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PODCAST · 507 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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SOUVIGNON BLANC NA NOVA ZELÂNDIA
19 Jan 20261:33EP 371

SOUVIGNON BLANC NA NOVA ZELÂNDIA

A uva Sauvignon Blanc é consagrada em países como a Nova Zelândia, assim como a tinta Pinot Noir. Essas são as duas uvas principais de destaque do país Nova Zelândia. A Nova Zelândia é um país bem pequeno, mas com um grande número de regiões vinícolas, são 12 no total. 42% da área plantada é da uva branca Sauvignon Blanc. São mais de 500 vinícolas no país, e elas abastecem um consumo que está dividido 50% para consumo próprio e 50% para exportação. Bom isso, né? A maioria das vinícolas está localizada no lado leste da ilha, onde estão mais protegidas das grandes chuvas das montanhas do oeste e beneficiadas pelo sol e pela brisa fresca do litoral leste. As uvas não escondem a característica principal dos vinícolas. Vinhos da Nova Zelândia, que são finesa e elegância, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os vinhos da uva Sauvignon Blanc são frutados e elegantes, e os Pinot Noir mais intensos e concentrados que os vinhos da Borgonha. Degustei o Kaffir Sauvignon Blanc, super frutado, cítrico e um leve mineral, para acompanhar frutos do mar. Degustei também o Silene Pinot Noir, de frutas maduras e uma seda ao paladar. E você, está degustando o quê? Compartilhe conosco usando a #MUSICA&VINHO através das redes sociais.

VINHEDOS EM ABRUZZO
17 Jan 20261:40EP 370

VINHEDOS EM ABRUZZO

Na década de 70, o produtor italiano Gianni Macciarelli resolveu mudar o sistema de condução dos vinhedos em Abruzzo e foi criticado. Com rendimento bem inferior, ele produziu vinhos mais concentrados que os produzidos na região de Abruzzo, que fica ao centro da Itália. Após algumas décadas, hoje ele é copiado e chamado de anjo da guarda do Abruzzo, pois revolucionou a produção e colocou a região em evidência aos críticos e também aos consumidores de todo o mundo. Degustei o Macciarelli de Monteputiano da safra de 2016. Uma das características da uva símbolo da região, a uva monteputiano, é a coloração profunda, baixa acidez e taninos doces. Deliciosos quando jovens, mas podendo evoluir, até uns 10 anos. O Mattiarello e Monteputiano d'Abruzzo melhorou o estilo de Abruzzo, mas sem perder a tipicidade italiana. Ao beber, você sabe que é um vinho italiano, pede comida, saliva na boca. Eu harmonizei com queijos, pastas, frutas, castanhas e carnes. Uma mesa bem farta, bem italiana mesmo. Agora é um momento de reflexão e pergunta. Eu quero saber de você: você procura vinhos que sejam muito diferentes um do outro? Quer encontrar vinhos que tenham a cara, ou melhor, o gosto de cada região ou país? Ou você procura vinhos que goste e pronto? Lembre-se de manter a moderação e, se beber, não dirija

MAISON DE LA FERME
16 Jan 20261:27EP 369

MAISON DE LA FERME

E hoje eu quero te inspirar a descobrir novos vinhos. Eu sou Kezia Giugni e está começando o Música e Vinho. Já tem bons cirras em todo o mundo: Espanha, Portugal, Chile e Estados Unidos. E, na origem, no Vale do Rio Rhone, ao sul da França, região onde o destaque é para o caráter elegante, floral e picante da uva. Nesta região, importa muito selecionar bons produtores, já que há muita diferença na qualidade. A Maison de la Frérrée é um dos destaques. A vinícola é de 1996 e se estabeleceu em uma propriedade que produz desde 1835 e foi recuperada usando as técnicas, conhecimento e tecnologia moderna. Para quem quer começar, o Delas Frérrée é um super herói. Exemplar, de médio corpo, tanino e sedoso, com as notas de grosélia, muita fruta, pimenta negra e especiarias. Vamos harmonizar esse vinho? Com um filé ao molho de pimenta verde, o famoso steak au poivre, ou ainda um hambúrguer de cordeiro. E imagine o seu Delas Frejressi Rá harmonizado com torta de chocolate amargo com amêndoas. Super combina! Lembre-se sempre de beber com moderação.

   TELLUS SYRAH LAZIO
15 Jan 20261:32EP 368

TELLUS SYRAH LAZIO

O Vinho e seus deuses. Degustei o Telus Cirrado Lásio. A propriedade fica uns 50 quilômetros de Roma e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil Telus. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant'Angelo, em Roma. O Castelo de Sant'Angelo é um cenário belíssimo e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini. Totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telus Cirrà é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas e o vinho é do produtor Falesco. Um super Cirrà de coloração vermelho bem intenso, frutas frescas e as famosas especiarias da Cirrà, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telo e Serrai é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível! Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija!

VINHO DE CHAMPAGNE
14 Jan 20261:42EP 367

VINHO DE CHAMPAGNE

É claro que você já ouviu falar dos vinhos de champanhe e os famosos espumantes franceses. Eles são elaborados com três cepas, ou uvas oficiais da região norte da França. São elas a branca Chardonnay, as tintas Pinot Noir e Pinot Mounier. O assemblage entre uvas brancas e tintas pode elaborar vinhos brancos, rosés ou tintos. Depende do método de elaboração que o enólogo definir. Deixando o mosto em contato com a casca, ele pode extrair cor. Pouco contato, extrai pouca coloração. E não ter contato com a casca, obtém vinhos brancos. É difícil encontrar varietais da uva Pinot Mounier, já que a uva produz vinhos com ataque de boca muito curto e é muito sensível à oxidação. Já os vinhos 100% da uva Pinot Noir ou Chardonnay são mais comuns. A Pinot Noir traz frescor e uma evolução de aromas e sabor. Já a Chardonnay tem potencial para envelhecimento, elegância, notas florais e minerais. As três cepas juntas formam o corte típico de champanhe, com força, estrutura, elegância, frescor, grande potencial de guarda e muitos perlages, prontos para participar dos momentos de celebração pelo mundo afora. Bebido gelado, é uma perfeita combinação com peixes e frutos do mar, queijos frescos, carpacios, doces de baunilha, frutas e muito mais. Um bom champanhe para você! E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag #MúsicaeVinho pelas redes sociais.

