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PODCAST · 3382 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CORRER RISCOS
17 Jan 20254:44EP 2854

CORRER RISCOS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PEDRAS E PÃES
16 Jan 20255:09EP 2853

PEDRAS E PÃES

Conta-se que o Rei Bartolomeu dos mártires viveu para servir. Era português, da cidade de Braga. Certa feita, na comunidade em que oferecia seu trabalho, resolveram construir uma catedral monumental. Um templo de grandes proporções, que pudesse abrigar multidões. Para isso, os nobres se reuniram e acertaram de, anualmente, contribuírem com elevadas somas. Começou a construção. Ergueram-se as colunas, as paredes, chegou-se ao teto. Foi então que Frei Bartolomeu percebeu que uma crise havia chegado ao país, atingindo o povo. Os menos favorecidos lutavam contra fome, a miséria, as doenças. Como chefe daquela comunidade religiosa, ele tinha à sua disposição todo aquele dinheiro arrecadado, cuja administração lhe competia. Especialmente, é claro, para a construção da catedral. Naquele ano, ele deixou a catedral parada. Ela tinha teto, pensou. Podia esperar. Os nobres, no entanto, prosseguiram a entregar elevadas somas. No segundo ano, a construção continuou parada. Também no terceiro, no quarto, no quinto. Dez anos depois, a catedral estava do mesmo jeito. Nada de ficar pronta. Embora confiassem em Frey Bartolomeu, os nobres se reuniram, organizaram uma comissão e seis deles foram conversar com o Frey. Amigo de todos, ele os recebeu fraternalmente e os escutou. Por fim, respondeu. De acordo com a minha contabilidade, há mais de duas mil famílias em necessidade. Como pai espiritual de todas elas, não posso permitir que meus filhos passem fome. Tudo tem sido gasto com a nossa própria gente. Um deles disse, mas Frey, está certo que o Senhor ajude essas criaturas? Poderia retirar uma pequena percentagem da soma que lhe entregamos? O velho Frey suspirou, ergueu os ombros, uniu as mãos e respondeu. Os senhores me fazem uma proposta muito curiosa. Vejam bem, lê-se no Evangelho que Jesus no deserto foi convidado a transformar pedras em pães. Os senhores, entretanto, estão me pedindo justamente ao contrário. Que eu transforme pães em pedras. Tinha razão o pastor daquelas almas. A vida humana nos merece todo o respeito. Em se falando sobre direito, o primeiro de toda criatura é o de viver. Portanto, alimenta-se. Prover as necessidades básicas dos nossos irmãos se constitui não em caridade, mas em dever de irmão para conselho irmão. Toda moral se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. No que diz respeito à caridade e a que não importa se você tem ou não uma crença religiosa, o Evangelho de Mateus coloca claramente como condição absoluta da felicidade. Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Era estrangeiro e me hospedastes, estava nu e me vestistes. Adoeci e me visitaste, estive na prisão e me foste ver, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste. E sintetizando a lição a mim Jesus recomendou. Amai-vos uns aos outros, praticai o bem sem ostentação, fazei aos outros o que queria-vos que o fizeste. Pense Nisso, mas pense agora.

PEDRAS E PÃES
16 Jan 20255:09EP 2852

PEDRAS E PÃES

Conta-se que o Rei Bartolomeu dos mártires viveu para servir. Era português, da cidade de Braga. Certa feita, na comunidade em que oferecia seu trabalho, resolveram construir uma catedral monumental. Um templo de grandes proporções, que pudesse abrigar multidões. Para isso, os nobres se reuniram e acertaram de, anualmente, contribuírem com elevadas somas. Começou a construção. Ergueram-se as colunas, as paredes, chegou-se ao teto. Foi então que Frei Bartolomeu percebeu que uma crise havia chegado ao país, atingindo o povo. Os menos favorecidos lutavam contra fome, a miséria, as doenças. Como chefe daquela comunidade religiosa, ele tinha à sua disposição todo aquele dinheiro arrecadado, cuja administração lhe competia. Especialmente, é claro, para a construção da catedral. Naquele ano, ele deixou a catedral parada. Ela tinha teto, pensou. Podia esperar. Os nobres, no entanto, prosseguiram a entregar elevadas somas. No segundo ano, a construção continuou parada. Também no terceiro, no quarto, no quinto. Dez anos depois, a catedral estava do mesmo jeito. Nada de ficar pronta. Embora confiassem em Frey Bartolomeu, os nobres se reuniram, organizaram uma comissão e seis deles foram conversar com o Frey. Amigo de todos, ele os recebeu fraternalmente e os escutou. Por fim, respondeu. De acordo com a minha contabilidade, há mais de duas mil famílias em necessidade. Como pai espiritual de todas elas, não posso permitir que meus filhos passem fome. Tudo tem sido gasto com a nossa própria gente. Um deles disse, mas Frey, está certo que o Senhor ajude essas criaturas? Poderia retirar uma pequena percentagem da soma que lhe entregamos? O velho Frey suspirou, ergueu os ombros, uniu as mãos e respondeu. Os senhores me fazem uma proposta muito curiosa. Vejam bem, lê-se no Evangelho que Jesus no deserto foi convidado a transformar pedras em pães. Os senhores, entretanto, estão me pedindo justamente ao contrário. Que eu transforme pães em pedras. Tinha razão o pastor daquelas almas. A vida humana nos merece todo o respeito. Em se falando sobre direito, o primeiro de toda criatura é o de viver. Portanto, alimenta-se. Prover as necessidades básicas dos nossos irmãos se constitui não em caridade, mas em dever de irmão para conselho irmão. Toda moral se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. No que diz respeito à caridade e a que não importa se você tem ou não uma crença religiosa, o Evangelho de Mateus coloca claramente como condição absoluta da felicidade. Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Era estrangeiro e me hospedastes, estava nu e me vestistes. Adoeci e me visitaste, estive na prisão e me foste ver, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste. E sintetizando a lição a mim Jesus recomendou. Amai-vos uns aos outros, praticai o bem sem ostentação, fazei aos outros o que queria-vos que o fizeste. Pense Nisso, mas pense agora.

