.2017</em>.</p>
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