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PODCAST · 1807 EPISÓDIOS

MÚSICA E VINHO

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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 VINHO CARMÉNÈRE
24 Jun 20261:51EP 1727

VINHO CARMÉNÈRE

Vamos então a mais um episódio do nosso Música e Vinho. Seja muito bem-vindo. A Carménère é uma variedade vinífera tinta originária da região de Bordeaux, na França, e que encontrou no Chile todas as condições para se expressar em grandes vinhos repletos de singularidade. A maturação da Carménère é tardia e precisa de grande quantidade de sol para obter os açúcares e a cor necessários para vinhos de qualidade superior. Um vinho que mostra todo o potencial da Carménère no Chile é produzido hoje pela renomada vinícola Vinha Montes. O Purple Angel Carménère é um dos grandes vinhos do Chile. Sua composição é de 92% de Carménère e apenas 8% de Petit Verdot. Sensacional! As uvas que compõem esse grande vinho são oriundas de um dos mais famosos terroirs do Chile: o Vale de Apalta. A vinificação é tradicional, e o amadurecimento do vinho ocorre em barricas de carvalho francês e americano, ambos de primeiro uso, por exatamente 18 meses. É engarrafado sem filtragem e colagem e passa por outro estágio antes de ser liberado da vinícola para comercialização. Desta vez, são 12 meses em garrafa, ganhando mais afinamento, complexidade e qualidade. Pode ser harmonizado com pratos de carne vermelha em geral, principalmente assados, como paleta de cordeiro ou ponta de peito bovino. Aquela mesma que tem aquele granito maravilhoso. Participe do Música e Vinho enviando uma sugestão de tema ou a sua dúvida. Mande lá no meu Instagram, @jonas.sommelier . Será um prazer. Aproveite e curta a nossa página.

ENCANTADOR MUNDO DO VINHO
23 Jun 20261:35EP 1726

ENCANTADOR MUNDO DO VINHO

Seja bem-vindo a mais um episódio da nossa Taça de Conhecimento sobre o encantador mundo do vinho. Hoje falaremos dos vinhos da terra natal de um personagem marcante dos filmes de terror: o Conde Drácula. A variedade branca mais cultivada na Romênia é a Feteasca, e esta tem duas variantes: a Regala e a Alba. Já no cultivo de variedades tintas, a maioria é de Cabernet Sauvignon e Merlot, e a única tinta nativa que se destaca na Romênia é a Feteasca Neagra. Tive a felicidade de provar um tinto romeno sensacional, constituído por um blend com a uva nativa Feteasca Neagra, Cabernet Franc e Cadarca. Uma produção de apenas 2.800 garrafas, com um vinho que passou três anos em barricas pequenas de carvalho. Um tempo relevante. Um vinho espetacular. Popularmente chamado Davino V, da vinícola Balagesa, em seu terroir ao entorno da Transilvânia. A bebida alcoólica mais consumida pelos romenos é o vinho, sendo culturalmente transmitido por gerações. A localização geográfica da Romênia é favorável e está na mesma latitude das principais regiões vinícolas da França. Sensacional. Um brinde aos vinhos e à cultura romena, em especial a você, ouvinte do Música e Vinho, que pode deixar um tema de sugestão no meu Instagram, arrobajonas.somelier. Curta a nossa página. Será um prazer.

VINHOS FINOS NO MÉXICO
22 Jun 20261:34EP 1725

VINHOS FINOS NO MÉXICO

Seja muito bem-vindo ao nosso Música e Vinho de hoje. Nossa taça de conhecimento da vez será sobre uma região produtora de vinhos finos no México. O vale tem os vinhedos mais ao norte de todo o México e fica distante do mar por volta de 22 km. A altitude, que influencia muito na maturação, varia entre 300 e 400 metros. Todos estes fatores fazem do Vale de Guadalupe a região de maior prestígio de todo o México, chegando a produzir 85% do vinho de todo o país. E um vinho que chama muito a atenção no portfólio da bodega é o tinto Monte Xanic Gran Ricardo, da safra 2018. Produzido com variedades de uvas viníferas francesas, como as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. A passagem por barricas de carvalho francês por 18 meses traz complexidade e afinamento a este vinho. Sua coloração é rubi intensa, com aromas que remetem a groselha, baunilha, pimenta-preta, tostado e tabaco. Em boca, tem entrada suave, porém com taninos presentes, sem perder a elegância. Um brinde aos vinhos do México e um brinde especial a você, ouvinte do Música e Vinho. Deixe sua sugestão de tema para o nosso programa através do meu Instagram. Anote aí: @jonas.sommelier. Será um prazer.

