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PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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ETAPAS DO VINHO
13 Nov 20251:47EP 315

ETAPAS DO VINHO

aber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Nossa, que vinho bom! Muito bom, excelente, delicioso! Quando a gente começa a beber vinhos e ainda não consegue descrever o que sentimos, é assim mesmo, mas já é o primeiro passo. Vinho é assim: vivo, evolui, melhora, muda, amadurece, trava a língua, saliva, esquenta, refresca, oxida, envelhece e até explode, como os espumantes. Tudo é possível. O exercício da degustação é gostoso, divertido e vai te levar a esse caminho de entender cada sensação que o vinho te traz. As etapas são: visual, aromática e gustativa. Primeiro, sirva um terço da taça e observe a coloração. Vinhos brancos ganham cor com a idade, e vinhos tintos perdem coloração. Você ainda pode analisar o brilho ou a opacidade da cor. Os exercícios da degustação são gostosos, divertidos e vão te levar a esse caminho. Reflexos e mudanças de tonalidade da cor, e a famosa lágrima do vinho: fazendo o giro, quanto mais rápido escorrer o líquido, menos alcoólico é o vinho. Só é possível entender essas variações de coloração se colocar estilos diferentes nas taças, uma ao lado da outra. Assim, você vai ampliar seu conhecimento fazendo comparações. Um vinho da uva Chardonnay, com barricas, ao lado de um Sauvignon Blanc jovem, tem grande diferença. Já os vinhos brancos, dentro das garrafas, nas prateleiras ou ainda na adega, às vezes você pode confundir com o vinho tinto, porque parece tudo igual. Exercícios como este são bem divertidos. E, se você também já fez essa degustação, lembre-se de compartilhar conosco usando a hashtag #musicaemvinho.

O VINHO E SEUS DEUSES
12 Nov 20251:32EP 314

O VINHO E SEUS DEUSES

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. O vinho e seus deuses. Degustei o Telo e Cirrà do Lázio. A propriedade fica a uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil: Telo. O rótulo me chamou a atenção, descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant’Angelo, em Roma. O Castelo de Sant’Angelo é um cenário magnífico. Foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini. Totalmente cheio de arte, um monumento rico, coroado por uma estátua de anjo no topo do edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco, um super Cirrà, de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Cirrà é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos... incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma ótima sugestão de harmonização. Lembrando sempre: mantenha a moderação e, se beber, não dirija.

VINOTERAPIA
11 Nov 20251:35EP 313

VINOTERAPIA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Vocês sabem que uma das minhas grandes referências é a revista Adega, que traz as melhores publicações do mundo do vinho. E eles trouxeram uma matéria sobre vinoterapia, o tratamento estético à base de vinhos e seus elementos. O termo vinoterapia é patenteado e só pode ser usado em seis spas de vinhos pelo mundo. O tema é superantigo, os gregos já registravam os tratamentos estéticos à base de uvas desde a Antiguidade. O tratamento é baseado na utilização de nutrientes da uva: casca, mosto, óleo de semente e bagaço, para realizar esfoliações, massagens e banhos. O vinho mesmo é usado só para beber, enquanto se relaxa na banheira com cremes e sais, porque o álcool não é indicado para ter contato com a pele, pode causar irritação e produção de oleosidade. Os benefícios vão desde o relaxamento, à redução de rugas e ao efeito antienvelhecimento. Como todo tratamento, a vinoterapia precisa ter a orientação do seu médico, mas alguns dos benefícios são: hidratar a pele, eliminar toxinas, acelerar a cicatrização de feridas, auxiliar na produção de colágeno e, por isso, manter a pele mais firme,além de ativar a circulação sanguínea. A história é bem clara: Cleópatra, a rainha do Egito e a mais bela da sua época, já tomava banhos de vinho.