SOCIEDADE BRASILEIRA DOS AMIGOS DO VINHO
13 Jan 20261:32EP 366

SOCIEDADE BRASILEIRA DOS AMIGOS DO VINHO

No Música e Vinho, você fica sabendo de tudo que acontece no mundo do vinho, por aqui, no Brasil e pelo mundo. Uma das entidades mais respeitadas e também a mais antiga de vinhos do Brasil é a ESBAVE, Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, fundada há 38 anos, em 1980, em São Paulo. A entidade tem a missão de reunir, congregar e integrar apreciadores, estudiosos, enófilos, enólogos e todos que tenham interesse em degustar e estudar vinhos. A ESBAVE tem como objetivo também difundir a cultura social do vinho, debatendo e promovendo com as instituições públicas ou particulares ligadas à enologia e à vitivinicultura. Em 2018, a ESBAVE realizou ações como viagens à região vinícula de Santa Catarina, no Brasil, e muitas degustações, como conceitos básicos de vinho, vinhos franceses, alemães, espanhóis e brasileiros, além de eventos de confraternização entre os sócios. Você também pode se associar e fazer parte desta super confraria e ter benefícios em descontos de algumas importadoras pelo Brasil. No biênio 2019 a 2021, assume a presidência o sommelier Manuel Luz, a quem deseja o sucesso na nova gestão. Mais notícias sobre o mundo do vinho você fica sabendo aqui, no Música e Vinho.

HARMONIZAÇÃO DE VINHOS E QUEIJOS
12 Jan 20261:59EP 365

HARMONIZAÇÃO DE VINHOS E QUEIJOS

Olá, bom dia. Que bom ter a sua companhia nesta manhã pra falar de queijos e vinhos, que é sempre uma noite gostosa. O queijo é a estrela da noite. Me pediram pra voltar em assuntos de quatro anos atrás, mas que é sempre atual. É que eu andei avançando muito e falando sobre vinhos de ilhas, uvas neelúteos, sicarela e tudo mais. Então, vamos à dupla queijos e vinhos. Hoje vai ser só a harmonização. Já falei de como montar, o que acompanhar. É só ir lá no site, que tem quase mil temas. Para os queijos mais fortes, como roquefort e gorgonzola, aqueles muito salgados, é bom você harmonizar com um vinho tinto mais forte. Ou uma harmonização de contraponto: um queijo bastante salgado com vinhos muito doces. Pode ser um branco doce ou vinhos do Porto. Para os queijos de textura dura, como parmesão, pesão e grana padano, os tintos em geral, de médio corpo. Os de sabor suave, como golda e reino, que têm até um certo adocicado, pode ser tanto vinho branco quanto tinto, de médio corpo, um merlot ou um chardonnay. Para os queijos mais cremosos, como brie e camembert, pode ser branco ou tintos médios. E, por último, os queijos mais frescos, como os queijos de cabra ou cream cheese, pode ser um rosé ou um espumante, que fica super. Os queijos são produtos de quase 4 mil anos de história. Dependendo do terroir onde é produzido, passam por fermentação, envelhecimento ou maturação. Algumas regiões produtoras têm a procedência, assim como os vinhos, denominação de origem controlada. Há uma diversidade tão grande quanto a dos vinhos, é impossível provar e conhecer todos. Então, é a harmonização perfeita para que, a cada dia, a gente possa descobrir mais uma sensação e mais um prazer de uma boa harmonização entre queijos e vinhos.

MUSEU DO VINHO
10 Jan 20261:51EP 364

MUSEU DO VINHO

Já ouviram o provérbio que diz que com pão e vinho se faz um bom caminho? Serve para descrever o caminho de Santiago de Compostela, que percorre todo o norte da Espanha, de leste a oeste. Começando com as cavas da Catalunha, passando pelos vinhos da uva garnacha da região de Navarra, entrando pela maior área vinícola da Espanha, a Rioja, onde 75% dos vinhos produzidos são tintos, 100% ou com assemblages da uva tempranilo, encerrando a jornada na Galícia. A Galícia está localizada logo acima da famosa região dos vinhos verdes portugueses e tem vinhos com características e estilos bem parecidos. A Galícia é famosa pelos vinhos brancos da uva alvarinho, assim como a região dos vinhos verdes em Porto. Mas esse caminho cheio de histórias, fé e milagres tem ainda a famosa Fonte de Hirache, que oferece vinho aos peregrinos. Segundo a placa da fonte, o peregrino que quiser chegar a Santiago com força e vitalidade, deste grande vinho tome um gole e brinde pela felicidade. A fonte de Hirache está quase no início do caminho, na região produtora de Navarra, e abriga ainda um museu do vinho, ambos abertos à visitação. O caminho de Santiago de Compostela passa por plantações de videiras, pequenos vilarejos, construções históricas, passa também por reflexões e vinhos à mesa para avivar o corpo e a mente. O caminho de Santiago de Compostela é também patrimônio itinerário cultural europeu e patrimônio da humanidade.

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