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PODCAST · 24 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO
13 Ago 20264:26EP 24

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO

Onde vive nosso eu verdadeiro? Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas. Onde vive teu eu verdadeiro? Bem diferente das aparências que os homens chamam com o teu nome. Se essa casa for escura ou vazia, não poderás iluminá-la com as lâmpadas de teu vizinho, nem enchê-la com os seus bens. E, se estiver no deserto, não a poderás transferir para um jardim plantado por outros. E, se estiver no pico de uma montanha, não poderás baixá-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros pés. Nossas vidas interiores, meu irmão, são rodeadas pelo isolamento e pela solidão. Sem eles, tu não serias tu, e eu não seria eu. Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz e, quando olhasses no espelho, não saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim. As palavras de Calil Gibran calam fundo na alma. Não somos a imagem que vemos no espelho. Não somos as aparências. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Espírito. E cada um deve iluminar a sua casa com suas próprias conquistas. As lâmpadas dos vizinhos nos seduzem, até nos inspiram, mas nossa iluminação precisa vir de dentro. Não adianta casar com alguém bom para viver a bondade. Não adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. Não adianta estarmos próximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade. Os bens do outro são do outro. Podemos até usufruir deles pela bondade divina, mas apenas como forma de motivação, para que tenhamos forças e exemplo para lograr os nossos próprios, ao nosso tempo. Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caberá a nós, apenas a nós, transformar a aridez em jardim florido. E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos próprios pés. Somos individualidades. Não há um ser igual ao outro neste universo. E, dentro de cada individualidade, há uma espécie de solidão. Um lugar onde todos estamos sós. Solidão que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude. Uma unidade saudável da criatura com o Criador. Seja lá como você define ou imagina esse Criador. É reservado um plano especial no Universo para cada um de nós. Não há insignificância alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar. Acreditar-se pequeno ou insignificante é, ainda, típico de quem não se encontrou em profundidade, de quem não conhece sua própria casa no Universo. Somos grandes. Somos capazes. Somos parte de um todo perfeito. Por isso, somos fadados à perfeição individual. Quando a sombra de um desânimo qualquer desejar bater à porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes. Não permitamos que as distrações ou as vicissitudes da vida enfraqueçam nossas forças. Elas são parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola. Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Pense nisso, mas pense agora.

O INCERTO TAMBÉM TEM O SEU ENCANTO
12 Ago 20263:35EP 23

O INCERTO TAMBÉM TEM O SEU ENCANTO

Caro ouvinte, o que eu vou falar não deve ser confundido com descompromisso com a vida, para com as nossas responsabilidades do dia a dia. Mas, se você, ao final dessa mensagem, me achar um irresponsável, bem, eu não vou me preocupar com isso. Convenhamos, são tantas as regras, tantas convenções que devemos seguir, tantos conhecimentos que devemos ter, que chega um momento que é preciso se desligar. Então, hoje, eu pensei o seguinte: se está ventando muito, eu não vou me agarrar ao primeiro cobertor que for ver na frente. Aproveitarei o impulso e jogar alguns sentimentos antigos para serem levados pela direção do vento, junto com o teto, se for preciso. Tchauzinho e um grande acendo, pois já não me serve mais. Aquele teto já estava aí há tanto tempo mesmo. Vou ter a experiência de morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balançar das folhas como paredes. Eu sou Tarja Preta, sim, confesso que sou, mas vou aprender a me acalmar e a respirar ao invés de suspirar. Confesso também que sou um caos sentimental. Mas estou aprendendo a chover menos em copos d'água. Eu, que vivi sempre estufado, sem espaço pra nada de tanto estar cheio de tudo, aprendi a abrir a válvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? Mal tem passar a vida com o coração acelerado pelos motivos errados. Isso é um desperdício de hormônios. Acelera quando sai algo errado. Acelera quando não te falo o que queria ouvir. Acelera quando alguém vai embora. Acelera quando não entendem o que você sente. Ah, pra que se esforçar tanto, afinal? Se virou rotina se esforçar ao máximo para acalmar os batimentos, está mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte já inventado. O santo soberano de qualquer medicamento à venda em farmácia, que não vem com bula, mas é tão fácil de usar que nem é preciso instruções. Mas o nome desse remédio é tempo. Dê um tempo, tome um tempo, não culpe o tempo. Sinta o tempo e recupere o seu tempo. O que não pode acontecer é ter tanto medo da vida e se esconder atrás de tantas chaves, pois tudo passa. Eu já me enchi com tantos cadeados, mas poucos segundos depois já não lembrava mais o que estava aguardando. Já corri tanto da solidão que, quando percebi, estava de mãos dadas com ela. Então, parei de correr. Joguei as fechaduras, abri as janelas e sorri com o vento. Se funciona? Dia sim, dia não. Mas passa. O dia bom passa. E o ruim também. A chuva é fase. Por que eu não seria? O incerto também tem seu encanto. É verdade. Juro que é. Pare. E pense nisso.

