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PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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SEDIMENTO DO VINHO
20 Dez 20251:47EP 347

SEDIMENTO DO VINHO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Você provavelmente já viu sedimentos de vinho na taça, às vezes até muitos sedimentos. Isso é o que acontece com o acúmulo e solidificação de vários elementos do vinho, como pigmentos de cor e taninos. Às vezes, eles têm o sabor meio amargo, mas não apresentam nenhum risco se consumidos. Apenas são desagradáveis, mas não significa que os vinhos estejam estragados. A forma de resolver é decantar o vinho, mas nem sempre você vai saber se o vinho tem sedimentos. Ao servir a primeira taça, se observar a presença de sedimentos, ainda dá tempo de decantar. Você vai precisar deixar a garrafa em pé para que os sedimentos se depositem no fundo da garrafa e não se misture novamente ao líquido. De usar um filtro, como um coador mesmo específico para vinhos. Atualmente, há vários vinhos naturais que não passam pelo processo de filtragem durante o processo de elaboração. Nesses vinhos, os sedimentos têm papel fundamental, até na formação dos aromas e sabores do vinho. Sedimentos podem aparecer tanto em vinhos brancos quanto em vinhos tintos. Nos brancos, eles são a cristalização de ácidos, como o tartarico, o principal ácido do vinho. Então, você escolhe. Se quer os vinhos naturais, com o mínimo de interferência, vai se acostumando aos sedimentos. Se não quer de jeito nenhum os pedacinhos de vinho no seu líquido, é só filtrar ou decantar. Aproveite o seu vinho, lembrando sempre de manter a moderação.

PINOT NOIR
19 Dez 20252:42EP 346

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. Música em vinho. Com a sommelier. Kezia Giugni. Ser clássico e tradicional é manter o que já é habitual, seja na música, na arte ou na gastronomia e no vinho. Como a harmonização entre comida francesa e vinho. Como o pato e Pinot Noir. Como o produtor José Bderouin e os vinhos da uva Pinot Noir. Há 130 anos, a Maison José Bderouin produz vinhos de excepcional qualidade na Borgoia, na França. A casa tem como principal objetivo a elegância e a perfeição. Eu resolvi buscar essa harmonização clássica e escolhi um parmentier de pato. Um picadinho de pato com muito creme de queijo. Gratinado e fumegante, com a delicadeza das frutas vermelhas da Borgoia. Essa foi a harmonização, feito com o Borgoim Pinot Noir da Maison José Bderouin. O vinho é leve, porém muito presente em boca. Não por potência, mas por elegância. Aromas intensos, não por força, mas por complexidade. Sedoso e macio, com aromas de mirtilo, amora, framboesa e muitas frutas vermelhas frescas, que evoluem para as frutas em compota. E os aromas continuam a evoluir com uma delicadeza muito sutil e típica dos terroirs da Borgonha. A maturação do carvalho francês mantém a tradição e deixa notas clássicas de fungos, que eu curto muito. Curto tudo que tem nostalgia, história e tradição. Ok, eu confesso que gosto de tudo que é mais antigo. Aromas de coisas e vinhos que têm alguma história para contar. Como Le Caceroli, que desde 1954 se instalou à frente da banca de flores do Largo do Arochi, no Centro Histórico de São Paulo. Criaram ares parisiense e pratos de bistrô francês, com uma bela carta de vinhos, e hoje é um patrimônio da cidade. Há 64 anos, o local mantém sua excelência, buscando o que chamamos de terceiro sabor, que é o resultado da harmonização entre o prato e o vinho. Eu diria que as flores do outro lado da rua e até o cheiro das paredes ajudam a formar esse sabor. Pato e Pinot Noir é clássico. A carne de pato é bem estruturada, rica em gordura, então precisa de acidez e vivacidade. E é isso que você encontra na harmonização entre o parmentier de pato com o borgon tinto de Pinot Noir da Josette Drouin. Um casamento perfeito e entrará, com certeza, para os meus clássicos. Lembrando sempre de manter a moderação, à tarde eu volto com mais informações do Musica e Vinho.

