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PODCAST · 530 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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WEISSWEIN: O VINHO DO GELO
21 Ago 20261:50EP 530

WEISSWEIN: O VINHO DO GELO

Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje. Vamos à nossa taça de conhecimento do dia? Falaremos sobre o Weisswein, o vinho do gelo. A origem desta proposta de vinho é alemã e foi ao acaso, acredite. Um viticultor alemão se ausentou do seu vinho e, ao regressar, as uvas estavam extremamente maduras e congeladas, pois era inverno rigoroso. Elas deveriam ter sido colhidas antes da chegada das temperaturas congelantes, entre menos 7 e menos 10 graus. Para não perder a safra, resolveu vinificar e, ao esmagar as uvas congeladas, ocorreu a separação natural dos cristais de água, deixando o sumo mais denso e doce. Assim, a concentração do mosto fica extremamente doce e com níveis de acidez relevantes. E estes dois fatores deixam o vinho equilibrado no paladar, rico em aromas, com expressões de frutas cítricas, mel e floral. A fermentação deste vinho é lenta, podendo durar cinco meses. Este vinho de congelamento natural é produzido na Alemanha e em outros países do norte europeu, como também na América do Norte, como o Canadá, onde a qualidade do vinho é sensacional e o volume de produção é considerável. Como vimos, o processo de produção não é simples e rápido e, por estes fatores, o preço de uma garrafa reflete o custo de produção. As uvas mais utilizadas são a Riesling, a Cabernet Franc, a Chenamblain e a Gewürztraminer. Um vinho sensacional para finalizar a refeição ou até mesmo para acompanhar queijos curados e azuis.

TANINOS NO VINHO: ENTENDA A IMPORTÂNCIA DESSE COMPONENTE PARA O SABOR E O ENVELHECIMENTO
19 Ago 20261:57EP 529

TANINOS NO VINHO: ENTENDA A IMPORTÂNCIA DESSE COMPONENTE PARA O SABOR E O ENVELHECIMENTO

Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja bem-vindo ao Música e Vinho. Hoje, nossa taça de conhecimento é sobre um importante componente do vinho: o tanino. Você já experimentou uma banana ainda não muito madura? Ela causa uma sensação interessante em boca: uma sensação de secura, de adstringência. Essa sensação ocorre devido à alta concentração de taninos na banana, que, quanto mais verde, mais concentrada em taninos. É um polifenol. O tanino está presente no vinho, que naturalmente está na casca, sementes e engaços das uvas, e também nas barricas de armazenamento. Os vinhos com taninos são os vinhos tintos, porém alguns brancos podem apresentar este composto em uma mesma quantidade, é claro, quando passam por barrica ou quando têm contato com as cascas no processo de produção. Nos tintos, a maior concentração se dá porque, no processo de produção, é necessário contato do mosto com as cascas, e é neste momento que o componente tanino se dilui na água e no álcool. Assim sendo, o processo de produção pode influenciar na qualidade de tanino que o vinho pode obter, e tudo isso depende da proposta que o enólogo quer atingir para cada vinho. O tanino atua como componente estrutural do vinho, e vinhos tânicos tendem a envelhecer melhor. Estes vão diminuindo a intensidade ao longo do tempo e se tornando mais polidos, mais suaves. Que tal alguns exemplos de uvas que podem gerar vinhos com boa qualidade de taninos e que até mesmo as possuem pouco tanino? Com taninos bem presentes, temos a Cabernet Sauvignon, Nebbiolo e Tannat. Com taninos suaves, a Pinot Noir, Gamay e Grenache. E, se você, ouvinte, quer sugerir um tema para o nosso programa, envie pelo meu Instagram @jonas.sommelier.