 SOLIDÃO VERSUS AUTO ESTIMA
10 Ago 20263:27EP 22

SOLIDÃO VERSUS AUTO ESTIMA

Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo é a solidão. A sensação de estarmos completamente sós pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos às companhias mais maçantes para termos ao menos a garantia de haver alguém por perto. Há dias em que nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade. Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir, alguém com quem conversar, rir, talvez amar, menos nós. Todos parecem ter um destino, somente nós não encontramos nosso espaço no mundo. Temos a impressão. De que estamos sobrando, de que não somos importantes para ninguém. E é então que o espectro da solidão nos encurrala e apavora. O fato é que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, não estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, então, qualquer companhia que não a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar sós em nossa própria presença. No entanto, para que alguém deseje aproximar-se de nós, é preciso que, antes, nós mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. É preciso que reconheçamos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. É preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas, para não precisarmos tão desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja. Faz bem ao ser humano, mas o que há de tão desagradável em ficarmos eventualmente a sós? Será que não podemos passar um mísero dia sem ceder a essa necessidade neurótica de ter sempre alguém ao lado? Se somos tão desagradáveis a ponto de não conseguirmos tolerar nossa própria companhia, como então esperarmos que os outros desejem ficar perto de nós? Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que então mostremos uma disposição enérgica e alegre? Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo não servirá senão para afastar as pessoas ainda mais. O mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem, exceto mendigar a tensão, são condenados à indiferença, sem nenhuma compaixão. Na verdade, não precisamos pedir ou mendigar nada a ninguém. Tão pouco termina. O fundamental é nos convencermos de nosso valor e importância. É descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes. Conquistar a atenção dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia não é mais do que mera consequência dessa descoberta. Pense nisso, mas pense agora.

