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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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LENDAS E MITOS DO MUNDO DO VINHO
7 Mar 20261:24EP 1647

LENDAS E MITOS DO MUNDO DO VINHO

Adoro as lendas e mitologias em torno do mundo do vinho. Imagine a deusa da luz, da lua e do sol espalhando brilho e luminosidade. Essa é Theia, a deusa que dá nome ao espumante brasileiro da vinícola Hélios, produzido em Bento Gonçalves. Um super espumante no método champenoise, elaborado com 93% da uva branca Chardonnay e 7% da tinta Pinot Noir. Apenas 900 garrafas foram produzidas em um único lote. Amadurece sobre as borras, o que traz complexos aromas de pão, lembrando brioche, muito floral, fresco, com perlage fino e abundante. Notas cítricas e acidez bem presente. Poucos espumantes me ganham de cara, porque normalmente trazem muita doçura. O Theia tem a cor esverdeada, que eu acho linda, notas acentuadas de pão, sabor bem seco, mas harmonioso com a acidez e o frescor. O espumante Theia abrilhantou o meu dia, brindou a amizade e a qualidade dos vinhos brasileiros. Degustei como aperitivo, mas cabe muito bem com uma paella, um bacalhau e até um risoto de camarão.

VINHOS CHILENOS
6 Mar 20262:13EP 1646

VINHOS CHILENOS

Vinhos chilenos: do Vale do Elqui, ao norte de Santiago, vem um produtor que está totalmente conectado à cultura astrofísica da região. A vinha Alcahuás está no Vale do Elqui, que é um super polo de astroturismo. É considerado o céu mais limpo e claro do Hemisfério Sul e, por isso, possui vários observatórios astronômicos. A vinha Alcahuás preserva o pisa-pé das uvas, e isso é incrível. É difícil uma vinícola, atualmente, ainda fazer o pisa-pé. Uma outra particularidade da vinícola é que eles plantaram inicialmente Cabernet Sauvignon e Carménère, as uvas de maior destaque no Chile. Porém, elas não se desenvolveram bem na região. Mudaram então para duas variedades do Mediterrâneo: a Syrah e a Garnacha, e o resultado foi excepcional. Inclusive, espera-se que a Syrah dos vinhedos de Alcahuás se torne uma das melhores Syrahs do mundo. A uva entra na elaboração dos vinhos Drú e Rú, e também no varietal de Syrah. O Rú é o nome do portal de conexão entre a divindade e a humanidade, uma homenagem ao misticismo do Vale do Elqui. É um super vinho de Syrah, Garnacha e Petit Syrah. Já o Grus é uma mescla tinta, igual ao Rú, mas com uma parcela de Malbec. É o segundo vinho da casa e homenageia a constelação Grus. Degustei ainda o Cuesta Tica, 100% Garnacha, da safra de 2017. Quis experimentar porque era a primeira safra. Um vinho de coloração rubi profunda e, ao nariz, fruta vermelha com ervas, especiarias rosas e notas lácteas. Fresco, de médio corpo e taninos bem firmes. Ao final, não degustei o varietal 100% Syrah, mas já vou atrás, porque sou uma enlouquecida por Syrah. E se essa é a nova promessa, já quero saber o que tem a Syrah do Vale do Elqui. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag #musicaevinho através das redes sociais.

TELLUS SYRAH LAZIO
5 Mar 20261:32EP 1645

TELLUS SYRAH LAZIO

O Vinho e seus deuses. Degusteio, Telo e Cirrado, Lásio. A propriedade fica a uns cinquenta quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil, Telos. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà, de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de barulho. Baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível. Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija

