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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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CHÂTEAU TRUAN
8 Jun 20261:24EP 1719

CHÂTEAU TRUAN

A denominação Pui Fui Se é de um terroir de argila alcalina e colinas de calcário e está localizada ao sul de Boni, na sub-região de Macon, sendo dedicada aos vinhos brancos da uva chardonnay. Pui Fui Se é uma denominação de village; são vinhos ricos, complexos e minerais. O Pui Fui Se Vinzele é elaborado nas colinas do vilarejo Vinzele, um vinho com notas de frutas cítricas, minerais e uma deliciosa maciez em boca, com notas aromáticas que lembram frutas brancas, como pera, flores brancas, amêndoa e canela. Em boca, é um daqueles brancos bem encorpados, amplos e com final longo. O Pui Fui Se Vinzele passa de 6 a 8 meses em casa. Em Carvalho, e pode evoluir por uns 8 anos. A melhor sugestão de harmonização é com lagostas na manteiga, salmão com molho de ervas e batatas ou, ainda, peixes mais intensos, como manchova, e massas com molhos de queijos gordurosos. Imagine só: puifo e cevizelle é intenso e marcante, e é do super produtor José Truan.

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX
5 Jun 20262:03EP 1718

GARRAFAS ESTILO BORDEAUX

O Música e Vinho já está no ar. Uma ótima manhã para você! Tenho uma pergunta que sempre escuto: o tamanho da garrafa muda o vinho? Essa questão é unânime entre os enólogos: as garrafas magnum, de um litro e meio, envelhecem melhor do que as garrafas tradicionais de 750 ml. E a questão está na quantidade de oxigênio dentro da garrafa. É o oxigênio que faz o vinho evoluir na garrafa. Como o O₂ é proporcionalmente menor em uma garrafa maior, a quantidade reduzida de oxigênio faz o vinho evoluir mais lentamente. E é isso que dá ao vinho mais tempo para uma boa guarda. Então, quanto maior a garrafa, mais tempo o vinho aguenta. Mas, afinal, por que existem tantos tamanhos diferentes de garrafa? Os formatos identificam não só a quantidade de líquido, mas também estilos de vinhos e regiões. Vou citar alguns estilos e formatos. As garrafas de champanhe e de todos os espumantes pelo mundo, por exemplo, têm o vidro mais grosso para resistir à pressão do gás. As garrafas no estilo borgonhesa, aquelas mais finas em cima e gordinhas embaixo, servem para armazenar vinhos de uvas típicas da região da Borgonha, como a Pinot Noir, e também todos os vinhos de Pinot Noir pelo mundo. São vinhos menos tânicos e que não acumulam resíduos, ao contrário dos vinhos no estilo Bordeaux. E aí vêm as garrafas no estilo Bordeaux, as mais comuns, com ombros mais retos, que servem justamente para acumular os resíduos sólidos dos vinhos mais encorpados, seja um Bordeaux ou outro vinho tinto mais encorpado produzido pelo mundo. São 13 formatos de garrafa ao todo, mas esses três são os mais comuns. E você, já encontrou outros tamanhos diferentes de garrafa? Compartilhe conosco usando a hashtag Música e Vinho.

PERINI SAUVIGNON BLANC
4 Jun 20261:52EP 1717

PERINI SAUVIGNON BLANC

Que alegria ter a sua companhia nesta manhã! Vamos falar agora de música e vinho. E não é segredo para ninguém que eu amo a uva Sauvignon Blanc. A Casa Perini lançou um vinho 100% dessa uva tão delicada. A Sauvignon Blanc é uma das uvas clássicas e faz sucesso em vinhos elaborados tanto no Velho Mundo quanto no Novo Mundo. Ela se mostra mais elegante em climas frios e mais frutada e alegre em climas tropicais. Sua origem está em Bordeaux, na França, onde aparece quase sempre em cortes, os chamados assemblages, com as uvas brancas Semillon e Chenin Blanc. Segundo relatos históricos, a Sauvignon Blanc, cruzada com a Cabernet Franc, resultou na Cabernet Sauvignon. No Vale do Loire, ela dá origem aos famosos vinhos Sancerre e Pouilly-Fumé. No Velho Mundo, a Sauvignon Blanc mostra sua mineralidade, notas defumadas e até florais. Já no Novo Mundo, é superfrutada, cítrica e apresenta um leve toque herbáceo. E foi assim que a Casa Perini lançou o Casa Perini Sauvignon Blanc, com coloração amarelo-palha e tons esverdeados, aromas de flor de maracujá e erva-cidreira, bom corpo, ótima acidez e um final bem refrescante. E, se você acha que queijo só combina com vinhos tintos, experimente um risoto de queijos frescos e outros, como Brie, para acompanhar o seu Perini Sauvignon Blanc. A sua experiência vai ser incrível. Depois é só compartilhar comigo. Eu quero saber o que você está degustando. É só usar a hashtag #MusicVinho através das redes sociais. A sua degustação, a sua experiência, pode virar tema para o Musica&Vinho.