CHÂTEAU PUYCARPIN BORDEAUX
18 Dez 20251:35EP 345

CHÂTEAU PUYCARPIN BORDEAUX

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a Sommelier Kezia Giugni. Eu tenho um amigo que gosta muito de vinhos, mas nunca conseguiu se entender com os bordôs tintos. Você também acha difícil? O fantasma dos bordôs é o preço, sempre apresentados como os vinhos mais caros do mundo, dá espanta mesmo. Degustei uma opção muito boa de custo justo, na faixa dos R$ 120,00, o Chateau Puicarpan de Bordeaux. Bordeaux é uma região francesa de vinhos dividida em margem direita e margem esquerda. Na margem direita está a subregião de Saint-Emilion, de grandes vinhos da uva Merlot. E em Saint-Emilion há uma apelação, uma outra partezinha de terra dentro de Saint-Emilion, chamada de Cotes du Castillon. Ali produzem-se vinhos que usam a maior parcela da uva Merlot em vinhos tintos que vão de médio corpo a engordar, corpados. A cotes do castrilhão produz vinhos com certa rusticidade que vai se afinando com o tempo. Degusteio chatopo e carpam, 80% da uva merlot e 20% de cabernet Sauvignon. Com passagem de 8 meses em madeira e 14% de álcool, então você pode guardar por uns 4 anos. Na boca, um perfeito equilíbrio entre madeira e fruta. Acidez na medida certa, taninos presentes, aromas que lembram a meixa seca, caça e o famoso Saubois, aquele aroma de terra molhada bem típico nos tintos bordaleses.

VINHOS DA UVA CARMÉNÈRE
17 Dez 20252:06EP 344

VINHOS DA UVA CARMÉNÈRE

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã para você que curte o Música e Vinho e mais uma degustação horizontal. Desta vez, quatro vinhos da uva Carmenes. Todos chilenos. E só assim é possível comparar e entender o quão diferente podem ser os vinhos de uma mesma variedade. Por Isso, não dá para falar que você não gosta de Carmenes se só provou um vinho desta uva. Pode ter Carmeneres com prensagem mais leve das uvas, que dão vinhos mais leves e mais fáceis de beber para o seu dia a dia. E outros Carmeneres mais complexos, como acerações prolongadas e envelhecimento e amadurecimento. Só para lembrar algumas características desta uva: ela tem notas vegetais um pouquinho mais persistentes que a uva Merlot, além de pimenta negra, fruta negra, tabaco, baunilha e couro. E uma cor profunda, inconfundível. São raros os carmeneres franceses, então não resta dúvida em qual país procurar os vinhos da uva carmenere: é no chile mesmo. Para carnes vermelhas grelhadas, assados, cordeiros, filés com pimentas ou especiarias, o carmenere é uma boa escolha. O vinho la roya gran reserva é 100% da uva carmenere, e o aquitânia reserva, com 85% da uva carmenere e 15% de cabernet Sauvignon. Ambos os vinhos, com mais ou menos 10 meses de madeira, me encantaram nesta degustação só dos vinhos da uva carmenere, mas isso porque eu gosto de vinhos com mais persistência de boca, com mais presença, com mais intensidade. Para quem prefere os vinhos mais leves, o caliterra aventura carmenere é um vinho bem correto e de excelente custo-benefício. E você também pode fazer essa degustação em casa com os amigos, escolhendo uma única uva, experimentando para fazer as comparações e entender melhor as características de cada um. Cada gosto é diferente. E você vai escolher o que melhor lhe agrada, lembrando sempre de manter a moderação para aproveitar o seu próximo vinho.

VINHO CIRRÀ
16 Dez 20251:32EP 343

VINHO CIRRÀ

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. O Vinho e seus deuses. Degusteio Telo e Cirrado Lázio. A propriedade fica uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil Telo. O rótulo me chamou a atenção, e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telo e Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas, e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as especiarias da Cirrà. Um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização, lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

VINHOS DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO
15 Dez 20251:41EP 342

