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PODCAST · 3383 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A RAIVA
11 Out 20246:10EP 2766

A RAIVA

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 SERVOS E ANJOS
8 Out 20245:03EP 2763

SERVOS E ANJOS

Quando tuas mãos ainda cabiam dentro das minhas, e num abraço eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida, e feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover. Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus, e uma dúzia e meia eram os habitantes da terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu, e de meu rosto sempre tiveste a expressão mais sincera. Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver é se entregar. Quando tua mente ainda era casa de brinquedo, que eu conhecia cômodo a cômodo, do teto ao chão, quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo. E o teu respirar no colo era a letra da minha canção. Quando tua voz no mundo ainda era minha, eu me desafiava tentando te entender. Perdi-me de mim e encontrei a linha. Teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer. Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu coração queria, já aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria. Estudos mostram que até em torno dos seis meses os bebês se percebem como extensão das mães, isto é, não se vê ainda como um outro ser. As mães, por sua vez, pela intensa ligação que têm com os filhos desde a vida intrauterina, acabam com os filhos. Estão tendo a impressão de que os filhos são como partes de si mesmas. Os filhos crescem, enxergam-se como individualidades, pensam por si só, têm vontade própria e tornam-se independentes em quase tudo. Por outro lado, muitos corações de mãe e de pai ainda permanecem com aquela impressão singela de que continuam sendo seus bebês. Como se uma parte do seu amor tivesse ficado mergulhado no passado. Tornam-se nostálgicos, voltam a olhar os álbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto e não conseguem encontrar. Tudo isso é saudável quando serve para reforçar os laços, quando torna os vínculos cada vez mais fortes e perenes, impossíveis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho. Os pais devem apenas ter atenção quando esses sentimentos descambam para as esferas da super proteção, do excessivo cuidado que sempre trazem prejuízo para todos na família. Há o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais. Depois há o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade e lhes dar a chance de fazer algumas escolhas. E por fim, o tempo de observar sua nova caminhada à distância, de permitir que eles mesmo satisfaçam suas vontades, aceitando as consequências de todas suas decisões e escolhas. Não se trata de um abandono, mas é o momento em que os pais deixam de ser servos, e não há nada depreciativo nesta palavra, e passam a ser anjos de guarda. Os anjos guardiões estão sempre presentes, atuam prontamente em todas as necessidades, porém, não interfere no livre arbítrio das criatura, aconselham, advertem, consolam. A decisão final, é sempre do protegido. Pense Nisso, mas pense agora!

NÃO VENHA ROUBAR A MINHA SOLIDÃO
7 Out 20245:25EP 2762

NÃO VENHA ROUBAR A MINHA SOLIDÃO

Se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. O título do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o filósofo da afirmação da vida. Nos tempos atuais, tempos de vidas líquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como estilo de vida positivo. Dia desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fora feita a seguinte pergunta. Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas, percebemos que a solidão nos dias de hoje seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que, com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio. Haviam aqueles que opinavam. Dizendo que a solidão é luxo nos dias atuais. Muitos afirmavam que preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer oi? E arrematam, é melhor viver num casulo do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro diante dessas afirmações é que a solidão se tornou uma amiga protetora para nossa sociedade onde tudo é tão líquido que vê no relacionamento interpessoal como um problema que somente a solidão resolve. Em suma, estamos nos tornando misantropos, isto é, vivemos com desconfianças da sociedade da qual fazemos parte. Existe em nós o dilema do porco-espinho criado pelo filósofo Arthur Chopin Hauer, dos porcos espinhos. Quando sentimos frio, nos aproximamos, por necessidade das pessoas. Mas ao fazermos isso, espetamos e somos espetados pelos espinhos. E assim, vivemos essa tensão. Eu quero calor, eu quero proximidade com outras pessoas, mas essas pessoas têm ideias diferentes, gostos diferentes, opiniões dissonantes das minhas. Essas pessoas têm espinhos e, desta forma, nos afastamos para, logo mais, sentirmos a necessidade de nos aquecer de novo. Aqui fica a lição de que devemos viver em comunhão, mas sem ocupar o espaço sagrado de cada um. Sim, isso é a arte que poucos dominam. É por isso que, em nossos dias, as redes sociais fazem tanto sucesso. Ela te aproxima das pessoas, mas sem que fiquem tão próximas a ponto de te espetarem com seus espinhos. Então, com o smartphone nas mãos eu controlo as distâncias. Com o celular resolvemos o dilema do porco-espinho. Ele aproxima, mas sem o risco de ser espetado. E por outro lado, eu consigo um certo calor humano. Tépido, tênue, mas com algum calor. E ao mesmo tempo, mantenho a minha solidão controlada. Não venha roubar minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. Ofertamos então aquelas coisas, entre aspas, antiquadas. Como por exemplo, as visitas entre amigos com os intermináveis bate-papos que hoje se extinguiram. Graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global sem sair da frente de um visor. Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiro para entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de laser junto a natureza, são atos a que todos podemos nos propor, aprendamos a desfrutar da companhia um do outro, mesmo que de vez em quando, haja alguns espinhos, isso faz parte de uma relação menos líquida, no contato humano é que burlamos experiências e sentimentos, aprendemos a disciplina do próprio proceder, portanto, vamos viver uma vida, menos líquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense nisso, mas pense agora.

