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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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MASCIARELLI DE MONTEPULCIANO
27 Dez 20251:40EP 1615

MASCIARELLI DE MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da Safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir. Evoluir até uns 10 anos. O Mattiarelli Monteputiano da Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você. Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija.

PINOT NOIR
26 Dez 20251:31EP 1614

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, está começando Música & Vinho, com a sommelier Kézia Giugni. No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é naturalmente mais baixa devido aos ventos frios vindos do Oceano Pacífico. Em contrapartida, a região apresenta uma alta intensidade solar, se comparada a outras áreas produtoras do país. Esse contraste favorece um amadurecimento lento das uvas, resultando em vinhos com maior concentração de aromas e sabores. Outro ponto marcante do Limarí é o solo, rico em carbonato de cálcio, característica que confere aos vinhos uma mineralidade intensa. Já citei aqui alguns Sauvignon Blanc da região que chegam a apresentar uma sensação quase salgada em boca. Desta vez, a degustação foi de um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, dia de Syrah, de assemblage, de vinhão, de vinho francês, de Porto… Eu não consigo ser fiel a um único vinho — nem a uma marca, nem a um país, nem a um produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: somos índios — infiéis e aventureiras. E é justamente essa curiosidade que traz toda a riqueza e diversidade do mundo do vinho. O vinho degustado foi o Tabalí Pinot Noir: delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um leve toque terroso, típico da variedade. A mineralidade aparece de forma elegante, trazendo frescor e equilíbrio ao conjunto. Fica aqui uma ótima sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre da moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais usando a hashtag #musicaevinho. Quero saber: o que você está degustando?

HARMONIZAÇÃO COM COMIDAS NATALINAS
25 Dez 20251:42EP 1613

HARMONIZAÇÃO COM COMIDAS NATALINAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã de Natal pra você, cheia de símbolos e significados. A celebração do Natal é comemorada a 1.667 anos, no dia 25 de dezembro. A data foi criada pela Igreja Católica no ano 350, pelo Papa Júlio I, e depois virou feriado. São vários os símbolos que acompanham a festa de Natal. A árvore tem o formato triangular, simbolizando a Santíssima Trindade. O Papai Noel, que traz os presentes, foi inspirado em São Nicolás, um bispo do século III. As velas e toda a iluminação significa Jesus, a luz do mundo. O vinho não está nesta lista, mas não pode faltar no Natal. E ele tem a função social de entrelaçar os relacionamentos e a amizade. É uma boa opção, inclusive, para o seu presente de Natal. Para a humanização, a minha sugestão é que o Natal é uma boa opção para o seu. Gestão são os vinhos de médio corpo, para conseguir harmonizar com a fartura de pratos à mesa e agradar a todos. Reserve meia garrafa por pessoa, mas tenha mais umas três garrafas no estoque, se necessário. Os vinhos tintos como os Dolcetos, Valpolicella e Barbera são boas opções, e pode ter também uma opção de vinho branco, como a uva Sauvignon Blanc. A acidez desses vinhos vai bem com os pratos mais gordurosos e quitar um espumante moscatel para sua sobremesa. Servido bem gelado ao final, ele limpa o paladar e adorça sua boca com suavidade, frescor e aromas encantadores. Um Feliz Natal a todos os ouvintes, obrigada pela sua companhia de sempre e lembre-se de manter a moderação.

VINHO BARONE MONTALTO
24 Dez 20251:38EP 1612

VINHO BARONE MONTALTO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni . A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e posteriormente pelos romanos, que deixaram muitas influências como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor, são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fácil e principalmente vinhos que agradam a todos. Tem um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão. Mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhado de risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, leve estoque de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

VERDICCHIO TÍTULOS
23 Dez 20251:24EP 1611

VERDICCHIO TÍTULOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia June. Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos, tem um verdict o te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Deguste o Titulus Verdicchio com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone. E harmonizei também com carpaccio. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que assim já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

TALENTI ZIRLO TOSCANA
22 Dez 20252:20EP 1610

TALENTI ZIRLO TOSCANA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a Sommelier Kezia Giugni. Quer começar o seu dia bem escolhendo um vinho para mais tarde? Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre. Pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção. O meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de Sanangelo de Coli. Um povoado de mais ou menos 1300 habitantes minúsculos. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os 5 hectares restantes são destinados às uvas como canaiolo, colorino, e às francesas merlot, cabernet sauvignon e pétis verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Para você ver como o gosto não se discute, naquela noite ninguém gostou do meu vinho de cabernet sauvignon merlot e pétis verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho para ver se achava algum motivo para eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas como figo ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé. Ao molho do suco da própria carne com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

