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PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHEDOS NA ARGENTINA
10 Jun 20261:31EP 459

VINHEDOS NA ARGENTINA

Desde 1925, a bodega Routine se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, a região se despontou como uma das principais produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Guatala Haria, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; e o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros, onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Routine, 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon, um vinhão. A cor chega a vibrar na taça, superintenso, um roxo profundo. A união das duas superuvas deu um resultado super-harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura, e a Malbec suaviza os taninos em uma combinação única. De aromas e sabores com camadas e camadas de frutas, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano de Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica The Canter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutínica Béarnais Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã para você!

UVA PRIMITIVO
9 Jun 20261:30EP 458

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Por isso, lancei o desafio: vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que vocês amaram e me dizerem o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países diferentes. Tanto faz se da Itália ou dos Estados Unidos: o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada pode não te agradar. E olha que tem uvas para as quais eu torcia o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra, eu tentava de novo, e foi aí que passei a gostar da uva Nero d'Avola, por exemplo, que eu achava totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com notas defumadas, taninos presentes sem serem tão duros e um final mais macio, embora ainda mantenham essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, ou algum que te surpreendeu após algumas degustações, conte para mim. Quero compartilhar essas experiências com vocês aqui no Musique Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

CHÂTEAU TRUAN
8 Jun 20261:24EP 457

CHÂTEAU TRUAN

A denominação Pui Fui Se é de um terroir de argila alcalina e colinas de calcário e está localizada ao sul de Boni, na sub-região de Macon, sendo dedicada aos vinhos brancos da uva chardonnay. Pui Fui Se é uma denominação de village; são vinhos ricos, complexos e minerais. O Pui Fui Se Vinzele é elaborado nas colinas do vilarejo Vinzele, um vinho com notas de frutas cítricas, minerais e uma deliciosa maciez em boca, com notas aromáticas que lembram frutas brancas, como pera, flores brancas, amêndoa e canela. Em boca, é um daqueles brancos bem encorpados, amplos e com final longo. O Pui Fui Se Vinzele passa de 6 a 8 meses em casa. Em Carvalho, e pode evoluir por uns 8 anos. A melhor sugestão de harmonização é com lagostas na manteiga, salmão com molho de ervas e batatas ou, ainda, peixes mais intensos, como manchova, e massas com molhos de queijos gordurosos. Imagine só: puifo e cevizelle é intenso e marcante, e é do super produtor José Truan.

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX
5 Jun 20262:03EP 456

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX

O Música e Vinho já está no ar. Uma ótima manhã para você! Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum, de um litro e meio, envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão está na quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa. Como o O₂ é proporcionalmente menor em uma garrafa maior, a quantidade reduzida de oxigênio faz o vinho evoluir mais lentamente. E é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que existem tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. As garrafas de champanhe e de todos os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonhesa, aquelas mais finas em cima e gordinhas embaixo, servem para armazenar vinhos de uvas típicas da região da Borgonha, como a Pinot Noir, e também todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado produzido pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E você, já encontrou outros tamanhos diferentes de garrafa? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho.