HARMONIZAÇÃO DE VINHO E COXINHA DE FRANGO
4 Mar 20261:56EP 1644

HARMONIZAÇÃO DE VINHO E COXINHA DE FRANGO

Regra de harmonização normalmente não contempla vinho para coxinha de galinha. Mas, até hoje, eu digo que a melhor entrada que comi no restaurante mais estrelado do Brasil foi uma coxinha de galinha. E eu preciso descrever para vocês: uma coxinha muito bem temperada. Na base da coxinha, um purê de mandioca bem cremoso com catupiry. Então, o catupiry veio por fora. O serviço foi feito em pratos fundos, para regar com o melhor caldo de galinha da vida. Realmente, uma coxinha inesquecível. Você acha que não combina? Ainda tem preconceitos e acha que vinho é só para alta gastronomia? Ou não gosta de coxinha? Eu te provo tecnicamente a harmonização. As comidas gordurosas têm que contrapor com vinhos mais frescos. A gordura seca o paladar. A crocância da fritura combina com o creque-creque das bolhas do gás do espumante, traduzindo os perlages. Frango é uma carne branca e combina com vinhos brancos, como os espumantes brancos. A coxinha é cheia de temperos e ervas, e os espumantes têm aromas herbáceos maravilhosos. Para encher a boca e salivar de vez, o purê de mandioca com catupiry é super cremoso, assim como a textura da espumatização que se forma na boca a cada gole de vinhos espumantes. Prato quente com vinho gelado sela uma harmonização de contraponto, que é a cara da nova era do mundo do vinho. Bem-vindos à descontração, à liberdade que os antigos deuses já pregavam desde a antiguidade, à alegria dos jovens consumidores de vinhos e à paixão pela bebida que é secular e que se renova a cada dia, a cada música e vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

VINHO CHIANTE RUFFINO
31 Jan 20262:17EP 1643

VINHO CHIANTE RUFFINO

Tem um vinho que todo mundo conhece, o Chianti Rufino. Ele é um clássico e do consagrado produtor da Toscana. Um vinho que tem sua produção controlada para garantir a qualidade e foi a primeira garrafa a exibir o selo de Doc G na Itália. A vinícula Rufino foi fundada em 1877, em Chianti, e em apenas 4 anos conquistou a primeira medalha de ouro em Chianti. Eles ganharam também o ouro na Feira de Bordeaux logo nos primeiros anos. Todo mundo conhece um Chianti, o tinto de Sangiovese com canaiolo, mas a vinícula tem deliciosos vinhos brancos também da uva Pinogridio, que é uma uva que eu amo. Vinhos frescos, aromas de frutas tropicais e mineral. Tem espumantes rosés, moscatos dastes, além de proseccos e tintos com base em Sangiovese e outras uvas. Uvas como Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e até Alicante Boucher. São vinhos como o Asiano, o Ducale e o Modus, além de Brunelos, como o Grepeno Masi. Um Sangiovese grosso é a uva, um estágio mais longo, mais maduro e com aromas e final de boca que lembram chocolate e um tabaco bem suave. E o rico e encorpado Alouda, feito de Cabernet Franc, Merlot e Colorino, um vintage que só está em safras excepcionais, como a safra de 2015. Um vinho que tem estágio em dois meses de carvalho francês, afina no tanque de aço e depois na garrafa. Extremamente elegante, encorpado, aromas balsâmicos, baunilha, para harmonizar com a bistecca fiorentina que eu tive o prazer de experimentar em Florença, com batatas assadas, muito alho e azeite. Lembre-se sempre de manter a moderação para você ver que Antirrofino tem muito mais do que só Quianti. A gente acha que é o nome do produtor e não, o produtor se chama Rufino. E você vai encontrar todas essas outras variações de vinhos como modos a lauda do cali, aziano, moscatos para secos e rosés, todos de produção do mesmo produtor na região mais famosa da Itália. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

DEGUSTE NOVOS VINHOS
30 Jan 20261:46EP 1642

DEGUSTE NOVOS VINHOS

Eu quero muito te inspirar a degustar vinhos diferentes. Eu sou Kezia Giugni, Sommelier, e quero te inspirar pra descobrir esses novos vinhos, como o Tara Pinot Noir. Tara, em espanhol, quer dizer imperfeito. Essa é a filosofia do vinho da Vente Esqueiro. Tara Pinot Noir, que não é clarificado e não filtrado. Na garrafa já mostra toda a sua imperfeição. O vinho é extremamente turvo, porque não foi clarificado e nem filtrado. O desafio começa a crescer no deserto do Atacama, onde a umidade vem apenas da neblina do Pacífico, chamada de Camanchaca. O Tara Pinot Noir tem mais de uma particularidade. Ele envelhece 60% durante 24 meses em fúdres de 1000 quilos, 500 litros, e 40% em concreto de mil litros. Os fúdres são os barris gigantes, uma técnica bem antiga preservada principalmente nas regiões como Piemonte, ao norte da Itália. Envelhecer em fúdres traz menor interferência de madeira ao vinho. O Tara Pinot Noir tem os aromas que lembram framboesa, cereja e cogumelos. Na boca, é incrivelmente intenso para um Pinot Noir. Digo que é um Pinot Noir bem presente em boca e com um toque de salinidade vindo do Pacífico. Perfeito para carnes como pato, um javali e, por que não, um pernil cai super bem com o Tara Pinot Noir. Lembrando sempre de manter a moderação.

