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PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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TARA PINOT NOIR
30 Dez 20251:46EP 355

TARA PINOT NOIR

Saber beber, saber viver. Com a melhor música Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni. Eu quero muito te inspirar a degustar vinhos diferentes. Eu sou Kezia Giugni, sommelier, e hoje quero te convidar a descobrir um vinho fora do comum: o Tara Pinot Noir. Tara, em espanhol, significa imperfeito, e essa é justamente a filosofia desse vinho da Viña Ventisquero. O Tara Pinot Noir não é clarificado nem filtrado, e isso já aparece na garrafa: um vinho naturalmente turvo, que assume sua imperfeição como parte da identidade. O desafio começa no Deserto do Atacama, onde a umidade vem quase exclusivamente da neblina do Pacífico, chamada Camanchaca. Um ambiente extremo que imprime caráter único às uvas. O Tara Pinot Noir tem ainda outra particularidade no seu envelhecimento: 60% do vinho amadurece por 24 meses em foudres, grandes barris de cerca de 1.500 litros, e 40% em tanques de concreto de 1.000 litros. Os foudres, essa técnica antiga preservada em regiões como o Piemonte, no norte da Itália, permitem uma menor interferência da madeira, respeitando ao máximo a expressão do vinho. Nos aromas, encontramos notas de framboesa, cereja e cogumelos. Em boca, é surpreendentemente intenso para um Pinot Noir: um vinho presente, profundo, com um delicado toque de salinidade vindo da influência do Oceano Pacífico. Na harmonização, ele vai muito bem com carnes como pato, javali e, por que não, um pernil, que cai perfeitamente com o Tara Pinot Noir. E lembre-se sempre: vinho é para inspirar, com moderação e responsabilidade.

 KAFFIR SAUVIGNON BLANC
29 Dez 20251:32EP 354

KAFFIR SAUVIGNON BLANC

Saber beber, saber viver, com a melhor música, Noir, música e vinho, com a sommelier, Kezia Giugni. A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país e elas abastecem um consumo que está dividido 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinhos da Nova Zelândia. Nova Zelândia que são finesa e elegância, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes e os Pinot Noir mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

MASCIARELLI DE MONTEPULCIANO
27 Dez 20251:40EP 353

MASCIARELLI DE MONTEPULCIANO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e Vinho com a sommelier Kezia Giugni. Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da Safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva Monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir. Evoluir até uns 10 anos. O Mattiarelli Monteputiano da Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você. Você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija.

PINOT NOIR
26 Dez 20251:31EP 352

PINOT NOIR

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar, está começando Música & Vinho, com a sommelier Kézia Giugni. No famoso Vale do Limarí, no Chile, a temperatura é naturalmente mais baixa devido aos ventos frios vindos do Oceano Pacífico. Em contrapartida, a região apresenta uma alta intensidade solar, se comparada a outras áreas produtoras do país. Esse contraste favorece um amadurecimento lento das uvas, resultando em vinhos com maior concentração de aromas e sabores. Outro ponto marcante do Limarí é o solo, rico em carbonato de cálcio, característica que confere aos vinhos uma mineralidade intensa. Já citei aqui alguns Sauvignon Blanc da região que chegam a apresentar uma sensação quase salgada em boca. Desta vez, a degustação foi de um Pinot Noir. Eu não sei você, mas eu tenho dia de Pinot, dia de Sauvignon Blanc, dia de Syrah, de assemblage, de vinhão, de vinho francês, de Porto… Eu não consigo ser fiel a um único vinho — nem a uma marca, nem a um país, nem a um produtor. Como já dizia minha amiga Josiane: somos índios — infiéis e aventureiras. E é justamente essa curiosidade que traz toda a riqueza e diversidade do mundo do vinho. O vinho degustado foi o Tabalí Pinot Noir: delicado, sedoso, com notas aromáticas de cereja e um leve toque terroso, típico da variedade. A mineralidade aparece de forma elegante, trazendo frescor e equilíbrio ao conjunto. Fica aqui uma ótima sugestão de Pinot Noir para você degustar. Lembre-se sempre da moderação e, principalmente, de compartilhar conosco nas redes sociais usando a hashtag #musicaevinho. Quero saber: o que você está degustando?