SOUVIGNON BLANC DA ÁFRICA DO SUL
10 Nov 20251:40EP 312

SOUVIGNON BLANC DA ÁFRICA DO SUL

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música, no ar: Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. E se você gosta de vinhos, Música e Vinho é pra você. A África do Sul é o nosso tema de hoje. E, normalmente, nós lembramos da uva tinta Pinotage, mas o país é especialista em duas uvas brancas também: a Chenamblã e a Sauvignon Blanc. As encostas montanhosas da região da Cidade do Cabo têm clima do Mediterrâneo europeu, ideal para o cultivo das videiras. O país é hoje o nono maior produtor de vinhos, com 340 vinícolas e 450 milhões de litros de vinhos exportados. Quarenta por cento da produção total é da uva branca Chenamblã, mas a Sauvignon Blanc se destaca com uma acidez e frescor comuns da uva, porém com aromas não tão tropicais como o Sauvignon Blanc da América do Sul, um pouco mais cítrico, vegetal, mineral, fechado, porém elegante. Poucas uvas do mundo conseguem ser tão versáteis e mudar de expressão em cada diferente terroir onde é plantada como a Sauvignon Blanc. Na África do Sul, a Sauvignon Blanc recebe também os nomes de Savanã, Mosquê e Fumé Blanc. E a minha “uva bossa nova” combina com pratos como peixe com limão, frutos do mar, risoto de camarão, tapas, empanadas ou tortas de legumes. Degustei, e com bastante ervas! Herbáceo com herbáceo deu super certo. Lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir maravilhas como o Sauvignon Blanc da África do Sul.

VALPOLICELLA
8 Nov 20252:47EP 311

VALPOLICELLA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Hoje nós vamos direto para a Itália, na região do Vêneto. Para você que quer saber mais, só que hoje, num contexto totalmente diferente, novas informações sobre essa famosa região do Vêneto, na Itália. E mais uma vez, eu te desafio a saber: qual é o vinho do Vale das Muitas Adegas? Mas, se eu disser Valpolicella, você conhece, é claro! Esse é o estilo de vinho mais famoso do Vêneto, sim, mas não o único. O Vêneto é a maior região em produção na Itália: são mais de 850 milhões de garrafas ao ano, e aqui há o maior número de denominações de origem controladas. Os grandes vinhos clássicos se utilizam de uvas autóctones, que são as uvas regionais, como o Soave, um vinho branco muito popular, feito com as uvas autóctones Garganega e Trebiano. O vinho seco clássico da região é elaborado com as uvas Corvina, Molinara e Rondinella. Tem ainda o Amarone de Valpolicella, as mesmas uvas, porém parcialmente secas. Dá um vinho mais complexo, encorpado e alcoólico, podendo chegar a 16 graus alcoólicos. O Recioto de Valpolicella é o vinho doce, com as mesmas uvas do Valpolicella. As uvas são secas e têm a fermentação interrompida, exatamente como se faz nos vinhos do Porto. O Valpolicella Ripasso é elaborado com os resíduos das uvas do Amarone. E, no Vêneto, encontramos ainda outros estilos de vinhos, como o Bardolino, com as mesmas uvas do Valpolicella, porém vinhos mais leves, para consumo rápido e para harmonizar com um picadinho. E ainda o famoso Prosecco, de uvas do mesmo nome, perfeitos para festa de casamento. O Brasil tem uma forte ligação com o Vêneto, porque é de lá que vieram os imigrantes italianos. Então, vamos prestigiá-los e descobrir essas grandes variedades e estilos de vinhos do Vêneto. Mas não são só esses sete estilos que eu citei hoje: são 2 DOCGs, 21 DOCs e 10 IGTs. Tantos estilos de vinho e tanta produção para atender os quase 5 milhões de habitantes da região, receber 60 milhões de turistas ao ano e ainda exportar para todo o mundo. A capital do Vêneto é Veneza, e outras cidades famosas são Verona, a capital dos namorados apaixonados, como Romeu e Julieta. E como eu sou também uma apaixonada, encontrei um vinho na Argentina que faz uma homenagem aos famosos Amarones. Feito no mesmo estilo, o nome é um trocadilho: de Amarone para Enamore, para os apaixonados e enamorados. Lembre-se de manter a moderação, claro e, se beber, não dirija.

QUEIJOS E VINHOS
7 Nov 20251:44EP 310

QUEIJOS E VINHOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Queijos, pães e vinhos. Um produto com mais de quatro mil anos: o queijo. Outro, com doze mil anos: o pão. E o vinho, com oito mil anos. São três elementos que se integram na sua mesa, mais conhecida como “queijos e vinhos”, mas eu nunca vi uma mesa de queijos e vinhos sem os pães. Já pensou um pão recheado com queijo e um vinho para acompanhar? Que delícia! E o que mais esses três elementos têm em comum? O processo de fermentação. Sabe que alguns vinhos, como o espumante, têm aromas de pães, principalmente os pães franceses? E os três elementos se encontram em várias situações. O pão também é usado para limpar o paladar entre as degustações de diferentes vinhos. E o vinho branco é usado para fazer pão! Pão com azeitona, bacon e queijo... Já experimentou um croissant? Croque-croque na massa e cremoso por dentro, com um espumante cheio de croque-croque na perlage e cremoso em boca. No verão, uma salada com queijo de cabra, azeite e focaccia, outro tipo de pão, para harmonizar com um vinho branco da uva Pinot Grigio. E no inverno, ou nos dias mais frescos, uma sopa com pedaços de pão, ou aquela servida no próprio pão italiano, e um belo Sangiovese italiano para harmonizar e finalizar. Desde a Grécia Antiga, os homens se reuniam para recitar poemas, comer pão e queijos, e beber vinhos. Se você tiver pão, queijos e vinhos, a harmonização está quase perfeita. Para encerrar, só falta música mesmo. Lembre-se: se beber, não dirija. Beba com moderação.