ESPUMANTES ROSÉ
29 Jan 20262:01EP 1641

ESPUMANTES ROSÉ

A louca dos rosés, e eles me perseguiram nos últimos dias. Dois espumões rosés novos para degustar: o brasileiro Seival Brute Rosé e o espanhol Segura Viúda Rosé. O Seival brindou uma noite de amigos do vinho em São Paulo, que reuniu pessoas envolvidas e comprometidas em disseminar a cultura do vinho. O Seival Brute Rosé é elaborado na região da Campanha Gaúcha, mais ao sul do Rio Grande do Sul, com as uvas Pinot Noir e Pinot Gris, pelo método Charmat, aquele em que a segunda fermentação é no tanque e não nas garrafas, como o método tradicional de champanhe. A coloração vem de uma leve prensagem da uva Pinot Noir, que é tinta, e ganha uma cor salmão bem província. Provençal, ou seja, ao estilo dos rosés da Provence. Aromas de frutinhas como cereja e morango, de frutas vermelhas frescas, um vinho super fresco e acidez gostosa. Seguindo com os rosés, agora o espanhol. Já degustei várias cavas e agora descobri a uva nativa espanhola trepat. A segura viúda é da freixenet, e eles priorizam a valorização das uvas nativas, como a trepat, que tem 90% dessa cava, e 10% da uva garnacha. Esse rosé tem só 9 gramas de açúcar por litro, mantendo a tendência de menos açúcar nos espumantes. O segura viúda tem a coloração de maceração de 24 horas da uva trepá e 12 horas da uva garnacha. Ganha uma coloração linda que lembra casca de cebola. Com borbulhas finas e abundantes, que combina com vários pratos frescos, eu harmonizei com comida japonesa e ficou perfeito. Lembre-se sempre de manter a moderação, para. Descobrir novos rosés.

TEMPO DE ABERTURA DOS VINHOS
28 Jan 20262:10EP 1640

TEMPO DE ABERTURA DOS VINHOS

Já reparou naquelas pessoas que pegam o vinho e vão logo cheirando? Eu sei que, para muita gente, isso parece frescura, mas eu explico. Faz parte da degustação do vinho: as etapas são visual, aromática e agustativa. Se você fizer as duas que antecedem a degustação, o vinho pode ser ainda mais agradável. Nem adianta torcer o nariz, porque é uma questão de tempo: todo mundo vai beber vinho um dia. A etapa aromática é super prazerosa. Procure na internet uma coisa chamada roda de aromas de vinhos, e você vai encontrar todas as famílias aromáticas possíveis nos vinhos. São muitos, mas bem distintos. E, para mim, é uma viagem sensorial que só engrandece o vinho. Sirva apenas um terço da taça para o vinho ter espaço para liberar o álcool e você fazer o giro que vai liberar os aromas. Cada família aromática pode ter relação tanto com vinhos brancos como com vinhos tintos, e um só vinho pode apresentar várias famílias aromáticas. Um exemplo: champanhe branco pode ter aromas tanto de flores como de frutas brancas, além de pão e manteiga. Um vinho Pinot Noir tinto pode ter aromas de frutas vermelhas, como morango. Um Malbec pode ter aromas de frutas vermelhas maduras e frutas em compota. Um Sauvignon Blanc pode ter aromas de maracujá e de ervas frescas. Um vinho tinto envelhecido da Sicília, por exemplo, pode ter aromas de defumado, charuto e de frutas negras. Já pensou você sentir e conseguir descrever esses aromas no vinho sem nem mesmo tê-lo colocado em boca? Essa é a experiência sensorial na etapa aromática de degustação dos vinhos. Se você também teve alguma experiência interessante na etapa aromática, compartilhe conosco usando #musica&vinho.

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