UVA SOUVIGNON BLANC
13 Jun 20262:03EP 1724

UVA SOUVIGNON BLANC

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã para compartilhar informações sobre o mundo do vinho. Savagnin não é Sauvignon Blanc. Savagnin é uma uva branca tão antiga que pesquisas recentes, que analisaram 28 sementes de uvas antigas, ainda do período medieval, de 900 anos, na França, identificaram a genética da uva Savagnin Blanc. Isso significa que a variedade foi plantada há pelo menos 900 anos. A origem é a região do Jura, que fica a leste da Borgonha, nas cadeias de montanhas já próximas aos Alpes. O nome Jura vem do período jurássico, entre 210 e 140 milhões de anos atrás, quando os sedimentos viraram a cadeia de montanhas do Jura, com rochas calcárias. O Jura é conhecido pelos vinhos amarelos, ou Vin Jaune, elaborados com a uva Savagnin, uma variedade de grande intensidade, acidez e mineralidade. As uvas Savagnin são colhidas tardiamente e costumam estagiar em barricas pequenas de carvalho. Após dois a três anos, forma-se o véu de flor, similar ao que acontece com os Jerezes, porém os Vin Jaune não são fortificados. Outra particularidade é que, após seis anos e três meses, de acordo com a legislação, os vinhos são engarrafados em garrafas de 620 ml, chamadas de Clavelin. Os vinhos amarelos de Savagnin são muito parecidos com o Jerez, pela salinidade, intensidade de sabor, coloração, alta acidez, zero doçura e mineralidade do terroir calcário das cadeias montanhosas do Jura. Não é fácil encontrar vinhos do Jura, especialmente um Savagnin, mas vale a procura para se degustar vinhos tão particulares. Com sushi, pancetta e foie gras. Santé!

PIZZATO DO VALE DOS VINHEDOS
12 Jun 20261:53EP 1723

PIZZATO DO VALE DOS VINHEDOS

Tem uma vinícola brasileira que está ousando e provocando o mercado. A Pisato, do Vale dos Vinhedos, que já comentei sobre o Fausto Merlot e o espumante Brut Natur, que segue a tendência de zero açúcar. Bom pra nós, porque açúcar só tira nossa energia. A Pisato está plantando e elaborando vinhos com uvas bem diferentes, como o Alicante Boucher, desde 2004, e a uva Egeodola, uma das poucas versões dessa uva no Brasil, mas ainda não degustei. Está apostando também na Merlot, que há muito tempo o Brasil está tentando colocar como uva-bandeira, e outras versões ainda em assemblage. Ganhei e degustei o Pisato Consentos. Consentos, em latim, é harmonia, consenso. E o vinho é o perfeito consenso entre Merlot, Cabernet Sauvignon e Taná, um assemblage. O Consentos traz notas mais fechadas, como o bosque molhado, café com leite, ameixas, especiarias doces, como cravo, e chocolate. São 11 dias macerando, extraindo aromas e sabores das três uvas. 70% do vinho é Merlot, apesar de estar realmente se empenhando na uva Merlot. 70% do vinho é Merlot e, apesar de realmente estar se empenhando para que a Merlot seja a nossa uva-bandeira, o restante é 15% de Taná e 15% de Cabernet Sauvignon. É bem encorpadinho para a maioria dos vinhos brasileiros. Tem uma persistência média longa, e a sugestão de harmonização são as caças, churrascos e molhos com vinho tinto. Harmonizei com empadas de calabresa e molho fungue. Deu certo. E você? Também inventa harmonizações com vinhos em casa? Aproveite e compartilhe comigo usando a hashtag música e vinho.