TORRONTÉS
6 Nov 20251:28EP 309

TORRONTÉS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã para você! Seja bem-vindo a mais um Música e Vinho. Já ouviu falar da uva Torrontés? É uma uva de corpo leve, acidez alta e aromas intensos. A origem é na Galícia, na Espanha, porém o sucesso é todo na Argentina. Ah, e ela é diferente da uva Moscatel. A região de Cafayate, na Argentina, é a principal produtora de Torrontés. Dá vinhos brancos aromáticos, bem perfumados, com aromas florais que lembram flor de laranjeira, ervas e especiarias como orégano, além de mel. É um vinho jovem, fresco e, na maioria das vezes, sem nada de madeira. Os aromas antecipam um vinho doce, como um Gewürztraminer, mas na boca a acidez refresca. Harmoniza super bem com pratos indianos, chineses, tailandeses e japoneses. Já experimentou o argentino Crios de Susana Balbo? Ela é uma especialista em Torrontés. Susana Balbo é uma das mulheres mais influentes do mundo do vinho. Trabalhou, ao longo de seus 30 anos de carreira, em bodegas como Catena Zapata e já foi presidente da Wines of Argentina. Hoje, seus filhos José e Ana ajudam a continuar a sua própria vinícola, Susana Balbo Wines. Experimente o Torrontés de Susana Balbo, mas lembre-se: mantenha a moderação.

CHATEAU STE. MICHELLE RIESLING
5 Nov 20252:20EP 308

CHATEAU STE. MICHELLE RIESLING

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Antes mesmo de gravar, eu já postei e comentei muito sobre uma vinícola que eu gosto demais, nos Estados Unidos, na região noroeste, no estado de Washington: a Chateau Ste. Michelle. Ela tem vinhos de excelente custo e qualidade indiscutível. E o mais legal é que eles unem música e vinho! Durante o verão americano, até o dia 15 de setembro, eles seguem com vários concertos na vinícola, e já sabemos que música combina com vinho. As apresentações vão de Ben Harper a Pink Floyd. Conheci a vinícola em 2016 com o Cabernet Sauvignon e, depois, degustei várias outras uvas. Mas só agora tive a oportunidade de provar o Riesling, o mais vendido do mundo. O Chateau Ste. Michelle Riesling, do Vale de Columbia, é super refrescante e crocante, com aromas de maçã verde e um mineral bem gostoso. Agrada a todos, porque não é muito seco nem muito mineral, o que o torna fácil de beber, mas mantém todas as características de qualidade da uva Riesling. Harmonizei com vieiras ao yuzu, vieiras frescas e cruas, com muito frescor, toque salgadinho e o azedo intenso do molho de yuzu, que é uma compota, uma conserva de limão. Você também pode harmonizar com frutos do mar, frango, queijos frescos, comida japonesa, enfim, todos os pratos leves e refrescantes. A vinícola tem mais três rótulos de vinhos brancos feitos com a mesma uva Riesling: o Heroica, o Cold Creek e o Colheita Tardia. A Chateau Ste. Michelle foi eleita em 2012 como Produtor do Ano dos Estados Unidos, em 2011 como a marca mais admirada, em 2013 como a Vinícola do Ano do Pacífico, e está sempre entre os Top 100 da Wine Spectator. Comemorando mais de 50 anos, a vinícola segue unindo as tradições do Velho Mundo às tecnologias do Novo Mundo. Até pouco tempo se dizia que grandes vinhos americanos eram apenas os californianos. Quer arriscar um vinho de Washington? Que tal começar com o Chateau Ste. Michelle? E lembre-se sempre: mantenha a moderação para aproveitar o seu próximo vinho e descobrir rótulos maravilhosos como o Chateau Ste. Michelle Riesling.

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