VINHOS PORTUGUESES
3 Jun 20261:31EP 1716

VINHOS PORTUGUESES

Já virou moda beber vinhos em taça. Rolha, vinho e taça fria estão presentes em quase todos os estabelecimentos de gastronomia. A ideia é democratizar o consumo do vinho. Cada um leva o vinho de que gosta e que pode pagar. No mesmo grupo de amigos, cada pessoa tem um gosto diferente ou está com vontade de beber um vinho distinto. E não tem problema. Cada um degusta a taça de vinho que mais lhe agrada. Recentemente, estive na Disneyland dos enófilos: um wine bar com mais de 96 rótulos disponíveis em taça. Degustei vários vinhos e, entre eles, provei também o alentejano Borba Reserva. Se você acompanha o Musique Vinho, já sabe que eu adoro os vinhos do Alentejo. Já falei deles quando abordamos o tema dos vinhos "fáceis de agradar", aqueles que costumam conquistar diferentes paladares. O Borba Reserva é elaborado com uvas tradicionais da região, como Aragonez, Touriga Nacional e Trincadeira. O vinho passa nove meses em barricas e, posteriormente, mais seis meses sobre as borras finas, buscando extrair o máximo de complexidade e qualidade das uvas para criar um grande vinho. Sem filtragem, apresenta um estilo mais próximo dos vinhos de mínima intervenção. No aroma e no paladar, entrega boa intensidade de fruta, toques terrosos e taninos bem maduros. Fica aqui mais uma sugestão de vinho alentejano para você conhecer e descobrir as principais características dos grandes vinhos portugueses.

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO
2 Jun 20261:33EP 1715

HARMONIZAÇÃO COM TEMPRANILLO

Harmonizações com Tempranillo. A uva da Península Ibérica, Tempranillo, tem outras dezenas de nomes pelo mundo e outros tantos rótulos fáceis de encontrar e super dinâmicos para harmonizar com comida. Pode ser um Tempranillo espanhol, um argentino ou brasileiro da região da Serra Gaúcha, mais ao sul da Serra Gaúcha. Normalmente, os vinhos desta uva têm coloração não muito intensa e aromas de frutas vermelhas, especiarias, defumado, baunilha e caramelo. Podem evoluir para frutas secas e toques herbáceos quando têm passagem por madeira. Apresentam acidez média, pouco açúcar e taninos expressivos. São vinhos de médio corpo a encorpados e super gastronômicos. Que tal começar com uma seleção de presuntos? Outras sugestões de harmonizações vão desde um atum com crosta de gergelim e ervas para um Tempranillo sem madeira, mais jovem, com taninos leves. Um hambúrguer de carne com sabor mais acentuado, pode ser um Angus, um cordeiro assado marinado no próprio vinho tinto. E que tal um arroz de pato com chorizo, um cozido português, uma rabada com polenta? Já deu água na boca? Já está salivando por um Tempranillo? Então é só aproveitar, escolher o seu rótulo e degustar com muita moderação. Lembre-se sempre: se beber, não dirija.

VINHOS DOCES
1 Jun 20261:38EP 1714

VINHOS DOCES

Se você gosta dos docinhos, vamos encontrá-los, mesmo que venham de longe, das colinas do Piemonte, uma região belíssima da Itália, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. Falando em vinhos docinhos, eles são perfeitos para harmonizar com sobremesas e até para criar drinks, especialmente quando combinados com algum ingrediente que ajude a equilibrar a doçura. É nessa região do Piemonte que se produzem os famosos Asti. Asti é o nome da região e também do método de elaboração desses espumantes. O Método Asti realiza a espumatização em uma única etapa de fermentação, dentro de autoclaves, de forma semelhante ao Método Charmat. Por esse processo, o vinho atinge entre 6% e 10% de teor alcoólico e a fermentação é interrompida antes de todo o açúcar ser consumido. Assim, parte da doçura natural é preservada e o gás carbônico permanece dissolvido no vinho. Os aromas frutados são muito presentes e o álcool é bastante leve. Da mesma região, descobri um vinho elaborado não com uvas Moscato, mas com uma variedade diferente: a Brachetto, uma uva tinta cultivada predominantemente no Piemonte. A Brachetto é normalmente utilizada na elaboração de espumantes tintos, algo pouco usual para nós, mas extremamente delicioso, especialmente em suas versões mais doces. Seus aromas remetem a flores, morango, framboesa, amora e cravo. Um espumante tinto e docinho para você harmonizar com saladas de frutas, lembrando sempre de apreciar com moderação.