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO
5 Out 20244:14EP 2761

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

Existem situações nas quais passamos no dia a dia capazes de nos fazer refletir, o que demonstramos com nossa atitudes, o que as pessoas observa em nós, e o que percebemos nelas. Clara mora em uma cidade grande no Brasil, com milhões de pessoas que dividem o espaço em movimentadas ruas, todos os dias na hora do almoço ela anda 6 quadra até o restaurante que costuma frequentar, nesse trajeto até a poucos meses, havia semáforos para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava, a pouco meses viu com alegria a instalação de novos semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Mas, os sinais de transito não era percebido pela maior parte da pessoas que por ali circulava, ela pensava, é só uma questão de tempo, logo todos vão prestar atenção. Várias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança. Chegou a observar uma jovem com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres e quase foi atropelada. Dia desses Clara resolveu contar o tempo que levaria a mais para chegar no restaurante se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem a conclusão foi surpreendente, apenas um minuto e vinte segundos, e por tão pouco as pessoas arriscavam tanto, ela pensou em escrever para o departamento responsável do trânsito e solicitar uma campanha de educação aos pedestres, mas logo pensou: O cidadão também deve fazer a sua parte. Ela continuou a esperar pacientemente a vez de cruzar a rua, mesmo sendo muitas vezes a única pessoa a respeitar o sinal. Muito se fala em cidadania, é quando o cidadão possui e exerce o direito civis e político de um estado. Falar em direito é sempre agradável para qualquer individuo, e sem duvida alguma, todos devemos lutar por eles, para viver dignamente, mas morando em comunidades, devemos sempre estar atento aos nossos deveres, pois se cada um buscar apenas os direitos a vida em sociedade será um caos, em um país, todos estão sujeitos a Constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos. Temos sim, portanto, deveremos para com o próximo, e o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, e você como você age no seu dia-a-dia, como aqueles que só pensam nos seus direitos ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres, como você se comporta diariamente? reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte mesmo que aqueles com que convivemos ainda não o façam. Pense Nisso, mas pense agora.

O DESTINO
4 Out 20244:21EP 2760

O DESTINO

Em uma floresta havia um monge que era capaz de prever o futuro. Muitas pessoas o procuravam para ouvir suas previsões. Eram tantas pessoas que o procuravam que ele resolveu passar a viver escondida em uma caverna para assim poder meditar e não precisar atender tanta gente. Os anos se passaram. Dois amigos se perderam na floresta e foram parar na caverna onde o monge vivia. Ele os recebeu, os alimentou e abrigou para passarem a noite. Eles lembraram do monge, pois ele era muito famoso naquele lugar. Então, resolveram pedir para que ele lhes revelasse o futuro. O monge meditou por uns momentos e então previu que um dos amigos. Em um ano seria o rei daquele lugar e para o outro amigo ele previu que em um ano seria assassinado. No dia seguinte bem cedo os dois foram embora. Um dos amigos estava feliz e o outro desesperado. O amigo que iria virar o rei começou a se tornar uma pessoa arrogante e responsável. Certo de que quando se tornasse rei teria poder ilimitado sobre todos. Já o amigo que iria morrer começou a repensar a sua vida. Decidiu ser a melhor pessoa que pudesse ser para deixar uma boa lembrança aos seus amigos e familiares. Um ano se passou e os dois se encontraram e decidiram fazer um passeio pela floresta. Enquanto andavam o amigo que se tornaria rei tropeçou em um vaso e quando pegou viu que ele estava cheio de ouro. Ele ficou feliz começou a cantar e. Dançar, já sentindo que sua sorte estava por começar. Sua empolgação chamou a atenção de um bandido que passava por aquele lugar. O bandido tentou assaltá-lo, e o amigo tentou defendê-lo, mas acabou levando uma facada no ombro. O bandido acabou fugindo, e os dois voltaram para a cidade onde viviam. Meses se passaram, e um deles não se tornou rei, e o outro não foi assassinado. Então, resolveram voltar até o monge para saber o que tinha acontecido. O monge meditou e falou para o homem que seria rei, suas ações arrogantes e irresponsáveis fizeram seu destino mudar, e sua sorte foi reduzida a um pote de ouro. Para o outro homem, o monge falou, suas ações bondosas fizeram seu destino mudar, e o seu assassinato foi reduzido a uma facada no ombro. O nosso destino foi reduzido a uma facada no ombro. O destino muda conforme nossas ações, não se prendam a previsões e sim tentem ser as melhores pessoas que puderem e todo seu destino será favorável. Essa história ilustra uma lição poderosa sobre como nossas ações moldam o nosso destino. A certeza do futuro não está apenas nas mãos de quem prevê, mas principalmente em como escolhemos agir no presente. Enquanto um dos amigos se deixou consumir pela arrogância e pela certeza de um destino glorioso, o outro usou a perspectiva de um fim iminente para viver com espera e propósito. No final, o verdadeiro poder sobre nosso destino reside em nossas próprias escolhas e atitudes. Pense nisso, mas pense agora.

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