A VIDEIRA: A ORIGEM DA UVA E A ARTE DE PRODUZIR VINHOS
17 Ago 20261:55EP 528

A VIDEIRA: A ORIGEM DA UVA E A ARTE DE PRODUZIR VINHOS

Olá, ouvinte da Radio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje, que traz para você uma taça de conhecimento sobre o sensacional mundo do vinho. Hoje falaremos sobre a videira, a planta que produz a uva. A videira, também chamada de parreira, é uma árvore trepadeira que, assim como outras, apresenta raízes que afixam no solo e dele extraem água e nutrientes para se manterem saudáveis e gerando folhas e frutos. Possui tronco, a superfície que trabalha como um condutor de seiva para os fermentos, onde nascem as folhas e também surgem os frutos. Existem estudos que citam que a uva é uma planta nativa da Ásia, mas foi no Egito que os primeiros cultivos para a produção do vinho foram documentados pelo homem. Logo de uma história com mais de 8 mil anos, o homem aprendeu a cultivar as espécies de videira nos terroirs onde elas melhor se expressam. Aprendeu a conduzir a planta através do desenvolvimento de métodos baseados, inicialmente, na observação durante o seu ciclo vegetativo. Hoje, a espécie de videira mais adequada para os vinhos finos são as vites viníferas, também chamadas de vites europeia. Seus frutos, como, por exemplo, a uva cabernet sauvignon, merlot e chardonnay, possuem características biológicas que proporcionam melhor sabor e maior complexidade ao vinho. Já a espécie de videira vites labrusca, ou também chamada de vites americana, se encaixa perfeitamente na produção de suco, geléias e outros, devido a suas características. E, se você é ouvinte e quer sugerir um tema para o nosso programa, envia no meu Instagram, @jonas.somelier. Será um prazer.

A VIDEIRA: A ORIGEM DA UVA E A ARTE DE PRODUZIR VINHOS
14 Ago 20261:55EP 527

A VIDEIRA: A ORIGEM DA UVA E A ARTE DE PRODUZIR VINHOS

Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje, que traz para você uma taça de conhecimento sobre o sensacional mundo do vinho. Hoje falaremos sobre a videira, a planta que produz a uva. A videira, também chamada de parreira, é uma árvore trepadeira que, assim como outras, apresenta raízes que afixam no solo e dele extraem água e nutrientes para se manterem saudáveis e gerando folhas e frutos. Possui tronco, a superfície que trabalha como um condutor de seiva para os fermentos, onde nascem as folhas e também surgem os frutos. Existem estudos que citam que a uva é uma planta nativa da Ásia, mas foi no Egito que os primeiros cultivos para a produção do vinho foram documentados pelo homem. Logo de uma história com mais de 8 mil anos, o homem aprendeu a cultivar as espécies de videira nos terroirs onde elas melhor se expressam. Aprendeu a conduzir a planta através do desenvolvimento de métodos baseados, inicialmente, na observação durante o seu ciclo vegetativo. Hoje, a espécie de videira mais adequada para os vinhos finos são as Vitis viníferas, também chamadas de Vitis europeia. Seus frutos, como, por exemplo, a uva Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, possuem características biológicas que proporcionam melhor sabor e maior complexidade ao vinho. Já a espécie de videira Vitis labrusca, ou também chamada de Vitis americana, se encaixa perfeitamente na produção de suco, geleias e outros, devido a suas características. E, se você é ouvinte e quer sugerir um tema para o nosso programa, envia no meu Instagram, @jonas.sommelier. Será um prazer.

