Capa de MÚSICA E VINHO

PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
MARQUEZ DE CASA CONCHA.
16 Mai 20262:03EP 1703

MARQUEZ DE CASA CONCHA.

Você já deve ter degustado um dos vinhos do enólogo “papa” do Chile, super reconhecido pelos seus vinhos sempre com notas acima de 90 pontos. É Marcelo Papa, enólogo-chefe de sucesso, que começou sua trajetória na Concha y Toro. Liderou a Casillero del Diablo, do mesmo grupo, e há 17 anos está no comando da vinícola Marqués de Casa Concha. E ainda coordena a Maycas del Limarí, uma marca chilena de que eu gosto muito. A marca foi fundada em 2005, a 400 km de Santiago, no Vale do Limarí, uma região com grande influência marítima e solo mineral, com grande concentração de calcário. É considerado o vale perfeito para os destaques da vinícola: Chardonnay e Pinot Noir. Porém, produzem também um Syrah espetacular. Eu degustei o Reserva Especial Syrah, que foi desenvolvido em 2007. Degustei primeiro o vinho sozinho, para sentir o gosto dele sem harmonização, e depois harmonizei com esfirrinhas de carne e pasta de alho. Um vinho 100% Syrah, profundo, de coloração púrpura intensa. Muita fruta vermelha e negra, e delicadas notas apimentadas. É um vinho que dá para curtir sozinho, sem nada de comida, de tão saboroso e persistente. Mas combina também com carne vermelha, com uma picância que, desta vez, eu não busquei na pimenta, e sim na pasta de alho. O que eu gosto muito do Maycas é que, além de não ser um vinho tão caro, é fresco, tem vida e uma acidez gostosa. E não tem muitos aromas amadeirados, porque foi feito usando carvalho sem tosta. Mais uma sugestão de vinho chileno para sua harmonização: Syrah Maycas del Limarí. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

 HARMONIZAR NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA
15 Mai 20261:55EP 1702

HARMONIZAR NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA

Alguém tem dúvida da harmonia entre chá com bolo, arroz e feijão, café com leite, queijo e goiabada? Mas o que explica essa harmonia? Eu não sei de nenhuma regra ou livro que explique ou oriente a bela parceria entre o chá com bolo, por exemplo. Mas eles combinam. Não é uma simples mistura. Se for o bolo de queijo e arroz da nossa capital, então, tem muita história. A receita, o carinho e a imagem de simplicidade e hospitalidade vêm junto. No vinho também é assim. Harmonizar não é uma ciência exata. Não é só misturar. É a sensibilidade e a experiência criada que geram prazer e conforto ao paladar. Mas eu posso compartilhar algumas experiências sobre o que já deu certo comigo. Pratos com cogumelo combinam com vinhos da uva Pinot Noir. Peixes de rio combinam com vinhos brancos da uva Chardonnay. O churrasco fica perfeito com os vinhos tintos da uva Malbec. Se a receita do dia for um ossobuco, nem vou citar nomes de uvas, mas, principalmente, vinhos tintos mais fortes e alcoólicos. Camarão combina com vinhos rosés franceses, especialmente. Um ceviche, com aquela acidez gostosa, pode ser harmonizado com um Sauvignon Blanc. Tortas de frutas combinam com espumantes da uva Moscatel; chocolates, com Vinho do Porto; saladas e soufflés, ou todos os pratos à base de vegetais, com um bom Pinot Grigio bem geladinho. Massas italianas à bolonhesa podem ser harmonizadas com um Chianti ou um Valpolicella. Carnes com temperos mais apimentados pedem a uva Syrah. Cordeiro combina com Tempranillo ou Carménère. E a carne de panela, ou o famoso Bife Bourguignon, pode ser harmonizada com uma Cabernet Franc com Merlot, ou o próprio corte bordalês da França: a mistura entre as três uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

PÁTRIA DOS COGUMELOS
14 Mai 20261:59EP 1701

PÁTRIA DOS COGUMELOS

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andare a funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. O cogumelo Paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho: do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o Paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; e o champignon, que eu amo fresco. E todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade: desde cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

VINÍCOLAS NA FRANÇA
13 Mai 20261:23EP 1700

VINÍCOLAS NA FRANÇA

Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vinsobres, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vinsobres é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vinsobres Le Cornud da Famille Perrin, proprietária do icônico Château de Beaucastel. O Vinsobres da Famille Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache. As vinhas são plantadas em socalcos de aproximadamente 300 metros de altitude, em um terroir bem pedregoso. Cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, apenas a Syrah envelhece em barricas por um ano. O resultado é um vinho fino e intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, muita fruta madura e toques de especiarias. Um vinho super gastronômico. Harmonizei o meu Vinsobres da Famille Perrin com filé au poivre, e ficou perfeito. Ótimo Vinsobres para você!

