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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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BRUNELLO DI MONTALCINO
27 Abr 20261:48EP 1687

BRUNELLO DI MONTALCINO

Tem vinho que realmente merece mencionar e valorizar todas as premiações, como 97 pontos ou mais de Robert Parker, na safra de 2015, do Brunello de Montalcino 2015, do grande Biondi Santi. 97 pontos por James Suckling, 95 pontos pela Wine Spectator, 95 pontos por Antonio Galloni e 94 pela Wine Enthusiast. Isso tudo só na safra de 2015. Degustei na companhia do amigo embaixador de marca no Brasil, Flávio Girotti. O Brunello de Montalcino é uma criação do produtor Biondi Santi, que o engarrafou com este nome pela primeira vez em 1888. A safra de 1891 recebeu 100 pontos. O Reserva 1955 está entre os 12 melhores vinhos do século, ao lado de Château Margaux 1900. Vamos às sensações do Brunello de Montalcino 2015: com muitas camadas de frutas maduras e escuras, alecrim, uma cereja pronunciada e especiarias. Em boca, é encorpado, cheio, intenso, longo, um vinho amplo, muito potente e longevo. Um super vinho toscano, da Sangiovese Grosso, a uva clone da Sangiovese, com muito mais cor, corpo e mais extrato. O vinho passa 36 meses em carvalho esloveno. Agora sim, um vinho daqueles que merece preparar uma super receita de carne, merece abrir antes, merece uma super taça Riedel. Bom Brunello para você!

RECEITAS COM VINHO
25 Abr 20261:52EP 1686

RECEITAS COM VINHO

O vinho tem lugar reservado à mesa, e não pense que é só na taça, mas no prato também. Você já deve ter comido alguma receita que leva vinho, tanto espumante quanto vinhos brancos, tintos e até os Portos. Se acabou o gás do espumante e você não bebeu tudo, vai para a panela, para dar cremosidade aos molhos para peixes e frutos do mar ou frangos, para o molho da salada, para incorporar os grãos do seu risoto, para preparar uma marinada para o seu peixe. Os vinhos brancos podem incrementar o refogado dos cogumelos do seu strogonoff. Servem também para fazer um risoto de aspargo e abobrinha ou usar no molho de peixes e frangos. Já os vinhos tintos servem para uma grande variedade de receitas: para marinar carnes vermelhas, fazer carnes de panela ao molho de vinho tinto, filés ao molho de vinho, risotos mais escuros, como os de linguiça, presuntos, carnes e cogumelos. Além do arroz de polvo, que fica super gostoso. Várias massas com molho de vinho e carnes, e as sobremesas, como o sagu, peras ao vinho, panna cotta e muito mais. E os vinhos do Porto, embora sejam doces, entram na receita de pratos salgados. Já comi um filé com espuma de vinho do Porto, mas você pode testar em casa uma redução de vinho do Porto com caldo de carne, com muitos temperos, ervas, sal, pimenta e alho, e servir sobre uma carne vermelha. Pode servir também como molho para pera grelhada e ainda umedecer a massa do seu bolo confeitado com vinho do Porto. Não desperdice nada: todo vinho pode virar vinagre, mas, antes disso, vai para a panela.

VINÍCOLA BARONE MONTALTO
24 Abr 20261:38EP 1685

VINÍCOLA BARONE MONTALTO

A vinícola Barone Montalto é uma jovenzinha na ilha da Sicília. Ela é colonizada por gregos e, posteriormente, pelos romanos, que deixaram muitas influências, como teatro e arquitetura. A Barone Montalto foi fundada em 2000 e acompanha a nova tendência dos vinhos sicilianos, muito próximos aos vinhos do Novo Mundo. Embora sejam vinhos de terroir vulcânico, apresentam sabor; são vinhos de aromas vivos, pronunciados e bem aparentes, que se mostram fáceis e, principalmente, vinhos que agradam a todos. Tenho um carinho pelo Barone Montalto, pois o degustei pela primeira vez na Itália, e Alvo Pinogridio está entre as minhas preferidas. O Barone Montalto Pinogridio, da linha Aquarelo, tem a coloração esverdeada, lembrando maçã verde e limão — os mesmos aromas que aparecem no olfato. Na boca, é um vinho de paladar suave, como uma mousse, e traz acidez e mais notas de limão, como um limão siciliano. Um vinho de tampa de rosca, para facilitar. Pode gelar, beber jovem e acompanhar com risoto de camarão, massas com ervas frescas e manteiga. Um vinho de alta salivação, causada pelo frescor da acidez do Barone Montalto. Para lembrar que esse vinho é siciliano, há leves toques de defumado. Afinal, estamos na ilha de terroir vulcânico e vulcões ativos. Bom pinogride para você!