VALE DE GUADALUPE: O PRESTÍGIO DOS VINHOS FINOS DO MÉXICO
13 Ago 20261:34EP 526

VALE DE GUADALUPE: O PRESTÍGIO DOS VINHOS FINOS DO MÉXICO

Seja muito bem-vindo ao nosso Música e Vinho de hoje. Nossa taça de conhecimento da vez será sobre uma região produtora de vinhos finos no México. O vale tem os vinhedos mais ao norte de todo o México e ficam distantes do mar por volta de 22 km. A altitude, que influencia muito na maturação, varia entre 300 e 400 metros. Todos estes fatores fazem do Vale de Guadalupe a região de maior prestígio de todo o México, chegando a produzir 85% do vinho de todo o país. E um vinho que chama muito a atenção no portfólio da bodega é o tinto Montchanique Grand Ricardo, da safra 2018. Produzido com as variedades de uvas viníferas francesas, como as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. Por barricas de carvalho francês por 18 meses, traz complexidade e afinamento a este vinho. Sua coloração é rubi intensa, aromas que remetem a grosélia, baunilha, pimenta-preta, tostado e tabaco. Em boca, tem entrada suave, porém, com taninos presentes, sem perder a elegância. Um brinde aos vinhos do México e um brinde especial a você, ouvinte do Música e Vinho. Deixe sua sugestão de tema para o nosso programa através do meu Instagram. Anote aí: @jonas.somelier. Será um prazer.

TERROIR: A IDENTIDADE DO VINHO
12 Ago 20261:53EP 525

TERROIR: A IDENTIDADE DO VINHO

Hoje, nossa taça de conhecimento sobre o fascinante mundo do vinho é sobre o conceito de terroir. Você que lê e se interessa sobre o tema vinho já deve ter se deparado com esta palavra. E, afinal, qual o conceito de terroir do vinho? A palavra terroir é uma das mais utilizadas do mundo do vinho e talvez uma das menos compreendidas. Não existe uma tradução literal, mas sim um sentido para esta palavra. Para entendermos melhor, vamos imaginar a seguinte situação: temos uma mesma espécie de uva, a Cabernet Sauvignon, porém plantada em dois locais diferentes, como, por exemplo, Bordeaux, na França, e Vale do Maipo, no Chile. As uvas colhidas nestes dois locais terão diversas características únicas, devido à ação de eletrônia. Elementos diferentes de cada local, como o tipo de solo, a altitude e a exposição solar. Isso trará ao vinho o mesmo efeito, uma certa singularidade, pois não existem locais completamente iguais. Podemos concluir que terroir é a união das condições naturais que influenciam o desenvolvimento da planta-videira e, automaticamente, as condições de seus frutos, as uvas. Portanto, ressalto que a ação do homem pode alterar as características de determinados locais de produção, originando novas características que influenciam a uva e suas propriedades. Um vinho de qualidade transmite as características de seu terroir, que sofre modificações a cada safra, gerando vinhos singulares, deixando o mundo do vinho mais e mais apaixonante. E, se você, ouvinte, quer sugerir um tema para o nosso programa, envie pelo meu Instagram: @Jonas.sommelier. Será um prazer.

DENOMINAÇÕES DE ORIGEM GARANTEM A ORIGEM E A TIPICIDADE DOS VINHOS
11 Ago 20261:45EP 524

DENOMINAÇÕES DE ORIGEM GARANTEM A ORIGEM E A TIPICIDADE DOS VINHOS

As denominações de origem têm como principal objetivo delimitar regiões de produção e garantir que os vinhos dessas áreas expressem as características do terroir de origem, considerando fatores como solo, relevo, clima, altitude e a ação do homem. A prática, que surgiu no século XVIII, em Portugal, ganhou popularidade na regulação da origem dos vinhos a partir de 1935. O selo de denominação de origem controlada, porém, não está relacionado diretamente à qualidade do vinho, já que cabe ao consumidor avaliar se a bebida é boa ou não de acordo com o próprio gosto.

PINOT NOIR: UMA UVA DE DIFÍCIL CULTIVO E EXTREMA ELEGÂNCIA
10 Ago 20261:57EP 523

PINOT NOIR: UMA UVA DE DIFÍCIL CULTIVO E EXTREMA ELEGÂNCIA

A taça de conhecimento de hoje tem bojo largo, haste comprida e é conhecida como taça Borgonha ou taça Pinot Noir, e é dela que iremos falar hoje, a uva Pinot Noir. Os primeiros cultivos desta uva datam de 150 antes de Cristo, sendo cultivada na Borgonha desde 1375, onde se adaptou e se mostra de forma ímpar. É uma uva de difícil cultivo e adaptação, porém é capaz de produzir vinhos de extrema elegância, podendo ter preços altíssimos.

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