SEDIMENTO DO VINHO
20 Dez 20251:47EP 1609

SEDIMENTO DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Você provavelmente já viu sedimentos de vinho na taça, às vezes até muitos sedimentos. Isso é o que acontece com o acúmulo e solidificação de vários elementos do vinho, como pigmentos de cor e taninos. Às vezes, eles têm o sabor meio amargo, mas não apresentam nenhum risco se consumidos. Apenas são desagradáveis, mas não significa que os vinhos estejam estragados. A forma de resolver é decantar o vinho, mas nem sempre você vai saber se o vinho tem sedimentos. Ao servir a primeira taça, se observar a presença de sedimentos, ainda dá tempo de decantar. Você vai precisar deixar a garrafa em pé para que os sedimentos se depositem no fundo da garrafa e não se misture novamente ao líquido. De usar um filtro, como um coador mesmo específico para vinhos. Atualmente, há vários vinhos naturais que não passam pelo processo de filtragem durante o processo de elaboração. Nesses vinhos, os sedimentos têm papel fundamental, até na formação dos aromas e sabores do vinho. Sedimentos podem aparecer tanto em vinhos brancos quanto em vinhos tintos. Nos brancos, eles são a cristalização de ácidos, como o tartarico, o principal ácido do vinho. Então, você escolhe. Se quer os vinhos naturais, com o mínimo de interferência, vai se acostumando aos sedimentos. Se não quer de jeito nenhum os pedacinhos de vinho no seu líquido, é só filtrar ou decantar. Aproveite o seu vinho, lembrando sempre de manter a moderação.

PINOT NOIR
19 Dez 20252:42EP 1608

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. Música em vinho. Com a sommelier. Kezia Giugni. Ser clássico e tradicional é manter o que já é habitual, seja na música, na arte ou na gastronomia e no vinho. Como a harmonização entre comida francesa e vinho. Como o pato e Pinot Noir. Como o produtor José Bderouin e os vinhos da uva Pinot Noir. Há 130 anos, a Maison José Bderouin produz vinhos de excepcional qualidade na Borgoia, na França. A casa tem como principal objetivo a elegância e a perfeição. Eu resolvi buscar essa harmonização clássica e escolhi um parmentier de pato. Um picadinho de pato com muito creme de queijo. Gratinado e fumegante, com a delicadeza das frutas vermelhas da Borgoia. Essa foi a harmonização, feito com o Borgoim Pinot Noir da Maison José Bderouin. O vinho é leve, porém muito presente em boca. Não por potência, mas por elegância. Aromas intensos, não por força, mas por complexidade. Sedoso e macio, com aromas de mirtilo, amora, framboesa e muitas frutas vermelhas frescas, que evoluem para as frutas em compota. E os aromas continuam a evoluir com uma delicadeza muito sutil e típica dos terroirs da Borgonha. A maturação do carvalho francês mantém a tradição e deixa notas clássicas de fungos, que eu curto muito. Curto tudo que tem nostalgia, história e tradição. Ok, eu confesso que gosto de tudo que é mais antigo. Aromas de coisas e vinhos que têm alguma história para contar. Como Le Caceroli, que desde 1954 se instalou à frente da banca de flores do Largo do Arochi, no Centro Histórico de São Paulo. Criaram ares parisiense e pratos de bistrô francês, com uma bela carta de vinhos, e hoje é um patrimônio da cidade. Há 64 anos, o local mantém sua excelência, buscando o que chamamos de terceiro sabor, que é o resultado da harmonização entre o prato e o vinho. Eu diria que as flores do outro lado da rua e até o cheiro das paredes ajudam a formar esse sabor. Pato e Pinot Noir é clássico. A carne de pato é bem estruturada, rica em gordura, então precisa de acidez e vivacidade. E é isso que você encontra na harmonização entre o parmentier de pato com o borgon tinto de Pinot Noir da Josette Drouin. Um casamento perfeito e entrará, com certeza, para os meus clássicos. Lembrando sempre de manter a moderação, à tarde eu volto com mais informações do Musica e Vinho.

Nada tocando
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