Capa de Música e Vinho

PODCAST · 18 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música e Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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Episódios

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ICE WINE
13 Jul 20261:57EP 10

ICE WINE

Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje. Vamos à nossa taça de conhecimento do dia? Falaremos sobre o Eiswein, o vinho do gelo. A origem desta proposta de vinho é alemã e foi ao acaso, acredite. Um viticultor alemão se ausentou do seu vinhedo e, ao regressar, as uvas estavam extremamente maduras e congeladas, pois era inverno rigoroso. Elas deveriam ter sido colhidas antes da chegada das temperaturas congelantes, entre menos 7 e menos 10 graus. Para não perder a safra, resolveu vinificar e, ao esmagar as uvas congeladas, ocorreu a concentração natural dos cristais de água e do sumo mais denso e doce. Assim, a concentração do mosto fica extremamente doce e com níveis de acidez relevantes. E estes dois fatores deixam o vinho equilibrado no paladar, rico em aromas com expressões de frutas cítricas, mel e floral. A fermentação deste vinho é lenta, podendo durar 5 meses. Este vinho de congelamento natural é produzido na Alemanha e em outros países do norte europeu, como também na América do Norte, como o Canadá, onde a qualidade do vinho é sensacional e o volume de produção é considerável. Como vimos, o processo de produção não é simples e rápido e, por estes fatores, o preço de uma garrafa reflete o custo de produção. As uvas mais utilizadas são a Riesling, a Cabernet Franc, a Chenamblain e a Gewürztraminer. Um vinho sensacional para finalizar a refeição ou até mesmo para acompanhar queijos curados e azuis. Um brinde ao Música e Vinho. Um brinde ao vinho do gelo. E um brinde a você, ouvinte da Rádio Easy.

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DO VINHO
11 Jul 20262:14EP 9

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DO VINHO

Olá, ouvintes da Rádio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho, nosso compromisso diário com uma taça de conhecimento sobre o infinito mundo do vinho. Hoje falaremos sobre um fato histórico que mudou o mundo do vinho para sempre. Em 1976, foi realizada uma degustação às cegas em Paris, com o intuito de promover os vinhos do Novo Mundo e celebrar os 200 anos da independência dos Estados Unidos. A estratégia foi colocar alguns vinhos produzidos nos Estados Unidos entre emblemáticos franceses de Bordeaux e da Borgonha. Sem saber quais vinhos estavam degustando, os jurados atribuíram suas notas. No final, o que parecia impossível aconteceu. Um Chardonnay da Califórnia, chamado Chateau Montelena, da safra de 1973, foi classificado em primeiro lugar. Na classificação dos vinhos tintos, a Califórnia ficou em primeiro lugar também, com o vinho Stag's Leap, da safra de 1973, um tinto encorpado, 100% Cabernet Sauvignon. Enquanto o evento acontecia, foi solicitada pelos avaliadores uma contraprova e, finalmente, foi constatada a qualidade dos vinhos americanos naquele momento. Rapidamente, a notícia se espalhou, e os vinhos vencedores se esgotaram em alguns dias nas adegas dos Estados Unidos. Depois dessa degustação, o mundo mudou o olhar perante os vinhos do Novo Mundo. A França tem sua alta qualidade no mundo dos vinhos, isso é inquestionável, devido ao seu conhecimento de produção e à alta qualidade do terroir. Porém, não é sensato fechar os olhos para as diversas propostas de vinho pelo mundo afora. Um brinde à extraordinária safra de 1973, lá na Califórnia, e ao Novo e ao Velho Mundo do vinho. E, se você quer sugerir um tema para o Música e Vinho, deixe registrado no meu Instagram. Anote aí: @Jonas.Somelier. Será um prazer!