UM PAI EM NOSSAS VIDAS
8 Ago 20264:34EP 21

UM PAI EM NOSSAS VIDAS

Pais existem de todos os jeitos. Existem aqueles que somente dão a sua contribuição biológica, não se envolvendo em mais nada. Existem outros que se preocupam em prover o abrigo, o alimento, a instrução. Trabalham demais. Somente esquecem de oferecer as suas preciosas presenças no lar, nas conquistas dos filhos, desde as menores às mais grandiosas. Existem outros que se reversem de ternura, atenção, cuidados. Alguns são os grandes promotores do sucesso dos seus filhos. São referência de cumplicidade. Sempre prontos a ouvir os seus anseios, os sonhos, a escutar as confidências, as pequenas notícias. As tolices do dia a dia. E colaboram nas várias etapas da concretização dos seus sonhos, permitindo-se ouvir as reclamações, as queixas, os desabafos ante os percalços que eles encontram. São esses a quem muitos de nós devemos o sucesso na carreira, o sonho alcançado. Assim foi com a indiana Gunjan Saxena, que se tornou a primeira oficial da força aérea indiana. Criança, em viagem aérea, teve a oportunidade de entrar na cabine de comando. Deslumbrou-se com o que viu. A aparelhagem, o imenso céu azul parecendo ser conquistado pelo enorme avião, desejou ter o domínio de todos aqueles instrumentos. Queria sentar-se no banco do mandante que lhe disse, para sentar aqui você precisa se tornar piloto. Ela foi. Perseguir o seu sonho. Em 1996, depois de conseguir sua graduação como bacharel em ciências em física, ingressou na força aérea indiana. Enfrentou dificuldades e em alguns momentos vacilou. Seu pai, no entanto, lhe oferecia o ombro para chorar, os ouvidos para escutar, o coração para amar. E as suas palavras eram sempre de incentivo, de não desistir, de alcançar o seu sonho. A grande diferença de um pai presente na vida de uma filha. O primeiro posto de Saxena foi em Udhampur, onde precisou enfrentar desafios de gênero. De toda forma, segundo ela, os pilotos do sexo masculino aceitaram a situação mais rápido do que ela mesma esperava. Foi a única mulher piloto a participar da batalha de kargil entre maio e julho. De 1999, na qual a Índia lutou contra os paquistaneses que tomaram posições na linha de controle indiana. Suas principais funções durante essa guerra eram evacuar os feridos, transportar suprimentos e ajudar na vigilância. Ela teve que lidar com áreas de pouso improvisadas, alturas de 13 a 18 mil pés e fogo inimigo. Uma única mulher, entre os dez pilotos, participou do resgate de 900 soldados feridos ou mortos. Quantos de nós, como a Indiana Gunjan, tivemos um pai atento, responsável e incentivador? Importante que o saibamos agradecer. Se já é idoso, mas ainda precisamos destacar a sua atuação em nossas vidas. Para todos os que somos pais no agora. Uma lição, tenhamos os olhos nos nossos filhos. Ouçamos os seus sonhos e os auxiliamos, com nossa palavra, a ir em frente, a prosseguir, a galgar os degraus até a vitória. Lembremos, um pai faz a grande diferença na vida dos seus filhos. Pense nisso, mas pense agora.

UM MUNDO MELHOR
7 Ago 20264:09EP 20

UM MUNDO MELHOR

Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos, que o mundo está cada vez pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na humanidade, que o mundo não tem mais jeito. E outras tantas afirmações de desânimo. Mas será isso mesmo verdade? Será que a humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês, Ruther Bergman, reuniu em seu livro, Utopia para Realistas, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. 100 anos depois, o número baixou pela metade. No início do século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade. Implantes cerebrais que restituem a visão. Pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia. Cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos 40 anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso à internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda. Se pararmos para olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar a sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor na mente e no coração. Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos espante. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda a nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida, nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciem um mundo melhor através de boas atitudes. Você pode pensar, ah, mas eu tenho tantos gigantes ainda para vencer? Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso. Mas, pense agora.

ESPINHOS
6 Ago 20263:26EP 19

ESPINHOS

Conta-se que durante a era glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, em defesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inferno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte, e feridos e magoados afastaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito. Mas descobriram depois que essa não era a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, com preenção. De tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo a longa era glacial. Essa história dos porcos espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum, já outras espinhos se fazem presentes e com muita intensidade. E por vezes tentamos fazer igual aos porcos espinhos, já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longe uns dos outros, passíveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam que, mesmo incomodando, ainda assim se fazia necessário estar perto. Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim, vão nos gerar incômodo, porém também serão necessários para sobrevivermos, avançarmos e aprendermos e evoluirmos. Existe um lado positivo, às vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto, e esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos, ou esquecemos de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona, que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para enxergarmos no próximo, nas situações e na vida, mais calor e menos espinhos. Pense nisso, mas pense agora.