ESPUMANTE CAVE GEISSE EXTRA BRUTE
23 Abr 20262:33EP 1684

ESPUMANTE CAVE GEISSE EXTRA BRUTE

Você já pensou em como fazer as suas harmonizações? Pensar em harmonização é potencializar o sabor da comida e elevar todas as características de qualidade do vinho, de forma que um não sobreponha ao outro. A gente para pra pensar em texturas, crocância ou cremosidade, temperatura de serviço, se a comida é quente ou fria, intensidade de sabores mais leves ou mais intensos, as cores, a acidez, o sal, o açúcar. Todos esses elementos estão presentes tanto no prato quanto no vinho e precisam se equilibrar. Vamos a duas sugestões de harmonizações. Um espumante chamado Cave Guys Extra Brute, um Vintage Safrado 2018, foi harmonizado com muqueca de coco, cogumelo, paris, pupunha e farofinha de alho e manteiga. Você pode criar a sua própria receita se inspirando nas nossas sugestões de harmonizações. Bom, espumante branco com carne branca: herbáceo você sente nos dois. O espumante Cave Guys, da região de Pinto Bandeira, no sul do Brasil, tem muitas notas herbáceas, bastante cremosidade e a crocância do perlage. Essa mesma crocância você encontra na farofinha de alho, a manteiga de alho, o cogumelo e o frescor da pupunha você encontra também no espumante Cave Guys. Cremosidade do espumante e do prato. Quando você coloca um espumante em boca, tem toda a espumatização que forma essa mousse, a cremosidade que é super gostosa ao degustar espumantes. Lembrando sempre que espumantes devem ser bebidos gelados. Uma outra sugestão de harmonização, agora não mais de espumante, mas sim um vinho tinto da região da Sicília: o Barone Montalto Nero d'Avola, foi harmonizado com miolo de paleta e molho roti. A uva é autóctone e é uma uva quente da ilha da Sicília, chamada Nero d'Avola, de terroir vulcânico, aromas de frutas negras e chocolate. Foi harmonizado com carne vermelha e molho à base do próprio vinho tinto. Carne de sabor intenso, vinho de sabor intenso. Que tal a sugestão de harmonização para você se inspirar e degustar na sua casa? Lembrando sempre de manter a moderação.

   ESLOVÊNIA,TERRA DE VINHOS MILENARES
22 Abr 20261:46EP 1683

ESLOVÊNIA,TERRA DE VINHOS MILENARES

A Eslovênia fica ao norte da Itália, no leste europeu. E, embora os vinhos eslovenos sejam pouco conhecidos, a história é bem antiga. Os Celtas levaram o vinho há 2.500 anos, antes mesmo de os romanos levarem a cultura para França e Espanha. Descobri, nessa pesquisa, que o povo esloveno consome 43 litros de vinho per capita por ano, mas o consumo é regular e moderado. São cerca de 28 mil vinícolas produzindo na Eslovênia. Há tanta história antiga que a videira considerada a mais antiga do mundo, com cerca de 500 anos, está na Eslovênia, na cidade de Maribor. A vinha tem 30 metros de extensão, em um tronco de cerca de 80 centímetros de diâmetro: as famosas vinhas velhas. É uma variedade tinta local chamada Modra Cavicina. Pinturas de quadros do século XVI confirmam o retrato do casarão onde a vinha está sustentada, já com a videira ornamentando a fachada. A casa histórica e a vinha são patrimônios da humanidade pela Unesco. Existe uma colheita simbólica dessa videira, e os vinhos são usados apenas para presentear autoridades. Mais de tempos em tempos, mudas são plantadas pelo mundo. Em 2018, no dia 26 de setembro, essa muda chegou ao Brasil, em Bento Gonçalves, e foi plantada durante a primeira edição da Wines of South America. Já tem uma muda da videira mais antiga do mundo no Brasil. Vamos produzir um vinho esloveno-brasileiro.

