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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHO OU O PRATO?
27 Jan 20261:08EP 1639

VINHO OU O PRATO?

Quem vem primeiro? O vinho ou o prato? E você? Escolhe primeiro o prato ou o vinho? Tudo bem, se o momento for da comida, se a estrela é o objetivo de um prato especial, tranquilo, você pode escolher o vinho depois. Mas isso vem mudando. Há vários wine bars que têm o vinho como foco e cardápios que possam atender aos vinhos da carta. Desta forma, os chefes de cozinha dos wine bars buscam criar cardápios neutros e que tenham mil possibilidades de se harmonizar com as opções de vinhos. Eu acho super bacana. Escolher um vinho e depois escolher várias entradinhas pra brincar com a harmonização e testar várias opções que agrade ao seu paladar. Afinal, o bacana do vinho é o prato. Do vinho é se aventurar. E você, tá degustando o quê? Compartilhe comigo usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

VINHOS ROSÉ
26 Jan 20262:20EP 1638

VINHOS ROSÉ

abe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco. O melhor dos dois mundos. E ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos. Desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves. Pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram o Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provância, elaborado com as uvas cinso, grenache no ar, sirra. E Roll. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história. Em 1970, o pianista e compositor de jazz, Jacques Luzier, comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas. Depende se a casca tem mais pigmentação ou não. Depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca. O processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar. É só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

UVA CARMÉNÈRE
23 Jan 20262:06EP 1637

UVA CARMÉNÈRE

Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho e mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenes. Todos chilenos. E só assim é possível comparar e entender o quão diferente podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por Isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenes se só provou um vinho desta uva. Pode ter Carmenes com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e mais fáceis de beber para o seu dia a dia. E outros Carmenes mais complexos, como acerações prolongadas e envelhecimento e amadurecimento. Só para lembrar algumas características desta uva. Ela tem notas vegetais um pouquinho mais persistentes que a uva Merlot. Além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro. E uma cor profunda inconfundível. São raros os carmeneres franceses, então não resta dúvida em qual país procurar os vinhos da uva carmenere. É no Chile mesmo. Para carnes vermelhas, grelhadas, assados, cordeiros, filés com pimentas ou especiarias, o carmenere é uma boa escolha. O vinho Larroia Gran Reserva é 100% da uva carmenere. E o Aquitânia Reserva, com 85% da uva carmenere e 15% de Cabernet Sauvignon. Ambos os vinhos, com mais ou menos 10 meses de madeira, me encantaram nesta degustação só dos vinhos da uva carmenere. Mas isso porque eu gosto de vinhos com mais persistência de boca, com mais presença, com mais intensidade. Para quem prefere os vinhos mais leves, o Caliterra Aventura Carmenere é um vinho bem correto e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa com os amigos, escolhendo uma única uva, experimentando para fazer as comparações e entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente. Você vai escolher o que melhor lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho

ZIRLO TALENTI
22 Jan 20262:16EP 1636

ZIRLO TALENTI

Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre, pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção, o meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de San Angelo de Colí, um povoado de mais ou menos 1300 habitantes, minúsculo. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os cinco hectares restantes são destinados às uvas como Canaiolo, Colorino e as francesas Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Pra você ver como o gosto não se discute. Naquela noite, ninguém gostou do meu vinho de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho pra ver se achava algum motivo pra eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas, como figo, ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé ao molho do suco da própria carne, com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

VERDICCHIO TÍTULOS
21 Jan 20261:23EP 1635

VERDICCHIO TÍTULOS

Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos? Tem um verdict te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Degustei o Titulus Verdicchio, com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone, e harmonizei também com carpaccio de pão. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que é assim, já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

UVAS DESTAQUE
20 Jan 20261:32EP 1634

UVAS DESTAQUE

Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas. São 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país. E elas abastecem um consumo que está dividido: 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia, que são fineza e elegância: Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir, mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e com um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o que? Compartilhe conosco usando a hashtag Musica e Vinho através das redes sociais.

SOUVIGNON BLANC NA NOVA ZELÂNDIA
19 Jan 20261:33EP 1633

SOUVIGNON BLANC NA NOVA ZELÂNDIA

A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país, e elas abastecem um consumo que está dividido 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinícolas. Vinhos da Nova Zelândia, que são finesa e elegância, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a #MUSICA&VINHO através das redes sociais.

VINHEDOS EM ABRUZZO
17 Jan 20261:40EP 1632

VINHEDOS EM ABRUZZO

Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir, até uns 10 anos. O Mattiarello e Monteputiano d'Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija

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