HARMONIZAÇÃO COM COMIDAS NATALINAS
25 Dez 20251:42EP 351

HARMONIZAÇÃO COM COMIDAS NATALINAS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em vinho com a sommelier Kezia Giugni. Uma excelente manhã de Natal pra você, cheia de símbolos e significados. A celebração do Natal é comemorada a 1.667 anos, no dia 25 de dezembro. A data foi criada pela Igreja Católica no ano 350, pelo Papa Júlio I, e depois virou feriado. São vários os símbolos que acompanham a festa de Natal. A árvore tem o formato triangular, simbolizando a Santíssima Trindade. O Papai Noel, que traz os presentes, foi inspirado em São Nicolás, um bispo do século III. As velas e toda a iluminação significa Jesus, a luz do mundo. O vinho não está nesta lista, mas não pode faltar no Natal. E ele tem a função social de entrelaçar os relacionamentos e a amizade. É uma boa opção, inclusive, para o seu presente de Natal. Para a humanização, a minha sugestão é que o Natal é uma boa opção para o seu. Gestão são os vinhos de médio corpo, para conseguir harmonizar com a fartura de pratos à mesa e agradar a todos. Reserve meia garrafa por pessoa, mas tenha mais umas três garrafas no estoque, se necessário. Os vinhos tintos como os Dolcetos, Valpolicella e Barbera são boas opções, e pode ter também uma opção de vinho branco, como a uva Sauvignon Blanc. A acidez desses vinhos vai bem com os pratos mais gordurosos e quitar um espumante moscatel para sua sobremesa. Servido bem gelado ao final, ele limpa o paladar e adorça sua boca com suavidade, frescor e aromas encantadores. Um Feliz Natal a todos os ouvintes, obrigada pela sua companhia de sempre e lembre-se de manter a moderação.

VINHO BARONE MONTALTO
24 Dez 20251:38EP 350

VINHO BARONE MONTALTO

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música. No ar, Música e Vinho, com a sommelier Kezia Giugni . A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e posteriormente pelos romanos, que deixaram muitas influências como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor, são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fácil e principalmente vinhos que agradam a todos. Tem um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão. Mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhado de risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, leve estoque de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

VERDICCHIO TÍTULOS
23 Dez 20251:24EP 349

VERDICCHIO TÍTULOS

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música em Vinho com a sommelier Kezia June. Se você já degustou o Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Guia Vustraminer, quer descobrir novos vinhos brancos, tem um verdict o te esperando. Em formato de ânforas, as garrafas dos vinhos dessa uva da região central da Itália, o Marche, é bem linda. Deguste o Titulus Verdicchio com coloração bem esverdeada, notas muito herbáceas, lembrando um alecrim salvia, cítricos de limão e final de boca bem vegetal. Não é um branco tão óbvio, daqueles levinhos, nada disso. É um vinho de acidez elevada, muito aromático e final longo, porém fresco, médio corpo e bem seco. Ficou perfeito com gaspacho de tomate e creme de mascarpone. E harmonizei também com carpaccio. De polvo e uma massa com frutos do mar. Esqueci de destacar as notas de limão siciliano, amêndoas, tostadas e maçã verde. É tão intenso nesse vinho os aromas que dá vontade de ficar no olfativo por horas. Tem vinho que assim já te conquista pelos aromas intensos. Vale muito se aventurar e conhecer o Verdicchio Títulos.

TALENTI ZIRLO TOSCANA
22 Dez 20252:20EP 348

TALENTI ZIRLO TOSCANA

Saber beber. Saber viver. Com a melhor música no ar. Música e vinho com a Sommelier Kezia Giugni. Quer começar o seu dia bem escolhendo um vinho para mais tarde? Se você, assim como eu, também tem os seus vinhos queridinhos, aqueles que você gosta de repetir sempre. Pois eu cheguei a um restaurante onde só um vinho chamou a minha atenção. O meu queridinho da Toscana, o Zirlo Talente. Eu sei que eu já falei sobre esse vinho no Música e Vinho, mas sempre tem novas impressões, novos contextos, como a história da vinícula Talente. Achei que era uma vinícula super tradicional, mas não. A vinícula foi fundada em 1980. Para a Enotria, a Itália, a terra do vinho, 1980 é super moderno. A vinícula é familiar e tem uma construção em pedra muito linda no povoado de Sanangelo de Coli. Um povoado de mais ou menos 1300 habitantes minúsculos. Dos 21 hectares plantados, 16 são destinados à rainha das uvas da Toscana, a Sangiovese. E os 5 hectares restantes são destinados às uvas como canaiolo, colorino, e às francesas merlot, cabernet sauvignon e pétis verdot. Além do meu queridinho Zirlo Talento, que é o mais jovenzinho da linha, a vinícola Talente é famosa pelos seus brunelos, pelos rostos, pela grapa de brunelo e também pelos azeites. Para você ver como o gosto não se discute, naquela noite ninguém gostou do meu vinho de cabernet sauvignon merlot e pétis verdot, um vinho cultivado na Toscana por um super produtor. Analisei a ficha técnica do vinho para ver se achava algum motivo para eu gostar tanto e a turma não gostar do vinho. Será que foi o sabor das frutas vermelhas como figo ou os aromas de sálvia? Eu amo todos os aromas herbáceos, mas tem gente que não gosta. Já veio à minha mente aquele filé. Ao molho do suco da própria carne com muita erva e vinho tinto, acompanhado de pão de alho com mais ervas aromáticas. Será que exagerei no herbáceo? Se pudesse, finalizaria tudo com cheiro verde. Quanto mais herbáceo, melhor, seja na comida ou no vinho. Essa é a minha sugestão. Zirlo Talente.

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