A VIDA
15 Jan 20254:10EP 2851

A VIDA

Durante muito tempo tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito. O que esperavam de mim. Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora, filho, um menino sonhador, cheio de expectativas. Ora, irmão, o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades. Mais tarde, o amigo, capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau. E, de repente, pai e homem de negócios. Tantos compromissos e muito medo de errar. Sempre tive muitas perguntas. Mas eram poucas as respostas. Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mário Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva. Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah, e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega. É um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente. E comecei a virar mais. Que tudo que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se realmente tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos, a vida é vazia, solitária. E se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir todos os dias a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente. Nós somos privilegiados por esse milagre. O milagre da vida. Pense nisso. Mas pense agora.

CERTEZAS DA VIDA
14 Jan 20254:28EP 2850

CERTEZAS DA VIDA

Possivelmente em algum momento da sua vida, suas experiências te levaram a pensar sobre a morte. Talvez o medo de se encontrar com ela, ou a tristeza por perder alguém que você muito amava. Alguém que fez história, deixou de existir nessa terra, e hoje faz muita falta. Nos enganamos quando algo acontece, e passamos a acreditar que a única certeza que temos é que um dia morreremos. Esse é um pensamento muito importante. Um pensamento um tanto quanto pessimista. Não. Essa não é a nossa única certeza. Nós temos outras confianças na vida. Por isso, decidi rever os meus conceitos. Essa mentalidade me gerava insegurança, medo, transtornos psicológicos. Hoje consigo ver que, até que a morte nos alcance, temos muitas histórias positivas para viver. Muitas surpas. Conquistas, experiências inimagináveis para compartilhar. Quando passamos a enxergar a existência e a nós mesmos sob o ponto de vista espiritual, pessoal, além da casca material, ganhamos muitas outras certezas. A certeza de que o amor que cultivamos será colhido em algum momento, seja no hoje ou no amanhã. A certeza de que os laços de amor que criamos ou fortificamos permanecem conosco para sempre, nada se perde. Passamos a entender que o legado que deixamos nesta terra é muito mais importante que a herança. A herança é deixada por quem já morreu e ao longo do tempo se perde. O legado é deixado por alguém que fez a diferença em vida, ainda que não esteja mais presente. Alcança gerações com um brilho diferente. O Pai que deixa o filho legado, ao invés de herança, transmite valores inegociáveis, princípios, e isso muda tudo. Quando nos permitimos desfrutar da vida na sua essência, cuidamos da nossa saúde, saúde do corpo, da alma e também do espírito. Adquirimos a certeza de que há uma inteligência maior no leme, no comando de tudo e que não precisamos nos desesperar quando as coisas saem do nosso controle. A certeza da vida antes da certeza da morte. A certeza de que cada minuto importa, de que cada dia é um tesouro inestimável. Ante a fragilidade do nosso corpo, percebamos a resistência e a exuberância da vida. Um vírus imperceptível pode nos fazer adoecer. E pode nos levar a passar pela morte a qualquer instante. Mas que isso não revele nossa fraqueza e, sim, nossa grandiosidade. Estamos aqui de passagem. A terra é escola, é hospital, é campo de semeadura. Que possamos usar o tempo que temos para nos educar, para nos curar e para trabalhar sempre pelo bem. Não nos deixemos desanimar perante as crises, perante os momentos de sofrimento. Esta é mais uma certeza que temos, de que a dor não dura para sempre e de que podemos ser hoje melhores do que fomos ontem. Pense nisso, mas pense agora.