O SYRAH BRASILEIRO QUE MERECE UM LUGAR NA SUA TAÇA
10 Jul 20262:15EP 8

O SYRAH BRASILEIRO QUE MERECE UM LUGAR NA SUA TAÇA

Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje, nossa taça de conhecimento sobre o maravilhoso mundo do vinho. Hoje falaremos de um vinho nacional que encanta pelo equilíbrio e alta qualidade: o Reserva Alma Única Syrah. A Vinícola Alma Única foi fundada em 2008, no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul, distante da capital, Porto Alegre, cerca de 120 km. A vinícola é de propriedade de dois irmãos gêmeos, Magda e Márcio Brandelli. Dentre uma gama de diversas propostas de vinhos, o Reserva Syrah se destaca pela qualidade e relação de custo-benefício. Um tinto de cor intensa, digna da casta Syrah, um vinho carnudo, bem intenso e com um final de boca longo. Pimenta-preta, um certo chocolate, frutas escuras maduras, couro e defumado mostram a riqueza aromática deste vinho. A estrutura tânica deste Reserva Syrah é bem relevante, o que proporciona um tempo de guarda superior a 6 anos. Um fator importante é o tempo de passagem por barricas. Acredite: são 20 meses, sendo 10 meses em barrica de carvalho americano e os outros 10 meses em carvalho francês. Que equilíbrio! A temperatura ideal de serviço é entre 15 e 18 graus. Dessa forma, seus aromas prevalecerão. Recomendo a harmonização com costela suína ao molho agridoce ou, até mesmo, um cordeiro assado com ervas aromáticas. Uma notícia triste sobre a Vinícola Alma Única foi o falecimento de Márcio Brandelli, em 2020, um grande enólogo que, com certeza, será inesquecível, pois seus vinhos continuarão contando a sua história. Tenho um grande amigo chamado Ivo, um apaixonado por vinhos e, principalmente, pelos vinhos da Alma Única, a quem fica o meu abraço. E, se você, ouvinte, deseja sugerir um tema para o Música e Vinho, deixe lá no meu Instagram, @jonas.sommelier. Será um prazer!

UVA GEWÜRZTRAMINER
9 Jul 20261:18EP 7

UVA GEWÜRZTRAMINER

Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje. A nossa taça de conhecimento da vez é sobre a uva branca Kevrus Traminer, uma uva de pele rosada, e seus vinhos são extremamente aromáticos. Tem grande destaque na Alemanha e na região francesa da Ausácia, onde acredita-se ser a sua terra de origem. O nome Kevrus Traminer se traduz na palavra "temperado", pelo fato de os vinhos desta uva serem ricos em aromas de tempero, em especial, especiarias, além do toque frutado. Como esta variedade amadurece rapidamente, existe uma preferência para produzi-la em locais com clima ameno, pois, em locais mais conscientes, seus vinhos perdem a esperada qualidade. Para harmonizar este vinho, recomendo um camarão ao molho curry ou outros pratos com uma leve picância. Este vinho irá acentuar os sabores e mostrar por que tem os vinhos mais aromáticos do mundo. E que tal deixar a sua sugestão de tema para o Música e Vinho? Pode registrar lá no meu Instagram. Anote aí: @Jonas.Sommelie

MOËT CHANDON
8 Jul 20262:04EP 6

MOËT CHANDON

Nossa taça de conhecimento do dia será sobre um grande produtor de vinhos, conhecido mundialmente pelos famosos champanhes: a Moët & Chandon. Moët & Chandon é o maior produtor de champanhes do mundo e foi fundada, em 1743, por Claude Moët, descendente de uma família que já produzia vinhos desde o século XVIII. O neto de Claude Moët, Jean-Rémy Moët, proporcionou um grande crescimento à empresa e, nas mãos de seu filho, Victor Moët, e do genro, Pierre-Gabriel Chandon, em 1832, mudaram o nome da empresa para Moët & Chandon, como hoje conhecemos. Hoje, produz 25 milhões de garrafas e pertence ao luxuoso grupo LVMH, Louis Vuitton Moët Hennessy. A marca também era responsável pelo fornecimento de champanhe para a rainha da Inglaterra. Olha só que interessante! As uvas que dão origem aos vinhos desta marca são de terroirs privilegiados, bem localizados e com altíssima qualidade, sendo mais de 1.190 hectares de solos ricos em calcário, onde as uvas autorizadas para a produção de champanhe, que são a Pinot Noir, a Chardonnay e a Pinot Meunier, se expressam da melhor forma possível. A marca possui uma cave com mais de 28 km de extensão, onde seus vinhos repousam na temperatura e umidade perfeitas. Mais de 270 anos de história, presente em mais de 150 países: é realmente um trunfo. Um brinde a este grande produtor que, em todo o planeta, encanta e celebra a vida. E, se você, ouvinte, deseja sugerir um tema para o Música e Vinho, deixe registrado no meu Instagram. Anote aí! Será um prazer.