ZIRLO TALENTI
11 Jun 20261:36EP 1722

ZIRLO TALENTI

Zirlo Talente, na região da Toscana. Para os padrões do Velho Mundo, a vinícola Talente é uma jovem no mercado: apenas 37 anos. A Talente está localizada nas montanhas de Montalcino, na província de Siena, ao centro da Itália. São 21 hectares, sendo 16 dedicados à uva tinta rainha, a Sangiovese. Além dos tradicionais Brunellos de Montalcino, que são vinhos mais encorpados e envelhecidos, eles têm também os Rosso di Montalcino, um pouco mais jovens e de médio corpo. A Talente também apresenta um rótulo chamado Zirlo. É um delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Aromas de frutinhas vermelhas e também de ervas. Um médio corpo e uma excelente acidez. Aquela que faz salivar a boca e dá vontade de sentir mais. Salivar dá vontade de comer, então é uma ótima opção de vinho gastronômico para o dia a dia e com bom custo. Na Toscana, as carnes estão muito presentes na culinária: carnes bovinas, carnes de coelho, faisão, porco e javali. Tudo com muito molho de tomate, caldos de legumes, massas, pães recheados, tudo bem suculento e com sabores fortes para acompanhar os vinhos tintos da Toscana. E o que se faz em Montalcino? Comer, visitar vinícolas e degustar vinhos. Lembre-se de manter a moderação. Claro: se beber, não dirija.

VINHEDOS NA ARGENTINA
10 Jun 20261:31EP 1721

VINHEDOS NA ARGENTINA

Desde 1925, a bodega Routine se instalou no Vale do Uco, na Argentina. Foi a primeira a se instalar nessa região. De lá pra cá, a região se despontou como uma das principais produtoras da Argentina. A vinícola está presente com três vinhedos: Guatala Haria, a 1.200 metros; Altamira, a 1.100 metros; e o vinhedo chamado La Consulta, a 950 metros, onde se planta apenas Malbec. Escolhi o Routine, 50% Malbec e 50% Cabernet Sauvignon, um vinhão. A cor chega a vibrar na taça, superintenso, um roxo profundo. A união das duas superuvas deu um resultado super-harmônico. A Cabernet Sauvignon entrega ao vinho corpo e estrutura, e a Malbec suaviza os taninos em uma combinação única. De aromas e sabores com camadas e camadas de frutas, ameixa, baunilha e muita força no vinho. Realmente, o enólogo Mariano de Paola tem razão quando diz que a vinícola foi desenhada para produzir vinhos ultraprêmios. A revista britânica The Canter já o destacou como um dos 30 melhores enólogos do mundo. Para nós, só nos resta aproveitar vinhos como o Rutínica Béarnais Sauvignon Malbec argentino. Uma excelente manhã para você!

UVA PRIMITIVO
9 Jun 20261:30EP 1720

UVA PRIMITIVO

Será que o meu paladar é igual ao seu? Eu já sei que muita gente ama a uva Primitivo, mas eu não. Por isso, lancei o desafio: vocês me indicarem um vinho da uva Primitivo que vocês amaram e me dizerem o porquê. Eu já tentei vários, juro. Vários produtores e até regiões e países diferentes. Tanto faz se da Itália ou dos Estados Unidos: o açúcar residual e a falta de acidez e vivacidade não são compatíveis com o meu paladar. Não estou falando mal do estilo, só confessando que cada um tem um paladar. O que me agrada pode não te agradar. E olha que tem uvas para as quais eu torcia o nariz e, mesmo assim, não desisti. Ora ou outra, eu tentava de novo, e foi aí que passei a gostar da uva Nero d'Avola, por exemplo, que eu achava totalmente dura. Já encontrei alguns bons exemplares, com notas defumadas, taninos presentes sem serem tão duros e um final mais macio, embora ainda mantenham essa força na boca. Se você também tem alguma uva ou estilo de vinho que já tentou várias vezes, mas mesmo assim não gosta, ou algum que te surpreendeu após algumas degustações, conte para mim. Quero compartilhar essas experiências com vocês aqui no Musique Vinho. Lembre-se sempre de manter a moderação e, se beber, não dirija.

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