O QUEIJO É A ESTRELA DA NOITE.
29 Mai 20261:59EP 1713

O QUEIJO É A ESTRELA DA NOITE.

Olá, bom dia. Que bom ter a sua companhia nesta manhã para falar de queijos e vinhos, que é sempre uma combinação gostosa. O queijo é a estrela da noite. Me pediram para voltar em assuntos de quatro anos atrás, mas que são sempre atuais. É que eu andei avançando muito e falando sobre vinhos de ilhas, uvas Negramaro, Sicarela e tudo mais. Então, vamos à dupla: queijos e vinhos. Hoje vai ser só a harmonização. Já falei de como montar e o que acompanhar. É só ir lá no site, que tem quase mil temas. Para os queijos mais fortes, como Roquefort e Gorgonzola, aqueles muito salgados, é bom você harmonizar com um vinho tinto mais forte. Ou fazer uma harmonização de contraponto: um queijo bastante salgado com vinhos muito doces. Pode ser um branco doce ou vinhos do Porto. Para os queijos de textura dura, como Parmesão e Grana Padano, os tintos, em geral, de médio corpo, harmonizam muito bem. Os de sabor suave, como Gouda e Reino, que têm até um certo adocicado, podem acompanhar tanto vinho branco quanto tinto, de médio corpo, como um Merlot ou um Chardonnay. Para os queijos mais cremosos, como Brie e Camembert, podem ser brancos ou tintos médios. E, por último, os queijos mais frescos, como os queijos de cabra ou cream cheese, podem ser acompanhados por um rosé ou um espumante, que ficam supergostosos. Os queijos são produtos de quase quatro mil anos de história. Dependendo do terroir onde são produzidos, passam por fermentação, envelhecimento ou maturação. Algumas regiões produtoras têm procedência, assim como os vinhos, com denominação de origem controlada. Há uma diversidade tão grande quanto a dos vinhos. É impossível provar e conhecer todos. Então, a harmonização perfeita é aquela que faz com que, a cada dia, a gente possa descobrir mais uma sensação e mais um prazer em uma boa harmonização entre queijos e vinhos.

COGUMELO E VINHO
28 Mai 20261:59EP 1712

COGUMELO E VINHO

O Música e Vinho está no ar, e eu lhe desejo uma excelente manhã. A Itália é considerada a pátria dos cogumelos. São centenas de espécies, e o consumo é tão popular que virou atração turística o período da colheita, chamado de “andaria funghi”, quando todos vão em busca do tesouro nas florestas. O funghi porcini é o mais famoso e cresce ao norte da Itália. O cogumelo chamado cantarella tem a coloração laranja. Os cardoncelli são os mais populares ao sul da Itália e são servidos assados, fritos ou cozidos em azeite. As trufas crescem embaixo da terra e têm sabor único: ou você ama ou odeia. Todos fazem parte dos ingredientes de diversas receitas na Itália e pelo mundo, que pedem vinho para harmonizar. Pela variedade de sabores e intensidade dos cogumelos, não se pode generalizar e dizer que cogumelos combinam com pinot noir, como já ouvi dizer. Cogumelo paris é bem suave e fresco, enquanto as trufas negras ou brancas são uma explosão de sabores. Seguindo a intensidade de aromas e sabores, harmoniza-se o vinho, do pinot noir ao barolo de nebbiolo para as trufas. Além desses cogumelos italianos, que são mais raros por aqui, temos o shiitake e o shimeji, que parecem carne vermelha; o paris, que é bastante fresco; o portobello, que vai bem com carnes; o champignon, que eu amo fresco — e todos pedem vinho. A receita vai da sua criatividade, desde os cremes de cogumelos, fatiados na salada, assados, molhos de cogumelos e muito mais. Cogumelos são ricos em vitamina D e super combinam com vinhos. Lembre-se sempre de manter a moderação para criar a sua próxima harmonização.

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