Capa de Música e Vinho

PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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UVA GEWÜZTRAMINER
25 Out 20251:52EP 299

UVA GEWÜZTRAMINER

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni E uma excelente manhã para você! Obrigada pela sua companhia de sempre. A gente acha que já falou sobre tudo, né? Mas depende do contexto e da percepção de cada um. Por exemplo: a uva Gewürztraminer, de origem francesa — e que eu já falei por aqui — dá origem a vinhos brancos feitos de uma uva que é, curiosamente, totalmente rosada. Quando penso em Gewürztraminer, a primeira ideia que me vem à cabeça são os aromas florais. Mas, para minha amiga Elie, eles são vinhos temperados. E “Gewürz”, em alemão, significa literalmente tempero — nem eu lembrava disso! A uva Gewürztraminer produz mesmo vinhos com toques picantes, aromas de lichia, rosas, manga e especiarias como cravo. Você acertou, minha amiga — o vinho é literalmente temperado com várias famílias aromáticas. Essa uva não é muito conhecida, mas é plantada em países como Alemanha e França, especialmente na Alsácia, e já faz sucesso também nos Estados Unidos, Austrália, Chile, Nova Zelândia e aqui no Brasil. Eu tenho um carinho especial por essa uva, porque já passei um dia todo colhendo e comendo Gewürztraminer aqui mesmo no Brasil. Os vinhos dessa uva têm coloração dourada, boa acidez e são super aromáticos. Formam uma bela parceria na harmonização com comidas bem condimentadas, como as indianas, chinesas e tailandesas. A Gewürztraminer produz, além de vinhos brancos secos, alguns brancos de sobremesa com colheita tardia — e esses vinhos são ótimos acompanhamentos para sobremesas à base de frutas ou iogurte com chocolate. E lembre-se: mantenha a moderação. Se beber, não dirija.

LUIS CAÑAS
24 Out 20251:55EP 298

LUIS CAÑAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni Da mais tradicional região vitivinícola da Espanha, a Rioja, vem o Vinho Luis Cañas. A terra das Tempranillos, mas que usa também no corte as uvas Garnacha e Graciano, e que ainda não admite a entrada de Cabernet Sauvignon, Merlot e outras uvas francesas. É uma forma de preservar o estilo da Rioja. Aliás, uma coisa mudou: antes, o DOC Rioja, que é bem grande, só mencionava no rótulo “Rioja”. Agora, já destaca as sub-regiões Rioja Alta, Rioja Baixa e Rioja Alavesa, que têm diferenças de terroir e altitude. Já começam também a ser aceitos destaques no rótulo mencionando as comunidades, os vilarejos — ou villages, onde os vinhos são produzidos, para valorizar cada região. Degustei o Luis Cañas Crianza: tem 95% de Tempranillo e 5% de Garnacha, de vinhedos com idade média de 30 anos. Já mostra uma força de raiz, que busca nutrientes a fundo e expressa, no vinho, intensidade e vigor, desde a coloração até o paladar. Passa 18 meses em carvalho, exatamente como determina a classificação de envelhecimento na Espanha para ser um Rioja Crianza. Na boca, tem notas de morango, um pouquinho de baunilha, muita madeira, é claro, e um leve toque aceto balsâmico. De taninos redondos e bom retrogosto, é um vinho super gastronômico. O Luis Cañas Crianza pode ser harmonizado com um churrasco com batatas assadas, pode ser com mandioca frita também, ou um cozido de carnes com legumes. Lembrando sempre, é claro: saber beber é saber viver, com moderação.

CONTRIBUIÇÕES FÍSICAS E ESPIRITUAIS DO VINHO
23 Out 20252:05EP 297

CONTRIBUIÇÕES FÍSICAS E ESPIRITUAIS DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. É sempre bom ter a sua companhia, especialmente você, que é fã do Música e Vinho. A sabedoria popular sempre reconheceu as qualidades e contribuições físicas e espirituais do vinho. A ciência conseguiu provar… após dois mil anos. E não há dúvidas: vinho faz bem à saúde, e para a alma. Tornou-se uma bebida fundamental. Já dizia o poeta romano Bábrios: “O grau de civilização de um povo é sempre proporcional à qualidade e à quantidade de vinhos que consome.” O vinho é, sim, um instrumento cultural repleto de simbolismos. Através do vinho, experimentamos novas culturas e adquirimos conhecimentos sobre cada povo, gastronomia e região à qual o vinho pertence. De Pasteur, no século XIX, a Serge Renaud, em 1991, o vinho faz bem à saúde. Saúde! Pasteur introduziu a pasteurização, que elimina as bactérias do vinho por aquecimento da bebida. Renaud confirmou a boa relação entre o consumo de vinho e a menor incidência de doenças coronarianas. Mais recentemente, os cientistas se concentram na ação rejuvenescedora dos antioxidantes do vinho. Os estudos continuam a examinar várias partes do corpo humano onde o vinho pode agir beneficamente. Mas dos efeitos sobre a mente, ninguém tem dúvidas. Há muitas contribuições quanto aos avanços da política, da ciência e da literatura, desde a Antiguidade até a atualidade, desenvolvidas a partir do vinho. Do comércio marítimo do Mediterrâneo aos simpósios políticos e filosóficos, em que se partilhava uma taça de vinho, o vinho sempre teve seu prestígio. E hoje, é capaz de unir as pessoas com fortes laços histórico-culturais, das taças de cristal aos copos de acrílico. Um bom vinho pra você! E lembre-se de compartilhar o que está degustando usando a hashtag #MúsicaEVinho através das redes sociais.