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO
13 Jan 20253:41EP 2849

PERDENDO A NOÇÃO DO TEMPO

A frase estampada numa arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção. Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer, perder a noção do tempo. Tempo é algo tão precioso que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrar. Já não tem mais tempo para administrar. Não temos paciência para uma longa conversa no telefone. Optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos de ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial, o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque geralmente as agendas não funcionam. Não batem. No dia a dia temos que concluir um trabalho até determinado horário porque logo na sequência temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E aos poucos a gente começa a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa numa velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena para estudar mais, outros para ajustar a vida espiritual e até mesmo familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que momentos em família são necessários, mas também aprendemos da maneira mais difícil que o tempo não para e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante para nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período para enxergarmos onde estávamos falhando e quanto é gostoso ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição são os mais preciosos. Precisamos, sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos. Andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa nenhuma. A vida está passando. Será que é tempo que nos falta para perceber? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, será que temos esse tempo para perder? A vida é tão rara. Pense nisso, mas pense agora.

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS?
11 Jan 20254:02EP 2848

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS?

Você já se perguntou por que os cães vivem menos que as pessoas? O veterinário Jorge encontrou esta resposta num dia de trabalho quando conheceu Pedro, um garotinho de 6 anos de idade. Jorge foi chamado para examinar um cão de 13 anos de vida chamado Batuta. A família esperava por um milagre. O veterinário examinou Batuta e descobriu que o animalzinho já estava muito mal e que nada poderia ser feito. O cão foi cercado pela família. O menino Pedro parecia tão calmo, acariciando o cãozinho pela última vez. Jorge se perguntava se a criança entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar. O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. A mãe perguntava, por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos? Pedro disse, eu sei por quê. A explicação do menino mudou a maneira de ver a vida de todos a sua volta. Ele disse, a gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser uma boa pessoa, né? Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós, entendeu? Aquela resposta trouxe um nó na garganta. E é verdade, faz todo o sentido. Se observássemos melhor os cães, nós, seres humanos, aprenderíamos muito com eles. Talvez, quando nossa família chegasse em casa, passaríamos a correr até a porta para cumprimentá-la. Não seríamos indiferentes com sua chegada. Também não perderíamos uma oportunidade de passear com quem amamos. Assim como os cães, permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro extasia. Tire cochilos e alongue-se antes de se levantar. Separe um tempo para correr e brincar. Seus filhos e netos vão gostar muito disso. Aprenda com os cães. Evite um morder quando apenas um rosnado seria suficiente. Uma atitude precipitada pode provocar feridas, dores e deixar marcas. Quando o clima estiver muito quente, faça como os cães. Beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore. Quando você estiver feliz, dança movendo todo o seu corpo. Não desista dos seus sonhos. Se o que você quer está enterrado, cabe até encontrar. Ah, e seja fiel, independente da situação. Quando alguém estiver num mau dia, fique em silêncio. Sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali. Pode ter certeza, a sua companhia fará toda diferença. Pense nisso, mas pense agora.

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA
10 Jan 20254:54EP 2847

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

Depois das ultimas eleições no Brasil, eu tenho percebido que muitas pessoas que antes eram amigas, hoje nem se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação, em grande escala, que o mundo já provou ser maléfica. As grandes atrocidades cometidas pelo homem se iniciam sempre desta forma, pelo nosso pretenso pragmatismo, isto é, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar que nos posicionemos quanto a ideias e opiniões, mas sempre com bom senso e respeitando os demais, que são contrários a elas. Sem fanatismo, intolerância e personalismo, poderemos com as nossas ideias fomentar a paz e o progresso. Seria impossível a existência de um grupo humano, por menor que fosse, sem um pensamento discordante, sem uma opinião contrária a qualquer coisa. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito afins, pode haver divergência frontal ou inconciliável em matéria política, religiosa, social, sem que haja qualquer arranhão na amizade. Discutam, discordem, assumam posições opostas, mas continuem unidos. Porque o que todos nós queremos é a paz e a prosperidade. Isso me lembra o discurso de O Grande Ditador, personificado por Charlie Chaplin, que diz ''Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria dos outros. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina que produz abundância tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, nossa inteligência empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Vós, o povo, temos a vida. Vindes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto, em nome da democracia, usemos desse poder. Unamo-nos todos nós, lutemos por um mundo novo, um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro a mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas só mistificam, não cumprem o que prometem, jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam a aventura de todos. Soldados, em nome da democracia unamolos, que estas palavras proferidas pelo personagem inesquecível de Charles Chaplin, nos façam refletir! Pense Nisso, mas pense agora.

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