ZIBBIBO
12 Mai 20261:46EP 1699

ZIBBIBO

Zee Bibo. Lá vem ela com esses nomes esquisitos. Eu sei que você pensa assim, mas o que eu descubro já fico louca para compartilhar com vocês. Essa tal uva branca é da família das moscatos e recebe também o nome de moscato de Alexandria. É uma uva muito antiga e cultivada na Austrália, na África do Sul, na Itália, para fazer os vinhos doces de Panteleria, e na Espanha, na região de Málaga. Na Sicília, ao sul da Itália, ela é conhecida como Zee Bibo. É uma uva normalmente usada para fazer vinhos de sobremesa, além de servir também para fazer uva passa. Mas, na Sicília, tem um vinho seco elaborado com essa uva. O barone Montalto é uma colecione de famílias de Zee Bibo. Terres Siciliani. Tem todo o perfume exuberante e doce de um moscato, de flores e frutas exóticas, mas é encorpado, rico, macio e de um amarelo dourado, uma coloração própria das uvas, mas escoltado pela passagem da madeira. Um vinho branco de solo vulcânico, clima quente e passagem de madeira só pode ser gastronômico. A sugestão de harmonização é um atum selado com crosta de gergelim, mix de cogumelos na manteiga de ervas ou um risoto amilanês com açafrão, caldo de frango e queijas. Se você está aberto a novos vinhos, o Musique Vinho te inspira a mergulhar em novas experiências. E eu quero saber o que você está degustando. Compartilhe conosco usando a hashtag Musique Vinho através das redes sociais.

MELATONINA NAS UVAS
11 Mai 20262:08EP 1698

MELATONINA NAS UVAS

Eu não sei para você, mas vinho me dá um sono... Segundo matéria recente da revista Adega, uma tacinha de vinho à noite ajuda a relaxar e dormir. O Jornal de Ciências do Alimento e da Agricultura publicou um estudo, em 2006, que já falava sobre a presença da melatonina nas uvas e identificou a uva Nebbiolo com a maior quantidade da substância. Depois, seguida das uvas Croatina, Barbera, Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Merlot. A melatonina é o hormônio que regula o sono. Como cada organismo reage de maneira distinta, é importante consultar o seu médico, já que algumas pessoas podem desenvolver uma tolerância em apenas três noites e precisar aumentar a dose para conseguir o efeito do sono, o que pode causar dependência química, interrupções do sono durante a noite ou até o efeito contrário: a insônia. Para mim, super funciona. O vinho me acalma, relaxa e traz um sono tranquilo. A melatonina é um hormônio que age à noite, quando não há luminosidade, estímulos sonoros, e atua como regulador do sono. Regula também o funcionamento do organismo e ainda age como antioxidante. Por isso, dizemos que dormir faz bem à pele, ao corpo, e que uma boa noite de sono rejuvenesce. O vinho tem melatonina na sua composição. Pode ser uma opção para unir o útil ao agradável, desde que seja usado com moderação. Uma taça é o suficiente para relaxar e dormir, além, é claro, da sua rotina e de outros alimentos que contribuem para uma boa noite de sono, como nozes, leite, azeite, espinafre, laranja, morango e acelga, além da preparação do local de repouso. Para mim, nem precisa muito. Só uma tacinha de vinho e eu já tenho uma qualidade de sono excelente. Lembrando sempre, sempre, de manter a moderação e consultar o seu médico para poder aproveitar a sua próxima degustação.

CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE
8 Mai 20261:23EP 1697

CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

Cada região da França é cheia de pequenas aldeias, e todas têm a sua particularidade, como Vansobre, que fica a 40 km ao norte da famosa região vinícola de Châteauneuf-du-Pape. Vansobre é especial para a produção de vinhos elaborados a partir da uva Syrah. Degustei o Vansobre do vinhedo Le Cornu, da Família Perrin, proprietária do ícone Château de Beaucastel. O Vansobre da Família Perrin tem 50% de Syrah e 50% da uva tinta Grenache. Plantado em socalcos de mais ou menos 300 metros, em terroir bem pedregoso, cada uva é vinificada separadamente: a Grenache em inox, e a Syrah em tanques de madeira. Depois, só a Syrah envelhece em carvalho. Valeu por um ano, ganhando um vinho fino e intenso, com notas de violeta, carne defumada, amoras e café, muita fruta madura e toques de especiarias. Super gastronômico, harmonizei o meu Vansobre da Família Perrin com filé au poivre, e ficou perfeito. Ótimo Vansobre pra você!

TELLUS SYRAH LAZIO
7 Mai 20261:32EP 1696

TELLUS SYRAH LAZIO

O Vinho e seus deuses. Degustei o Telus Syrah Lazio. A propriedade fica a uns 50 quilômetros de Roma, e o nome vem da deusa romana da terra, do solo fértil: Telus. O rótulo me chamou atenção e descobri que foi escolhido em um concurso de arte, que aconteceu no belíssimo Castelo de Sant’Angelo, em Roma. O Castelo de Sant’Angelo é um cenário belíssimo, e foi lá que aconteceu a grande ópera Tosca, de Giacomo Puccini, totalmente cheio de arte. Um monumento rico, que tem a estátua de um anjo coroando o edifício. Telus Syrah é um vinho cheio de arte. A garrafa tem o formato das antigas garrafas romanas e o vinho é do produtor Famiglia Cotarella. Um super Syrah, de coloração vermelha bem intensa, frutas frescas e as famosas especiarias da Syrah, com um toque de baunilha pelos seus cinco meses de carvalho. O Telus Syrah é um vinho sedoso, com taninos macios, rico e persistente. Acompanha super bem pizzas de calabresa, queijos maturados e massas com molhos fortes, como o nhoque de quatro queijos da minha amiga Gabriela Grandu. Que perfeição! Cremoso, aromas lácteos, sabores extremamente harmoniosos, incrível. Nhoque aos quatro queijos com vinho tinto é uma boa sugestão de harmonização. Lembrando sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

Nada tocando
MÚSICA E VINHO
0:00
0:00