ATLANTIS TIACOLÍ DE ALAVA
21 Abr 20262:10EP 1682

ATLANTIS TIACOLÍ DE ALAVA

Já ouviu falar em Tiacolí? Nem eu até que, outro dia, degustei o Atlantis Tiacolí de Álava, um vinho espanhol da região do País Vasco, que fica bem ao norte da Espanha, quase na divisa com a França. Esse estilo de vinho já foi quase esquecido. Era um vinho mais caseiro até a década de 80 e só em 1989 recebeu a primeira denominação de origem, melhorando, assim, a sua qualidade e a disseminação do nome Tiacolí pelo mundo. Os vinhos Tiacolí são cultivados nas regiões atlânticas do País Vasco, região de muita chuva e temperaturas bem frias. São três as denominações de Tiacolí: Tiacolí de Getária, nome da cidade que faz vinhos de um amarelo pálido, esverdeado, e foi a primeira certificação de Tiacolí; em seguida, os tiacolís de Biscaia, que receberam a denominação de origem em 1994; e a última, os tiacolís de Álava, em 2001, com vinhos de cor amarelo intenso, muita acidez, um toque metálico na boca e que podem ser levemente espumantes. A principal uva é a Rondarabsúria ou Rondaribsúria. O Atlantis de Álava é um vinho de aroma e sabor bem diferentes, com características únicas e marcantes. A proximidade do mar traz um aroma de sal, de peixes marinhos não o cheiro de decomposição do peixe, que é extremamente desagradável, mas o cheiro suave de peixes frescos. Você também descobriu algum vinho diferente? Talvez, degustando com mariscos, anchovas e sardinhas, fique bom; mas, sozinho, não é um dos meus preferidos. Bom, só para saber que existe o tal Tiacolí e, se não agrada ao meu estilo, já sei que não vou errar na compra. É assim que você deve entender os estilos de vinhos diferentes que encontra nas suas degustações: lembrando qual estilo te agrada mais e qual estilo não te agrada.

TAÇA DE VINHO
20 Abr 20261:31EP 1681

TAÇA DE VINHO

Já virou moda beber vinhos em taças, com rolha de vinho fria em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar: cada um leva o vinho que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada um tem um gosto ou está com vontade de beber um vinho diferente do outro. Não tem problema, cada um degusta a taça de vinho que mais gosta. E eu estive, recentemente, na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos de vinhos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, também o Alentejano Borrador, um vinho elaborado com as uvas tradicionais. E, se você acompanha o Música em Vinho, já sabe que eu amo os vinhos alentejanos. Já falei sobre eles com o tema de vinhos quentes, os vinhos fáceis de agradar. As uvas aragonês, touriga nacional e trincadeira compõem o vinho Borrador. Ele passa nove meses em barricas, fermentando, e depois mais seis meses sobre as borras, para extrair toda a qualidade das uvas e elaborar um supervinho. Sem filtragem, é um vinho no estilo natural, com boa fruta e toque terroso, além de taninos bem maduros. Mais uma sugestão de vinho alentejano para você degustar e descobrir quais são as características principais dos vinhos portugueses.

VINHOS ROSÉ
17 Abr 20262:20EP 1680

VINHOS ROSÉ

Sabe qual é o queridinho do momento? São os vinhos rosés. Apaixonados por vinhos rosés são declarados rosé lovers, como eu. Já degustou vinhos rosés? Se ainda tem preconceito, você não sabe o que está perdendo. Ele não é nem branco nem tinto, mas tem aromas de tinto e frescor de branco, o melhor dos dois mundos, e ainda a versatilidade de harmonizar com uma infinidade de pratos, desde saladas, massas ao sugo, embutidos mais leves, pode ser frutos do mar, frango, comida japonesa e muito mais. Celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt influenciaram muito o aumento do consumo de rosés quando lançaram Chateau de Miraval Rosé. É sucesso absoluto na Provence, elaborado com as uvas cinso, grenache noir, sihá e rol. 5% do vinho passa em carvalho. Tem uma fruta intensa no nariz e, em boca, notas frutadas e minerais. O Chateau de Miraval é puro música e vinho. Olha que fantástica essa história: em 1970, o pianista e compositor de jazz Jacques Luzier comprou a propriedade e a transformou em um estúdio de gravação, onde músicos como a banda Pink Floyd e Sting gravaram algumas músicas. Da música para os filmes, me inspirei nos 50 Tons de Rosa. Só para você entender que a variação de cores dos vinhos rosés é imensa. Vai do rosa-salmão ao pink, cereja, pêssego, casca de cebola e até tons mais atijolados. Depende da uva ou dos cortes de uvas tintas usadas, depende se a casca tem mais pigmentação ou não, depende também do tempo de maceração, que é o contato do suco da uva com a casca, e do processo de elaboração. Tem sempre um rosé para te encantar, é só você escolher um dos tons de rosé que mais te agrada. Se você está aberto a novas experiências, o Música e Vinho te inspira. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho através das redes sociais.

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