VITIVINÍCOLA
22 Out 20251:28EP 296

VITIVINÍCOLA

A história vitivinícola do Chile tem mais de 500 anos, porém, os últimos anos são de grande desenvolvimento e profissionalização do mercado. Novas vinícolas, novos enólogos e antigas vinícolas formando grupos ou se associando a grandes rodadas do setor, como o Chateau Los Boldos, estabelecido desde 1991, mas que só em 2008 se associou à Sogrape, um dos maiores grupos de produtores e distribuidores de vinhos do mundo. A associação trouxe reformas e evoluções com a finalidade de aumentar a qualidade em cada processo de elaboração dos vinhos do Chateau Los Boldos. Deguste o Tradition Reserve, uma assemblage de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Syrah. Um vinho para você ter em caixa em casa, agrada a todos, combina com quase tudo e tem um bom custo. Super frutadinho, lembrando framboesa, ameixa e até um toque de tabaco, pelo seu amadurecimento de seis meses em carvalho francês. Um vinho perfeito para carnes, churrascos, queijos, massas ao molho de carnes, molho vermelho e até molhos de linguiça. Uma delícia para você ter em casa, lembrando sempre, claro, de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

RASTÔ MAISON CHAPOUTIER
21 Out 20251:52EP 295

RASTÔ MAISON CHAPOUTIER

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E que delícia ter a sua companhia para falar de música e vinho. E se o vinho te inspira a explorar, assim como eu, somos amigos do vinho. Quanto mais eu exploro, mais descubro e mais me apaixono por cada nome, cada apelação, mesmo as pouco conhecidas, como Arrastou, que só foi reconhecida em 2010. Arrastou é uma apelação de vinhos fortificados e também de vinhos não fortificados, dentro da famosa região do Rhone, ao sul da França. Ser reconhecida como uma apelação de origem controlada foi uma independência dos Côtes du Rhone, nome que aparecia antigamente nos rótulos destes vinhos. Os vinhos no estilo Rostaud utilizam as uvas mais como Grenache Noir, Grenache Gris e Grenache Blanc. Os tintos. Os vinhos são produzidos 100% com Grenache Noir, e os fortificados chegam até 15% de graduação alcoólica, por isso são chamados de fortificados. Ainda temos poucas opções no Brasil, mas não demora a surgir opções como o Rastô da Maison Chapoutier, feito 100% com a uva Grenache e 14,5% de álcool. O vinho passa 15 a 20 dias em vinificação, com duas remoagens diárias. Amadurece parte em barrica e parte em cubas de aço, durante 12 a 16 meses. Um supervinho saboroso e profundo, daqueles vinhos negros e condimentados. Lembram aromas de tâmaras e amêndoas. Vinhos extremamente diferentes, mas uma opção para você explorar, descobrir e se inspirar no mundo do vinho. Vinhos no estilo Rastô do sul da França.

RUTINI
20 Out 20251:31EP 294

RUTINI

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música & Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Desde 1925, a Bodega Rutini se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, o Vale do Uco se despontou como uma das principais regiões produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Gualtallary, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; E o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros — onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Rutini 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon. Um vinhão! A cor chega a vibrar na taça — super intenso, um roxo profundo. A união das duas super uvas deu um resultado super harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura. E a Malbec suaviza os taninos — em uma combinação única de aromas e sabores, com camadas e camadas de fruta, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano Di Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica Decanter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutini Cabernet Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã pra vocês.

MACCIARELI DE MONTEPULCIANO
18 Out 20251:41EP 293

MACCIARELI DE MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música & Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de Anjo da Guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência, tanto para os críticos quanto para os consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Montepulciano, da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Montepulciano é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas poderosos ao evoluir até uns 10 anos. O Macciarelli Montepulciano d’Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano. Pede comida. Saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta bem italiana mesmo. Agora, é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste, e pronto? Lembre-se: mantenha a moderação e, se beber, não dirija!

 ROSÉ REVOLUTION
17 Out 20251:11EP 292

ROSÉ REVOLUTION

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a sommelier Kezia Giugni. Tem dias que a gente acerta tanto na harmonização que vale a pena compartilhar. Num dia de extremo calor, escolhi um rosé da Domínio de Punctum, uma vinícola espanhola orgânica e biodinâmica da região de Castilha. O rosé se chama 99 Rosas e é elaborado com 70% da uva tempranilo e 30% de Cabernet Sauvignon. Um vinho super leve com maceração curta de apenas 5 dias. A temperatura bem baixa para preservar o frescor, apenas 7%. Harmonizei com um típico prato mediterrâneo, uma paeja com todas as suas nuances perfeitas. Sabor, apresentação, cheiro, textura, umidade, uma certa pimentinha, tempero no ponto e harmonização. Foi perfeita. Escolha você também um bom rosé, se empolgue na cozinha pra fazer a sua paeja. Dá-lhe rosés. Essa é a nova moda Rosé Revolution.

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