PERINI SAUVIGNON BLANC
4 Jun 20261:52EP 455

PERINI SAUVIGNON BLANC

Que alegria ter a sua companhia nesta manhã! Vamos falar agora de música e vinho. E não é segredo para ninguém que eu amo a uva Sauvignon Blanc. A Casa Perini lançou um vinho 100% dessa uva tão delicada. A Sauvignon Blanc é uma das uvas clássicas e faz sucesso em vinhos elaborados tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo. Ela se mostra mais elegante em climas frios e mais frutada e alegre em climas tropicais. Sua origem está em Bordeaux, na França, onde aparece quase sempre em cortes, os chamados assemblages, com as uvas brancas Semillon e Chenin Blanc. Segundo relatos históricos, a Sauvignon Blanc, cruzada com a Cabernet Franc, resultou na Cabernet Sauvignon. No Vale do Loire, ela dá origem aos famosos vinhos Sancerre e Pouilly-Fumé. No Velho Mundo, a Sauvignon Blanc mostra sua mineralidade, notas defumadas e até florais. Já no Novo Mundo, é superfrutada, cítrica e apresenta um leve toque herbáceo. E foi assim que a Casa Perini lançou o Casa Perini Sauvignon Blanc, com coloração amarelo-palha e tons esverdeados, aromas de flor de maracujá e erva-cidreira, bom corpo, ótima acidez e um final bem refrescante. E, se você acha que queijo só combina com vinhos tintos, experimente um risoto de queijos frescos e outros, como Brie, para acompanhar o seu Perini Sauvignon Blanc. A sua experiência vai ser incrível. Depois é só compartilhar comigo. Eu quero saber o que você está degustando. É só usar a hashtag #MusicVinho através das redes sociais. A sua degustação, a sua experiência, pode virar tema para o Musica&Vinho.

VINHOS PORTUGUESES
3 Jun 20261:31EP 454

VINHOS PORTUGUESES

Já virou moda beber vinhos em taça. Rolha, vinho e taça fria estão presentes em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar o consumo do vinho. Cada um leva o vinho de que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada pessoa tem um gosto diferente ou está com vontade de beber um vinho distinto. E não tem problema. Cada um degusta a taça de vinho que mais lhe agrada. Recentemente, estive na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, provei também o alentejano Borba Reserva. Se você acompanha o Musique Vinho, já sabe que eu adoro os vinhos do Alentejo. Já falei deles quando abordamos o tema dos vinhos "fáceis de agradar", aqueles que costumam conquistar diferentes paladares. O Borba Reserva é elaborado com uvas tradicionais da região, como Aragonez, Touriga Nacional e Trincadeira. O vinho passa nove meses em barricas e, posteriormente, mais seis meses sobre as borras finas, buscando extrair o máximo de complexidade e qualidade das uvas para criar um grande vinho. Sem filtragem, apresenta um estilo mais próximo dos vinhos de mínima intervenção. No aroma e no paladar, entrega boa intensidade de fruta, toques terrosos e taninos bem maduros. Fica aqui mais uma sugestão de vinho alentejano para você conhecer e descobrir as principais características dos grandes vinhos portugueses.

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO
2 Jun 20261:33EP 453

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Harmonizações com Tempranillo. A uva da Península Ibérica, Tempranillo, tem outras dezenas de nomes pelo mundo e outros tantos rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um Tempranillo espanhol, um argentino ou brasileiro da região da Serra Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, defumado, baunilha e caramelo. Podem evoluir para frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem por madeira. Apresentam acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde um atum com crosta de gergelim e ervas para um Tempranillo sem madeira, mais jovem, com taninos leves. Um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado, pode ser um Angus, um cordeiro assado marinado no próprio vinho tinto. E que tal um arroz de pato com chorizo, um cozido português, uma rabada com polenta? Já deu água na boca? Já está salivando por um Tempranillo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

VINHOS DOCES
1 Jun 20261:38EP 452

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venham de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima da Itália, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. Falando em vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e até para criar drinks, especialmente quando combinados com algum ingrediente que ajude a equilibrar a doçura. É nessa região do Piemonte que se produzem os famosos Asti. Asti é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O Método Asti realiza a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, de forma semelhante ao Método Charmat. Por esse processo, o vinho atinge entre 6% e 10% de teor alcoólico e a fermentação é interrompida antes de todo o açúcar ser consumido. Assim, parte da doçura natural é preservada e o gás carbônico permanece dissolvido no vinho. Os aromas frutados são muito presentes e o álcool é bastante leve. Da mesma região, descobri um vinho elaborado não com uvas Moscato, mas com uma variedade diferente: a Brachetto, uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A Brachetto é normalmente utilizada na elaboração de espumantes tintos, algo pouco usual para nós, mas extremamente delicioso, especialmente em suas versões mais doces. Seus aromas remetem a flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de apreciar com moderação.

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