VINHOS DE FERMENTAÇÃO EM CONCRETO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia Giugni. A sugestão de tema de hoje é do Marcelo Padua, a respeito dos vinhos de fermentação em concreto. A fermentação em concreto não é nenhuma novidade, assim como a fermentação em ânforas, que acontece desde a antiguidade. Os tanques em concreto estão sendo cada vez mais usados na elaboração dos vinhos. Eles deixaram de ser usados e perderam espaço para o inox e também para a madeira, porém têm várias vantagens. São tanques com paredes resistentes e espessas, com revestimento neutro, que mantêm a temperatura constante naturalmente. Têm a micropurosidade, que permite a micro-oxigenação, assim como a madeira, porém sem transferências de aromas, o que acontece com a fermentação no carvalho. Os vinhos ficam mais cremosos e preservam as características da uva, mantendo seu terroir. Para os enólogos que buscam aromas mais complexos e macieis em tanino, sem interferências da madeira, o tanque em concreto é perfeito, mas nada impede que, posteriormente, o vinho seja amadurecido em carvalho. Esse formato oval, que está sendo muito utilizado nos tanques de concreto, é vantajoso, pois permite a movimentação do vinho por todo o espaço do tanque, sem a necessidade de remontagem, e tem uma grande durabilidade. Só precisa ser lavado com água morna a cada ciclo. Aqui no Brasil, a vinícola Guaspari, do Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, já utiliza o tanque em formato ovo, feito em concreto, para o seu Sauvignon Blanc.

HARMONIZAÇÃO ENTRE PÃES E VINHOS
13 Dez 20252:07EP 341

HARMONIZAÇÃO ENTRE PÃES E VINHOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia June. Em outros contextos, já falamos sobre a dupla que eu amo, pão e vinho. No Música e Vinho de hoje, vamos harmonizar alguns tipos de pães, já que a cada dia surgem variedades de receitas e as antigas estão sendo resgatadas. Pão não é só pão e acabou. Muda a textura, o tipo de ingredientes, a fermentação, o recheio ou a cobertura, o formato, com ou sem casca, com ou sem leite, e por aí vai. Começamos pelo espumante. Combina com brioches. Espumante, inclusive, tem aroma de pão, lembrando os brioches. Você já deve ter visto, nas descrições de alguns champanhas, notas aromáticas de brioche. Experimente para ver como fica bom, porque o brioche é bem macio e tem um sabor docicado, macio, como a textura cremosa da espumatização dos vinhos espumantes. Pode ser uma entradinha, que tal brioche com queijos e espumante? Os pães doces com frutas secas, chocolates e castanha se harmonizam com os vinhos do Porto. Pode ser a sua sobremesa: pão doce com sorvete e vinho do Porto. Os pães de azeitona combinam com os vinhos da uva Nerodávola, a uva italiana defumada da Sicília. O sabor defumado combina com o amargor das azeitonas. Se você combinar com uma berinjela ou uma caponata de berinjela, pode colocar no pão e já vira um prato bem gostoso. E as famosas focacias combinam com vinhos rosés mais secos. Um super pão que eu adoro, bem leve e fresco, com sabor acentuado do sal e alecrim. O frescor do pão com o frescor do rosé. Agora vamos para os pães recheados. Recheado com linguiça, com queijos e outros sabores mais fortes, combina com vinhos tintos como o Malbec e Sihá. Neste caso, você pode ficar só no pão ou servi-lo com massas com bastante molho de carnes ou queijo. Pão e vinho. Nem só de pão e vinho vive o homem. Se tiver música, também fica muito bom.

VINHO ALENTEJANO BOJADOR
12 Dez 20251:31EP 340

VINHO ALENTEJANO BOJADOR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Já virou moda beber vinhos em taças, rolha de vinho fria em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar. Cada um leva o vinho que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada um tem um gosto ou está com vontade de beber um vinho diferente do outro. Não tem problema, cada um degusta a taça de vinho que mais gosta. E eu estive recentemente na Disneyland dos Enófilos, um wine bar com mais de 96 rótulos de vinhos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, também o Alentejano Borrador. Um vinho elaborado com as uvas tradicionais e, se você acompanha o Música e Vinho, já sabe que eu amo os vinhos do Alentejanos. Já falei sobre eles com o tema de vinhos quentes, os vinhos fáceis de agradar. Uvas aragonês, toriga nacional e trincadeira. O vinho borrador passa nove meses em barricas fermentando e depois mais seis meses sobre as borras, para extrair toda a qualidade das uvas e elaborar um supervinho. Sem filtragem, é um vinho no estilo natural. Uma boa fruta e toque terroso, com taninos bem maduros. Mais uma sugestão de vinhos alentejanos para você gostar e descobrir quais são as características principais dos vinhos portugueses.

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