AS QUATRO ESTAÇÕES DA VIDA: A IMPORTÂNCIA DE NÃO JULGAR PELA APARÊNCIA
5 Ago 20262:57EP 18

AS QUATRO ESTAÇÕES DA VIDA: A IMPORTÂNCIA DE NÃO JULGAR PELA APARÊNCIA

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado. Por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local. O primeiro filho foi lá no inverno. O segundo na primavera. O terceiro no verão. E o quarto e mais jovem no outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinha visto. O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta, toda retorcida. O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas. O terceiro discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinha um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que era uma coisa mais graciosa que ele já tinha visto. O último filho discordou de todos eles. Ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas. Então o homem explicou aos seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore. Ele falou que não se pode julgar uma árvore ou uma pessoa por apenas uma estação. E que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vem daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas. Se você desistir quando for inverno, perderá a promessa da primavera, a beleza do verão e a expectativa do outono. Essa história ilustra a importância da consideração de que cada fase da vida tem seu valor. Ao olhar apenas para uma estação da vida de alguém ou de alguma coisa, estamos vendendo apenas uma parte da totalidade. A verdadeira compreensão vem com o tempo, ao testemunhar e apreciar o ciclo completo. A primavera traz promessas, o verão traz beleza, o outono traz frutos e o inverno traz uma pausa necessária para a renovação. Pense nisso, mas pense agora.

 VIVA GRANDEMENTE
4 Ago 20264:18EP 17

VIVA GRANDEMENTE

Mariana era uma menina curiosa e sensível. Caminhava com seu pai pelas ruas da pequena cidade, quando viu um menino, magro, mal trapinho, rodeando algumas latas de lixo. Seus olhos, fundos e tristes, encontraram os da menina por um breve instante, antes que ele se escondesse numa densa mata que margeava a estrada. Mariana, sem pensar, chamou a atenção do seu pai. Aquele homem justo e compassivo não hesitou, chamou as autoridades para a averiguar, e logo descobriu que o menino havia fugido de uma casa em guerra, onde era constantemente maltratado por seus cuidadores. Mariana aproximou-se do menino e perguntou, por que você não pediu ajuda? Assustado, o menino respondeu, A floresta é melhor que os humanos. Elas não machucam. O pai de Mariana ajoelhou em frente do garoto e disse, Algumas pessoas podem ser cruéis sim, e a natureza é boa. Mas você precisa de cuidados humanos para crescer e se tornar uma pessoa maravilhosa. E lembre-se, não é porque você veio de uma família infeliz que sua história precisa ser triste. Agarre essa nova oportunidade que a vida te dá, e viva grandemente. Anos depois, Mariana soube que o menino havia sido adotado, cresceu o restante da sua vida com amor, e agora um médico pediátrico e voluntário no orfanato que o abrigou nos seus dias difíceis. Em um mundo onde as sombras do egoísmo e da indiferença se estendem, a luz da empatia brilha como um farol de esperança. Empatia não é apenas sentir o que o outro sente, é a ponte que conecta corações e mentes, permitindo que as pessoas vejam além de si mesmas e estendam a mão para ajudar quem precisa. Cada ato de compreensão é uma semente plantada no solo fértil da humanidade, e cada gesto de bondade nutre essa semente, incentivando-a a crescer e florescer. A história é um testemunho de que, quando regadas com empatia, amor e compreensão, as sementes da mudança podem romper o concreto da apatia, a dor e a desilusão. A mudança no rumo da história começa com a escolha que cada indivíduo tem ao agir com compaixão e altruísmo, bem como a escolha que cada um faz diariamente diante das dificuldades e da dor. Não devemos guardar rancor, nem pensar que o mundo é culpado pelo nosso sofrimento, pois isso só aprisiona o coração, impedindo que ele se desenvolva para a vitória. A compreensão é como um eco que se propaga, um simples ato de bondade tem o poder de iniciar uma onda de mudanças positivas, transformando a narrativa de uma era. O Evangelho nos ensina que não devemos ser prisioneiros do ciclo da retaliação, mas sim libertadores da graça. Romanos capítulo 12:21, diz: "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem". Este versículo ressoa como um chamado para quebrar as correntes do rancor e retribuir o mal com o bem, iluminando o caminho para um futuro em que a empatia é a chave para desbloquear o potencial ilimitado da história humana. Pense nisso, mas pense agora.

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