VINHO DO PORTO
7 Jul 20262:02EP 5

VINHO DO PORTO

Nossa Taça de Conhecimento de hoje será sobre a mulher mais influente em toda a história do vinho mais famoso de Portugal: o Vinho do Porto. Antônia Adelaide Ferreira, conhecida na região do Douro como Ferreirinha, tem seu nome em uma das marcas mais famosas de vinho do mundo. Nascida em 1811, em Peso da Régua, no Alto Douro, cresceu em meio aos vinhedos da família. Casou-se cedo com um primo, que não tinha grande interesse nos negócios, e, aos 33 anos, ficou viúva, com um casal de filhos. Ferreirinha assumiu os negócios da Casa Ferreirinha. Quando chegou a pandemia dos vinhedos, em 1870, devido a uma praga chamada oídio, grande parte dos vinhedos do Douro foi dizimada. Ferreirinha tinha um bom estoque de vinhos em seus armazéns, e isso fez com que ela multiplicasse a sua fortuna. Em outro momento, surgiu a filoxera, uma praga que quase dizimou os vinhedos do mundo novamente. Ferreirinha foi à Inglaterra para entender as melhores soluções para salvar as vinhas e continuar a produzir vinho. Voltou de lá implantando o processo de enxertia nas videiras. Sensacional! Nos dias de hoje, existe um prêmio que homenageia as mulheres mais influentes em Portugal todos os anos: o Prêmio Dona Antônia Adelaide Ferreira. Ela partiu aos 84 anos, na mesma cidade onde nasceu, Peso da Régua, e deixou um império que continua crescendo e mantendo o legado do seu nome e de sua família. Um brinde a esta grande mulher, Ferreirinha! Um brinde a você, ouvinte, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram. Anote aí: @jonas.com. Será um prazer!

LAURENT GENEROSO SYRAH
4 Jul 20261:47EP 4

LAURENT GENEROSO SYRAH

Hoje falaremos sobre um vinho chileno produzido com a união de conhecimentos de dois enólogos franceses, que, inclusive, são casados: Lorena e Damien Laurent, proprietários da vinícola Laurent. Um de seus vinhos é chamado Laurent Generoso Syrah e é produzido 100% com a variedade syrah, oriunda do terroir do Vale do Maipo. É um vinho de autor e busca, em uma pequena produção, se traduzir em uma coloração rubi profunda, aromas que remetem a frutas vermelhas, tais como morangos, framboesas e amoras bem maduras, além de um toque sutilmente herbáceo e de especiarias. Em boca, é aveludado e natural, apresentando equilíbrio entre taninos e acidez e teor alcoólico de 14%. Os sabores remetem à noz-moscada e às frutas vermelhas maduras. O vinho representa, de forma ímpar, o microterroir do Vale do Curicó dentro do Vale do Maipo. Sensacional! O mais interessante é que o casal Laurent tem experiência de mais de 10 anos na renomada vinícola bordalesa Chateau-Elscartes, que é mundialmente conhecida pelos vinhos biodinâmicos. Toda essa experiência se traduz em vinhos espetaculares, que são produzidos de forma natural. Sensacional! Um brinde a Lorena e Damien e, em especial, a você, ouvinte do Música e Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram. Aproveite e curta a página. Será um prazer.

OLD VINES: O QUE MUDA NA TAÇA?
3 Jul 20261:47EP 3

OLD VINES: O QUE MUDA NA TAÇA?

Hoje falaremos sobre as vinhas velhas e seus efeitos, ou diferenciais, para o vinho. Será que eles existem? Muitas vinícolas, pelo mundo, estampam em seus rótulos as palavras Old Vines ou até mesmo vinhas centenárias. Mas, afinal, o que isso tem de interessante? Existem diversas opiniões sobre o tema das vinhas velhas. Vamos a algumas. As vinhas velhas têm baixo rendimento natural, e isso faz com que seus frutos sejam mais concentrados, gerando vinhos mais complexos e com mais qualidade. As vinhas velhas se adaptaram plenamente ao terroir ao longo do tempo, e isso faz com que expressem melhor, em seus frutos, as características do próprio terroir, como também as características da própria variedade. É fato que não existem argumentos que garantam que vinhos de vinhas velhas sejam melhores do que vinhos de vinhas novas. Tudo isso envolve muita complexidade, pois não existe um órgão regulador que determine a idade ideal para uma vinha ser considerada velha. Isso varia entre países e regiões. Atualmente, o termo está muito inserido em questões de marketing. Eu, particularmente, vejo o termo como algo que mexe com a imaginação, pois saber que as vinhas estão há anos no mesmo local, que podem ter sido manejadas por diferentes gerações e que sobreviveram a diversas irregularidades e safras desperta um certo respeito e curiosidade em um mundo cheio de histórias e particularidades, como é o mundo do vinho. Um brinde às vinhas velhas e, em especial, a você, ouvinte do Música em Vinho.

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